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terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Fórum Social da Maconha!!!

3.2.09

Alerta Brasil

Um grupo de pelo menos quinhentas pessoas participou de uma passeata pela liberação da maconha no Brasil, neste sábado, na Universidade Federal Rural da Amazônia, em Belém, capital do Pará, onde acontece o Fórum Social Mundial. A manifestação foi organizada pelo Coletivo Nacional "Marcha da maconha", como forma de preparação para a marcha anual que ocorre no primeiro final de semana de maio em 13 cidades brasileiras. Apesar da proibição do consumo da droga durante a passeata, muitos manifestantes estavam com cigarros nas mãos.
Aqui o site da Marcha da Maconha.

Um Lula quase perfeito e o otimismo dos zumbis do reino...

Terça-feira, 3 de Fevereiro de 2009

Blog do Clausewitz

Lula e governo têm avaliação recorde

"A aprovação ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a 84% em janeiro deste ano, indica pesquisa CNT/ Sensus divulgada nesta terça-feira. O índice é o maior já registrado desde que o levantamento começou a ser feito, em julho de 1998, e superou os 83,6% obtidos logo após a posse, em 2003. O governo também teve desempenho recorde, tendo sido avaliado positivamente por 72,5% dos entrevistados neste primeiro mês de 2009. Em dezembro último, esse número era de 71,1%.

Em relação à avaliação negativa de Lula, a cifra caiu de 15,2% em dezembro de 2008 para 12,2% em janeiro de 2009. O índice, porém, ainda está acima daquele de janeiro de 2003, quando a desaprovação ao presidente foi a mais baixa da história, girando em torno de 6,8%. O índice de reprovação do governo também diminuiu na passagem de 2008 para 2009. Foi de 6,4% em dezembro para 5% em janeiro.


Para o presidente da Confederação Nacional dos Transportes (CNT), Clésio Andrade, os altos níveis de aprovação tanto do presidente quanto de seu governo demonstram que a população está otimista em relação ao desempenho do país durante a crise financeira. "Há uma forte esperança centrada no discurso e nas medidas que o governo vem tomando. As pessoas acreditam que a crise será passageira", afirmou."

Fonte: Veja

Um único comentário meu:

► Que venha o dilúvio... nunca pensei que iria um dia esperar o pior para o meu país, para o meu povo, para meus parentes, mas alguma coisa drástica tem que acontecer para acordarmos do sono profundo em que estamos imersos, tal qual zumbis encapsulados que são libertos pelos criadores e saem por ai nas noites de lua cheia aterrorizando cidadelas... mas eu espero que o pior aconteça sim, pois jamais nossa vida será a mesma após 16 anos de comunismo clientelista de extorsão... entendo que contra fatos não há argumentos e os fatos são os desgastes diários em nosso poder aquisitivo, gerados pela vivência no país de maior carga tributária da via láctea... ainda se víssemos nosso suado imposto ser bem empregado, mas o vemos compor planilhas de más versações, como recentemente o vimos escoar pelo ralo do fórum dos zumbis da utopia assassina de esquerda... oitenta milhões de reais é uma cifra considerável para uma nação de endividados... ontem conversava via e-mail com um amigo sobre a questão de IPVA, IPTU, ICMS, etc e todos os Is que nos corroem as bases de possíveis poupanças e concluíamos que estamos atados e eu pergunto o que faz o histrião Lula da Silva chegar a um índice de popularidade que o faz um ser idolatrado por 3 /4 de nossa população, senão uma fraude? onde está a oposição que não audita essa pantomina? onde está nossa decência, que ausente nos fez simplórios engolidores de mentiras? vejo com repugnância que um modelo de fazer política baseado no corporativismo, na especulação, na enganação, no desmemoriamento e na corrupção conquistou uma menção honrosa depois de ter levado quantos milhares de pais de família ao suicídio, à criminalidade, à delinquência por não poderem manter-se e às suas famílias num patamar mínimo de dignidade e ainda vem o beócio responsável pela pesquisa, que aliás é mais um dos milhares de compadres da fera, vir dizer que há esperança em discursos e medidas e que há um crédito na temporalidade da crise? meu Deus, crise é o que vem se abatendo sobre nossa gente, provocada por representantes entronizados por nossa democracia de fundo de gaiola de passarinho, que estão num nível de desconhecimento do que passa o povo, que só me faz confirmar que somos um bando de zumbis, endividados, sem vergonhas, patifes e merecedores do dilúvio que advirá da marolinha do Lulinha semideus... parabéns, povo otário... seu presidente que é a nossa cara já já será mais perfeito do que nós fomos um dia antes de virmos ao mundo...

O outro mundo possível do fórum que nos custou milhões...

Terça-feira, 3 de Fevereiro de 2009

Blog do Clausewitz

O Fórum de Belém

"Realizado durante a semana passada na cidade de Belém, com um total de 5.808 entidades e organizações não-governamentais (ONGs) inscritas, das quais 4.193 de países da América Latina, o Fórum Social Mundial começou com passeatas, danças indígenas e cantorias folclóricas, para delírio dos cinegrafistas europeus, e terminou, como os encontros anteriores, com o lançamento de várias declarações, manifestos e cartas de princípios "politicamente corretos", cuja retórica retumbante não esconde a inconsistência que impede conclusões definidoras dos objetivos "novomundistas". Tudo o que foi dito, cantado, encenado e escrito na capital paraense é a repetição da mesma ladainha anticapitalista e antiliberal já entoada em 2001, quando o encontro, concebido por ativistas de uma esquerda cada vez mais festiva para servir de contraponto ao Fórum Econômico Mundial, de Davos, foi realizado pela primeira vez, na cidade de Porto Alegre, com os participantes brandindo o slogan "um outro mundo é possível".

Entidades indígenas, por exemplo, reafirmaram que os índios não devem ser tratados como "folclore da humanidade". ONGs representantes de camponeses reivindicaram a "democratização" do uso de recursos naturais e criticaram as mineradoras, as hidrelétricas e os megaprojetos de produção de etanol e álcool hidrocarburante. Sindicatos elogiaram "a heroica revolução cubana". O Movimento dos Sem-Terra (MST) e a Via Campesina mais uma vez denunciaram a propriedade privada e o agrobusiness e prometeram resistir às tentativas de "criminalização das lutas populares". E os professores universitários, intelectuais e artistas presentes defenderam "iniciativas de comunicação transformadoras" como alternativa para o que chamaram de "terrorismo midiático".

Na realidade, o Fórum Social Mundial, que não foi realizado no ano passado por absoluta falta de recursos e acabou sendo promovido este ano somente graças ao polpudo apoio financeiro do governo brasileiro, não passa de uma espécie de supermercado ideológico. Como as entidades inscritas insistem em se apresentar como representantes de minorias, os interesses que defendem são muito específicos e as reivindicações que apresentam são setoriais, o que torna difícil, senão impossível, a formulação de propostas concretas e minimamente exequíveis para os problemas sociais e econômicos do mundo contemporâneo.

O Fórum terminou, mais uma vez, sem a votação de resoluções oficiais. Ao tentar justificar esse fato, um dos organizadores do encontro, Cândido Grzybowski, alegou que os participantes decidiram não repetir a "velha política" de definir o que deve ser a prioridade para outros. Mais realista, outro organizador do evento, o sociólogo Emir Sader, não escondeu seu desencantamento. "Há um certo sentimento de frustração em relação ao que o Fórum poderia dizer ao mundo (mas não disse), mas parece que está girando em falso. Onde estão as massas nas ruas mobilizadas pelas ONGs?", perguntou.

Como nos encontros anteriores, o denominador comum dos diversos manifestos, documentos, declarações e cartas de princípios divulgados no final do Fórum foi o nostálgico e surrado repertório de clichês politicamente corretos e de jargões anti-imperialistas dos anos 50 e 60 do século passado. A crise econômica, por exemplo, foi apresentada como atestado do fracasso da "globalização neoliberal". Instituições financeiras e bolsas de valores foram tratadas como "mecanismos espoliadores" do sistema capitalista. E organismos multilaterais foram acusados de serem responsáveis pelo débito dos países pobres.

Além da incapacidade de votar resoluções finais, o que demonstra que os participantes têm dificuldade para definir um "outro mundo possível", o Fórum Social Mundial apresentou outra contradição. Embora os organizadores tenham afirmado que esse tipo de encontro deve ficar distante de governos, o evento de Belém contou com a presença de cinco presidentes. Todos eles fizeram discursos tão previsíveis quanto inconsequentes e quatro chegaram a participar de um constrangedor karaokê, entoando um hino em homenagem a Che Guevara.

Se isso significa que para eles o novo mundo possível é o que o Che ajudou a criar em Cuba, é melhor continuar tentando consertar o velho."

Fonte: Estadão

Um único comentário meu:

► Num dia em que a mídia amestrada apresenta o Brasil como 8º no ranking de transparência com gastos públicos, resta-nos descobrir a orígem do patrocínio ao fórum dos desconexos e se haverá prestação de contas do montante que poderia quem sabe levar um melhor saneamento aos milhares de moradores de favelas espalhadas pela cidade que abrigou o evento... o artigo acima foi muito feliz em definir que é setorizada a utopia que conduz as esquerdas a buscarem um outro mundo possível, concluindo-se sem necessidade de genialidade que os interesses além de humanos e falíveis, são estanques... mais feliz ainda foi seu desfecho, a partir da caracterização ideológica dos foronautas latinos que idolatram a figura grotesca e assassina de Guevara, omitindo creio que sem intenção, que Lula também se fez presente e com uma horda de 13 ministros pode não ter participado do karaokê, mas ajudou, ele e seus cupinchas a aspirar o impregnado ar dos ressentimentos e aculturismos que lá foram propalados, inclusive e principalmente por eles...

Ofensiva contra as Forças Armadas Latino-Americanas

Terça-feira, 3 de Fevereiro de 2009

Resistência militar

Ofensiva contra as Forças Armadas Latino-Americanas

por Alejandro Peña Esclusa

30 de janeiro de 2009

Dentro do marco do Fórum Social Mundial, que foi realizado no Brasil em janeiro de 2009, levou-se a cabo o V Fórum Mundial de Juízes, cujo objetivo foi discutir os “crimes contra a humanidade” cometidos durante as ditaduras na Argentina, Brasil, Chile e Uruguai.

Paralelamente, advogados vinculados ao Partido dos Trabalhadores anunciaram que tratarão de derrogar a Lei de Anistia brasileira de 1979, para assim poder julgar os militares que combateram os grupos esquerdistas.

Certamente alguns militares cometeram excessos e, inclusive, crimes; porém, o objetivo destas ações não é fazer justiça senão cobrar vingança e acabar com as instituições castrenses porque, se buscassem justiça, também julgariam os terroristas de esquerda que cometeram delitos de lesa-humanidade ao colocar bombas, realizar atentados e assassinar vítimas inocentes.

Os guerrilheiros dos anos 60, 70 e 80, que foram derrotados militarmente, ostentam atualmente altos cargos de governo em quatorze países latino-americanos, cujos presidentes pertencem ao Foro de São Paulo, e desde o governo, estão perseguindo injustamente seus inimigos de então.

O Foro de São Paulo aplica métodos distintos para destruir as instituições militares: na Bolívia, Equador e Venezuela as transformam, mudando-lhes a identidade, substituindo a doutrina tradicional por novos conceitos emanados do Socialismo do Século XXI. O caso mais emblemático é o da Venezuela, onde obrigam os militares a gritar “Pátria, Socialismo ou Morte!”. O objetivo final é converter estas Forças Armadas em guardas pretorianas a serviço dos regimes socialistas.

Na Argentina, Brasil, Chile e Uruguai, processam os militares que combateram a subversão armada, derrogando as leis de anistia e obediência devida, e aplicando retroativamente os efeitos de tal derrogação. Na maioria dos casos, trata-se de julgamentos políticos precedidos de uma propaganda feroz, onde não se apresentam provas nem argumentos válidos.

Na Colômbia e em El Salvador, onde os mandatários não pertencem ao Foro de São Paulo, as ONGs de esquerda, financiadas desde o exterior fazem das suas, acusando injustamente os heróis militares para minar a moral da Instituição. A teoria dos “falsos positivos”, inventada pela esquerda, está fazendo estragos na Colômbia ao converter muitos terroristas e narcotraficantes em vítimas indefesas do setor castrense.

A destruição ou transformação das Forças Armadas Latino-Americanas tem dois objetivos: primeiro, fazer do nosso continente uma região onde a guerrilha, o terrorismo, o narcotráfico e o fundamentalismo islâmico possam avançar e se fortalecer sem resistência alguma; e segundo, assegurar que indivíduos como Hugo Chávez, Evo Morales, Rafael Correa e Daniel Ortega possam acabar com a democracia e permanecer no poder indefinidamente.

Tradução: Graça Salgueiro

Coronel colombiano denuncia infiltração das Farc na FAB e insiste em ligações da guerrilha com governo Lula

Terça-feira, Fevereiro 03, 2009

Alerta Total

Por Jorge Serrão

O Coronel colombiano Luis Alberto Villamarín Pulido volta a denunciar que os
“os arquivos eletrônicos dos computadores de Raul Reyes (morto na operação do exército colombiano dentro do território equatoriano em 01.03.2008) e investigações de analistas políticos brasileiros demonstram que há vários anos existe uma substancial infiltração comunista em importantes escalões do comando da Força Aérea brasileira”. O militar também revela, sem citar nomes diretamente, que integrantes do governo Lula se relacionam diretamente com a guerrilha colombiana.

O coronel Villamarín Pulido é pesquisador das Farc e especialista em estudos sobre terrorismo. Escreveu vários livros: “Conexion Al-Queda: del Islamismo Radical Al Terrorismo Nuclear”, “El cartel de las farc” e “La Selva Roja”. Portanto, é uma fonte com autoridade no assunto para sustentar o peso das denúncias que faz. Já eram conhecidas as ligações das Farc com facções criminosas, como o Comando Vermelho. Agora, surgem as ramificações políticas e até a infiltração no meio militar.

O militar colombiano descreve o jogo de dissimulação que tenta esconder as ligações das Farc com os brasileiros: “Enquanto Chávez e Correa mantinham negociações diretas com as Farc, através do então ministro do interior Ramón Rodríguez Chacín e do Ministro da Defesa Gustavo Larrea, o governo de Lula tinha cinco funcionários de alto nível comprometidos no mesmo complô”.

Villamarín Pulido vai mais além: “Quando a trama ficou exposta, Chávez e Correa se defenderam com grosserias e ofensas contra a Colômbia. Lula se fez de desentendido, esquivou-se de qualquer responsabilidade. O procedimento é sintomático. Com muitas desculpas e mentiras piedosas a administração Lula tem se esquivado de qualificar as Farc como terroristas”.

O coronel critica o desgoverno brasileiro por não “desenvolver uma campanha militar sustentada na fronteira com a Colômbia para destruir vários acampamentos guerrilheiros instalados na selva amazônica brasileira, cortar os nexos do narcotráfico brasileiro com os terroristas colombianos, e deportar vários propagandistas das Farc que se movem à vontade tanto nas universidades e nos corredores das instituições governamentais brasileiras”.

Villamarín Pulido adverte que as Farc fazem parte do comando estratégico que quer – a médio ou longo prazo – unificar os regimes esquerdistas em todo o continente latino-americano. E vai mais fundo em sua análise: “Não é despropositado afirmar que o Exército brasileiro, outrora instituição nitidamente anticomunista, está submetido a uma tensão imprevisível, sabendo que tem sido amordaçado, enquanto os dirigentes políticos populistas estão mergulhados na estratégia política traçada por Havana, que visa submeter todo o continente ao arcaico esquema marxista-leninista”.

Segundas intenções

Na relação perigosa com as Farc, o coronel Villamarín Pulido sustenta que o governo petista não desmentiu, categoricamente, os rumores sobre a contribuição de cinco milhões de dólares que Tirofijo (codinome de Manuel Marulanda, chefe das Farc, que morreu em 26.03.2008) enviou para a campanha de reeleição presidencial de Lula.

O coronel colombiano lembra que “com a cumplicidade de alguns funcionários do governo e dirigente comunistas brasileiros, o terrorista Francisco Collazos – aliás, Oliverio Medina, ou padre Camilo – membro ativo da chamada Frente Internacional das Farc, burlou os serviços de segurança internacional e obteve asilo político autorizado pelo próprio Lula da Silva”.

“Por detrás de toda a maquinação midiática montada pelas Farc e seus sócios com a vistosa libertação unilateral de seis seqüestrados, a ardilosa jogada visa objetivos políticos e estratégicos, como a projeção de Lula como um pacifista internacional, e das Farc como um movimento político não terrorista”.

“O certo é que nem Lula nem seu governo têm sido aliados da Colômbia na luta contra o narcoterrorismo, mas, o que é muito pior, interessa-lhes e lhes convém que as Farc existam, para continuarem obstinados no projeto de submeter a Colômbia ao ambicioso projeto de expansão castro-chavista”.

Os ataques do coronel Villamarín estão no link: ¿A qué apuesta Lula Da Silva con la liberación de los secuestrados por las Farc?

Alerta Total de Jorge Serrão

Perigos do falso jornalismo

Terça-feira, Fevereiro 03, 2009

Alerta Total

Por Jorge Serrão

Do jornalista e filósofo Olavo de Carvalho, sempre atento aos movimentos da bandidagem usada com intenções revolucionárias:

“(...) Anos atrás, quando demonstrei a absoluta impossibilidade física do crime que uma espetaculosa reportagem de Caco Barcelos atribuía às Forças Armadas (veja http://www.olavodecarvalho.org/semana/nditadores.htm), fiquei chocado ao ver a denúncia ostensivamente falsa ser laureada não com um, mas com dois prêmios jornalísticos”.

“Eu ainda não havia compreendido que, no novo jornalismo que se praticava no Brasil desde os anos 80, o desprezo pela diferença entre verdadeiro e falso não era um desvio da norma profissional: era a própria norma”.

“Só comecei a suspeitar disso quando, por força das pesquisas para o meu livro A Mente Revolucionária, me vi obrigado a prestar muito mais atenção do que desejaria às obras de Jacques Derrida, Jean-François Lyotard, Gianni Vattimo e outros autores ‘pós-modernos’ (...).” (http://www.olavodecarvalho.org/semana/061130jb.html )

Alerta Total de Jorge Serrão

Maconheiros de todo mundo, uni-vos

Terça-feira, Fevereiro 03, 2009

Alerta Total

Por Arlindo Montenegro




A foto acima, retirei sem licença, da página que um Patriota envia diariamente, para não sei quantos atentos leitores não maconheiros, certamente. É um flagrante do encerramento do Foro Social em Belém. Num dado instante deste evento exemplar, o ilustre Ministro da Justiça cruzou com a moçada e foi aplaudido. É um stalinista emérito.

Faltou a redação de um documento, manifesto internacional ongambientalista socialista bolivariano, que poderia começar com o título acima. Lembrei muitas histórias vividas e ouvidas sobre os efeitos do tetracanabinol e outras drogas. No Maranhão, sesmaria do atual Presidente do Senado, em povoados miseráveis, os angelicais índios da reserva vizinha, carregam cestos da erva em bicicletas e vendem para os miscigenados da vila. Trocam por cachaça.

Olho a foto e penso que os moços reunidos pelas ongs internacionais na grande festa encheram a cuca com a fumaça fedida, não para espantar os mosquitos que eram afastados por repelentes capitalistas. Sim, para ver o mundo com as pupilas dilatadas e a consciência alterada, com muito riso e sem censura. Alheios à realidade.

NA MARCHA FOTOGRAFADA ESTÃO OS FUTUROS LÍDERES DO BRASIL E OUTROS PAISES REPRESENTADOS NA FESTA, os futuros legisladores, OS QUE VÃO DECIDIR O QUE FAZER COM A SUA VIDA E COM OS FRUTOS DO SEU TRABALHO.

Já vi este filme! Já ouvi testemunhos de como a moçada queima fumo nas escolas. Já ouvi relatos de professores coniventes. Já convivi com mestres apavoradas com a violência. E é triste ver escolas cercadas por grades e muros altos, como prisões, para impedir a invasão de traficantes.

O fumo esteve presente no prédio da Une, tombado na Praia do Russel, monumento histórico. Esta presente nas escolas superiores. E no final das contas, os caretas, os bons moços, os lúcidos vão seguir suas profissões liberais e constituir famílias. Os outros amigos vão prolongar a vida estudantil até a maturidade, continuando na militância política. Muitos, mais adiante vão ser eleitos representantes do povo, ocupar cargos públicos, ministérios, direção de ongs esquerdistas.

Claro que existem muitas exceções saudáveis. Como existem os que preferem produtos refinados, importados dos companheiros da Colômbia e da Bolívia, mais eficazes. A violência cotidiana natural para os moços desta geração de servos dos controladores, permeia hoje cada biboca nos recantos mais remotos deste pais continental.

É natural que, incapazes de concentrar-se em conseqüência da queima dos neurônios, sejam utilizados para pregar de modo continuado contra o sistema capitalista, contra a família e contra as liberdades que exigem responsabilidade, trabalho, respeito humano e respeito às Leis. Um admirável mundo novo!

Vivemos no limiar de exacerbação da violência e sem escolhas, sem defesa. Uma narrativa que transcrevo com alguns cortes, pode exemplificar e orientar esta e outras conclusões:

“Em maio do ano passado, numa solenidade, no Rio, Thiago da Fonseca, um major de 87 anos, cabeça branca e voz firme, driblou a segurança e relatou rapidamente ao ouvido do presidente da República as agruras por que passavam os ex combatentes. Lula chamou um auxiliar, determinou providências urgentes. A ordem do presidente resultou em nada. Dois meses depois Lula recomendaria aos estudantes reunidos na UNE que procurassem seus heróis, porque o país só lembrava de um: Tiradentes.

Os velhos pracinhas fecharam as portas do local onde mantinham viva a memória de personagens vivos da construção da democracia. A nação perdeu a memória e, para isso, não há remédio. Este é o cenário caótico, fruto da condução populista dos que deixam as crianças à mercê de traficantes, trata com desprezo seus velhos e heróis vivos. Em uniforme de gala, os pracinhas brincam de trocar a guarda, todos os meses, naquele monumento aos ex-combatentes brasileiros contra o nazismo, bem ali no aterro do Flamengo.

A meninada internacionalista luta para entregar a Amazônia aos companheiros, luta pelo poder para representantes de um regime pior que o nazismo. E nem se dá conta de que está sendo utilizada. Os neurônios já estão corroídos. O tetracanabinol da maconha destrói as sinapses, que fazem as conexões neurais...

As Forças Armadas estão seriamente infiltradas como todas as instituições. A crise prenuncia mais violência. Nossos políticos perderam o rumo objetivo da construção de uma nação soberana.

Arlindo Montenegro é Apicultor. Mas não fica doidão nem quando leva picada de abelha.

Alerta Total de Jorge Serrão


segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

EM QUE LULA DA SILVA APOSTA COM A LIBERTAÇÃO DOS SEQÜESTRADOS?

02/02/2009

Farol da Democracia Representativa


Coronel Luis Alberto Villamarín Pulido
Analista colombiano de assuntos estratégicos www.luisvillamarin.co.nr

Seria ilusório demais pensar que o governo brasileiro de Lula da Silva é motivado por interesses humanitários claros na calculada, manipulada e propagandeada libertação de seis seqüestrados, como parte da metódica comédia que montaram Piedad Córdoba, os autodenominados intelectuais amigos da Colômbia e as FARC, com a finalidade de ressuscitar os terroristas no âmbito político, e, ao mesmo tempo, tratar de desprestigiar o governo colombiano.
Duas razões concretas explicam tal realidade. A primeira, porque em política não há nada gratuito. Ninguém dá ponto sem nó. E a segunda, porque as FARC fazem parte do entorno estratégico a médio e longo prazo, de unificar regimes esquerdistas em todo o continente latino-americano.
Antecedentes comprometedores indicam que além do interesses humanitário pré-existem sérias coincidências ideológicas e metodológicas das FARC com Lula da Silva e muitos de seus co-partidários do PT. Por exemplo, nem o mandatário brasileiro nem as FARC puderam demonstrar o contrário a respeito dos rumores sobre o apoio de cinco milhões de dólares que “Tirofijo” enviou à segunda campanha presidencial de Lula.
Por outro lado, as revelações parciais que os meios de comunicação fizeram acerca dos nexos de vários funcionários do governo brasileiro com as FARC, encontrados nos computadores de Raúl Reyes, deixaram entre os analistas do tema a sensação de que o presidente Uribe Vélez manejou o tema com cordialidade e que, talvez, apesar de outras informações mais graves preferiu “não tocar” no Brasil, com a intenção de não afundar ainda mais a complexa crise regional que em forma de vitrine desataram os governos da Venezuela, Equador e Nicarágua, quando ficou a descoberto o complô contra a Colômbia.
Soma-se a isto, a estreita aproximação de Lula com o governo francês na aquisição de armamento sofisticado e a iminente transferência de tecnologia nuclear de Paris para Brasília, assim como a persistente idéia encabeçada por Lula de conformar uma aliança militar sul-americana que desconheça por igual o Tiar da OEA, e a incidência do Pentágono na segurança nacional de cada um dos Estados do hemisfério.
Indiretamente, a iniciativa da espécie de “OTAN Sul-Americana” pretende a reação contrária de Uribe, para deixar a Colômbia fora da aliança, e a longo prazo utilizar as FARC como um ás estratégico dentro do projeto de expansão geopolítica e geoestratégica do Socialismo do Século XXI na América Latina.
Em todos estes mecanismos o governo francês esteve presente na sombra. Primeiro, com as negociações paralelas com as FARC para libertar Ingrid Betancourt, pelas costas do governo colombiano; em seguida, com o exibido périplo de Ingrid e depois com os permanentes negócios de alto nível com o Brasil, dirigidos para deixar os Estados Unidos fora da torta geopolítica hemisférica e potencializar o Brasil como o líder regional.
Afora isso, os arquivos eletrônicos dos computadores de Reyes, somados às investigações de analistas políticos brasileiros, demonstram que há vários anos detectou-se uma marcada infiltração dos comunistas em importantes escalões de comando da Força Aérea desse país. Com a circunstância agravante de que, com a cumplicidade de alguns funcionários oficiais e dirigentes comunistas brasileiros, o terrorista Francisco Collazos, codinome “Oliverio Medina” ou o “padre Camilo”, membro ativo da chamada Frente Internacional das FARC, burlou os serviços de segurança internacionais e conseguiu asilo político consentido pelo próprio Lula da Silva.
Com mais um ingrediente: enquanto Chávez e Correa tinham Rodríguez Chacín e Correa em acordos diretos com as FARC, Lula tinha cinco funcionários de alto nível comprometidos no mesmo complô. Quando a trama foi descoberta, Chávez e Correa se defenderam com grosserias e ofensas baixas contra a Colômbia. Entretanto, Lula se fez de desentendido e descartou qualquer responsabilidade em uma mescla de cinismo e aparente dignidade de presidente de uma das dez potências econômicas do mundo.
A questão resulta mais sintomática, uma vez que, com muitas desculpas e piedosas mentiras, a administração Lula descartou a responsabilidade política e histórica de qualificar as FARC como terroristas, assim como em desenvolver uma campanha militar mantida na fronteira com a Colômbia, para destruir vários acampamentos guerrilheiros instalados na floresta amazônica, cortar os nexos dos narcos brasileiros com os terroristas colombianos e deportar vários propagandistas das FARC que se movem como Pedro em sua casa, tanto em universidades como nos corredores de prédios oficiais brasileiros.
Não é desatinado afirmar que o Exército brasileiro, outrora instituição visivelmente anticomunista desse país, está submetido a uma tensão que não se pode predizer, com pleno conhecimento de que foram amordaçados, enquanto os populistas dirigentes políticos estão imersos na estratégia política traçada desde Havana, tendente a submeter todo o continente ao arcaico esquema marxista-leninista.
Por trás de toda a maquinação midiática que as FARC e seus sócios deram à audaciosa libertação unilateral de seis seqüestrados, o engambelado lance persegue objetivos políticos e estratégicos que projetam Lula como um pacifista internacional e as FARC como um movimento político não-terrorista. É outra aresta do mesmo esquema que Chávez e Iván Márquez montaram na sede da PDVSA em finais de 2007, com a libertação dos seqüestrados. As petições que os terroristas façam ao longo das próximas libertações e a atitude que Lula assuma em torno delas, darão as luzes para esclarecer os alcances do estratagema.
Neste sentido, a contribuição das aeronaves militares brasileiras à Cruz Vermelha Internacional com o aparente distanciamento de Lula, supostamente mais interessado na libertação dos seqüestrados que em conseguir lucros pessoais, espelha que por baixo da mesa se move mais um estratagema do complô contra a Colômbia, que seguramente se conhecerá quando caírem os arquivos pessoais de outro cabeça das FARC.
Como parte dessa estratégia articulada, Chávez visitou Uribe dias atrás; Correa voltou a dar solavancos entre suas sugestões cantinflescas de segurança na parte colombiana e ortodoxa fidelidade marxista-leninista; as FARC reativaram os ataques terroristas em áreas urbanas e, Piedad Córdoba, se apropriou do tema da liberdade dos seqüestrados, como se estivesse lavando sua deteriorada imagem perante o eleitorado, com o duplo propósito de ganhar dividendos políticos pessoais e, ao mesmo tempo, ridicularizar seu arqui-inimigo, o presidente Uribe. Além disso, é a candidata de Chávez e das FARC, útil para o chamado “governo de transição” para o socialismo.
A médio e longo prazos, o Estado colombiano deve ir com pés de chumbo em torno da libertação dos seqüestrados e a quase iminente providência das FARC, que vão pedir status de beligerância, com a permissão do governante do país mais poderoso da região, enquanto os idiotas funcionais - incluídos os que vivem como ricos nos Estados Unidos e vociferam como “proletários” para a América Latina -, crêem que os mancomunados esqueceram a conspiração dinamizada pela Coordenadora Continental Bolivariana, os “esquerdistas” disfarçados e as FARC, em honra de ressuscitar o cadáver político dos terroristas.
Por essa razão esses esquerdistas estultos caluniam o governo colombiano, asseveram que os conteúdos dos computadores de Reyes são falsos e que Correa criminalizou as FARC. Ou são ingênuos, ou fazem parte do mesmo complô contra a Colômbia.
O certo é que nem Lula nem seu governo têm sido aliados da Colômbia na luta contra o narcterrorismo mas, o que é pior, interessa-lhes e lhes convém que as FARC existam para continuar obstinados no projeto de submeter a Colômbia ao ambicioso projeto de expansão castro-chavista. Nem mais, nem menos.
Essa é a verdadeira intenção de Lula. De quebra, a manipulada libertação unilateral dos dirigentes políticos e quatro uniformizados em poder das FARC, lhe proporcionou a oportunidade de ouro para recompor o caminho da estratégia internacional dos remanescentes comunistas latino-americanos. Uma vez mais, os esquerdistas moderados e armados estão brincando com a dor das vítimas do seqüestro. E os meios de comunicação ansiosos pelo furo de reportagem, lhes fazem o jogo.

Tradução: Graça Salgueiro

Fonte: http://www.eltiempo.com/blogs/analisis_del_conflicto

http://www.faroldademocracia.org/editorial_unico.asp?id_editorial=239

Por que não Cuba?

Segunda-feira, Fevereiro 02, 2009

Coturno Noturno

E tudo acabou sem lenço e sem documento. Para salvar o Fórum Social Mundial do fracasso, já começam a planejar que ele seja realizado nos EUA. Com Barack Obama, afirmou Oded Grajew, um dos idealizadores, a idéia ganha força. "Sempre foi um obstáculo fazer isso lá, por causa de [George W.] Bush. Havia uma criminalização dos movimentos sociais." É bom lembrar que o evento decretou o fim do capitalismo e sempre pode aparecer uma PDVSA para patrocinar a demonstração de que "um novo mundo possível " no coração do "império". O primeiro problema técnico, no entanto, é que os americanos continuam exigindo visto de entrada e para sua obtenção o interessado deve ter emprego, família, não ser usuário de drogas, nunca ter militado em movimentos políticos contra o país, o que já elimina uns 95% dos participantes. Fica apenas uma dúvida: se o capitalismo morreu, porque não realizam o Fórum Social Mundial em Cuba?

Coronel

domingo, 1 de fevereiro de 2009

O dia em que Che gaguejou

Domingo, Fevereiro 01, 2009

Coturno Noturno

Do Blog Olho de Vidro:

Em entrevista à jornalista Marlen Gonzalez, Benicio del Toro gaguejou, ficou mudo e, por fim, deve ter se arrependido amargamente da dita cuja. A primeira pergunta: “por que estrear um filme sobre Che Guevara numa cidade (Miami) onde vivem tantos cubanos vitimados por um sistema que ainda está implantado em Cuba? É uma provocação?” Benicio gagueja. E ela completa: “O filme traz uma imagem positiva do Che, e imagine que, se fosse sobre Hitler, estaria ofendendo aos judeus.” Ele diz que o Che não criou campos de concentração. E ela: “Estamos falando sobre assassinos. Não é o mesmo crime assassinar uma pessoa, cem ou cem mil?” E acrescenta: “Você sabia que o Che, quando esteve encarregado da prisão de La Cabaña, mandou fuzilar pessoalmente mais de 400 pessoas?” Benicio del Toro fala de pena de morte e ela contesta, já que foram execuções sumárias, sem julgamento. Ele afirma então que eram terroristas ligados ao ex-ditador Batista. (Santa inocência!) Ela o contesta, dizendo que foram assassinados por suas opiniões contra o governo revolucionário, por suas consciências. Ele fica muuuito desconfortável. A jornalista indaga por que o filme não mostra os fuzilamentos, os disparos que o próprio Che deu, em execuções, a sangue frio. O ator não sabe. E, por fim, ela pergunta se Benicio conhece a seguinte declaração de Che Guevara: “A forma mais positiva e mais forte que há, à parte de toda ideologia, é um tiro em quem se deve dar em seu momento”. “Não me lembro, exatamente”, responde ele. E ela lhe presenteia com o livro “Guevara: Misionero de la Violencia“, escrito por Pedro Corzo, historiador cubano e ex-preso político na ilha. Ah, claro: a jornalista Marlen Gonzalez é de origem cubana.

Coronel

Um gênio da inépcia

Olavo de Carvalho
Diário do Comércio, 29 de janeiro de 2009

Em 14 de junho de 2008 escrevi no Diário do Comércio: “Barack Hussein Obama é, sob tantos aspectos, tão diferente daquilo que normalmente se entende como um candidato à presidência dos EUA, que só por uma distração formidável alguém pode achar que o detalhe mais significativo nele é a cor da sua pele.”

Sete meses depois, o referido ainda não cessou de dar mostras da sua total originalidade. Após ter sido o primeiro presidente americano que esconde quase todos os seus documentos e ainda falsifica os poucos que exibe, tornou-se também o primeiro que pode fazer essas coisas sem que nem mesmo seus adversários eleitorais denunciem aí algo de estranho, o primeiro que subiu ao poder trazendo nas costas duas dúzias de processos judiciais, o primeiro que foi interrogado pela polícia antes mesmo de ser empossado e o primeiro que aos domingos vai à quadra de esportes em vez de ir à igreja.

Mas é no capítulo das gafes orais que o cidadão, enaltecido como um dominador absoluto dos meios de expressão verbal, se mostrou mais diferente de todos os seus antecessores. Embora a mídia faça questão cerrada de não notar isso de maneira alguma, nenhum outro presidente americano – nem mesmo George W. Bush – cometeu, em tão pouco tempo, erros tão múltiplos e tão colossais. Ele foi o primeiro que tropeçou ao declarar sua religião, dizendo-se islamita em vez de cristão; o primeiro que negou uma conversa comprometedora dias depois de ter assinado um documento oficial que a comprovava; o primeiro que gaguejou diante das câmeras ao negar envolvimento num caso de corrupção; o primeiro que teve de repetir o juramento de posse, por ter trocado as palavras; e o primeiro que, logo no discurso inaugural, errou desastrosamente numa citação bíblica, trocando um versículo destinado a mostrá-lo como alma cristianíssima por outro que o acusava de ser exatamente o contrário.

Diante de milhões de espectadores, ele declarou que seu trecho predileto do Novo Testamento é João 16:3. Queria dizer, é claro, João 3:16, o versículo central do cristianismo: “De tal modo Deus amou o mundo, que lhe deu seu Filho Unigênito, para que todo aquele que creia nele não pereça, mas tenha a vida eterna.” E João 16:3, o que diz? Bem, depois de Spike Lee ter afirmado que Deus enviou a crise econômica com a única finalidade de eleger Obama, não serei considerado mais louco do que o trêfego cineasta se enunciar uma hipótese teológica bem mais modesta, a de que o versículo intruso foi não apenas o objeto da gafe presidencial, mas também a sua explicação divina, didática e exemplar, soprada pelos anjos ao ouvido do orador para que se autodenunciasse. Nele Jesus diz: “Farão isso porque não conheceram ao Pai nem a Mim.”1

Gafes em série não são puras gafes: são sintomas de incompetência estrutural. Desenvolto e persuasivo ao ler mensagens no teleprompter, Obama revela um total desamparo ao lidar com as palavras sem ajuda. Com boas razões ele vetou a divulgação de seus artigos acadêmicos, mas alguns escaparam ao bloqueio e foram parar nas mãos do repórter Jack Cashill, que impiedosamente os exibiu. Em “Breaking the War Mentality”, publicado na revista da Universidade Columbia, Sundial, em março de 1983, Obama escreve: “The belief that moribund institutions, rather than individuals are at the root of the problem, keep SAM's energies alive.” O sujeito singular belief não concorda com o verbo keep no plural, e a virgulação não faz o menor sentido. Mais adiante, ele confunde o superlativo com o comparativo: “Our better instincts can at least match the bad ones” – better em vez de best. E ainda: “SAM casts a wider net than ARA, though for the purposes of effectiveness, they have tried to lock in on one issue at a time” – o sujeito singular da oração principal torna-se plural na oração subordinada. Há vários outros erros pueris nesse em outros artigos, só igualados, em matéria de inépcia gramatical, pela tese da Sra. Obama em Harvard. Tal como a digníssima, o homem é, com toda a evidência, precariamente alfabetizado. Ele não poderia jamais ter escrito Dreams of My Father, onde testes por computador revelam sinais do estilo de William Ayers, ghost writer experiente.

Desprovido de assessoria, o desempenho escrito ou oral de Obama é tão miserável e contrasta de tal maneira com a sua imagem de gênio alardeada por um coro universal de tagarelas, que esta não pode nem mesmo ser compreendida como mera louvação publicitária. O exagero adulatório puro e simples tem de se ater, afinal, a um mínimo de verossimilhança, que no caso falta por completo. A mentira propositadamente inverossímil, propositadamente contrária aos fatos visíveis, é coisa totalmente diversa. É uma técnica psicológica já bem testada em seitas pseudo-religiosas e em regimes totalitários. Theodore Dalrymple resume-a com precisão: “No meu estudo das sociedades comunistas, cheguei à conclusão de que o propósito da propaganda comunista não era persuadir, nem convencer, mas humilhar – e, para isso, quanto menos ela correspondesse à realidade, melhor. Quando as pessoas são forçadas a ficar em silêncio enquanto ouvem as mais óbvias mentiras, ou, pior ainda, quando elas próprias são forçadas a repetir as mentiras, elas perdem de uma vez para sempre todo o seu senso de probidade... Uma sociedade de mentirosos castrados é fácil de controlar.”

NOTAS:

  1. Aviso já enviado ao Diário do Comércio:

Erro corrigido

No meio das várias gafes comprovadas que citei no artigo “Um gênio da inépcia” (DC, 29 de janeiro de 2009), passou uma falsa: a trapalhada bíblica ali atribuída a Barack Hussein Obama é apenas um boato, já usado contra outros políticos em eleições anteriores. Quatro leitores me informam isso, com boas fontes, e agradeço a eles a correção. Se a grande mídia tivesse tantos fiscais quanto eu, erraria menos, e não somente em detalhes como esse.

Olavo de Carvalho

http://www.olavodecarvalho.org/semana/090129dc.html

Educação ao contrário

Olavo de Carvalho
Diário do Comércio, 27 de janeiro de 2009

Clicando no Google a palavra “Educação” seguida da expressão “direito de todos”, encontrei 671 mil referências. Só de artigos acadêmicos a respeito, 5.120. “Educação inclusiva” dá 262 mil respostas. Experimente clicar agora “Educar-se é dever de cada um”: nenhum resultado. “Educar-se é dever de todos”: nenhum resultado. “Educar-se é dever do cidadão”: nenhum resultado.

Isso basta para explicar por que os estudantes brasileiros tiram sempre os últimos lugares nos testes internacionais. A idéia de que educar-se seja um dever jamais parece ter ocorrido às mentes iluminadas que orientam (ou desorientam) a formação (ou deformação) das mentes das nossas crianças.

Eis também a razão pela qual, quando meus filhos me perguntavam por que tinham de ir para a escola, eu só conseguia lhes responder que se não fizessem isso eu iria para a cadeia; que, portanto, deveriam submeter-se àquele ritual absurdo por amor ao seu velho pai. Jamais consegui encontrar outra justificativa. Também lhes recomendei que só se esforçassem o bastante para tirar as notas mínimas, sem perder mais tempo com aquela bobagem. Se quisessem adquirir cultura, que estudassem em casa, sob a minha orientação. Tenho oito filhos. Nenhum deles é inculto. Mas o mais erudito de todos, não por coincidência, é aquele que freqüentou escola por menos tempo.

A idéia de que a educação é um direito é uma das mais esquisitas que já passaram pela mente humana. É só a repetição obsessiva que lhe dá alguma credibilidade. Que é um direito, afinal? É uma obrigação que alguém tem para com você. Amputado da obrigação que impõe a um terceiro, o direito não tem substância nenhuma. É como dizer que as crianças têm direito à alimentação sem que ninguém tenha a obrigação de alimentá-las. A palavra “direito” é apenas um modo eufemístico de designar a obrigação dos outros.

Os outros, no caso, são as pessoas e instituições nominalmente incumbidas de “dar” educação aos brasileiros: professores, pedagogos, ministros, intelectuais e uma multidão de burocratas. Quando essas criaturas dizem que você tem direito à educação, estão apenas enunciando uma obrigação que incumbe a elas próprias. Por que, então, fazem disso uma campanha publicitária? Por que publicam anúncios que logicamente só devem ser lidos por elas mesmas? Será que até para se convencer das suas próprias obrigações elas têm de gastar dinheiro do governo? Ou são tão preguiçosas que precisam incitar a população para que as pressione a cumprir seu dever? Cada tostão gasto em campanhas desse tipo é um absurdo e um crime.

Mais ainda, a experiência universal dos educadores genuínos prova que o sujeito ativo do processo educacional é o estudante, não o professor, o diretor da escola ou toda a burocracia estatal reunida. Ninguém pode “dar” educação a ninguém. Educação é uma conquista pessoal, e só se obtém quando o impulso para ela é sincero, vem do fundo da alma e não de uma obrigação imposta de fora. Ninguém se educa contra a sua própria vontade, no mínimo porque estudar requer concentração, e pressão de fora é o contrário da concentração. O máximo que um estudante pode receber de fora são os meios e a oportunidade de educar-se. Mas isso não servirá para nada se ele não estiver motivado a buscar conhecimento. Gritar no ouvido dele que a educação é um direito seu só o impele a cobrar tudo dos outros – do Estado, da sociedade – e nada de si mesmo.

Se há uma coisa óbvia na cultura brasileira, é o desprezo pelo conhecimento e a concomitante veneração pelos títulos e diplomas que dão acesso aos bons empregos. Isso é uma constante que vem do tempo do Império e já foi abundantemente documentada na nossa literatura. Nessas condições, campanhas publicitárias que enfatizem a educação como um direito a ser cobrado e não como uma obrigação a ser cumprida pelo próprio destinatário da campanha têm um efeito corruptor quase tão grave quanto o do tráfico de drogas. Elas incitam as pessoas a esperar que o governo lhes dê a ferramenta mágica para subir na vida sem que isto implique, da parte delas, nenhum amor aos estudos, e sim apenas o desejo do diploma.

http://www.olavodecarvalho.org/semana/090127dc.html

sábado, 31 de janeiro de 2009

APELO DE OLAVO DE CARVALHO A FAVOR DE JULIO SEVERO

Papéis avulsos – Heitor de Paola

Olavo faz uma devastadora crítica aos líderes evangélicos pela falta de apoio a Júlio Severo. Pois é, este site, que não pertence a um evangélico, o apoia!

Lembro quando uma colega comunista estava em risco de perder sua inscrição no Conselho Regional de Medicina por uma denúncia que poderia ser infundada, ela levou um abaixo-assinado a seu favor numa Assembléia da Sociedade à qual pertenciamos. Seus 'camaradas' lhe viraram as costas e eu espontaneamente pedi a ela para assinar Ela ficou espantada e depois emocionada e disse alto e bom som: "Foi preciso um direitista reacionário para assinar por mim! Onde estão meus companheiros?"

http://www.heitordepaola.com/publicacoes_materia.asp?id_artigo=679

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