BRASÍLIA - O Exército ?escalou? três generais às vésperas da aposentadoria para atacar e mostrar a insatisfação da Força com a Estratégia Nacional de Defesa. Na reunião do alto comando, hoje, eles apresentarão três documentos com críticas ao plano elaborado pelos ministros da Defesa, Nelson Jobim, e de Assuntos Estratégicos, Mangabeira Unger. Nos textos, obtidos pelo Estado, os militares se queixam da ?politização? em curso na pasta e alertam contra o projeto de centralização de compras de armamentos, mais permeável, segundo avaliam, a casos de corrupção.
Os documentos foram elaborados pelos generais Luiz Cesário da Silveira Filho, ex-comandante Militar do Leste, Paulo César de Castro, chefe do Departamento de Ensino e Cultura do Exército, e Maynard Marques de Santa Rosa, chefe do Departamento Geral de Pessoal. Segundo os generais, as Forças Armadas não foram ouvidas na elaboração do plano. Um dos documentos diz que a implementação do projeto ?ocasionará danos de difícil reparação, os quais poderão redundar em significativo comprometimento do sistema de defesa nacional?.
Outro trecho classifica o plano de defesa como ?documento de cunho político, sem respaldo em ideias de consenso nacional e sem uma solução para o principal problema da Defesa: orçamento incompatível com as necessidades de custeio das instituições e de investimento para a modernização dos seus sistemas de armas?. Ainda segundo esses três documentos, algumas medidas são ?utópicas? e outras, ?inexequíveis?, já que ?poderão trazer consequências negativas para o futuro das instituições militares?. Os autores avisam não ter a intenção de promover uma rebelião, cooptando os demais integrantes do Alto Comando do Exército contra o ministro da Defesa. Silveira Filho e Castro vão para a reserva no final do mês. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Mario Morel é jornalista de larga experiência na imprensa brasileira. Depois de trabalhar como repórter no jornal Última Hora e na revista Manchete, iniciou-se na TV na redação dos telejornais das TVs Rio e Excelsior - duas das grandes emissoras do eixo Rio-São Paulo nos anos 1960. A partir de 1985, ingressou na TV Educativa (hoje, TV Brasil) e, pelas mãos de Fernando Barbosa Lima, passou a dirigir por quase dez anos o programa de entrevistas Sem Censura, à época, com nítida audiência registrada pelo Ibope.
Na TV do Lula, desalojado do Sem Censura, Morel passou a dirigir Olhar e, no início do segundo mandato, Espaço Público, ambos programas de entrevistas, no ar a partir da meia-noite. Em setembro de 2008, no entanto, depois de duas décadas na TV Brasil (ex-TVE), o jornalista foi demitido sem nenhuma explicação. E também foi para o espaço o programa Espaço Público, o único a questionar problemas brasileiros sem o enfoque exclusivamente governista, ainda que subordinado à ótica de debatedores em geral comprometidos com a ortodoxia esquerdista.
Não se pode dizer que tenha sido expurgado da TV Brasil por ser profissional incompetente, petista dissidente ou mesmo um neoliberal tresmalhado. Filho do legendário repórter Edmar Morel (autor do livro-depoimento A Revolta da Chibata, apreciado, entre outros, por Luís Carlos Prestes), Mario Morel, ademais, escreveu Lula, o Metalúrgico - Anatomia de uma Liderança (Nova Fronteira, Rio, 1980, em 3ª edição), livro biográfico que, no seu devido tempo, ajudou o ex-operário a chegar à Presidência da República.
De fato, a demissão de Mario Morel é um enigma. Ele dá a entender que o Espaço Público, uma fenda na programação da casa, pode ter sido a razão de sua saída. Em declaração formal, partiu para a denúncia: "Fica cada vez mais claro que a TV Brasil é uma ?TV chapa-branca? a serviço do oficialismo da comunicação, objeto do deslumbramento de alguns diretores, cabide de emprego, sorvedouro de verbas públicas e área de manobra para empresas de comunicação do setor privado."
Na sua indignação, Morel, que antes imaginava a TV Brasil como uma possível "TV pública", conforme anúncio original de Lula, não faz jogo de palavras: "Os atuais dirigentes não são do ramo. Entre eles, ninguém nunca trabalhou numa emissora de televisão ou rádio. E ninguém tem experiência como dirigente de empresas. Criou-se ali um programa de debates, ?livre e independente?, chamado 3 a 1. O primeiro entrevistado foi o presidente Lula. Para a entrevista foi escalada a própria diretora de jornalismo de emissora."
Sobre quem manda hoje na TV Brasil Mario Morel faz revelações inusitadas: "Ela não é, como se diz por aí, a TV do Lula, mas, sim, a ?TV do La Peña?. La Peña é um jornalista dono de uma empresa de comunicação, a Monte Castelo, que atua nos bastidores através da diretora de jornalismo, Helena Chagas, e do presidente da Acerp (Associação de Comunicação Educativa Roquette Pinto), jornalista Arnaldo Jacob, ambos com estreitas e antigas relações com a empresa Monte Castelo. Nos corredores da TV, La Peña se intitula amigo e conselheiro do ministro de Comunicação Social, Franklin Martins."
Ao tecer suas considerações, pondera, em tom dedutivo, mas contundente: "A TV Brasil não será uma TV pública como Lula disse que desejava. Uma TV que demite um jornalista (Luiz Lobo, ex-editor-chefe da TV e ex-âncora do Repórter Brasil) que não aceita chamar de ?banco de dados? o ?dossiê? do governo federal contra o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que extingue Espaço Público, único programa a discutir problemas brasileiros com independência, uma TV que só atinge 52 municípios dos 5.565 do País e com menos de 1% de audiência não é uma TV pública, é um brinquedo que custa R$ 350 milhões dos cofres públicos. A TV do La Peña é cara."
De fato, segundo o Ibope, a audiência média (nacional) da TV Brasil, que era de 0,75%, caiu para 0,72% (cerca de 170 mil pessoas) na atual gestão. E custa quantia bem mais elevada aos cofres da viúva (leia-se bolso do contribuinte): além dos R$ 350 milhões mencionados, a empresa tem acesso a um fundo de produção do Ministério da Cultura da ordem de R$ 80 milhões, além de outros tantos milhões advindos do faustoso universo das verbas publicitárias das estatais e do governo - sob o controle da Secretaria de Comunicação Social, dirigida pelo ex-guerrilheiro e jornalista Franklin Martins, a quem em última instância a emissora está subordinada.
Por mais incrível que pareça, o principal problema da TV Brasil não se apresenta no ostensivo desperdício de dinheiro público, muito menos no oficialismo que tomou conta de seus informativos ou mesmo na sua redução a área de manobra para empresas de comunicação privadas, como acusa o jornalista demitido. O mais perigoso, ou daninho, em especial para a frágil democracia vigente no País, é a infiltração sistemática da ideologia terceiro-mundista que impera na sua programação, a vender, sempre, de forma subliminar ou direta, valores distorcidos, preconceitos da luta de classes e as inatingíveis promessas da "utopia" socialista.
Com efeito, como a justificar os índices vergonhosos de audiência, ali se cultivam, sem questionamentos, as ideias e imagens de um Guevara messiânico, as bravatas do chavismo bolivariano, as eternas louvaminhas ao democida Fidel Castro, responsável direto pela morte de 130 mil pessoas. Outro dia, reproduzindo programa de entrevista com o esloveno Slavoj Zizek, "filósofo do caos", o espectador tomou o choque de ouvir esse embusteiro cultural tecer considerações (alucinadas) sobre a positividade dos gulags soviéticos, sem que ninguém presente protestasse.
Quanto ao enigma da demissão de Morel, parece não haver neste caso enigma nenhum: ele apenas expressa, desde Lenin, a velha prática do poder esquerdista de devorar os próprios aliados.
Publicado no jornal " O Estado de S. Paulo" (Opinião).
Segunda-feira, 02 de março de 2009.
DINHEIRO PÚBLICO, DINHEIRO FÁCIL A UNE ganhou na loteria com o desgoverno Lula
O repasse do Poder Executivo à entidade aumentou em 20 vezes nos últimos cinco anos. A soma dos recursos públicos transferidos chega aos R$ 10 milhões no período. Em contrapartida, as sexagenárias manifestações independentes e de críticas ao governo federal desapareceram. No lugar, sobra bajulação. Verbas do governo federal não faltam, só na produção de um livro sobre a militância secundarista foram repassados R$ 436 mil. Fotos do Lula da Silva com dirigentes da entidade são exibidas com pompa no site da UNE. Por LEANDRO COLON – Correio Braziliense
O crescimento da verba recebida do governo foi meteórico. Os recursos saltaram de R$ 199 mil em 2004 para R$ 4,5 milhões no ano passado. Mas não parou por aí. O montante tende só a crescer em 2009: R$ 2,5 milhões já foram depositados na conta da UNE neste ano, segundo levantamento obtido pelo Correio no Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (Siafi). Nada mal para quem recebeu cerca de R$ 1 milhão em oito anos do governo anterior, de Fernando Henrique Cardoso (PSDB).
Transferidos para a UNE em 12 de janeiro passado, R$ 786 mil foram destinados à realização de shows e debates em São Paulo e Rio de Janeiro. Mas nenhuma apresentação foi feita até agora, admite a presidente da UNE, Lúcia Stumpf (PCdoB). Em 5 de junho de 2008, o governo liberou o pagamento de R$ 435 mil para o projeto Sempre Jovem e Sexagenária. Segundo Lúcia, o recurso de quase meio milhão de reais será usado para fazer um livro sobre a história da militância estudantil secundarista. A UNE tem até junho para concluir esse projeto. A reportagem pediu à presidente da entidade algum elemento referente ao que já foi feito até hoje. Não houve retorno até o fechamento desta edição. Ela apenas garantiu que o projeto vem sendo executado. “Tem pesquisadores e historiadores fazendo a busca de material e redigindo. Será um livro histórico”, afirma.
BRAÇO POLÍTICO
A presidência da UNE está nas mãos do PCdoB há mais de 15 anos. O partido tem como representante no governo o ministro dos Esportes, Orlando Silva, que presidiu a entidade estudantil entre 1995 e 1997. Em janeiro passado, o ministério comandado por ele liberou R$ 250 mil para patrocinar a bienal de cultura da UNE, realizada naquele mês em Salvador.
Cerca de R$ 6,2 milhões do dinheiro público repassado pelo governo Lula saíram dos cofres do Ministério da Cultura. Pelo menos seis convênios com a entidade foram alvos de tomadas de conta especial, um processo administrativo interno aberto sempre que aparece indício de irregularidade que possa dar prejuízo ao órgão público. Um deles refere-se à participação da UNE em paradas de orgulho gay em 2006. Cerca de R$ 37,5 mil foram repassados à entidade e até agora a prestação de contas não foi aprovada.
O outro processo é mais antigo ainda. Trata da verba de R$ 173 mil para gravação de CDs e compra de equipamentos da Bienal de Cultura e Arte de 2003. Em novembro do ano passado, o ministério abriu uma tomada de conta especial. A tramitação do convênio revela que a pasta chegou a contestar a gravação de 2 mil CDs, e não 4 mil, como previa o projeto inicial apresentado pela UNE. O ministério abriu outro procedimento parecido em 1º de dezembro do ano passado para averiguar pendências na condução do convênio Cinema Une em Movimento. A entidade recebeu R$ 436 mil há dois anos para realizar em 2007 um circuito de filmes nacionais em universidades. A prestação de contas foi entregue somente no último em 12 de dezembro.
A entidade estudantil também se aventurou pelo orçamento da saúde. No segundo semestre do ano passado, a UNE recebeu R$ 2,8 milhões do Sistema Único de Saúde (SUS) para fazer uma caravana pelo país. O objetivo foi abrir um debate e realizar ações ligadas à saúde. “Percorremos os 27 estados discutindo cultura, saúde e educação, visitando 41 universidades públicas e privadas no Brasil”, justifica a presidente da entidade. Correio Braziliense
MUITO DINHEIRO
R$ 10 milhões é o valor repassado pelo governo à UNE em cinco anos
R$ 7 milhões foram depositados nos últimos 14 meses
R$ 436 mil serão usados para um livro sobre a militância secundarista
R$ 786 mil foram destinados para shows e debates até o fim do ano
6 convênios foram alvos de investigação interna do Ministério da Cultura –
O MST foi o tema da coluna de domingo de Clóvis Rossi, na Folha. Raramente um jornalista produziu tão formidável coleção de bobagens em texto tão curto. A elas (em vermelho). Com os azuis conseqüentes.
Abstraída a fulanização, não dá para discordar de Gilmar Mendes, o presidente do STF, quando diz que é uma ilegalidade dar dinheiro público para quem pratica ilegalidades. Até aí, é fácil. Introduza-se na equação a sigla MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) e a coisa se complica. Para começar, pinçar o MST entre os que supostamente praticam ilicitudes e recebem dinheiro público soa a viés ideológico, incabível em funcionários do Poder Judiciário. Segundo o, por assim dizer, raciocínio de Clóvis Rossi, Paulo Maluf jamais poderia ter sido alvo de investigação, dado que não se investigaram todos os políticos com, sejamos singelos, biografia semelhante. Rossi jamais reclamou que Maluf fora “pinçado” em razão de algum viés ideológico. Estaria aí a revelação do viés do jornalista?Ah, sim: eu jamais reclamei do "pinçamento" de Maluf porque não se pôde fazer toda a justiça que a terra merece...
Para ficar só em dois exemplos: importantes líderes do PT enfrentam processo no próprio STF (por formação de quadrilha). O PT, como os demais partidos, recebe dinheiro púbico. O governador afastado da Paraíba, Cássio Cunha Lima (PSDB), perdeu o cargo por compra de votos. O PSDB recebe dinheiro público. Devem PT e PSDB responder pela ilegalidade de alguns de seus integrantes? Ah, nem o caso do PT nem o de Cunha Lima percorreram todas as instâncias? É verdade. Mas onde está então a sentença que condena o MST por ilegalidades?
É uma tolice formidável. PT, PSDB e demais partidos recebem recursos públicos do fundo partidário porque têm existência legal. O MST não tem. O paralelo é descabido. Para que fosse perfeito, seria preciso que um partido ilegal estivesse recebendo dinheiro do fundo. Será que fui claro ou preciso desenhar? Deve haver outro modo de tentar limpar a barra de João Pedro Stedile e seus bravos. Esse é muito fraco. Ademais, vá lá: os 39 do mensalão estão sendo processados. Cássio Cunha Lima perdeu o mandato. Até agora, o MST não respondeu por nenhum de seus crimes — e, a rigor, não pode responder como movimento — porque não existe. A pergunta final do parágrafo é uma estultice: como aplicar uma sentença contra o movimento que não tem existência legal?
A defesa que o governo fez de sua ação após a crítica de Mendes é, por sua vez, inepta.
Inepta por quê? Na prática, é igual à de Rossi.
O ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, preferiu fingir que as entidades de que se vale o MST para receber dinheiro não são braços do movimento, o que é negar o escandalosamente óbvio.
Logo, trata-se de uma ilegalidade, e o artigo de Rossi não faz sentido.
Cassel parece, implicitamente, também criminalizar o MST, ao dizer que o dinheiro público não chega a ele. Permite deduzir que, se chegasse, haveria um ilícito. O problema não é se o dinheiro chega ou não ao MST, mas se é ou não bem empregado.
Não, senhor! Se dinheiro público chegar às mãos de Marcola e se ele construir escolas e orfanatos com ele, nem por isso o “dinheiro bem-empregado” atende ao princípio da legalidade. Como? Marcola não é o MST? Por quê? Os bandidos do PCC não costumam dar tiros na cabeça e na cara de suas vítimas?
Por fim, uma dúvida: matar alguém, como em Pernambuco, é crime, claro.
Viram só? Quando alguém ligado “à luta por terra” é assassinado, tem nome, pranto, missa, indignação do jornalismo engajado etc. As vítimas do MST se transformam num singelo “alguém”, quase um dano colateral a ser reconhecido numa frase de claro aspecto concessivo: “Ah, é claro que é crime...” E logo ficamos esperando pela oração adversativa. Que Clóvis Rossi nos oferece sem demora. Começando, aliás, pela conjunção "mas"...
Mas invadir terras é também crime ou é a única maneira que um movimento social voltado para a reforma agrária tem para chamar a atenção para a sua agenda?
Invadir terra é também crime, Clóvis Rossi. E não é a “única maneira” de chamar a atenção para a tal agenda. Aliás, cada vez mais, tem sido a pior, uma vez que o MST se transformou numa espécie de cartório. É impressionante! O movimento executou quatro pessoas com requintes de crueldade. O fato mereceu do colunista uma única linha, redigida com óbvia preguiça burocrática. Quem apanhou? Ora, Gilmar Mendes, que se limitou a fazer a defesa da lei. Rossi vive fazendo o elogio, merecido, de um “velho sábio que habitava a Folha”, referindo-se a Octavio Frias de Oliveira. Ou não aprendeu ou esqueceu algumas lições essenciais.
Na última edição do Notalatina eu havia dito que voltaria a falar das FARC e seus defensores e gostaria mesmo, sobretudo porque hoje faz um ano que morreu Raúl Reyes, um dos mais violentos e sanguinários comandantes deste bando narco-comuno-terrorista – que o Diabo o tenha, em seus Infernos! -, mas um assunto que não vi comentado na mídia brasileira clama aos céus que seja denunciado. A nota sobre as FARC que eu iria comentar aqui já publiquei no “Observatorio brasileño”; os interessados podem conhecer do que se trata clicando neste link. Outra notícia ainda sobre as FARC informa, numa reportagem bem documentada através de inúmeras fotos, a descoberta feita pelo glorioso Exército Colombiano de umas cavernas que serviam de esconderijo para “Mono Jojoy”, mas também como depósito de armas, munições e equipamentos cirúrgicos para realizar abortos. O Heitor De Paola divulgou em seu site e vocês podem – e devem - conferir aqui, porque isto é da maior importância!
A Venezuela foi palco no último dia 27, de um dos mais sórdidos e heréticos eventos que alguém jamais pôde - em qualquer tempo - imaginar que fosse acontecer, justo num país majoritariamente cristão. Mais uma vez, fingindo-se de piedoso católico, Chávez escarra na santa face de Cristo, açoita-lhe o Corpo com suas palavras blasfemas e O crucifica de novo quando invoca, não ao Deus de nossos pais, mas ao próprio príncipe das trevas.
Nesta data comemora-se 20 anos do que ficou conhecido como “Caracazo”, uma rebelião das massas com saques, depredações e violência generalizada, há apenas 24 dias da posse do presidente Carlos Andrés Pérez e que deixou um grande saldo de mortos que, variam segundo as fontes, de 300 a 3.000. Chávez apropriou-se da data (como é seu costume apropriar-se indevidamente de qualquer fato ou data histórica), reivindicando-a como “o parto dos tempos e dos povos: a Revolução Bolivariana!!!”. Observem no artigo escrito por Chávez intitulado “27F: El Parto Revolucionario” em sua coluna semanal “Las Lineas de Chávez”, que desde aquela época - 1989 - ele fazia parte do “Movimento Bolivariano Revolucionário 200” relacionado às FARC, e que já trazia em sua mente deformada de psicopata o desejo de dar um golpe contra seu próprio povo o que faria em 1993.
Mas voltando ao evento do dia 27, para comemorar a data foi celebrado um “culto ecumênico” onde o pseudo-padre Adolfo Rojas (me recuso a chamar de padre este herege comunista), que traz no próprio nome o que credo que segue, renovou os votos batismais de Chávez e o “consagrou” ao Senhor. Durante a cerimônia, realizada no morro El Calvario, o padre vermelho pediu que Chávez segurasse um grande crucifixo enquanto ele daria a bênção.
“Eu quero que toques esse Cristo porque vamos te consagrar ao Senhor”, disse o pseudo-padre e pediu que todos os presentes levantassem a mão e o acompanhassem numa oração para que “o Senhor o ajude, o conforte, o cure, o livre de seus inimigos, de todos os perigos que o cercam, das invejas e de qualquer tipo de ressentimento”. No contexto desta “oração”, o padre comunista disse que Chávez era reconhecido e exemplo para toda a América Latina, na Patagônia e no Oriente Médio, sem esquecer de pedir a proteção divina para “nosso irmão” Fidel Castro e as “vítimas da faixa de Gaza”; de passagem, cita o comunista uruguaio Eduardo Galeano.
Assistindo toda esta heresia no vídeo abaixo, lembrei do comportamento do atual presidente brasileiro na missa dos funerais do santo Papa João Paulo II – que Deus o tenha em Sua glória! – em que este comunista comungou com a costumeira cara de pau, e depois declarou tê-lo feito sem se confessar porque era “um homem sem pecados”. É isto que se passa na mente revolucionária. Uma ausência total de escrúpulos, senso crítico, moral, ética ou noção de realidade. São esquizofrênicos que vivem em um mundo criado por eles mesmos – o tal “mundo melhor possível” que nunca virá, porque está permanentemente em construção – e que na sua demência psicopática se crêem mesmo imunes a tudo e acima de todos os mortais.
Mas as heresias não ficaram somente no âmbito destas “orações”. Os ministros de Chávez presentes ao evento fizeram um juramento – DIANTE DE CRISTO – de fidelidade ao seu presidente e à implantação do socialismo. Vejam a adaptação perversa e diabólica que fizeram do juramento de Simón Bolívar, aos novos representantes do Socialismo Bolivariano:
Juramento de Roma, feito por Bolívar no Monte Sacro – dirigido ao seu amigo Simón Rodríguez:
“Juro diante de você; juro pelo Deus de meus pais; juro por eles, juro por minha honra e juro pela minha Pátria, que não darei descanso a meu braço, nem repouso a minha alma, até que tenha rompido as cadeias que nos oprimem pela vontade do poder espanhol!”
Juramento dos ministros de Chávez no morro El Calvario publicado pelo jornal El Nuevo Herald:
“Juro pelo Deus de meus pais, juro por Deus, que não darei descanso a minha alma, nem a meu braço, nem à minha mente, até que não aprofunde o socialismo que necessitamos, e que acompanhemos com lealdade, antes mortos que traidores, a este comandante-em-chefe que Deus nos deu para nos conduzir ao socialismo que necessitamos”.
Depois de perseguir os judeus e permitir que se depredem e emporcalhem os textos sagrados da Sinagoga Tiferet Israel de Caracas; depois de rotular o venerável Cardeal Don Castillo Lara de “bispo de Satanás”; de permitir que se quebre e derrube a imagem da Virgem Santíssima que existia numa praça; e de mandar construir e inaugurar com pompa e circunstância um busto do criminoso narco-terrorista número 1 das FARC, Manuel Marulanda “Tirofijo”, este monstro usa o nome de Deus em vão, escarra no rosto de Cristo, rasga Suas vestes e reparte Sua túnica lançando sortilégios entre este monte de abutres.
Entramos no tempo da Grande Quaresma, período de expiação de culpas e purificação da alma para todos os fiéis cristãos do mundo, para que possamos chegar à Páscoa, a maior festa da cristandade, limpos de todo o pecado e assim poder olhar a Face de Cristo, nosso Rei e Senhor. E diante de tanta aberração como esta que vocês poderão ver através do vídeo e do escrito acima, só posso clamar como o Rei e Profeta David no Salmo 52, versículos 1, 5, encerrando esta edição de hoje:
Por que te glorias na maldade, ó homem poderoso?
pois a bondade de Deus dura para sempre.
2. A tua língua urde planos de destruição;
é qual navalha afiada, ó praticadora de enganos!
3. Amas o mal antes que o bem;
preferes mentir a falar retamente.
4. Amas todas as palavras devoradoras,
ó língua fraudulenta!
5. Também Deus te destruirá para sempre;
há de arrebatar-te e arrancar-te da tua tenda,
e te extirpará da terra dos viventes.
JOSÉ CARLOS DE AZEVEDO
Doutor em física pelo MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts, EUA). Foi reitor da UnB (Universidade de Brasília)
Aos cultores dessa ciência climática vudu restou fazer ameaças, frases feitas e reuniões estridentes para salvarem a Terra
EM JANEIRO de 2008 nevou em Bagdá e isso não ocorreu em todo o século 20 no mesmo ano e no atual, nevou na Síria, na Turquia, na Grécia e em grande parte da Ásia.
Na Europa e nos EUA o inverno é inclemente e nevou nos desertos de Mojave e de Las Vegas. Nada disso foi previsto pelos xamãs e videntes do IPCC, que, há 20 anos, fazem "projeções climáticas" para 20 ou mais anos depois. Mas o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) previu as enchentes de Santa Catarina com acerto e uma semana de antecedência. A frase é de Mark Twain: "Clima é o que esperamos tempo, é o que recebemos".
Há hoje apenas uma prova do "aquecimento antropogênico": os computadores do IPCC e adeptos.
É certo que a quantidade de CO2 no ar cresce muito tempo depois de a temperatura aumentar. Satélites e sondas meteorológicos também comprovam que, nos últimos 13 anos, a temperatura ficou estável nos dez primeiros e caiu nos três últimos.
O clima na Terra muda há bilhões de anos e a temperatura sobe há uns 20 mil, desde o fim da Era Glacial, quando uma enorme parte do hemisfério Norte esteve sob uma camada de gelo com mais de um quilômetro de espessura e o nível dos oceanos era uns 150 metros inferior ao atual.
Se não existe a teoria do clima, que modelos climáticos os videntes do IPCC processam nos seus supercomputadores? Um estudo de Koutsoyianis e outros autores, de 2008, confirma que "o desempenho dos modelos é fraco em escala de 30 anos (...) as projeções não são confiáveis e o argumento comum de que o seu desempenho é melhor em larga escala não tem fundamento".
Em 2007, K.Trenberth, meteorologista do IPCC, disse que "não há previsões climáticas feitas pelo IPCC. E nunca houve". Mas os xamãs dizem que há "consenso científico" sobre a influência do CO2 no clima, o que fez R. Lindsay, do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts, EUA), dizer: "Chegaram ao consenso antes de a pesquisa ter começado".
O que significam então os fatos mencionados no primeiro parágrafo?
Só os pobres em espírito sabem. É ainda impossível provar se a Terra aquece ou esfria ou se começou a nova Era Glacial anunciada nos anos 1970 por atuais videntes do IPCC.
O clima depende de fatores físicos, químicos, geológicos, biológicos, oceânicos, glaciais, astronômicos e astrofísicos, mas eles garantem que o CO2 é o responsável e citam sempre dois estudos do século 19, de Fourier e Arrhenius, ambos sem validade científica atual e com muitos erros, mas por eles reverenciados com enternecido fervor religioso.
O artigo de Fourier é uma exposição literária, sem uma só equação e com muitos erros conceituais, apesar de não ter sido assim àquela época.
Arrhenius errou ao calcular a temperatura da Terra se não existisse o CO2 no ar e ao atribuir as eras glaciais à diminuição desse gás prático, disse que a sua teoria só poderia ser contestada se provassem que a retirada do CO2 não esfriaria a Terra e assim deu o mote para o "sumo sacerdote do aquecimento", o norte-americano Al Gore: "A ciência está feita". Quem quiser que prove o contrário.
O IPCC desconhece o que fez o físico meteorologista C.T.R. Wilson, inventor da "cloud chamber" -câmara de nuvens-, com a qual pretendia reproduzi-las em laboratório ganhou o Nobel de Física de 1927 porque a câmara possibilitou comprovar muitas previsões das teorias da relatividade e quanta. Wilson é o precursor dos importantes estudos sobre o clima no Instituto de Pesquisas Espaciais da Dinamarca e no Cern.
Às mudanças drásticas no clima ocorridas nos últimos 10 mil anos são atribuídos os colapsos das civilizações acadiana (Mesopotâmia, 2200 a.C) maia (Mesoamérica, há 1.200 anos) moche (Peru, há 1.500 anos) e tiwanaku (Bolívia/Peru, há mil anos).
Tudo isso ocorreu sem um grama do CO2 "antropogênico" no ar. Nem a devastação de cerca de 400 mil quilômetros quadrados nas pradarias dos EUA e do Canadá ("dust bowl", 1930 a 1936) é fruto desse gás, pois foi causada pela seca e o mau uso da terra.
Aos cultores dessa ciência climática vudu, sem teoria nem comprovação experimental, restou fazer ameaças, frases feitas e reuniões estridentes no Rio, em Bali e em Poznam para salvarem a Terra. E ungir mais um sumo pontífice, o barão Stern of Brentwood, que, na Oxonia Lectures de 2006, fez a cândida confissão: "Em agosto ou julho do ano passado, eu tinha uma ideia sobre o efeito estufa, mas não estava seguro".
Meses depois, sacramentado como sábio pelo governo inglês para elaborar o relatório Stern, um cartapácio de 700 páginas, quer fortalecer o ecoterrorismo. O barão veio a esta Terra dos papagaios e causou enorme sensação, apesar da sua sabença oca.
"Nas próximas semanas, deverá ser votado no Senado um projeto que, já aprovado na Câmara dos Deputados, implanta o sistema de cotas raciais nas 55 universidades federais brasileiras. Essas instituições ficarão obrigadas a reservar 50% de suas vagas para alunos egressos de escolas públicas. Dentro desse universo de cotistas, negros, pardos e índios serão os principais beneficiados: terão garantido um número de vagas proporcional à sua representação demográfica em cada estado. O projeto visa a ampliar a presença desses grupos étnicos e raciais no ensino superior. O objetivo é justo. Negros, pardos e índios, em especial os mais pobres, têm pouca ou nenhuma chance de se equiparar social e economicamente aos brancos sem que se lhes abram maiores oportunidades na vida. Mas essa questão é complexa e não se esgota em sua justeza. Há fortes razões para acreditar que transformar o projeto em lei da maneira como ele chegou ao Senado, vindo da Câmara dos Deputados, pode ser contraproducente, ilógico e ruinoso para todos os brasileiros, inclusive e principalmente aqueles que o texto da lei visa a beneficiar.
A primeira e mais grave reflexão a fazer é se o papel das universidades federais deve passar a ser o de reparar injustiças históricas. Se for isso, há que ter em mente que se trata de uma mudança radical. As universidades existiram desde sempre para produzir conhecimento. A produção de conhecimento de qualidade só é possível em ambientes de porta de entrada estreita e com rígido regime de mérito. É o contrário do que propõe o sistema de cotas em votação no Senado. Se ele for aprovado, metade dos calouros terá acesso à universidade usando como passaporte de entrada o vago e cientificamente desacreditado conceito de raça. Adeus ao mérito individual. Com ele se despedem também a produção de conhecimento e o avanço acadêmico. Deve haver formas menos destruidoras de reparar injustiças históricas.
A experiência com cotas no ensino superior começou no Brasil em 2002, quando a Universidade do Estado do Rio de Janeiro as instituiu pela primeira vez no país. Outras oitenta faculdades fizeram o mesmo, com modelos variados. Nenhuma dessas experiências tem resultados positivos conclusivos e tampouco unanimidade quanto a sua constitucionalidade. Ainda neste ano, o Supremo Tribunal Federal deve julgar a validade de dois desses modelos. A novidade do projeto que tramita no Senado é que ele pretende institucionalizar as cotas. A ideia conta com forte apoio oficial e, felizmente, com a oposição de muitas lideranças negras do país que enxergam no favorecimento das cotas um risco para todos. Como é de praxe quando se contraria uma decisão oficial do governo, a retaliação é automática. Diz Leão Alves, do movimento Nação Mestiça: "Não apoiar as cotas, como é o meu caso, significa abrir mão de financiamentos e cargos públicos".
A contaminação ideológica do projeto é seu ponto fraco. Por qual critério se chegou ao porcentual de 50% das vagas das universidades federais para cotistas? Segundo o ministro Edson Santos, da Secretaria da Igualdade Racial (Seppir), pelo critério da "sensibilidade". Acontece que, para preencher todas essas vagas, será necessário admitir alunos classificados entre os piores no vestibular. O matemático Renato Pedrosa, um dos coordenadores do vestibular da Unicamp, fez simulações com base na lei e concluiu: "Cotistas entrariam com notas até 25% mais baixas do que os aprovados apenas pelo mérito e não conseguiriam ter um bom desempenho ao longo do curso". Outro efeito da pressão das ONGs negras é que um mecanismo para beneficiar candidatos de baixa renda só foi incorporado ao projeto na última hora, e quase como um remendo. A redação da lei deixa no ar muitas dúvidas, entre as quais se um branco pobre saído da escola pública poderá se beneficiar das cotas.
Estabelecer cotas pelo critério econômico, que leve em conta também o mérito, é uma saída que tem sido estudada. O próprio ministro da Educação, Fernando Haddad, hoje defensor das cotas raciais, já afirmou preferir as cotas para os pobres. Em teoria, esse modelo seria menos problemático do que aquele que gira em torno de raça – mais, especificamente, no favorecimento oficial de um grupo racial em detrimento de outro. Diz o sociólogo Demétrio Magnoli: "Políticas baseadas na raça são a negação do princípio fundador da democracia, segundo o qual as oportunidades das pessoas estão em aberto – e não pre-determinadas por suas origens". Algumas das maiores e mais vergonhosas tragédias da história foram plantadas, cultivadas e colhidas pelo ódio racial produzido por políticas públicas racistas – a escravidão, o holocausto e o apartheid. É ingênuo pensar que o progresso social se acelera quando o estado inverte o sinal de modo que um grupo racial historicamente derrotado possa, finalmente, triunfar sobre seus algozes. Isso produz mais ódio.
A experiência histórica mais formidável no campo da convivência racial sob o regime da lei vem dos Estados Unidos, em especial das decisões emanadas da Suprema Corte. A ênfase das melhores decisões da Suprema Corte americana sobre essa questão foi colocada no abrandamento das tensões raciais pela produção de leis justas para todos os cidadãos, sem distinção. "A imagem da Justiça tem os olhos vendados. Sua filha, a lei, não pode distinguir cor", resumiu o juiz John Marshall Harlan (1833-1911). Mas não existe racismo nos Estados Unidos? Existe, e ele é forte mesmo com a presença do negro Barack Obama na Casa Branca. O que não existe nos EUA e não deveria haver no Brasil é o acirramento do ódio e das divisões raciais patrocinado pelo estado. Adverte o sociólogo Simon Schwartzman: "O que deveria ser uma discussão racional sobre o sistema de ensino no Brasil tornou-se um debate passional e ideológico". Nas páginas seguintes, esta reportagem oferece seis razões pelas quais o projeto de cotas que tramita no Senado deve ser examinado com redobrada atenção..."
-O assunto já foi bem discutido aqui e longe de sê-lo pela sociedade, estará compondo a pauta de um senado na sua maioria simpático ao que o executivo deseja... a matéria da revista Veja junta esforços ao que o jornal Estado de SP vem há algum tempo fazendo, bem como os vários sites e blogs de direita... não queremos uma fenda social e racial dividindo nosso povo, que nunca precisou de dispositivos legais para ser uma nação homogênea... a validade de destinar uma parcela das vagas das instituições superiores aos egressos de escolas públicas tem validade, mas para por ai, até porque o percentual estimado foi arbitrado de forma apelativa, sem embasamento científico... e quando vemos algo possivelmente restaurador, no caso da destinação de vagas a alunos pretensamente pobres, migrar para o campo da desestruturação, ao ver que desse percentual atendido, a racialização será componente degenerativo, entendemos que de nada teve de validade e que o factóide visou a introjetar o crime do separatismo... de toda a reportagem, que se destina a assinantes, e sempre pensando se é este o país que você quer ver crescerem seus filhos e netos, que fique bem evidenciado o que diz o gerente de uma ONG contrária ao sistema de quotas raciais: "Não apoiar as cotas, como é o meu caso, significa abrir mão de financiamentos e cargos públicos"... mais uma vez, a tipificação da compra de consciências, o método que fez o partidão tomar o poder e dele não querer se apartar...
É preciso que lideranças apareçam para enfrentar o infortúnio
Nivaldo Cordeiro
Os acontecimentos dos últimos dias têm sido desnorteantes para aqueles que foram por eles surpreendidos. Todavia, devo dizer a você, meu caro leitor, que eles eram perfeitamente previsíveis, tanto quanto um passo lógico de uma equação. De uma banalidade desconcertante. A demagogia revolucionária não é capaz de criar, apenas de repetir-se, talvez porque seus agentes sejam por demais apegados aos manuais de seus antigos teóricos. Demasiado humana ela é, a demagogia. É, como Nietzsche dizia de coisas muito mais importantes (e estava nisso errado), a sina do eterno retorno do mesmo. Estamos a ver em nosso país o velho filme bolchevique/nazista, aperfeiçoado por Gramsci, de tomada do poder de Estado. Não precisaram disparar um tiro que fosse.
A caçada aos banqueiros e aos ricos de um modo geral sempre foi a lógica e a tônica dos campeões da igualdade geral, a mais maluca e insana das idéias de Rousseau perseguida desde sempre pelos revolucionários. A tropa do PT já está se sentindo suficientemente forte para pôr os ricos em fuga. Antes os industriais e comerciantes apenas, agora a “categoria” dos banqueiros. É puro terror patrocinado pelo Estado. Entendo que estamos perigosamente a tangenciar o regime de exceção, sob o amparo das leis injustas e excessivas, que dão aos esbirros do Estado todo o poder sobre a vida privada do cidadão. Não haverá retorno à normalidade se não começar imediatamente a mobilização contra as forças da esquerda revolucionária no poder, no terreno em que elas têm sido imbatíveis: no campo da política.
É preciso que aqueles que deram apoio tácito e recursos aos militantes das esquerdas até agora cessem imediatamente de fazê-lo, passando a financiar a oposição. E não apenas aquela oposição consentida, tão bem representada pela social-democracia. Esses financiadores, cuja cara mais óbvia é a dos banqueiros agora perseguidos, precisam acordar para a realidade mais óbvia. O mundo como o conhecíamos, de segurança institucional, de confiança nas forças da ordem, foi-se. Acabou. Morreu de tanta covardia e cegueira da nossa elite econômica. Esse acordar não será fácil, será um despertar em meio a um pesadelo dantesco. Mas o despertar terá que acontecer sob pena de se ir direto ao sono eterno sem saber a causa.
O sistema legal já está completamente deformado no Brasil. Veja-se essa estúpida lei seca, recém aprovada. Ela grita aos nossos ouvidos: “Todo poder ao guarda de trânsito, o novo guardião das virtudes públicas”. É emblemática da nossa situação. O Estado transformou-se no grande inimigo das pessoas. Uma ameaça permanente e cara, que nos rouba a todos e nos ameaça com as suas masmorras e suas multas impagáveis. Falar, escrever, andar de carro, andar a pé, beber um gole ou fumar um cigarro: tudo agora ficou muito perigoso. A vida espontânea esfumou-se. É preciso agora a prontidão de um sentinela romano para chegar em casa, ao fim do dia, são e salvo dos perigos estatais. O poder de repressão às banalidades da vida chegou ao paroxismo.
É preciso que lideranças apareçam para enfrentar o infortúnio. Só na vida político-partidária se poderá reduzir a pressão sobre as gentes. Antes, no entanto, faz-se necessária a metanóia das crenças desses potenciais líderes: é preciso restabelecer as tradições, o culto à liberdade, o sentido da vida privada, o respeito inalienável à pessoa. Não é tarefa simples quando se cultua, há décadas, o coletivo, as massas, o Estado; se inimiza os virtuosos, se elege a luta de classes como a redentora da Nação. Antes terá que vir a pedagogia e não sei se teremos nem tempo para isso.
Em texto sombrio de 1923 – tempos muito parecidos com os atuais e que pressagiavam o que viria depois – Ortega y Gasset escreveu: “Las épocas post-revolucionarias, tras uma hora muy fugaz de aparente esplendor, son tiempo de decadência, Y las decadencias, como los nascimientos, se envolven históricamente em la tiniebla y el silencio. La historia practica un extraño pudor que le hace correr un velo piadoso sobre la imperfección de los comienzos e la fealdad de las declinaciones nacionales”.
E completou o ensaio, de forma crua: “Comienza el reinado de la cobardia – un fenómeno extraño que se produce lo mismo en Grecia que en Roma, y aún no ha sido justamente subrayado. En tiempos de salud goza el hombre medio de la dosis de valor personal que basta para afrontar honestamente los casos de la vida. En estas edades de consunción, el valor se convierte en una cualidad insólita que sólo algunos poseen. La valentia se torna profesión, y sus profesionales componen la soldadesca que se alza contra todo el poder publico (Notem bem, não é o Estado aqui, mas o povo em geral - NC) y oprime estúpidamente el resto del cuerpo social”.
Há alguma dúvida de que vivemos neste tempo de covardia? Onde estão as lideranças? Por que há essa ausência de homens egrégios e essa presença massacrante das massas estupidificadas, personificadas nos Lulas da vida? Quem tem coragem de ser voluntário? Quem ousa enfrentar os decadentes?
A grande superstição dos nossos tempos, sua grande cortina de fumaça e justificativa para a covardia, é achar que o mercado tem algum poder sobre o processo. Santa ignorância! Só a verdadeira ciência política para mobilizar os melhores para segurar a decadência e impedir uma tragédia de maiores proporções.
Os fatos abaixo rememorados, ao lado de muitos outros de teor semelhante, estão fortemente correlacionados, embora a maioria dos cidadãos não perceba esse fato. Integram as várias faces do radicalismo que pretende não só ressuscitar o comunismo internacional, mas – o que é ainda pior – reimplantá-lo no mundo, a começar pela América Latina, onde conta com figuras tão escalafobéticas quanto perigosas ocupando postos de comando em diversos países, como Chávez, Correa, Morales, Lugo, o casal Kirchner, Ortega, os irmãos metralha Castro e, no Brasil, o petismo. A alimentar o movimento, na tentativa de enfeixar as várias faces do atraso ideológico para promover a revolução do atraso, miríades de ONGS internacionais com sedes nos Estados Unidos e na Europa, organismos como a ONU, que se desfiguraram completamente e supostos “intelectuais”, franceses em sua maioria, como de hábito. Ah, os “intelectuais” franceses! Raymond Aron os conhecia muito bem... Sartre foi quem fez a cabeça de Pol Pot...
I. Na Política
1. O Movimento dos Sem-Terra (MST), como confessou descaradamente o seu líder Jaime Amorim, assassinou a tiros quatro pessoas em Pernambuco: João Arnaldo da Silva, José Wedson da Silva, Rafael Erasmo da Silva e Wagner Luiz da Silva, todos eles seguranças da Fazenda Consulta, em São Joaquim do Monte, que já tinha sido ocupada, mas conseguira obter na Justiça, há 15 dias, reintegração de posse e despejo dos invasores. Os sem-terra retornaram no sábado de Carnaval e reocuparam a propriedade. O tal Amorim justificou os assassinatos praticados por seu grupo com o seguinte argumento (por si só, caso a Justiça venha a ser cumprida, suficiente para levá-lo à prisão): "os que matamos não foram pessoas comuns." Sim, não eram de fato pessoas comuns, eram pagos para defender patrimônio privado e, portanto, segundo os “bandoleiros sociais” do MST, poderiam ser mortos... E Brasília calou-se.
2. Em São Paulo, os sem-terra, depois de a anunciarem antecipadamente, deflagraram a operação "Carnaval Vermelho", invadindo 20 propriedades em 16 municípios do Oeste paulista. O líder dissidente dos facínoras, José Rainha Junior – envolvido em dezenas de processos judiciais, inclusive por crime de morte -, “coordenou” pessoalmente a invasão de 16 áreas no Pontal do Paranapanema, em "protesto" contra o governo de São Paulo, alegando não ter este competência para tratar de assuntos relacionados à reforma agrária que, segundo ele, só pode ser conduzida pelo governo federal, isto é, por seus comparsas que lhes repassam verbas tiradas de nossos impostos para promover a balbúrdia “pré-revolucionária”. Rainha exigiu a extinção do Itesp, o órgão estadual incumbido da reforma agrária. Como se estivesse realmente preocupado com uma reforma agrária e não com a imposição de uma ditadura comunista... E Brasília silenciou.
3. Tarso Genro, ministro da Justiça, concedeu o status de “refugiado político” a Cesare Battisti, italiano condenado à prisão perpétua em seu país por vários assassinatos. Mas, como matou pessoas em nome do comunismo, segundo nosso ministro, seus crimes foram “políticos”... Neste caso – que abriu sérias divergências diplomáticas entre Brasil e Itália – Brasília não ficou quieta. Pelo contrário, para defender o “movimento”, pronunciou-se.
4. O mesmo Genro, em 2006, repatriou dois pugilistas cubanos que pediram asilo diplomático ao Brasil. Soube-se nos últimos dias que, após terem sido punidos pela “democracia popular” cubana, um deles vai viver na Alemanha e o outro nos Estados Unidos. Outro vexame internacional para o Brasil. Obviamente, nesse caso, Brasília também não se calou, pois se tratava de defender Fidel e Raúl, em comportamento claramente contraditório ao adotado no caso Battisti. Para essa gente, ao que parece, só pode ser declarado refugiado político quem for comunista por convicção.
5. Os petistas vêm insistentemente defendendo a inclusão da Venezuela no Mercosul, contrariando abertamente a denominada “cláusula democrática” de nosso mercado comum. Para eles, com efeito, o bufão Chávez e seu regime bolivariano são exemplos de democracia efetivamente representativa. Nesse caso, Brasília cala-se diante das fraudes eleitorais da Aracanga de Miraflores, mas berra na hora de defender o companheiro... O mesmo pode-se escrever a respeito do episódio em que o aprendiz de bufão que preside a Bolívia mandou ocupar militarmente as instalações da sacrossanta Petrossauro.
II. Na Economia
6. O governo petista já criou, desde 2003, dez novas empresas estatais, sem contar algumas subsidiárias da Petrossauro e do Banco do Brasil, que também proliferaram.
7. O BNDES vem sendo usado politicamente como não se via há muitos anos, inclusive para emprestar dinheiro à Petrossauro, para projetos de interesse eleitoral do governo e para nossos “hermanos” socialistas da América do Sul.
8. Autoridades econômicas brasileiras têm declarado – com exceção do presidente do Banco Central – abertamente que a crise financeira atual no mundo é manifestação clara da falência do neoliberalismo, sistema que nem sequer sabem o que significa, mas que, como se opõe ao seu socialismo-comunismo, abominam.
III. No plano moral e cultural
9. Lula, ladeado por Sérgio Cabral e Eduardo Paes, distribuiu preservativos diretamente a populares, no último domingo de Carnaval, no Sambódromo carioca. Milhões de preservativos foram também entregues aos participantes do Fórum Social Mundial, recentemente realizado em Belém. E um abominável comercial de TV – certamente pago com o nosso dinheiro -, nos dias que antecederam o Carnaval, mostrava diversas mulheres com mais cinquenta anos defendendo o uso de preservativos nas relações que, segundo previam, iriam manter com algum homem que viessem a conhecer durante os dias da folia. Enquanto isto, o atendimento nos hospitais públicos atinge o estado de calamidade, nas esferas federal, estadual e municipal, não apenas no Rio de Janeiro, mas em todo o país. Mas desconstruir os fundamentos morais faz parte da missão dos “militantes sociais”, porque a sociedade do faz-de-conta com que sonham assim o exige.
10. O governo do PT tem lutado bravamente, nas entrelinhas e nas linhas, para descriminalizar o aborto, assim como lutou para a aprovação das pesquisas com células-tronco. Novamente, Brasília não permanece calada quando se trata de derrubar tradições morais milenares pelas quais nossa civilização sempre se norteou.
11. A mídia não perde uma oportunidade sequer para criticar o Papa Bento XVI, seja alterando, omitindo ou acrescentando algo de seu interesse ao que o Pontífice diz, para fazer com que pareça um reacionário de mão cheia, seja criticando a posição da Igreja com relação a assuntos morais. O Papa, sempre que fala, o faz dirigindo-se aos católicos, mas, como seus discursos têm repercussão mundial, ele precisa ser atacado e neutralizado, para que o relativismo moral em que se baseia o comunismo possa livrar-se dos “dogmas ultrapassados”. Por outro lado, essa mesma mídia dá enormes espaços aos religiosos da chamada “Teologia da Libertação”, todos eles comunistas que se infiltraram na Igreja com o intuito de miná-la por dentro.
Acho que essas onze faces do radicalismo, todas entrelaçadas, são suficientes para mostrar que estamos vivendo uma luta, imperceptível para a quase totalidade dos cidadãos, dos valores políticos da democracia representativa contra os da ditadura revolucionária travestida de democracia plebiscitária; d os princípios geradores de riqueza da economia de mercado contra os da “engenharia social” do intervencionismo; e dos valores morais que tornaram possível a organização dos homens em sociedades contra aquilo que chamam de “nova moralidade”, ou seja, a ausência de qualquer restrição de natureza moral.
A Justiça, através de sua instância maior, precisa manifestar-se. Afinal, quando a lei deixar sistematicamente de ser respeitada, quando se agredir continuamente as leis da economia e quando se desprezar oficialmente os valores morais, quando se chegar a este ponto, a “revolução” dos radicais já estará feita. Sem que quase ninguém o perceba.
por Andreas Umland [1] 26 de Setembro de 2008, www.opendemocracy.net [2]
A extrema-direita russa, incluindo alguns dos segmentos cripto-facistas, está se tornando uma parte ainda mais influente no discurso mainstream de Moscou. Sua influência pode ser sentida na grande mídia, na sociedade civil, nas artes e na política russa.
"Perdão? Eu não entendi isso!" - exclamou o jornalista Matvei Ganopolsky na estação de rádio "Ekho Moskvy" (Eco de Moscou). Era noite de 8 de Agosto de 2008 e Ganopolsky estava entrevistando o líder do "International Eurasian Movement" (Movimento Eurasiático Internacional) Alexander Dugin, que tinha acabado de lhe dizer que as ações da Geórgia na Ossétia do Sul eram "genocidas." Ganopolsky não podia acreditar que alguém usaria palavra tão carregada para descrever os eventos na Geórgia. Apenas um dia depois, em 9 de Agosto, apesar do ultraje de Ganopolsky, o Primeiro Ministro Russo Vladimir Putin também descreveu as ações de Tbilisi como "genocidas." Em 10 de Agosto, o sucessor escolhido de Putin, Dmitri Medvedev, que antes comentou sobre o conflito com uma terminologia menos dramática, se enquadrou, dizendo que os eventos dos últimos três dias na Ossétia do Sul eram para serem classificados como "genocídio."
É duvidável que Putin ou Medvedev foram inspirados diretamente por Alexander Dugin a usar a "palavra com G" para descreverem os eventos em Agosto na Geórgia, mas a similaridade das suas hipérboles é um indicativo da direção que a Rússia tem tomado nos últimos anos. Dugin têm se tornado um comentador político prolífico, e alguns dizem, um influente pensador na nova Rússia de Putin. Um bem-conhecido teórico facista na década de 1990, Dugin se apresenta hoje em dia como um "centrista radical" e apóia fortemente as políticas autoritárias domésticas e estrangeiras anti-Ocidente da Rússia. Ambos seus artigos inflamados em defesa de Putin e especialmente seu anti-Americanismo fanático são, aparentemente, populares no Kremlin e na "Casa Branca" de Moscou (o lugar do governo federal). Nenhuma outra explicação é possível para as frequentes aparições de Dugin nos programas nortunos populares nos canais de tevê controlados pelo governo da Rússia, ou seus inúmeros artigos em muitos jornais e websites russos empurrando as últimas direções do Kremlin goela abaixo no povo russo.
A ascenção de Dugin nos últimos anos tem sido irresistível. Isso é apesar do fato de que, na década de 1990, seu auto-estilo "neo-Eurasiano" deu as boas vindas de forma jubilosa ao nascimento iminente na Rússia do "facismo facista" e saudou o ogranizador do Holocausto, Reinhard Heydrich, por ser um "Eurasiano convicto." Naquele tempo Dugin descreveu francamente sua ideologia como "conservadorismo revolucionário," dizendo que a idéia central do facismo é a "revolução conservadora." Ao longo dos anos 1990 o "neo-Eurasiano" fez um bom número de declarações similares, incluindo variadas apologias mais ou menos qualificadas ao Terceiro Reich.
Em anos recentes, para garantir, a retórica de Dugin mudou - se não no tom, então no estilo. Agora ele, estranhamente, frequentemente se posiciona como um sincero "anti-facista," e não hesita em rotular seus oponentes tanto dentro como fora da Rússia como "facistas" ou "Nazi". Paradoxalmente, ele faz isso enquanto ainda admite que suas idéias estão próximas daqueles irmãos Strasser da Alemanha entre guerras. Dugin apresenta esses dois nacionalistas alemães como "anti-hitlerianos." Ele esquece, entretanto, de mencionar que Otto e Gregor Strasser de fato se opuseram a Hitler, mas eram ao mesmo tempo parte e parceiros do movimento facista emergente na Alemanha. Os irmãos Strasser tiveram um papel um tanto significativo em transformar a NSDAP em um partido popular no fim da década de 1920, mas, então, Hitler os expulsou do Partido Nazista. Eles eram dois líderes influentes que se tornaram rivais inconvenientes, tanto político quando ideologicamente.
O crescimento de Dugin não significa, entretanto, que a Rússia está se tornando facista. Figuras públicas russas bem conhecidas não podem, na maioria das vezes, esconder sua aversão ao crescimento do sentimento direitista. Um bom exemplo recente é Sergei Dorenko, o apresentador dos anos 1990 do canal ORT TV (controlado pelo oligarga fugitivo Boris Berezovsky), que teve papel significativo ao ajudar Vladimir Putin a ganhar a eleição de 2000. Como seu mestre Berezovsky, Dorenko era, também, mal visto no Kremlin e foi autorizado a somente promover sua visão crítica controversa na estação de rádio de oposição Eco de Moscou. Durante a recente guerra da Geórgia Dorenko apoiou o Kremlin e como recompensa foi nomeado Chefe do serviço Russo de Notícias, que provê serviços de notícias ao imensamente popular "Russkoye Radio". Uma de suas primeiras decisões lá foi banir Alexander Dugin do ar.
Mas a cada ano que passa o novo século vê uma reaproximação estreita entre a retórica da direira extrema russa e aqueles que estão no topo, e não menos o próprio Putin. A estranha repetição da interpretação de Dugin das ações de Tbilisi como "genocídio" por Putin e Medvedev é meramente um dos muitos sinais.
Além disso, muitos, mais ou menos influentes, atores na "vertical of power" (vertical de poder) de Putin estão, de um jeito ou outro, ligados a Dugin. Viktor Cherkesov, por exemplo, um dos amigos de Putin mais próximos da ex-KGB, é visto como sendo próximo, e simpático (assim como, talvez, auxiliar) a, Dugin desde a década de 1990. O mesmo serve para Mikhail Leontev, um dos mais bem conhecidos comentadores de Tv da Rússia e, de acordo com algumas informações, o jornalista favorito de Putin. Em 2001 Leontev tomou parte na fundação do movimento Eurasiano de Dugin; subsequentemente, ele foi, por um tempo, um membro do Concelho Político dessa organização. Em Fevereiro desse ano, Ivan Demidov, um popular apresentador de TV, foi promovito a Chefe do Diretório de Ideologia no partido Rússia Unida (United Russia party) de Putin. Isso aconteceu apesar do fato de que a poucos meses antes Demidov tinha dito que era um pupilo de Dugin e anunciou que ele poderia usar seus talentos como gerente de relações públicas para disseminar as idéias de Dugin.
A extrema-direita Russa, incluindo algumas dos segmentos cripto-facistas, está se tornando uma parte ainda mais influente no discurso mainstream de Moscou. Sua influência pode ser sentida na grande mídia, na sociedade civil, artes e política russas. Contra esse pano de fundo o enfrentamento crescente entre a Rússia e o Ocidente não é uma surpresa. Caso Dugin e cia. continuarem a inserir sua influência na elite russa e na população, a atual emergência da secunda Guerra Fria entre Moscou e o Ocidente estará entre nós por muitos anos a vir.
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[1] Dr Andreas Umland é editor da série de livros "Soviet and Post-Soviet Politics and Society" (Sociedade e Políticas Soviética e Pós-Soviéticas) (www.ibidem-verlag.de/spps.html) e administrador do website "Russian Nationalism" (Nacionalismo Russo) (groups.yahoo.com/group/russian_nationalism/). voltar
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Revista O Cruzeiro publicou em 1964 o que TODA A MÍDIA ATUAL, AS UNIVERSIDADES e a "INTELEQUITUALIDADE" BRASILEIRA tenta esconder: a situação do Brasil pré-1964
FATOS: Revista O Cruzeiro e o MOVIMENTO CÍVICO-PATRIÓTICO DE 1964
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