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domingo, 2 de agosto de 2009

Honduras - Um mês enfrentando Obama e o mundo

Mídia Sem Máscara

Obama não faz mais porque está com as mãos amarradas por Hillary Clinton. Aí sim pode-se falar de Obama refém: o casal Clinton tem pleno conhecimento que Obama se elegeu na base da truculência, da falsificação de votos e da fraude e é por isto que Hillary exigiu e levou o Departamento de Estado. Não por acaso foi um eleitor seu que iniciou o primeiro processo para Obama confirmar seu nascimento nos EUA.

O que está acontecendo com o candidato à presidência, Barack Hussein Obama, faz-me lembrar, inevitavelmente, o que aconteceu com Fidel Castro, e o que depois sucedeu com Chávez. Quando advertimos nossos amigos venezuelanos que o preço da "mudança" seria a privação da liberdade, nos acusaram de ver ameaças até dentro de um prato de sopa... Tínhamos razão, mas já era tarde demais...
(Armando Valladares)

Há um mês o povo e as instituições de Honduras sofrem o maior bloqueio de que se tem notícia contra um país em pleno gozo das liberdades individuais e obediência às leis. Recentemente começaram a aparecer alguns sinais positivos:

- Colômbia e Panamá expressam sinais de simpatia, mas não se comprometem;

- a oposição nicaragüense, bastante forte, reconhece o governo constitucional do Presidente Micheletti e a população e os políticos desta nação governada pelo Foro de São Paulo estão impacientes com a presença do arruaceiro "Mel" Zelaya no seu território desrespeitando as leis do país;

- o próprio vice-presidente da Nicarágua, Jaime Morales Carazo recomenda que Zelaya deva aceitar que foi derrubado e que as chances de voltar ao poder são "quase inexistentes", reprova veementemente seus chamados à insurreição desde a fronteira nicaragüense dizendo que "são imprudentes", porque "ninguém deve fumar perto de um barril de pólvora";

- a interferência de Chávez e das FARC é reconhecida por todos;

- comprova-se que as FARC não apenas financiaram a campanha de Zelaya como também suas arruaças atuais; (http://www.elheraldo.hn/Ediciones/2009/07/27/Noticias/International-finance-of-238-million-suspended-to-Zelaya-s-government e http://www.eldiarioexterior.com/noticia.asp?idarticulo=32891). O receptador, Cesar Ham, é conhecido ativista de esquerda.

- é quase certo de que outros "párias" da famigerada comunidade internacional, como Israel e Taiwan, reconheceriam o governo hondurenho se pudessem, bem assim como a República Tcheca e possivelmente outros países do Leste Europeu conhecedores do paraíso comunista;

- importantes empresas americanas sediadas em Honduras, como Roatán Storage S.A., Bay Island Community, Flying Fish, G y S Industries, Parrot Tree Plantation y Paradise Computer S.A., assinalam que a política dos EUA é radicalmente contrária aos interesses de Honduras - e, certamente, aos próprios - e pediram ao Embaixador americano Llorens para que os EUA reconheçam o mais rápido possível o governo legal do país, e "imploraram" levar em consideração os efeitos negativos que provocaria a recondução de Zelaya à Presidência, como exige a Casa Branca, pois os investimentos correm os mesmos riscos das empresas homólogas que trabalham na Venezuela, onde dezenas de companhias foram nacionalizadas por Chávez, o maior suporte e financiador de Zelaya. Acreditam que este seguiria o mesmo caminho de seu mentor, de repressão e perseguição aos investimentos estrangeiros, especialmente americanos.

Todas as boas novas, no entanto, esbarram num obstáculo formidável: Obama e sua empedernida defesa dos inimigos de seu País, e outro menor, mas não menos fanático e letal: Óscar Árias, que de negociador não tem nada, pois já assumiu a defesa de um dos lados. Bem que eu previra, mas aguardei e confirmei: jamais confie num Prêmio Nobel da Paz: são todos escolhidos por processo politicamente correto e sempre de esquerda. Árias foi escolhido a dedo, não pelas razões anunciadas, mas porque cumpriria à risca as ordens de Washington.

Contrariamente ao que muitos analistas dizem, Obama não está "refém das demandas antiamericanas, antiimperialistas, anti-Ocidente" nem "da necessidade de fazer o que Bush não faria". Obama não é refém de ninguém, muito menos um "mito" ou um "liderado": é parte integrante da cúpula da quadrilha que mantém refém grande parte do povo americano. Afirmar o contrário é irresponsabilidade para "livrar a cara" dele, da mesma maneira que se faz com Lula desde 2002. E mais: Obama não tem o menor interesse em liquidar com o chavismo, na medida em que Chávez é um aliado importante para o maior de todos os empreendimentos obâmicos: a destruição dos EUA e a posterior liquidação da civilização ocidental. Zelaya não está sendo apoiado casualmente, mas como correligionário. Não é por outra razão que Zelaya reclamou que os EUA estavam fazendo muito pouco e exigiu mais dureza com Micheletti.

Obama não faz mais porque está com as mãos amarradas por Hillary Clinton. Aí sim pode-se falar de Obama refém: o casal Clinton tem pleno conhecimento que Obama se elegeu na base da truculência, da falsificação de votos e da fraude e é por isto que Hillary exigiu e levou o Departamento de Estado. Não por acaso foi um eleitor seu que iniciou o primeiro processo para Obama confirmar seu nascimento nos EUA.

O conselheiro da Presidência para a América Latina é ninguém menos do que o advogado de Fidel Castro - quer dizer, de Juan Miguel Gonzáles, o pai de Elián González - na repatriação do menino de sete anos em 2000, durante o governo Clinton, Gregory Craig. Durante a campanha Craig foi apoiado pelo Council on Hemispheric Affairs, organização de extrema-esquerda que o considerava "o homem certo para reavivar as relações profundamente problemáticas entre os EUA e a América Latina". Em outras palavras, para dar uma guinada política à esquerda.

Esta guinada já estava prevista nos meus artigos "Obama e a Re-estruturação da Política para a América Latina" e "Obama e a Re-estruturação (Perestroika) do Mundo Ocidental". Neste último cito O Reverendo Jesse Jackson: 'A mudança que Obama promete não está limitada ao que fazemos na América. É uma mudança na maneira com que a América olha o mundo e seu lugar nele' (...). A América precisa curar as feridas que causou em outras nações, rever suas alianças e pedir desculpas pela "arrogância da Administração Bush"'.

Obama é a coroação do ideal antiamericano e anticristão que embala as campanhas Democratas desde Carter e Al Gore: a máfia - shadow party - dos financistas de alto coturno como George Soros, combinada com o que há de mais sórdido na nação do norte: as ONGs ativistas de extrema esquerda, de onde Obama saiu. Bem sei que é muito duro tomar conhecimento disto, a maioria nega para não se deparar com o horror que teria que enfrentar, mas é assim mesmo. Já dizia Valladares: "se Obama for eleito Presidente nossa sociedade estará mais que nunca em grande perigo. Um dos seus objetivos é a dissolução da família e de seus valores'. Nestas eleições 'pela primeira vez estão em jogo os valores, os princípios, os ideais que formaram esta grande nação. Destruir o cimento deste país é um velho sonho de ideologias totalitárias, de líderes frustrados'".

E são estes que combatem o bravo povo hondurenho com o apoio de Obama, Árias, Lula et caterva.

Estadão massacra Sarney

Mídia Sem Máscara

E que se diga também que o Estadão tem abusado cotidianamente do seu poder midiático contra a figura pública do senador, sem explicar aos brasileiros porque só ele, Estadão, tem acesso exclusivo às fontes de notícias, algumas nitidamente ilegais, como as gravações que estavam salvaguardadas pelo segredo de Justiça.

Acabei de ver no site do Estadão, agora são 23:30, a manchete dos sonhos dos que estão a perseguir o velho coronel Ribamar do Maranhão: Justiça censura Estado e proíbe informações sobre Sarney. Talvez tenha sido o passo em falso mais ingênuo que Sarney terá dado nesse enfrentamento com as hostes petistas e estadônicas: recorrer à Justiça. Sua posição era frágil desde o início, porque a base real das denúncias procedia, mas Sarney estava plenamente dentro do figurino de vítima da campanha singularmente virulenta que tem sofrido.

Com esse gesto de recorrer à Justiça o panfleto petista autorizado, o jornal Estadão, assumiu integramente o papel de censurado, chamando para si o histórico papel que desempenhou durante o regime militar, como se houvesse paralelo. É preciso que se diga que decisão de Justiça não é censura - é ato legítimo do Estado de Direito. E que se diga também que o Estadão tem abusado cotidianamente do seu poder midiático contra a figura pública do senador, sem explicar aos brasileiros porque só ele, Estadão, tem acesso exclusivo às fontes de notícias, algumas nitidamente ilegais, como as gravações que estavam salvaguardadas pelo segredo de Justiça. Quantos golpes no mesmo cadáver!

O populismo jornalístico em torno da decisão da Justiça já começou e provavelmente esta será amanhã a manchete do jornalão paulista. Será digna de guardar como exemplo de cinismo. O algoz caçoando da vítima. Mais uma vez vamos assistir à comédia em que um fato verdadeiro irá suportar a infâmia mais vil. O poder do Planalto baixou contra o velho senador nas páginas alugadas do jornal. Devo dizer que poucas vezes em minha vida vi campanha mais sistemática, mais longa e mais determinada contra um homem público como esta levada a efeito pelo Estadão.

A mim provoca náuseas. E medo. Se fazem isso a Sarney, um homem sabidamente poderoso, poderão fazê-lo contra qualquer um. Talvez seja esse o cálculo político: a falange do ministro da Justiça, usando dos poderes de espionagem do Estado, terá informações desabonadoras suficientes contra todos os senadores e outras autoridades da República. Ao fazer de Sarney um Judas impiedosamente massacrado passa o recado para todos os seus pares que indisciplina não será tolerada contra a vontade o partido governante. É a ante-sala de um regime de exceção. A vontade do PT vai prevalecer.

Não tenho nenhuma simpatia pessoal pelo velho coronel Ribamar do Maranhão. Mas tenho para mim, perfeitamente claro, o significado político de sua imolação: todo o poder aos bolcheviques do PT. A fúria com que se jogaram contra Sarney e a pressa demonstrada para dar logo a machadada final me levam a suspeitar que os acontecimentos na direção da sucessão estejam se precipitando. Nem a Justiça serve de escudo para Sarney. Ele está politicamente liquidado e provavelmente sairá de cena da pior forma possível.

O novo esperneio de Chávez

Mídia Sem Máscara

Igualmente nos arquivos eletrônicos do terrorista abatido ficou claro que, para as FARC, é prioridade número um a aquisição de armas anti-aéreas e que o ministro venezuelano Ramón Rodríguez Chacín contatou os cabeças do Secretariado das FARC com traficantes de armas australianos, sírios e com um funcionário oficial da Bielorrússia; e inclusive que tais armas seriam compradas com suposto destino a Venezuela, passando previamente pela Nicarágua.

Assim digam o contrário, tanto os pacifistas idiotas que pululam na Colômbia e no mundo, quanto os amigos de Chávez incrustados na política colombiana, a nova agressão verbal com esperneio incluído por parte do pitoresco mandatário venezuelano contra a Colômbia, não é outra coisa senão um passo a mais do Plano Estratégico do Foro de São Paulo e seus comparsas, em honra de legitimar as FARC e seguir na busca de implantar uma ditadura comunista na Colômbia.

Nas ordens geoestratégica, geopolítica e político-hemisférica, a privilegiada posição geográfica e a ingente riqueza de seus recursos naturais, convertem a Colômbia em um apetitoso manjar para a obsessão castro-chavista de ver o continente afundado em uma miséria ignominiosa similar à cubana. O contraditório do assunto é que, os que não querem ver a realidade e os que a vêem porém recorrem às trapaças politiqueiras, rotulam de retrógrado a quem abra os olhos dos incrédulos para que entendam a gravidade do assunto e a verdadeira intencionalidade dos conspiradores contra a Colômbia.

O show de Correa em conluio com seus comparsas das FARC, para negar que lhe deram dinheiro para sua obscura campanha presidencial, paralelo com a grave evidência de que as FARC têm em seu poder armas anti-aéreas fornecidas pelo governo de Chávez, dissimulada com o argumento de que a autorização para que as Forças Militares dos Estados Unidos utilizem instalações militares colombianas para apoiar a luta contra o narco-tráfico e o terrorismo na região, tem como objetivo agredir a Venezuela, demonstram com clareza meridiana:

1. Que o cavernoso ditador cubano Fidel Castro manipula Chávez a seu bel prazer;

2. Que nem um nem outro evoluíram e ficaram imersos nas supostas bondades do arcaico marxismo-leninismo;

3. Que todos os passos que a facção mais recalcitrante da esquerda latino-americana dá, estão concatenados com os ditames do Foro de São Paulo;

4. Que Lula da Silva, a Kirchner e o indígena boliviano estão tirando a brasa com a mão alheia;

5. Que Chávez pretende distrair a atenção do hemisfério com o problema da Colômbia, enquanto prepara com o governo pró-terrorista nicaragüense a incursão de guerrilhas em Honduras para buscar a restituição de Zelaya;

6. Que pretende fortalecer a imagem de Correa visto aos olhos do mundo hoje como um delinqüente de colarinho branco, eleito com dinheiro do narco-tráfico, do seqüestro e do terrorismo;

7. Que as FARC pediram ajuda a Chávez para que cessem os bombardeios contra os acampamentos de Jojoy, e ao mesmo tempo não lhes descubram outros arsenais entregues pela Venezuela, etc.

Nos computadores de Reyes foi encontrada uma extensa carta na qual Tirofijo deu instruções a Iván Marquez para o envio dos lança-foguetes entregues por Chávez, fez finca-pé para que fossem levados à zona de La Macarena para derrubar aeronaves, e insistiu que, quanto mais longe da fronteira com a Venezuela fossem usados, menos suspeitas recairiam sobre Chávez e seu governo.

Igualmente nos arquivos eletrônicos do terrorista abatido ficou claro que, para as FARC, é prioridade número um a aquisição de armas anti-aéreas e que o ministro venezuelano Ramón Rodríguez Chacín contatou os cabeças do Secretariado das FARC com traficantes de armas australianos, sírios e com um funcionário oficial da Bielorrússia; e inclusive que tais armas seriam compradas com suposto destino a Venezuela, passando previamente pela Nicarágua.

Porém, o cinismo pretende desviar o foco do assunto. As desrespeitosas declarações de Chávez com o congelamento das relações diplomáticas e a retirada do embaixador de Bogotá, nem são novas, nem serão as primeiras nem serão as últimas "canalhadas" deste pé-rapado com investidura presidencial. Ele fará tudo o que Fidel lhe ordenar. E com o característico histrionismo mudará de cor e de posições como camaleão, isto sim, sem perder de vista o objetivo de escravizar a Colômbia dentro da esfera retrógrada do chamado Socialismo do Século XXI.

A Colômbia está na mira dos comunistas. Uribe é a pedra no sapato. Todos estes esperneios e grosserias de Chávez e de Correa, somados à intensa propaganda fariana dos últimos dias com os "bons ofícios" de Lula, são parte do estratagema integral das FARC, se ajustam aos ditames do Foro de São Paulo e apontam para o mesmo alvo: Chávez acredita piamente ser uma distorcida e sinistra reencarnação de Simón Bolívar, enquanto Fidel o manipula como uma marionete, ao tempo em que Rafael Correa é o peão do venezuelano títere de Havana.

É uma verdadeira vergonha histórica para o continente e os povos irmãos da Venezuela e do Equador, que seus eleitores tenham sido tão ingênuos e tenham elegido dois serventes do paleozóico ditador cubano.

Entretanto, por malandragem desta desgraça histórica de equatorianos e venezuelanos, a Colômbia sofre os danos que causam em nosso país os amigos de Correa e Chávez, os mesmos delinqüentes que levam meio século destruindo o país com o fim de impor uma ditadura similar à cubana ou, como primeiro passo, implantar na Colômbia um governo marionete pró-cubano similar ao de Chávez e Correa.

*Analista de assuntos estratégicos - www.luisvillamarin.co.nr

Tradução: Graça Salgueiro

sábado, 1 de agosto de 2009

Amigo de Sarney censura Estadão!

31.7.09

Alerta Brasil

Desembargador Dácio Vieira; sua mulher Angela; a mulher de Agaciel, Sanzia; José Sarney; Agaciel Maia; e o senador Renan Calheiros no casamento da filha de Agaciel.









Juiz que determinou censura é próximo de Sarney e Agaciel

Ele foi um dos convidados presentes ao luxuoso casamento de Mayanna Maia, filha de Agaciel, em 10 de junho. continua



Quem liga para a Liberdade de Imprensa?

Sábado, 1 de Agosto de 2009

Alerta Total

Por Jorge Serrão

A marcha dos acontecimentos institucionais é assustadora. O lado podre da força parece estar preparando um bote da pesada. Ontem, demos uma notinha aqui de que a procuradora-geral da Ve­nezuela apresentou um projeto de lei que prevê prisão para jornalistas que cometam "de­litos midiáticos". Pediu também que o Estado regule a liberdade de expressão. Nos regimes comunistas-socialistas a banda toca assim mesmo.

Acrescentamos à notinha de duas linhas que não demoraria muito para algum gênio governista inventar algo parecido aqui no Brasil. Agora, pensando melhor, lembro que nem precisa inventar. Por aqui já temos alguns setores do Judiciário que odeiam a imprensa – e não são muito chegados à liberdade de expressão. Basta que os déspotas-apedeutas de plantão apelem a eles que as sentenças favoráveis à censura são publicadas no Diário Oficial da Justiça.

Vítima fresquinha do nosso nacional-socialismo, cujas bases anti-democráticas já estão implantadas institucionalmente, é o jornal Estado de S. Paulo. O desembargador Dácio Vieira, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal, proibiu ontem o Estadão de publicar qualquer informação que esteja sob segredo de Justiça no inquérito que investiga Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney. A liminar foi concedida a pedido de Fernando – cujos advogados querem impedir a publicação das conversas telefônicas gravadas com autorização judicial.

A decisão judicial impõe multa de R$ 150 mil para cada reportagem publicada. E, curiosamente, vale para toda a imprensa. Nenhum veículo de comunicação pode citar ou usar material do Estadão sobre o tema. A representação de Fernando alega que a honra da família Sarney foi ferida com a divulgação da gravação telefônica que revela o envolvimento de Sarney com a contratação do namorado da neta, por meio de ato secreto.

Manuel Alceu Afonso Ferreira, advogado do Estadão, avisou ontem que o jornal vai recorrer da decisão por entender que “há um valor constitucional maior, que é o da liberdade de imprensa”. Espera-se que os membros do Judiciário compreendam o significado deste “valor constitucional maior”. Do contrário, estamos ferrados mesmo.

Já escrevemos neste Alerta Total que os maiores inimigos do Jornalismo são a mentira, a manipulação política, os preconceitos ideológicos, a autocensura, a ignorância, a falta de humildade e o descompromisso com a Verdade – que é a realidade universal permanente. A mídia amestrada e abestada tupiniquim vem abusando, sistematicamente, de todos estes defeitos e vícios. Leia o artigo de Arlindo Montenegro: Para onde nos conduzem?

Verdadeira vanguarda do atraso patrimonialista, que faz do Estado gato e sapato (como nas melhores uniãosoviéticas da vida) vibra quando isso acontece. Nossa oligarquia odeia a liberdade de imprensa. Prefere exercer a liberdade de imprensar as consciências livres. A Justiça não pode servir aos interesses deste lado escatológico da força. Os segmentos esclarecidos da sociedade brasileira, mesmo em minoria, precisam reagir contra o nacional-socialismo já instaurado no Brasil, para deleite da Nova Ordem Mundial.

Agosto, o mês do desgosto, começa conforme o esperado...

Alerta Total de Jorge Serrão

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Codex Alimentarius - Nutricídio planejado

Monday, 27 July 2009

Uma Nova Ordem Mundial


CODEX Alimentarius: os últimos dias de liberdade na saúde?



A partir de 01 de Janeiro de 2010 entra em vigor o polêmico Codex Alimentarius. Mas você não sabe exatamente o que é isso, pois não?... Pois é exatamente o que eles querem!

O Codex Alimentarius é um Programa Conjunto da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação - FAO e da Organização Mundial da Saúde - OMS. Trata-se de um fórum internacional de normalização sobre alimentos - sejam estes processados, semiprocessados ou crus - criado em 1962, e suas normas têm como finalidade "proteger a saúde da população", assegurando práticas equitativas no comércio e manuseio regional e internacional de alimentos. Sua influência se estende a todos os continentes e seu impacto na saúde dos consumidores e nas práticas do comércio de alimentos em todo o planeta será incalculável.

As normas Codex abrangem ainda aspectos de higiene e propriedades nutricionais dos alimentos, código de prática e normas de aditivos alimentares, pesticidas e resíduos de medicamentos veterinários, substâncias contaminantes, rotulagem, classificação, métodos de amostragem e análise de riscos.

Olhado assim, na versão oficial (exceto as aspas), parece uma coisa boa, certo? Bem, não exatamente... e, na verdade o Codex é olhado com total "desconfiança" (para usar uma palavra elegante) por todos os que denunciam que essa regulação tão "abrangente" virá a ser uma fonte poderosa de controle sobre as grandes populações e de apreciável lucro para as grandes corporações, especialmente as dos ramos químico e farmacêutico.

Quem controla a comida, controla o mundo!

Traduzido em miúdos, o Codex vai trazer severas restrições à nossa já precária LIBERDADE de escolha em termos de alimentação e prevenção/tratamento de doenças. Sem falar que considerações mais complexas podem ser feitas sobre o impacto dessas medidas no controle populational do planeta e na concentração de riquezas...

Os opositores do Codex fizeram uma síntese do que representará essa complexa rede de regulamentações, que, quando implementadas, serão MANDATÓRIAS para todos os países membros, cerca de 170 - o que inclui o Brasil:

- Suplementos nutricionais, como vitaminas, por exemplo, não poderão mais ser vendidos para uso profilático ou curativo de doenças; potências de qualquer suplemento liberado, estarão limitadas a dosagens extremamente baixas, sub-dosagens, na verdade, e somente as empresas farmacêuticas terão autorização para produzir e vender esses produtos (preferencialmente na sua forma sintética) em potências mais altas - no caso da vitamina C, por exemplo, qualquer coisa acima de 200mg será considerada "alta", e será necessária uma receita médica para se poder comprá-la.

- Alimentos comuns, como o alho ou o hortelã, por exemplo, poderão ser classificados como drogas, que somente as empresas farmacêuticas poderão regulamentar e vender. Qualquer alimento ou bebida com qualquer possível efeito terapêutico poderá ser considerado uma droga.

- Alimentos geneticamente modificados não precisarão ser identificados como tal, e não saberemos a origem do que estamos comendo; a criação de animais geneticamente modificados também já consta dessa mesma pauta, ou seja, vai ser difícil saber que bicho se está comendo.

- Aditivos alimentares, a maioria sintéticos, como o aspartame, por exemplo, serão aprovados para consumo sem que se tenha conhecimento dos efeitos a longo prazo de cada um nem das interações entre eles a curto e longo prazos.

- Todos os animais destinados ao consumo humano, deverão receber hormônios e antibióticos como medida profilática; sabe aquele "gado orgânico", criado solto em pastagens e tratado só com homeopatia?... nunca mais!

- Todos os alimentos de origem vegetal deverão ser irradiados antes de serem liberados para consumo: frutas, verduras, legumes, nozes... nada mais chegará à nossa mesa como a natureza fez - tem gente brincando de Deus, mas desta vez não para criar, e sim para DEScriar.

- Os produtos "orgânicos" estarão completamente descaracterizados, pois terão seu padrão de pureza reduzido a níveis passíveis de atender às necessidades de produção em grande escala; alguns aditivos químicos e várias formas de processamento serão permitidos; tampouco haverá obrigatoriedade por parte do produtor de informar que produtos usou e em que quantidades - rótulos não serão obrigatórios na era pós-Codex.

- Para a agricultura convencional, os níveis residuais aceitáveis de pesticidas e herbicidas estarão liberados em níveis que ultrapassam em muito os atuais limites de segurança! Em outras palavras, estarão envenenando nossa comida.

Em síntese: os objetivos do Codex incluem (1) globalização das normas, (2) abolição da agricultura/criação orgânica, (3) introdução de alimentos geneticamente modificados, (4) remoção da necessidade de rótulos explicativos de qualquer espécie, (5) restrição de todos os remédios naturais, que serão classificados como drogas.

O Codex, na verdade, já começou a "acontecer" por aqui - alguém já reparou que não se consegue comprar nada numa farmácia de manipulação sem ter uma receita médica? Nem uma inocente vitamina C... Em compensação pode-se comprar praticamente qualquer coisa SEM receita médica numa farmácia regular, que vende produtos industrializados, mesmo se forem antibióticos, anti-inflamatórios... - e até aquela mesma vitamina C que nos negaram há pouco na outra farmácia...

Indicar aquele chazinho para um amigo? Ou quem sabe informar ao vizinho que farelo de aveia ajuda a reduzir o colesterol? Sugerir que mamão solta e banana prende?... Nem pensar! Poderá ser considerado "prática ilegal da medicina"! Não se poderá dizer que produtos naturais curam doenças porque não são medicamentos e, na era pós-Codex, só medicamentos APROVADOS pelas novas regras poderão ser referidos para tratar doenças... e assim mesmo, só por um médico!

Exagero? Quem sabe? - já teve gente presa na França por vender 500mg de vitamina C... é que lá essa potência já é considerada "remédio", e não pode ser vendida sem receita médica.

Medicina alernativa, tibetana, ayurveda, homeopatia, essencias florais... só se a turma do Codex disser que pode. Se esse "programa" entrar em vigor (daqui a pouco mais de 1 ano) da forma como vem sendo "curtido" há mais de 45 anos, e alertado mundo afora, teremos perdido nossa liberdade de optar por uma medicina e nutrição naturais, poderemos vir a precisar de receita médica até para ir à feira...

Se isso acontecer, não vai ter graça nenhuma.




Fontes:

http://alimentacaoviva.blogspot.com/2008/11/codex-alimentarius-os-ltimos-dias-de.html
http://www.naturalnews.com/026663_CODEX_food_health.html
http://pt.wikipedia.org/wiki/Codex_Alimentarius

http://www.anvisa.gov.br/alimentos/comissoes/alimentarius.htm
http://www.inmetro.gov.br/qualidade/comites/ccab.asp

Codex in the New World Order context (the talk int he church in devon)

http://video.google.com/videoplay?docid=5800206429960925518&hl=en

We Become Silent - The Last Days Of Health Freedom

http://video.google.com/videoplay?docid=451097355502728465&hl=en

Nutricide - Criminalizing Natural Health, Vitamins, and Herbs

http://video.google.co.uk/videoplay?docid=-5266884912495233634&ei=Wj9sSsOGKNPA-AbYvMD7Bg&hl=en

Food Freedom Blog

http://foodfreedom.wordpress.com/

A good summary of the reality of the Codex

Billions of People Expected to Die Under Current Codex Alimentarius Guidelines

http://www.infowars.com/billions-of-people-expected-to-die-under-current-codex-alimentarius-guidelines/

Alliance for Natural Health

http://www.anhcampaign.org/

Main stream news about the codex

http://news.google.co.uk/news?rlz=1C1GGLS_en-GBGB308GB309&sourceid=chrome&q=codex%20alimentarius&um=1&ie=UTF-8&sa=N&hl=en&tab=wn

http://www.anovaordemmundial.com/2009/07/codex-alimentarius-nutricidio-planejado.html

Desinformação: a gente vê isto lá

Mídia Sem Máscara

A matéria veiculada pelo Jornal Nacional evidencia uma clara manobra de amortecimento de impacto, de gerenciamento de danos. Divulgou o fato com aparência de fidelidade, mas o escondendo dentro da falta de destaque entre notícias menos importantes que ganharam mais luzes e com os malabarismos verbais possíveis para amenizar o tom da acusação e inverter o sujeito e o objeto da notícia.

Na noite do dia 28 de julho flagrei mais um destes momentos em que o pacato cidadão, desavisado sobre o modus operandi com o qual atua a mídia engajada brasileira, teria passado por despercebida uma notícia da maior importância. Refiro-me ao Jornal Nacional, da Rede Globo, a divulgar o que segue extraído logo depois de seu site[i]:

Venezuela suspende relações com Colômbia

O presidente da Venezuela, Hugo Chaves, anunciou que suspendeu as relações diplomáticas com a Colômbia. E que vai retirar o embaixador venezuelano do país. Foi uma resposta às declarações do governo colombiano de que a Venezuela teria fornecido armas às Farc, forças armadas revolucionárias da Colômbia.

Ontem, o governo da Suécia confirmou que vendeu essas armas à Venezuela, no fim da década de 80.

Como que o que deveria ser a notícia mais importante do dia vem a aparecer como um bocejante pronunciamento protocolar, sem nem sequer ter havido nenhuma exibição de imagens ou algum aprofundamento sobre o histórico de ligações de Hugo Chávez com as Farc, já denuncia o quanto da manipulação que se encontra mais calcada na omissão do que na divulgação do fato. Aqui, claro, refiro-me não no fato de a Venezuela suspender as relações com a Colômbia, o que se traduz pela subliminar inversão mesma dos papéis do bandido e do mocinho, mas pelo gravíssimo fato de que armas de grande poder destrutivo foram repassadas pela Venezuela às Farc - forças armadas revolucionárias da Colômbia.

Agora peço ao leitor para prestar atenção: a nota afirma que o governo colombiano declara que a Venezuela "teria" fornecido armas às Farc. O verbo "ter" aqui, colocado assim, no futuro do pretérito, pretende conceder à pessoa de quem se fala o benefício da dúvida. Esta técnica é muito salutar quando tratamos de pessoas ou instituições que são acusadas de algo sobre o que ainda não foram julgadas. Todavia, o governo da Colômbia não fez declarações no sentido de uma suposta remessa de armas, que aliás, não são simples fuzis, mas modernos e poderosos lança-foguetes: ele acusou formal e diretamente a Venezuela de assim ter procedido, e o fez amparado com provas evidentes.

No parágrafo seguinte, vem o Jornal Nacional a transmitir que a Suécia confirmou que "essas" armas fora vendidas à Venezuela. Aqui, mas uma manobra diversionista, pois não se trata de "essas" armas, mas "estas" armas. Explico: com o uso do termo "essas", fica a impressão de que armas tais quais a Venezuela possui foram parar nas mãos dos guerrilheiros colombianos. Em síntese, fica algo abstrato, impessoal. Porém, o fato é que a Suécia confirmou terem sido "aquelas" armas sobre as quais o governo colombiano fez consulta formal, apontando o número de série das mesmas! Portanto, são "estas" ou até "aquelas" armas, mas não "essas" armas.

Ademais, arrojados lança-foguetes não são como o meu celular, que costumo esquecer por onde ando. São armas guardadas sempre com grandes cautelas de segurança, jamais em um mero posto de fronteira, por exemplo. Como que não um, mas vários destes lançadores, e ainda mais com munição, poderiam ter se esvaído de uma unidade militar sem que se houvesse um escândalo e um sério inquérito por parte daquele país? Ora, quando meros fuzis foram roubados do Exército Brasileiro, ele protagonizou um cerco às favelas cariocas até recuperar um por um, e um procedimento investigativo foi aberto para apurar as responsabilidades!

A matéria veiculada pelo Jornal Nacional evidencia uma clara manobra de amortecimento de impacto, de gerenciamento de danos. Divulgou o fato com aparência de fidelidade, mas o escondendo dentro da falta de destaque entre notícias menos importantes que ganharam mais luzes e com os malabarismos verbais possíveis para amenizar o tom da acusação e inverter o sujeito e o objeto da notícia. E o fez isto tão somente porque a verdade, já tendo sido denunciada por jornalistas mais honestos, profissionais ou voluntários, como o Reinaldo Azevedo ou respectivamente, Heitor de Paola e Graça Salgueiro, já não podia ser simplesmente tampada.


[i] http://jornalnacional.globo.com/Telejornais/JN/0,,MUL1246632-10406,00-VENEZUELA+SUSPENDE+RELACOES+COM+COLOMBIA.html

Estadão: mais do mesmo

Mídia Sem Máscara

A falange política do ministro Tarso Genro está em campanha para instalar o instrumento unicameral no Legislativo, pois enxergou aí o caminho mais curto para a tomada do poder total.

Eu quero me desculpar pela insistência na repetição do tema, meu caro leitor, mas ele é tão relevante que sou obrigado a ele retornar ainda uma vez: o Estadão, na edição desta quarta-feira (29), continuação a sua campanha de malhação ao Sarney, o Judas da vez do partido que comanda o Planalto. Claro, de novo um "furo", certamente advindo de suas obscuras fontes petistas, conforme podemos ler na página principal: Desvio faz MP intervir na Fundação Sarney. Comparemos com a edição do dia na Folha de S. Paulo. O jornal do Frias nada deu sobre o assunto. Está claro que não o fez de má fé, mas sim, porque o Estadão foi escolhido para a campanha de desonra que está em curso contra o Sarney e todo o Senado. A falange política do ministro Tarso Genro está em campanha para instalar o instrumento unicameral no Legislativo, pois enxergou aí o caminho mais curto para a tomada do poder total.

Na mesma edição da Folha podemos ler que o ministro da Justiça declarou o fim do segredo de Justiça, Ele, que deveria ser o guardião da lei e dos seus mandamentos, revoga dispositivos inconvenientes à sua ação política, diante da Nação inerme. Sarney não é a primeira vítima, mas a mais graúda e a mais emblemática. Se membros do governo podem fazer isso contra o homem que preside o Senado, o que dirá contra o chamado homem comum. Vivemos plenamente o tempo da ditadura burocrático-policial. Os direitos fundamentais estão senso suspensos, um a um.

Situação é alarmante. O que mais me incomoda é que ainda não pude enxergar com clareza qual o objetivo estratégico do PT em destruir José Sarney. Penso que só algo realmente grandioso poderia ser o móvel dessa campanha: a sucessão presidencial, o terceiro mandato, a recriação da CPMF? Talvez todas essas coisas juntas.

O Estadão virou mesmo o diário oficial do golpe dos usuários dos métodos bolivarianos de tomada de poder. O jornal paulista enterrou a sua reputação.

Dois mil anos depois: - ao povo, pão e circo!

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Há algum tempo atrás, eu fazia pequenas contribuições ao IBH - Instituto Brasileiro de Humanidades, e sobre as quais eu podia obter deduções do IRPF, por efetuar doações a uma entidade cultural sem fins lucrativos. No ano seguinte, porém, talvez por ter percebido que a instituição possuía vínculos com o filósofo Olavo de Carvalho, bem como por possivelmente haver outros casos semelhantes e que não lhe fosse do agrado, o governo passou a vincular as deduções apenas a entidades que obtivessem a sua prévia aprovação. Não é de estranhar, pois, que o mesmo se suceda futuramente com o indigitado cartão.

O lulo-petismo-bolivariano acaba de anunciar a criação do bolsa-cultura, mais um engodo eleitoreiro neste país que tem um verdadeiro fetiche por vales. Para quem ainda não sabe do que se trata, o benefício atenderá trabalhadores que ganhem de um a cinco salários mínimos e que talvez seja estendido, em menor proporção, aos assalariados que ultrapassem este limite, por meio da entrega de um cartão eletrônico, carregado com um valor que deverá ser fixado em cerca de R$ 50,00, para realizar despesas tais como o ingresso em cinemas, teatros, e aquisição de livros ou CD's. De acordo com o projeto de lei, o trabalhador deverá contribuir com alguma parcela, que será progressiva, entre 10% e 90%, e o empresariado deverá ser compensado com deduções fiscais.

Mais uma vez, o estado (sim, escrevo - e corretamente - "estado" com inicial minúscula!) vem com a sua pena de chumbo ditar o que o povo deve fazer com o seu dinheiro.

Analisando os artigos e comentários extraídos da internet, percebe-se a confusão mental dos que pretendem dar o seu pitaco: uns julgam que é bom, mas deve haver uma severa fiscalização (não dizem sobre o quê fiscalizar), outros reclamam que os eventos culturais a serem escolhidos pelas pessoas não terão conteúdo educativo, e assim por diante.

Tais palpites já evidenciam em si próprios os perigos que eles mesmos propõem: mais futura intervenção estatal! Se hoje a meta é instituir o vale-circo, amanhã medidas "corretivas" haverão de ser tomadas, e isto pode incluir orientar a validade do cartão apenas para programas nacionais ou de conteúdo educativo (leia-se "ideologicamente doutrinatório"), bem como o de criar um órgão, repleto de conselheiros e fiscais barbudos com os bolsos regiamente engordados à base de muito DAS para lidarem com um problema que foi deliberadamente criado pelo próprio governo.

Há algum tempo atrás, eu fazia pequenas contribuições ao IBH - Instituto Brasileiro de Humanidades, e sobre as quais eu podia obter deduções do IRPF, por efetuar doações a uma entidade cultural sem fins lucrativos. No ano seguinte, porém, talvez por ter percebido que a instituição possuía vínculos com o filósofo Olavo de Carvalho, bem como por possivelmente haver outros casos semelhantes e que não lhe fosse do agrado, o governo passou a vincular as deduções apenas a entidades que obtivessem a sua prévia aprovação. Não é de estranhar, pois, que o mesmo se suceda futuramente com o indigitado cartão.

A classe artística, é claro, só aplaude. Se antes, mesmo com os fartos recursos públicos sobre os quais nem sempre, ou melhor, freqüentemente - está bem, quase nunca(!) - são prestadas as devidas contas, os filmes e espetáculos caboclos se apresentavam às pulgas, agora o governo enfim encontrou a solução final: vai pagar-lhes também a platéia. Deveria também se preocupar em pagar os macacos de auditório que com suas placas instruíssem o povão a aplaudir, a rir ou a chorar. Assim o pacote ficaria completo.

Agora, entremos no xis da questão, até então olvidada por quase toda a gente: em um país em que a poupança é uma lenda e em que faltam recursos para toda sorte de investimentos - refiro-me tanto aos públicos quanto aos privados - não trata mais esta benesse uma nova fonte de desperdícios para os já escassos recursos nacionais? Vejamos, senão, o que nos ensina o filósofo e economista Hans Hermann Hoppe em "Uma Teoria sobre o Socialismo e o Capitalismo"[i]:

Por uma razão, ao analisarmos diferentes tipos de socialismo para os quais existem exemplos reais e históricos, (exemplos os quais, certa e freqüentemente, não são chamados de socialismo, mas que aos quais se dá um nome mais apelativo), é importante explicar por que, e de que modo, qualquer intervenção, pequena ou grande, em qualquer lugar, aqui ou ali, produz um efeito particularmente disruptivo na estrutura social que um observador teoricamente não capacitado, superficial, cegado por uma conseqüência imediatamente positiva de uma intervenção particular, pode não perceber. Ainda assim, este efeito negativo, todavia, existe, e com certo atraso irá causar problemas em um lugar diferente na estrutura social, mais numerosos ou severos que os primeiros resolvidos pelo ato de intervenção inicial. Conseqüentemente temos, por exemplo, efeitos positivos altamente visíveis das políticas socialistas tais como "alimentos baratos", "aluguéis baixos", isto ou aquilo "grátis", que não são apenas coisas positivas flutuando no ar, desconectadas de qualquer coisa, mas antes, são fenômenos que têm de ser pagos de alguma forma: pela escassez ou queda na qualidade dos alimentos, pelo déficit habitacional, decadência e favelas, filas e corrupção, e adiante, pela queda dos padrões de vida, reduzida formação de capital e/ou aumento de consumo de capital.

O ensinamento do sábio alemão é simples: o dinheiro não é chicle de bola. Aliás, mesmo o chicle, a qualquer momento, estoura! Onde aqui é aplicado, ali vai faltar. Sobretudo, temos de mais uma vez dizer: substituirá o juízo de milhões de pessoas, pelo juízo de um só. Estimando que tal benefício venha a contemplar cerca de 116 milhões de pessoas, ou 34 milhões de assalariados, assim como divulgado por O Globo[ii], um mero cálculo aritmético nos leva ao cirrus de 20,4 bilhões de reais por ano!

Da parte das despesas públicas, enquanto o brasileiro terá dinheiro para comprar ingressos para shows e cinemas (não vou entrar no erro de criticar o que as pessoas desejam assistir ou ouvir), ainda permanecerá dormindo em hospitais à espera de uma senha; ainda terá seus filhos a saírem da escola sem nem sequer lerem corretamente; ainda sentirá aquele baque na coluna pelo ônibus coletivo que bate em seco no buraco, e pior de tudo, ainda terá a sua vida e a dos seus em perigo pela criminalidade que só se expande.

Da parte privada, um universo de possibilidades de produção de bens que possam vir a ser mais urgentemente necessários - segundo o critério de quem entenda os necessitar - será deprimido, com a conseqüente escassez de empregos e o encarecimento dos bens atualmente produzidos.

Digo tudo isto com complacente decepção, pois os entusiastas excedem em muito a mim e os que entendem o que aqui escrevo. Não há dúvidas de que o vale-cultura há de se tornar um reforço a mais na nova versão do voto-de-cabresto.


Notas:

[i] Tradução autorizada de "A Theory of Socialism and Capitalism", cujo download por ser feito a partir da livraria virtual do meu blog LIBERTATUM (http://libertatum.blogspot.com) ou em outros sites que também o hospedam.


[ii] http://oglobo.globo.com/cultura/mat/2007/01/26/287571329.asp

A vontade geral dos totalitarismos

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Todavia, não podemos culpar somente o ministro. A constituição brasileira é, essencialmente, demagógica. Quando a Carta Magna, no parágrafo único do art. 1 diz que "Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição", há uma margem para a destruição da democracia. De fato, a sementeira do mal está na visão de Rousseau, que coloca a idéia da "vontade geral" acima de valores transcendentes na política.

Recentemente, em uma audiência do Supremo Tribunal Federal, o Ministro Joaquim Barbosa trocou farpas pessoais com outro Ministro, Gilmar Mendes, afirmando que este estava arruinando o judiciário. Revidando a provocação, Gilmar Mendes disse que o seu colega não tinha condições de dar lições de moral. Ao ouvir a resposta, Joaquim Barbosa revidou: - "Saia à rua, ministro Gilmar, saia à rua, faça o que eu faço!". Aquela frase do ministro foi profundamente incômoda , por simular uma perversão de linguagem, por trás de um populismo demagógico. Para ele não existe a lei, a Constituição, o decoro ou os princípios morais elementares: há sim o palpite da massa, o argumento da popularidade, um sofisma inaceitável para quem ocupa um cargo de tamanha importância. O palpite se tornou o dom supremo de deliberação do magistrado.

Todavia, não podemos culpar somente o ministro. A constituição brasileira é, essencialmente, demagógica. Quando a Carta Magna, no parágrafo único do art. 1 diz que "Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição", há uma margem para a destruição da democracia. De fato, a sementeira do mal está na visão de Rousseau, que coloca a idéia da "vontade geral" acima de valores transcendentes na política. A questão chega a ser idolátrica: se todo poder soberano emana do povo, personificado numa ilusão de um todo coletivo, logo, este povo acaba sendo equiparado ao plano divino, acima de qualquer sentido de valor, moralidade ou transcendência, e o imanente, o circunstancial, o terreno, estará acima do bem e do mal. "Todo poder emana do povo" quer dizer que o povo é uma espécie moderna de deus. E a Constituição, uma forma laicizada de revelação divina. É, em suma, um componente abertamente revolucionário, quase que como uma religião civil (algo que de fato Rousseau idealizou para o seu "contrato social"). Entendamos um paradoxo na visão rousseana: a "vontade geral" não se confunde com a vontade dos indivíduos isolados, e sim com uma "vontade" em torno do conjunto, como se os atributos comuns da coletividade pudessem fabricar uma homogeneidade no âmbito político. Há, inclusive, uma confusão imperdoável que ele faz entre a vontade coletiva e o chamado "bem comum", tornando a idéia do todo coletivo, que bem poderia ser a "vontade popular", num dom infalível. Se a sociedade política é tão somente um reflexo da famigerada "vontade geral", ela pode ser qualquer coisa, porque a vontade abarca o infinito, o arbitrário, o ilimitado. No final das contas, o Estado se torna uma abstração com vontade e consciência próprias, acima dos desejos individuais isolados dos cidadãos. E a "vontade geral" se absolutiza na figura do Estado. Ou pior, absolutiza o Estado.

Voltemos ao Ministro do Supremo. A idéia dele de conclamar a voz das "ruas" encarna a premissa de que os humores momentâneos da massa estão acima das próprias leis constitucionais que eles, mesmos, como juízes, julgam. Ou seja, se nos termos da Constituição, a vontade geral do povo é o poder absoluto, logo, esse poder pode adulterar e destruir a própria Carta Magna, inclusive, seus direitos e garantias individuais. A emanação absolutista da "vontade geral" é, paradoxalmente, uma das maiores contradições das democracias liberais modernas. Pois uma de suas premissas, ou seja, o da chamada "soberania popular", são perfeitamente refratárias e inimigas das liberdades democráticas. Até porque o princípio é abertamente totalitário.

Se não bastasse o clamor do Ministro Joaquim Barbosa, um grupelho de oportunistas, que se auto-intitulou "Saia às ruas", aproveitou a chamada para espezinhar o Ministro Gilmar Mendes, exigindo sua exoneração. A tal voz das ruas, ao arrepio das leis, acha que pode resolver as pendengas políticas no grito. Não há leis e Constituição para coibir a fúria dos incautos. Basta que uma corja autonomeada esperneie para se declarar a expressão máxima do palpite do populacho e destruir todas as estruturas orgânicas que protegem a democracia da tirania. Como a esquerda é mestra nas turbas autonomeadas na "vontade do povo", é também precursora, na base do grito ou chantagem psicológica, da ameaça a autonomia do judiciário, transformando-o numa espécie de tribunal ideológico. De fato, é assim que pensa gente do naipe do Ministro da Justiça Tarso Genro, embebido na perversa doutrina do "direito alternativo".

Por falar em "vontade geral", um filme que marcou época na história do século XX, sem dúvida, foi o documentário do Partido Nazista, "O Triunfo da Vontade", de Leni Riefenstahl. Uma das coisas que mais me incomodaram no filme não foram tanto a beleza das cenas medievais de Nuremberg, o jogo inovador de filmagens e a magia teatral dos comícios e marchas nazistas. O incômodo mesmo foi ver o triunfo da vontade de Hitler, na figura de milhões de pessoas padronizadas militarmente em torno de uma só idéia e uma forma uniformizada de organização. A mensagem das cenas transmite a seguinte questão: a pessoa humana, através de sua integridade e suas peculiaridades, não vale absolutamente nada. É uma figura perdida e atomizada no meio da massa obediente e servil como curral partidário e estatal. Por outro lado, os comunistas teatralizaram a "vontade geral" nos julgamentos-farsa contra dissidentes, em particular, nos famosos processos e expurgos do Partido Comunista em Moscou, em 1936. A ralé histérica fazia claque nos julgamentos e pedia a morte do "inimigo do povo", enquanto os juízes soviéticos e mesmo Stálin fingiam constrangimento. Por vezes, para tornar a farsa ainda mais convincente, havia comícios e marchas "populares" pedindo a destruição dos "sabotadores" do Estado soviético, como se cada cidadão fosse algum criminoso em potencial. Isso engendrou um clima de paranóia e loucura sem fim na União Soviética e milhões de pessoas foram presas ou deportadas para os campos de concentração. Cada vizinho bisbilhotava seu vizinho, cada indivíduo era suspeito e o Partido-Estado, junto com sua polícia política, a NKVD, espionava a tudo e a todos. O "coletivo", a "vontade geral", "indestrutível" nas palavras de Rousseau, tornou-se um monstro capaz de consumir e aniquilar os próprios indivíduos. Os nazistas e os comunistas têm sólido débito com Rousseau. A ditadura de partido único, com suas organizações de massa, foi a idealização concreta da "vontade geral", dentro de um sistema de uniformidade política. E a sua religião civil estatal virou o culto da nação, da raça ou da classe eleita pela história. A diferença entre Rousseau e os totalitarismos, por assim dizer, é apenas questão de estrutura e institucionalidade. O partido único dá conta de ser a "vontade geral" de todo mundo. Gerar forçosamente um consenso foi a coisa mais simples. E ainda há gente que acha que o elemento essencial da democracia é a vontade da maioria!

Porém, essa cantilena da voz do povo parece dominar o espírito do Ministro, já que as suas razões não estão nas leis, mas nas manifestações da chamada "opinião pública". Como se sabe, "opinião pública", tal como "vontade geral", é o conceito amplo, que pode ser perfeitamente distorcido. A pergunta que surge é: quem fala em nome da opinião pública? Quem fala em nome das ruas? Se for analisada a chamada "sociedade civil" com suas ONGs, "movimentos sociais", escolas e universidades, além da imprensa, a hegemonia da esquerda é quase absoluta. Só que esta é tão somente uma minoria bem organizada e, provavelmente, não representa o grosso do que pensam a maioria dos brasileiros. Será que a justiça ignorará suas leis e suas regras formais, dentro de um Estado de Direito, para fazer valer a opinião de um grupo minoritário, só porque ele se autonomeia porta-voz de uma maioria silenciosa? A experiência histórica não engana: esses porta-vozes da "vontade do povo" não representam nada do povo. Representam a apenas a sua vontade política em causa própria.

Não será o mesmo dilema para o Ministro Joaquim Barbosa, quando ele apela à "voz da rua", como se os juízos vulgares da massa pudessem superar o bom senso e a imparcialidade dos juízes? Qualquer pessoa de bom senso sabe que as opiniões comuns do povo são as mais toscas, as mais superficiais, produtos, muitas vezes, de lugares-comuns produzidos pela imprensa e por facções políticas poderosas. É lamentável que alguém, supostamente preparado para a salvaguarda das leis, faça dos palpites rasteiros da massa um pretexto para a legitimidade de suas idéias ou pendengas com outros ministros. Se tais idiossincrasias demagógicas germinam na cabeça de um juiz do Supremo, que dirá então se o rebanho começar a ditar regras, ao arrepio das leis instituídas, e os magistrados acatá-las? Todos os mais aberrantes totalitarismos nascem de uma fictícia "vontade popular" compacta, elevada na sacralização do poder estatal que diz emaná-la. Entretanto, o Sr. Ministro não está sozinho na premissa arbitrária que expôs para sua defesa. A própria democracia se permite a isso. A política moderna diviniza a vontade popular. Tais as origens intelectuais das aberrações professadas publicamente pelo ministro. . .

Sarney: a culpa é da Internet!

31.7.09

Alerta Brasil

Na Folha de hoje: O fim dos direitos individuais por......JOSÉ SARNEY!

(...) Hoje, com a sociedade de comunicação, os princípios da guerra aplicados à política são mais devastadores do que a guilhotina da praça da Concorde. O adversário deve ser morto pela tortura moral disseminada numa máquina de repetição e propagação, qualquer que seja o método do vale-tudo, desde o insulto, a calúnia, até a invenção falsificada de provas.
Como julgar uma democracia em que não se tem lei de responsabilidade da mídia nem direito de resposta, diante desse tsunami avassalador da internet e enquanto a Justiça anda a passos de cágado? Como ficam os direitos individuais, a proteção à privacidade, o respeito pela pessoa humana?
Há alguns anos discutimos esses temas numa Conferência das Nações Unidas em Bilbao. Conclusão: saímos todos certos de que acabou a privacidade e os direitos individuais estão condenados a serem dinossauros de letras nas Constituições."

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