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segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Luanda é um luxo para poucos

Mídia Sem Máscara

A revista "Foreign Policy" saudava Angola por seu "espectacular crescimento económico". Estive em Luanda no final da semana passada e o que vi foi um estado policial e muita miséria.

Você reconhece essa nação? O título da publicidade em formato de reportagem que a revista "Foreign Policy" publicou em sua edição de Maio/Junho saudava Angola por seu "espectacular crescimento económico". Por sua segurança e estabilidade política. Por seu poder regional para promover a paz. Quem pode duvidar de um país turbinado pela indústria petrolífera?

Estive em Luanda no fim da semana passada para uma série de encontros pelo OrdemLivre.org, o programa lusófono da Atlas Economic Research Foundation em parceria com o Cato Institute. É a cidade mais cara em que já pus meus pés. Não há calçadas para pôr os pés. Não há espaços nas ruas para tantos carros. Os veículos novos e importados driblam o tráfego intenso e a miséria que bate nos vidros em busca de clientes para produtos chineses de marcas famosas. Ou de uma mera esmola que drible a fome.

Luanda parece recém-saída de um terramoto. Construções decadentes são a moldura trágica para os poucos prédios novos e para as construções em curso. O lixo espalha-se no chão como folhas da relva. A cidade cheira mal. O transporte público é precário. Autocarro é um luxo reduzido e irregular. Não há táxi. Quem tem dinheiro aluga um carro com motorista. Quem não tem anda espremido em carrinhas lotadas. Ou a pé. Foi o que fiz.

Os pobres de Luanda vagam pelas esquinas. Grupos de homens concentram-se em vários pontos da capital. Os trabalhos disponíveis exigem qualificação. Muitos deles nem sequer sabem ler ou escrever. A taxa de iliteracia é de 32,6%, segundo o CIA World Factbook.

Luanda é um estado policial. É mais simples obter um visto de entrada para a China comunista. Quase mediram meu crânio e contaram meus dentes. No aeroporto, os sempre gentis funcionários da imigração olham com aquele semblante de vampiro esfomeado. No hotel, um formulário do governo solicita-me informações pessoais e objectivo da visita. Um gesto de boas-vindas um tanto excêntrico. A despedida? Guardas no aeroporto confiscaram todas as notas da moeda local. Não, não deram factura.

Estabilidade política? Como não? O presidente José Eduardo dos Santos está no poder desde 1979. Não vejo outra forma de garantir a estabilidade do que se manter no poder durante 30 anos. E daí? Vendo fotos de Luanda na década de 1970 e lembrando o que vi pessoalmente há alguns dias é impossível não pensar nas virtudes da estabilidade adquirida naquele país por aquela elite política.

Parte do país vai muito bem, obrigado. Mora em condomínios fechados afastados da miséria do centro. São os beneficiários do "espectacular crescimento económico" que perverte a ideia de um desenvolvimento cuja riqueza permite que grande parte da população saia da miséria.

O estado angolano exerce o monopólio da actividade económica e decide quem poderá desfrutar das benesses do sector petrolífero. O mercado, lá, não existe. Na lista de 141 países do Índice de Liberdade Económica do Fraser Institute, Angola aparece na penúltima posição. Notável.

As riquezas naturais de um país sob um governo autocrático funcionam como um muro perverso entre o Estado e a sociedade. Se o orçamento do governo não advém da riqueza produzida pela sociedade, a população perde o poder de pressão sobre a elite política. É convertida num estorvo que deve ser controlado.

A população ainda carrega no espírito e no corpo a desolação da guerra civil, encerrada há apenas sete anos. A riqueza exibida pelos poucos é um apelo muito forte entre os jovens desafortunados. É natural que prefiram integrar a elite a lutar por mudanças políticas que beneficiem os indivíduos e não apenas um grupo protegido pelo Estado.

Mas há uma minoria que nos permite alimentar a esperança, mesmo que a longo prazo, de reforma do statu quo. São estudantes, professores, jornalistas, advogados, intelectuais, que trabalham de forma isolada ou articulada para "desprivatizar" o governo angolano. São indivíduos que, no futuro, poderão repetir a mesma pergunta sem qualquer ponta de ironia: "Você reconhece essa nação?"


Bruno Garschagen é jornalista brasileiro e mestrando em Ciência Política e Relações Internacionais no IEP/UC - http://brunogarschagen.com/

Fonte: http://www.ionline.pt/conteudo/15541-luanda-e-um-luxo-poucos

As belas e a fera

Mídia Sem Máscara

Ter percebido a atitude de Ms Boyle disparou-me na memória um caso totalmente diferente. Parece que nossa mente às vezes não é nossa - age como um grilo falante, ou senão, por que razão nos aparecem casos e comparações que, de tão longínquos, pelo menos à primeira vista, aparentam não possuir nenhuma correlação? Ah, mas têm sim, e vou logo explicar: pois, em que página o livro das efemérides se me abrira? No caso Fernanda Montenegro, em Central do Brasil (1998).

Por um destes dias, assisti a uma entrevista com a cantora britânica Susan Boyle, a revelação do ano que se tornou uma sensação mundial a partir de um programa de torneio de calouros na tevê inglesa.

Há quem diga que a aparição surpreendente de Susan não passou de mera armação de marketing. Refiro-me à sua primeira apresentação, muito tímida, com roupas simples, até mesmo cafonas, seguidas por imagens dos jurados embevecidos, segurando os queixos, por admirados. Não duvido disto. Até acredito. Todavia, tenho que, dentro do ponto de vista do show business, isto acontece a toda hora e é válido, conquanto o artista tenha realmente talento e não se trate de uma fraude, o que não é o caso da cantora cujo trinado é realmente maravilhoso.

O que me leva a comentar sobre Susan aqui foi a sua posição firme no sentido de aceitar a derrota para o grupo de dança que galgou o primeiro lugar naquela disputa televisiva: "- eles foram os melhores, e por isto venceram", mais ou menos nestes termos ela tem se pronunciado, e sem hesitação, para todos os repórteres, sempre que perguntada.

Posso até mesmo imaginar que, no seu íntimo, Ms. Boyle tenha se ressentido com o resultado que não esperava. Do meu próprio ponto de vista, um grupo de rap (ou será que era de hip-hop?) não teria sequer chegado às semifinais. Será que sua internação foi resultado de sua frustração? Pode ser. Porém, isto já faz parte da vida privada daquela gentil senhora, e não nos compete julgar, senão especular levianamente.

O que interessa mesmo, no que pesem os seus sentimentos íntimos, é a postura pública, marcada por uma imagem que é fruto de sua decisão de fazer prevalecer a sua nobreza de caráter e a sua elegância. O julgamento foi injusto? Os jurados agiram parcialmente? Não importa. A sua estrela não depende disto. É categórica: submeteu-se a eles antes e demonstra respeito a todos depois.

Ter percebido a atitude de Ms Boyle disparou-me na memória um caso totalmente diferente. Parece que nossa mente às vezes não é nossa - age como um grilo falante, ou senão, por que razão nos aparecem casos e comparações que, de tão longínquos, pelo menos à primeira vista, aparentam não possuir nenhuma correlação? Ah, mas têm sim, e vou logo explicar: pois, em que página o livro das efemérides se me abrira? No caso Fernanda Montenegro, em Central do Brasil (1998).

Antes, porém, preciso aqui adiantar que ainda vou escrever um artigo comentando sobre as minhas manias militantes politicamente incorretas, tais como me negar a abastecer em postos de Petrobras (e muito menos da PDV), de me negar a adquirir produtos oriundos da China, a ser contra produtos piratas e... a assistir filmes nacionais. O meu amigo Leonardo Bruno vive me sugerindo assistir ao Capitão Nascimento baixando o porrete pelas favelas cariocas, mas, perdoe-me, Conde, aqui o caso não é apenas o de exercer uma esquisita militância de sinal trocado: é alergia mesmo! Filme nacional sempre me passa a impressão de ser mais uma das vítimas da Talidomida.

Bom, voltemos à Sra Fernanda Montenegro, o monstro sagrado do teatro, do cinema e da tevê brasileira, e aqui convido o leitor a buscar na memória se alguma vez a viu exortar as qualidades morais do filme para o público, fosse brasileiro ou americano. Nada? Pois, de minha parte, foi da boca do filósofo Olavo de Carvalho, muitos anos depois, em um de seus programas "True Outspeak", que vim a ouvir sobre a película os primeiros elogios, no tanto que tinha o filme de enaltecer sentimentos e valores humanos (pode até ser, mas prefiro cuidar da minha alergia). As minhas lembranças, sim, referem-se às constantes estocadas que a Sra Montenegro fazia ao prêmio que alegava não ser da arte, mas da "indústria globalista" do império norte-americano; àquelas limusines "enoooormes" e "constrangedoras" (sic); e ao povo americano consumista e arrogante!

A Sra Fernanda Montenegro não deixava de inocular seu veneno anti-americanista nem mesmo para os próprios americanos, como uma vez tive a oportunidade de vê-la num programa de David Letterman, a detratar a nação que a recebia com curiosidade e acolhimento, e a vilipendiar os organizadores do prêmio para o qual não fora convidada, mas que candidatou-se voluntariamente, e pelo que seu diretor Walter Salles empenhava-se duramente em jogo de corpo a corpo nos bastidores para adquirir votos para a sua produção.

Será que havia alguma estratégia neste jogo, digamos, à moda petista-bolivariana? Ela desde o início detrataria o evento, "denunciaria" sua parcialidade, achincalharia a indústria hollywoodiana e os jurados, quem sabe, consagrariam "Central Station" para mostrarem como são independentes! Pode ser, talvez não. Afinal, fosse uma mera estratégia de captação de votos, uma Fernanda Montenegro mais aliviada, serena e altiva restaria caso não tivesse logrado êxito: teria cumprido o script, e isto seria tudo.

Porém, nem mesmo após o fim do evento, frustrada tanto a premiação de melhor filme estrangeiro (venceu a produção italiana "A Vida é Bela"), quanto a de melhor atriz (aclamada Gwineth Paltrow, por sua atuação em "Shakespeare Apaixonado"), a Sra Fernanda Montenegro procurou recompor-se: em entrevistas à tevê brasileira, ela não perdia a chance de detratar a bela atriz americana, alegando o seu fingimento, por chorar perante a platéia quando soube que poria as mãos na estatueta, e muito pior do que isto, depreciando e colocando em dúvida as suas qualidades como atriz.

Talvez, para esta senhora que é um ícone das artes cênicas, Central Station estaria fadado desde o início não somente a conquistar uma ou duas estátuas, mas a fazer história, ou a descer como a epifania de Obama e buscar o que era seu por direito, perante uma turma de jurados de bundas pra cima e joelhos no chão.

Não duvido do seu talento e de sua obra, mas hoje me pergunto como esta senhora pôde se deixar rolar pela ladeira do rancor e da inveja, e ninguém à época teve por percebido e criticado tão deprimente postura. Confesso que eu mesmo, inebriado de falacioso arroubo nacionalisteiro, engrossei o coro dos ignorantes indignados. Parece-me que o passar dos anos, pelo menos aqui, fez-me algum bem.

WWF quer criar novas áreas "intocáveis" ao longo da BR-163

Alerta em rede

Nilder Costa

26/jul/09 (Alerta em Rede) – Semana passada, o WWF apresentou um estudo, elaborado por seu Laboratório de Ecologia da Paisagem, visando a definição de áreas prioritárias para a conservação de biodiversidade na área de influência da rodovia BR-163, trecho entre Cuiabá e Santarém que está, há décadas, por ser pavimentada.

O tal laboratório identificou 60 áreas prioritárias para conservação e apontou as estratégias a serem seguidas: consolidar a proteção de unidades de conservação existentes, inclusive considerando o redimensionamento das áreas, e a implementação de novas ações de conservação, tais como a criação de novas unidades e ações de manejo sustentável. [1]

A julgar por acontecimentos similares ocorridos no passado, não causará surpresa se as linhas mestras do estudo feito pelo WWF seja adotado pelo governo brasileiro. O caso exemplar para confirmar a premissa é o Mapa de Áreas Prioritárias para a Conservação e Uso Sustentável e Repartição dos Benefícios da Biodiversidade na Amazônia, elaborado em um seminário realizado em setembro de 1999, em Macapá (AP), promovido por um “consórcio” de ONGs lideradas pela Conservation International, Grupo de Trabalho Amazônico e pelo mesmo ISA. Como financiadores do evento aparecem o WWF juntamente com o Banco Mundial, a União Européia, a Rainforest Foundation da Noruega e a ICCO (Organização Intereclesiástica para a Cooperação ao Desenvolvimento), sediada na Holanda. A partir de 2004, por meio de decreto presidencial, o Mapa adquiriu força de lei.

Posteriormente, em outubro de 2006, dirigentes do Amazon Region Protected Areas (ARPA), programa nominalmente coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente, postulou uma ampla revisão do Mapa para acomodar novas exigências do aparato ambientalista. Na ocasião, os dirigentes do Arpa queriam a criação de novas unidades de conservação, abrangendo uma área de 21 milhões de hectares e que, de uma forma ou de outra, acabaram por ser implementadas. [2]

Cabe recordar que o Arpa foi criado a partir da espúria parceria entre o Banco Mundial e o WWF, em 1998, denominada Aliança para a Conservação e Uso Sustentável das Florestas (Alliance for Forest Conservation and Sustainable Use, ou apenas Forest Alliance) e aceito, goela abaixo, pelo governo FHC.

É com ações e iniciativas como essas do WWF que as grandes ONGs transnacionais, com a complacência dos órgãos governamentais brasileiros, vão modelando o mapa da áreas "intocáveis" na Amazônia e adjacências.

Notas:

[1]Áreas prioritárias para conservação na região da rodovia BR-163 são identificadas em estudo, WWF, 24/07/2009

[2]WWF quer mais 21 milhões de hectares, Alerta Científico e Ambiental, 15/10/2006

http://www.alerta.inf.br/Transporte/1540.html

Internet banda larga no Brasil é lenta e cara

Correio Braziliense

Karla Mendes

Publicação: 03/08/2009 08:08 Atualização: 03/08/2009 08:42

O consumidor está sendo prejudicado pela lentidão ou por decisões "equivocadas" da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) em destravar obstáculos que impedem a expansão da banda larga. Uma das consequências é que o Brasil tem uma das piores qualidades de internet do mundo e o preço é um dos mais caros. Na comparação entre 41 países, os serviços oferecidos no país ficaram na 38ª posição. Enquanto no Japão o pacote de um mega de velocidade é vendido por R$ 1,93, no Brasil o valor é de R$ 80, em média, podendo alcançar a espantosa cifra de R$ 716 em algumas regiões (veja gráficos ao lado). Como se não bastasse, menos da metade (48,9%) dos 5.654 municípios são atendidos por operadoras de telefonia fixa e TV por assinatura.

A mais recente atuação polêmica da Anatel ocorreu na quinta-feira passada, ao colocar sob consulta pública a proposta de reserva de 140 megahertz (mhz) da faixa de 2,5 gigahertz (ghz) para a oferta dos serviços de quarta geração (4G). Até então, a faixa era destinada às empresas de TV por assinatura que operam via Serviço de Distribuição de Multiponto Multicanal (MMDS) - transmissão do sinal por micro-ondas. Se essa proposta for aprovada, as empresas de TV não terão como competir com as concessionárias no interior do país nem por MMDS - que também permite a oferta de telefonia fixa e banda larga sem fio (Wimax) - nem via cabo, já que a agência não faz leilão de novas licenças há nove anos.

"É um atraso sem justificativa. Por que não aproveitar o MMDS, que está disponível, e o Wimax, que pode ser usado imediatamente para levar banda larga a todo o Brasil a custos baixos? Por que esperar cinco anos? Há três anos pedimos homologação dos equipamentos%u2026", reclama Alexandre Annenberg, presidente da Associação Brasileira de TV por Assinatura (ABTA). "Agora, ficou absolutamente claro que a Anatel optou por um modelo de oligopólio, em vez de partir para um modelo que privilegia a competição. Com 50 megahertz não se faz nada. Morre o MMDS. Ao passo que com 190mhz é possível oferecer 110, 120 canais de TV paga e o restante (da faixa) pode ser usado para serviços de voz e banda larga. Passaríamos a ter competidores fortes de triple play (pacotes que unem telefonia, TV e banda larga)", ressalta.

No país, devido às características de dimensão continental e baixa renda, Annenberg defende que o MMDS seria a solução ideal. "O Brasil sempre criou soluções específicas que foram sucesso. Foi possível fazer isso com o carro a álcool e com o pré-pago, que caiu como uma luva no mercado e é o grande responsável pelas 160 milhões de linhas ativas no país. O MMDS está, por circunstância, no lugar certo e na hora certa", pondera.

Competição

Luiz Henrique Barbosa da Silva, economista da Associação Brasileira das Prestadoras de Serviço de Telecomunicações Competitivas (TelComp), defende a desagregação das redes das concessionárias de telefonia fixa para que outras operadoras tenham acesso e o estabelecimento de preço não seja proibitivo. Na sua visão, a Anatel também deve mudar a regulamentação para impedir que uma única empresa ou grupo concentre várias plataformas de oferta de serviços de telefonia e banda larga.

A Oi, por exemplo, além da rede de telefonia tradicional (ADSL), obteve licença para oferecer o serviço de TV paga via satélite (DTH) e via cabo, com a compra da Way, empresa que oferecia serviços de banda larga e TV por assinatura em Minas Gerais. A Telefônica, por sua vez, arrematou a operação de MMDS da TVA e tem licença de DTH e redes de fibra ótica. "Elas têm nas mãos todas as redes possíveis e imagináveis. Quem é que consegue competir?", critica Annenberg.

A banda larga sem fio seria a melhor solução para transpor os entraves à expansão geográfica do serviço no mercado brasileiro na opinião de Eduardo Tude, presidente da Teleco, consultoria especializada em telecomunicações. "Também deveria ser adotada uma política de governo, como ocorre na telefonia fixa, de universalização do serviço, para atender os municípios onde não há competição nem oferta", ressalta.

Defesa

Para Francisco Soares, diretor de relações governamentais da Qualcomm, fornecedor mundial de tecnologia e serviços wireless (sem fio), a inclusão da banda larga no Brasil ocorrerá a partir da banda larga móvel. "A infraestrutura fixa tem limitações. E onde existe demanda, a banda larga móvel vai chegar", garante. O problema é o preço, mas o executivo acredita que, com o ganho de escala, essa questão será equacionada. A Qualcomm desenvolveu a tecnologia LTE, que será usada nos celulares 4G. "O LTE já está sendo testado e deve chegar ao Brasil no máximo em 2012", observa.

A Anatel informou que a paralisação do processo de licenças de cabo deve-se, sobretudo, à contestação da metodologia de cálculo dos preços pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e ao processo de reformulação do planejamento dos serviços de TV a cabo e MMDS. A agência informou que "solucionou as pendências com o TCU e estabeleceu nova metodologia para cálculo do preço das outorgas" e que está em fase final de tramitação o planejamento serviços de TV por assinatura.

Em relação à demora para homologar os equipamentos Wimax, a Anatel informou que decidiu suspender a decisão até que seja deliberada a versão definitiva da proposta de alteração do regulamento sobre condições de uso de radiofrequências nessa faixa. A Anatel comunicou que "não há restrições na regulamentação vigente que impeçam prestadora de um serviço de televisão por assinatura deter outorga de outros serviços de televisão por assinatura".

» Confira a tabela de preços dos serviços de banda larga referente a março deste ano

http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia182/2009/08/03/economia,i=131555/INTERNET+BANDA+LARGA+NO+BRASIL+E+LENTA+E+CARA.shtml

domingo, 2 de agosto de 2009

Réplica a um desqualificado: ignorante e imbecil, e muito mais do que isso, é você presidente

Brasil acima de tudo

02 de agosto de 2009

Por Geraldo Almendra (*)

Tudo bem que o presidente me chame de ignorante e imbecil porque faço parte do grupo que considera o programa bolsa-familia não só assistencialista, como ele afirma, mas mais do que tudo (e para o Lula é o que realmente interessa) um laço de gratidão e dependência que ata o recebedor ao doador da bolsa, de tal maneira que numa eleição, o voto de cabresto é garantido (Mara Montezuma Assaf)

É de estarrecer a apatia dessa sociedade de patifes esclarecidos em que vivemos.

Vamos enfatizar que o fato de pertencer, para muitos, não significa aceitar o nivelamento às atitudes de um ser tão desprezível nascido no submundo do comuno sindicalismo que, com a cumplicidade de patifes esclarecidos, ajudou a transformar o projeto de abertura democrática em uma absurda fraude com o claro propósito de destruir as Forças Armadas para colocar em seu lugar os comandados do “exército do povo”, no cerne de um criminoso projeto de poder pelo poder.

Para todos que lerem essa mensagem, como cidadão desse país, feito de palhaço do Circo do Retirante Pinóquio, com um poder público transformado em um covil de bandidos e uma estrutura social moralmente apodrecida nas suas entranhas, grito para esse presidente desqualificado que ignorante e imbecil é ele, e também muito mais do que isso.

Ser ignorante e imbecil pode ser somente uma questão de vazios de formação educacional, mas o seu caso, Retirante Pinóquio, é muito pior do que isso.

Sua desqualificação, além de ser um espelho da pior ignorância e da pior imbecilidade gestada no submundo dos esquerdistas de mentes atrofiadas e moralmente apodrecidas, o transformou em um “digno líder” da canalha do neocomunismo que está se impondo no controle do poder público praticando a mais corrupta, corporativista e prevaricadora administração pública de nossa história.

Como um cidadão que paga seus impostos e trabalha mais de 12 horas por dia para se manter – sem usar cartões corporativos e outras falcatruas que escandalizam o país dos patifes esclarecidos –, digo, enfaticamente: - presidente, você não vale nada!

O que você faz, na verdade, seu ignóbil, é usar e abusar da ignorância das massas para construir seu projeto de poder pelo poder através dos instrumentos do assistencialismo, do descarado suborno dos esclarecidos, da corrupção, do corporativismo, e da prevaricação. Tudo sendo executado pelos seus comparsas enquanto o chefe – você – sempre diz que não sabe de nada, que nada viu e que nada escutou.

Sua invalidez virtual hipócrita, leviana e cínica, somente desaparece nos palanques da canalhice explícita, quando planta as sementes da destruição da família, da criminalização das relações públicas e privadas, da destruição moral da sociedade, da desagregação social, e de todos os tipos de preconceitos, na sua criminosa trajetória de transformar a sociedade brasileira em classes diferenciadas e antagônicas pelo seu populismo criminoso.

Sua frase, transmitida pela mídia, por si só, justificaria um pedido de impugnação da continuidade de sua presença no comando do país, se a sociedade dos patifes esclarecidos não fosse tão corrupta, tão canalha e tão covarde e tivéssemos uma Justiça e um Poder Legislativo que fossem dignos de suas funções.

O que você está fazendo, seu desqualificado traidor de nossa pátria, é sempre procurando jogar a massa imbecilizada e ignorante – fruto da falência cultural e educacional imposta pelos patifes esclarecidos durante a canalhice da “abertura democrática” – contra todos que tentarem impedir a continuidade da existência desse covil de bandidos chamado de poder público sob seu comando.

Na essência de suas atitudes, seu desqualificado, você está descaradamente investindo no caos social e no apodrecimento moral das relações públicas e privadas com o claro propósito de subornar, cada vez mais, os menos favorecidos e os patifes esclarecidos cúmplices de sua trajetória política estelionatária e lesa-pátria, para defender seu calhorda projeto de poder.

Presidente: chamá-lo de apenas ignorante e imbecil apenas, é ofender as vítimas das canalhices praticadas pelos patifes esclarecidos durante os desgovernos civis que antecederam seu grotesco estelionato eleitoral.

Presidente: pense nos piores adjetivos que podem desqualificar profundamente um ser humano desprezível como você: são esses adjetivos que surgem em minha mente quando por distração olho sua foto em algum instrumento da mídia ou avalio as sacanagens que você está fazendo com o meu país.

Sabe presidente desqualificado, não tenho medo de sua polícia política nem de ser assassinado pelos seus capangas do petismo. Minha trajetória de vida é limpa e meus filhos se destacam como cidadãos honrados e corretos – que nunca precisarão dar golpes para viver bem nos limites da moral cristã – muito diferentes daqueles que seu modelo de sociedade está incentivando a criar.

Vá se catar presidente desqualificado! Se olhe no espelho de sua fraude como ser humano e político, antes de insultar qualquer pessoa.


(*) Geraldo Almendra, Economista e Professor de Matemática, Petrópolis

http://brasilacimadetudo.lpchat.com/index.php?option=com_content&task=view&id=7203&Itemid=1

AMORIM, UM MINISTRO “desse tamanhinho”

Reinaldo Azevedo

domingo, 2 de agosto de 2009 | 5:57

Celso Amorim, o gigante que conduz a política externa brasileira, conversou com Eliane Cantanhêde. O bate-papo está publicado na Folha deste domingo. Falou o que lhe deu na veneta, como acontece em casos assim. Escrevi aqui anteontem que só uma coisa é pior do que Amorim: Amorim no dia seguinte. Ele está convicto, tudo indica, de que fala para trouxas, uma vez que ignora solenemente os fatos. Dois temas merecem ser especialmente comentados. Vamos lá:

FOLHA - Por que tanta preocupação com o uso de bases militares da Colômbia pelos EUA, se já há o Plano Colômbia?
AMORIM -
É um fato novo. Se fosse a mesma coisa que já tinham, não precisavam fazer um novo acordo, não é? A impressão é que as bases servem para operação de aviões com raio de ação muito grande. Tudo isso feito assim, sem que tenha havido um processo, sem nos consultar. A Colômbia é um país soberano e tem o direito de fazer o que quiser no território dela, mas é uma presença militar importante na nossa vizinhança. Você pode dizer que já tinha em Manta [no Equador]. Ok, mas, se mudou, então há uma coisa nova, e nós queremos conhecer melhor.
FOLHA - O presidente Hugo Chávez tem razão ao reclamar?
AMORIM
- Compreendo as preocupações da Venezuela. Diz-se que o alvo principal é o narcotráfico e ao mesmo tempo há relatórios do Congresso americano dizendo que a Venezuela estaria sendo conivente, ou leniente, com o narcotráfico. Daí, põem-se num país que é vizinho da Venezuela bases americanas -ou bases colombianas para uso americano, não importa. Gente! É a história do Millôr Fernandes: “O fato de eu ser paranoico não significa que não esteja sendo perseguido”.

Comento
Nas duas respostas, Amorim alimenta a fantasia estúpida de que os EUA precisariam usar as bases colombianas se quisessem intervir em qualquer país da América Latina. Não precisam. Ainda que a Colômbia faça fronteira com a Venezuela. Na própria Folha, o sempre excelente Ricardo Bonalume lembra o óbvio:
Ter bases próximas de onde se queira atacar é útil, mas não essencial. Se quisessem bombardear Caracas e Chávez, não seria preciso [os EUA terem] uma base na Colômbia. Basta lembrar que os EUA usaram porta-aviões para atacar o Afeganistão em 2001. Um porta-aviões nuclear USS Nimitz tem 100 mil toneladas de deslocamento. Carrega 85 aeronaves e quase 6.000 tripulantes. Basta um para varrer a Força Aérea Venezuelana do mapa. A Marinha dos EUA tem dez destes navios e um mais velho, o USS Enterprise.”
Na mosca! Bonalume lembra também que a localização das bases indica preocupação com o narcotráfico.

Mas o que é formidável na resposta do ministro é a maneira como nega, nas entrelinhas, o que o resto do mundo sabe: a Venezuela é hoje um país que integra a cadeia do narcotráfico. Já chego lá. Vamos a Amorim em seu pior momento:

FOLHA - Por outro lado, o Brasil não se preocupa também com a queixa da Suécia de que armas vendidas à Venezuela foram parar com as Farc?
AMORIM -
Não sei quando ocorreu, nem se ocorreu, e, se ocorreu, se foi antes ou depois do Chávez. E se foram roubadas? De qualquer maneira, vamos e venhamos, é só um episódio. Muitas armas chegam lá, nas Farc, como chegam nas favelas do Rio. Esse episódio é uma coisa desse tamanhinho comparado com as bases militares.

Comento
Amorim faz pouco dos leitores com grotesca sem-cerimônia. Não só isso: está pondo sob suspeição a palavra oficial do governo colombiano. Não sabe se ocorreu? As armas estão em poder do Exército da Colômbia. Nelas, há números de série. A empresa sueca que as vendeu e o governo da Suécia confirmam que pertencem à Venezuela. A hipótese do roubo é ridícula. Quer dizer que lança-foguetes seriam roubados, assim, como quem rouba uma garrucha?

Já demonstrei aqui que o episódio, gravíssimo, nada tem a ver com tráfico de armas ou compra de armamento no mercado negro. Aquelas que chegam às favelas do Rio não são de propriedade de um país estrangeiro. As situações são absolutamente distintas. Mas isso ainda é pouco? Aos fatos!

Amorim esconde, e nada lhe foi perguntado a respeito, que, nos e-mails encontrados no laptop de Raúl Reyes, um líder guerrilheiro relata encontros com dois generais venezuelanos, da cozinha de Chávez. A revista SEMANA publicou seu conteúdo, a saber:
“Como estava previsto, em 3 de janeiro, eu me reuni com os generais (Cliver) Alcalá e (Hugo) Carvajal, com quem Já havia me reunido em três ocasiões na companhia de Ricardo (Rodrigo Granda). Falamos do Plano Patriota, troca de prisioneiros, a “parapolítica” e de três aspectos do plano estratégico: finanças, armas e política de fronteiras. Eles vão nos fazer chegar (na próxima semana) 20 bazucas (não me lembro o calibre) de grande potência segundo eles, das quais 10 seriam para Timo (Timochenko) e 10 para cá. Alcalá sugeriu que fosse uma quantidade maior”.

Em outra mensagem, lê-se:
“O aparato que recebemos com Timo são foguetes antitanques de 85 mm, dois tubos e 21 cargas. O amigo disse que eles têm mais 1.000 cargas e que, em breve, nos fará chegar outras mais, assim como alguns tubos.”

O terrorista se refere justamente aos lança-foguetes encontrados pelo Exército colombiano. E quanto aos generais? A SEMANA deu a ficha dos valentes numa reportagem que traduzi aqui na segunda passada. Vamos ver:

Os dois militares venezuelanos que são mencionados por Márquez em seu correio fazem parte do círculo de maior confiança do presidente venezuelano e podem ser apontados como colaboradores das Farc. O general Alcalá é o comandante da 41ª Brigada Blindada e Guarnição Militar de Valencia. Mas o mais polêmico, sem dúvida alguma, e o general Hugo Carvajal, chefe da Direção Geral de Inteligência Militar da Venezuela (Dgim). Em fevereiro de 2008, SEMANA publicou uma extensa investigação que evidenciou a estreita colaboração de Carvajal com as Farc, assim como a proteção efetiva que esse oficial dava a grupos de narcotraficantes. Carvajal estaria também envolvido na tortura e assassinato de membros do Exército colombiano em território venezuelano.
(…)
No ano passado, o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos incluiu na lista especial de traficantes de drogas, popularmente chamada de “Lista Clinton”, Carvajal, três altos funcionários do governo venezuelano, o ex-ministro do Interior e Justiça Ramón Rodríguez Chacín e Heny de Jesús Rangel Silva, diretor dos Serviços de Prevenção e Inteligência (Disip).

Em suma
O
acordo militar entre EUA e Colômbia não tem gravidade nenhuma — talvez seja incômodo para Chávez e para alguns estranhos generais seus, mas não por causa do risco à soberania. Já as provas de que o governo do tiranete cedeu armamento pesado aos narcoterroristas são escandalosamente claras. Amorim acha isso “uma coisa desse tamanhinho”. Posso imaginá-lo a dimensionar um problema, para ele irrelevante, com o auxílio do indicador e do polegar, fazendo caber no espaço exíguo entre eles nada menos do que a cessão de armas a um grupo que seqüestra, mata, trafica drogas e mantém um campo de concentração na selva.

Ah, sim: Amorim também justificou o fato de o acordo Lulu (Lula-Lugo) ter rasgado o contrato de Itaipu — contra os interesses do Brasil, naturalmente.
FOLHA - Quem paga a conta da triplicação do que o Brasil paga pela cessão de energia e da doação de uma linha de transmissão de US$ 450 milhões para eles consumirem lá uma energia que hoje a gente consome cá?
AMORIM -
Pelo amor de Deus! Eles são donos de metade da usina, de metade da água. Eu não posso querer ficar com toda a energia. O que o presidente Lula decidiu é que não será o consumidor.
FOLHA - Mas só existem três formas: ou o contribuinte, ou o consumidor, ou a entidade consumidor-contribuinte.
AMORIM -
Concordo, mas sabe quanto a cessão representa do orçamento total de Itaipu? Menos de 10%. A relação com o Paraguai é muito mais complexa do que isso.

Esqueceu de dizer que o Paraguai não pôs um centavo em Itaipu. Ademais, a questão não é apenas episódica. Mais uma vez, o governo Lula usou os cofres públicos para sustentar uma posição no Continente que, à diferença do que se diz, é mais ideológica do que pragmática.

Isso à parte, o ministro tentou explicar por que o seu estrondoso fracasso na Rodada Doha foi, na verdade, um grande sucesso… E resolveu expor as diferenças entre os governos de Lula e de Obama, exercitando sempre um certo antiamericanismo cafona. Há dias, disse aqui que essa gente não sabe fazer política se não tiver o Grande Satã.

Eis Amorim. Um ministro desse tamanhinho!

http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/amorim-um-ministro-desse-tamanhinho/

Honduras - Um mês enfrentando Obama e o mundo

Mídia Sem Máscara

Obama não faz mais porque está com as mãos amarradas por Hillary Clinton. Aí sim pode-se falar de Obama refém: o casal Clinton tem pleno conhecimento que Obama se elegeu na base da truculência, da falsificação de votos e da fraude e é por isto que Hillary exigiu e levou o Departamento de Estado. Não por acaso foi um eleitor seu que iniciou o primeiro processo para Obama confirmar seu nascimento nos EUA.

O que está acontecendo com o candidato à presidência, Barack Hussein Obama, faz-me lembrar, inevitavelmente, o que aconteceu com Fidel Castro, e o que depois sucedeu com Chávez. Quando advertimos nossos amigos venezuelanos que o preço da "mudança" seria a privação da liberdade, nos acusaram de ver ameaças até dentro de um prato de sopa... Tínhamos razão, mas já era tarde demais...
(Armando Valladares)

Há um mês o povo e as instituições de Honduras sofrem o maior bloqueio de que se tem notícia contra um país em pleno gozo das liberdades individuais e obediência às leis. Recentemente começaram a aparecer alguns sinais positivos:

- Colômbia e Panamá expressam sinais de simpatia, mas não se comprometem;

- a oposição nicaragüense, bastante forte, reconhece o governo constitucional do Presidente Micheletti e a população e os políticos desta nação governada pelo Foro de São Paulo estão impacientes com a presença do arruaceiro "Mel" Zelaya no seu território desrespeitando as leis do país;

- o próprio vice-presidente da Nicarágua, Jaime Morales Carazo recomenda que Zelaya deva aceitar que foi derrubado e que as chances de voltar ao poder são "quase inexistentes", reprova veementemente seus chamados à insurreição desde a fronteira nicaragüense dizendo que "são imprudentes", porque "ninguém deve fumar perto de um barril de pólvora";

- a interferência de Chávez e das FARC é reconhecida por todos;

- comprova-se que as FARC não apenas financiaram a campanha de Zelaya como também suas arruaças atuais; (http://www.elheraldo.hn/Ediciones/2009/07/27/Noticias/International-finance-of-238-million-suspended-to-Zelaya-s-government e http://www.eldiarioexterior.com/noticia.asp?idarticulo=32891). O receptador, Cesar Ham, é conhecido ativista de esquerda.

- é quase certo de que outros "párias" da famigerada comunidade internacional, como Israel e Taiwan, reconheceriam o governo hondurenho se pudessem, bem assim como a República Tcheca e possivelmente outros países do Leste Europeu conhecedores do paraíso comunista;

- importantes empresas americanas sediadas em Honduras, como Roatán Storage S.A., Bay Island Community, Flying Fish, G y S Industries, Parrot Tree Plantation y Paradise Computer S.A., assinalam que a política dos EUA é radicalmente contrária aos interesses de Honduras - e, certamente, aos próprios - e pediram ao Embaixador americano Llorens para que os EUA reconheçam o mais rápido possível o governo legal do país, e "imploraram" levar em consideração os efeitos negativos que provocaria a recondução de Zelaya à Presidência, como exige a Casa Branca, pois os investimentos correm os mesmos riscos das empresas homólogas que trabalham na Venezuela, onde dezenas de companhias foram nacionalizadas por Chávez, o maior suporte e financiador de Zelaya. Acreditam que este seguiria o mesmo caminho de seu mentor, de repressão e perseguição aos investimentos estrangeiros, especialmente americanos.

Todas as boas novas, no entanto, esbarram num obstáculo formidável: Obama e sua empedernida defesa dos inimigos de seu País, e outro menor, mas não menos fanático e letal: Óscar Árias, que de negociador não tem nada, pois já assumiu a defesa de um dos lados. Bem que eu previra, mas aguardei e confirmei: jamais confie num Prêmio Nobel da Paz: são todos escolhidos por processo politicamente correto e sempre de esquerda. Árias foi escolhido a dedo, não pelas razões anunciadas, mas porque cumpriria à risca as ordens de Washington.

Contrariamente ao que muitos analistas dizem, Obama não está "refém das demandas antiamericanas, antiimperialistas, anti-Ocidente" nem "da necessidade de fazer o que Bush não faria". Obama não é refém de ninguém, muito menos um "mito" ou um "liderado": é parte integrante da cúpula da quadrilha que mantém refém grande parte do povo americano. Afirmar o contrário é irresponsabilidade para "livrar a cara" dele, da mesma maneira que se faz com Lula desde 2002. E mais: Obama não tem o menor interesse em liquidar com o chavismo, na medida em que Chávez é um aliado importante para o maior de todos os empreendimentos obâmicos: a destruição dos EUA e a posterior liquidação da civilização ocidental. Zelaya não está sendo apoiado casualmente, mas como correligionário. Não é por outra razão que Zelaya reclamou que os EUA estavam fazendo muito pouco e exigiu mais dureza com Micheletti.

Obama não faz mais porque está com as mãos amarradas por Hillary Clinton. Aí sim pode-se falar de Obama refém: o casal Clinton tem pleno conhecimento que Obama se elegeu na base da truculência, da falsificação de votos e da fraude e é por isto que Hillary exigiu e levou o Departamento de Estado. Não por acaso foi um eleitor seu que iniciou o primeiro processo para Obama confirmar seu nascimento nos EUA.

O conselheiro da Presidência para a América Latina é ninguém menos do que o advogado de Fidel Castro - quer dizer, de Juan Miguel Gonzáles, o pai de Elián González - na repatriação do menino de sete anos em 2000, durante o governo Clinton, Gregory Craig. Durante a campanha Craig foi apoiado pelo Council on Hemispheric Affairs, organização de extrema-esquerda que o considerava "o homem certo para reavivar as relações profundamente problemáticas entre os EUA e a América Latina". Em outras palavras, para dar uma guinada política à esquerda.

Esta guinada já estava prevista nos meus artigos "Obama e a Re-estruturação da Política para a América Latina" e "Obama e a Re-estruturação (Perestroika) do Mundo Ocidental". Neste último cito O Reverendo Jesse Jackson: 'A mudança que Obama promete não está limitada ao que fazemos na América. É uma mudança na maneira com que a América olha o mundo e seu lugar nele' (...). A América precisa curar as feridas que causou em outras nações, rever suas alianças e pedir desculpas pela "arrogância da Administração Bush"'.

Obama é a coroação do ideal antiamericano e anticristão que embala as campanhas Democratas desde Carter e Al Gore: a máfia - shadow party - dos financistas de alto coturno como George Soros, combinada com o que há de mais sórdido na nação do norte: as ONGs ativistas de extrema esquerda, de onde Obama saiu. Bem sei que é muito duro tomar conhecimento disto, a maioria nega para não se deparar com o horror que teria que enfrentar, mas é assim mesmo. Já dizia Valladares: "se Obama for eleito Presidente nossa sociedade estará mais que nunca em grande perigo. Um dos seus objetivos é a dissolução da família e de seus valores'. Nestas eleições 'pela primeira vez estão em jogo os valores, os princípios, os ideais que formaram esta grande nação. Destruir o cimento deste país é um velho sonho de ideologias totalitárias, de líderes frustrados'".

E são estes que combatem o bravo povo hondurenho com o apoio de Obama, Árias, Lula et caterva.

Estadão massacra Sarney

Mídia Sem Máscara

E que se diga também que o Estadão tem abusado cotidianamente do seu poder midiático contra a figura pública do senador, sem explicar aos brasileiros porque só ele, Estadão, tem acesso exclusivo às fontes de notícias, algumas nitidamente ilegais, como as gravações que estavam salvaguardadas pelo segredo de Justiça.

Acabei de ver no site do Estadão, agora são 23:30, a manchete dos sonhos dos que estão a perseguir o velho coronel Ribamar do Maranhão: Justiça censura Estado e proíbe informações sobre Sarney. Talvez tenha sido o passo em falso mais ingênuo que Sarney terá dado nesse enfrentamento com as hostes petistas e estadônicas: recorrer à Justiça. Sua posição era frágil desde o início, porque a base real das denúncias procedia, mas Sarney estava plenamente dentro do figurino de vítima da campanha singularmente virulenta que tem sofrido.

Com esse gesto de recorrer à Justiça o panfleto petista autorizado, o jornal Estadão, assumiu integramente o papel de censurado, chamando para si o histórico papel que desempenhou durante o regime militar, como se houvesse paralelo. É preciso que se diga que decisão de Justiça não é censura - é ato legítimo do Estado de Direito. E que se diga também que o Estadão tem abusado cotidianamente do seu poder midiático contra a figura pública do senador, sem explicar aos brasileiros porque só ele, Estadão, tem acesso exclusivo às fontes de notícias, algumas nitidamente ilegais, como as gravações que estavam salvaguardadas pelo segredo de Justiça. Quantos golpes no mesmo cadáver!

O populismo jornalístico em torno da decisão da Justiça já começou e provavelmente esta será amanhã a manchete do jornalão paulista. Será digna de guardar como exemplo de cinismo. O algoz caçoando da vítima. Mais uma vez vamos assistir à comédia em que um fato verdadeiro irá suportar a infâmia mais vil. O poder do Planalto baixou contra o velho senador nas páginas alugadas do jornal. Devo dizer que poucas vezes em minha vida vi campanha mais sistemática, mais longa e mais determinada contra um homem público como esta levada a efeito pelo Estadão.

A mim provoca náuseas. E medo. Se fazem isso a Sarney, um homem sabidamente poderoso, poderão fazê-lo contra qualquer um. Talvez seja esse o cálculo político: a falange do ministro da Justiça, usando dos poderes de espionagem do Estado, terá informações desabonadoras suficientes contra todos os senadores e outras autoridades da República. Ao fazer de Sarney um Judas impiedosamente massacrado passa o recado para todos os seus pares que indisciplina não será tolerada contra a vontade o partido governante. É a ante-sala de um regime de exceção. A vontade do PT vai prevalecer.

Não tenho nenhuma simpatia pessoal pelo velho coronel Ribamar do Maranhão. Mas tenho para mim, perfeitamente claro, o significado político de sua imolação: todo o poder aos bolcheviques do PT. A fúria com que se jogaram contra Sarney e a pressa demonstrada para dar logo a machadada final me levam a suspeitar que os acontecimentos na direção da sucessão estejam se precipitando. Nem a Justiça serve de escudo para Sarney. Ele está politicamente liquidado e provavelmente sairá de cena da pior forma possível.

O novo esperneio de Chávez

Mídia Sem Máscara

Igualmente nos arquivos eletrônicos do terrorista abatido ficou claro que, para as FARC, é prioridade número um a aquisição de armas anti-aéreas e que o ministro venezuelano Ramón Rodríguez Chacín contatou os cabeças do Secretariado das FARC com traficantes de armas australianos, sírios e com um funcionário oficial da Bielorrússia; e inclusive que tais armas seriam compradas com suposto destino a Venezuela, passando previamente pela Nicarágua.

Assim digam o contrário, tanto os pacifistas idiotas que pululam na Colômbia e no mundo, quanto os amigos de Chávez incrustados na política colombiana, a nova agressão verbal com esperneio incluído por parte do pitoresco mandatário venezuelano contra a Colômbia, não é outra coisa senão um passo a mais do Plano Estratégico do Foro de São Paulo e seus comparsas, em honra de legitimar as FARC e seguir na busca de implantar uma ditadura comunista na Colômbia.

Nas ordens geoestratégica, geopolítica e político-hemisférica, a privilegiada posição geográfica e a ingente riqueza de seus recursos naturais, convertem a Colômbia em um apetitoso manjar para a obsessão castro-chavista de ver o continente afundado em uma miséria ignominiosa similar à cubana. O contraditório do assunto é que, os que não querem ver a realidade e os que a vêem porém recorrem às trapaças politiqueiras, rotulam de retrógrado a quem abra os olhos dos incrédulos para que entendam a gravidade do assunto e a verdadeira intencionalidade dos conspiradores contra a Colômbia.

O show de Correa em conluio com seus comparsas das FARC, para negar que lhe deram dinheiro para sua obscura campanha presidencial, paralelo com a grave evidência de que as FARC têm em seu poder armas anti-aéreas fornecidas pelo governo de Chávez, dissimulada com o argumento de que a autorização para que as Forças Militares dos Estados Unidos utilizem instalações militares colombianas para apoiar a luta contra o narco-tráfico e o terrorismo na região, tem como objetivo agredir a Venezuela, demonstram com clareza meridiana:

1. Que o cavernoso ditador cubano Fidel Castro manipula Chávez a seu bel prazer;

2. Que nem um nem outro evoluíram e ficaram imersos nas supostas bondades do arcaico marxismo-leninismo;

3. Que todos os passos que a facção mais recalcitrante da esquerda latino-americana dá, estão concatenados com os ditames do Foro de São Paulo;

4. Que Lula da Silva, a Kirchner e o indígena boliviano estão tirando a brasa com a mão alheia;

5. Que Chávez pretende distrair a atenção do hemisfério com o problema da Colômbia, enquanto prepara com o governo pró-terrorista nicaragüense a incursão de guerrilhas em Honduras para buscar a restituição de Zelaya;

6. Que pretende fortalecer a imagem de Correa visto aos olhos do mundo hoje como um delinqüente de colarinho branco, eleito com dinheiro do narco-tráfico, do seqüestro e do terrorismo;

7. Que as FARC pediram ajuda a Chávez para que cessem os bombardeios contra os acampamentos de Jojoy, e ao mesmo tempo não lhes descubram outros arsenais entregues pela Venezuela, etc.

Nos computadores de Reyes foi encontrada uma extensa carta na qual Tirofijo deu instruções a Iván Marquez para o envio dos lança-foguetes entregues por Chávez, fez finca-pé para que fossem levados à zona de La Macarena para derrubar aeronaves, e insistiu que, quanto mais longe da fronteira com a Venezuela fossem usados, menos suspeitas recairiam sobre Chávez e seu governo.

Igualmente nos arquivos eletrônicos do terrorista abatido ficou claro que, para as FARC, é prioridade número um a aquisição de armas anti-aéreas e que o ministro venezuelano Ramón Rodríguez Chacín contatou os cabeças do Secretariado das FARC com traficantes de armas australianos, sírios e com um funcionário oficial da Bielorrússia; e inclusive que tais armas seriam compradas com suposto destino a Venezuela, passando previamente pela Nicarágua.

Porém, o cinismo pretende desviar o foco do assunto. As desrespeitosas declarações de Chávez com o congelamento das relações diplomáticas e a retirada do embaixador de Bogotá, nem são novas, nem serão as primeiras nem serão as últimas "canalhadas" deste pé-rapado com investidura presidencial. Ele fará tudo o que Fidel lhe ordenar. E com o característico histrionismo mudará de cor e de posições como camaleão, isto sim, sem perder de vista o objetivo de escravizar a Colômbia dentro da esfera retrógrada do chamado Socialismo do Século XXI.

A Colômbia está na mira dos comunistas. Uribe é a pedra no sapato. Todos estes esperneios e grosserias de Chávez e de Correa, somados à intensa propaganda fariana dos últimos dias com os "bons ofícios" de Lula, são parte do estratagema integral das FARC, se ajustam aos ditames do Foro de São Paulo e apontam para o mesmo alvo: Chávez acredita piamente ser uma distorcida e sinistra reencarnação de Simón Bolívar, enquanto Fidel o manipula como uma marionete, ao tempo em que Rafael Correa é o peão do venezuelano títere de Havana.

É uma verdadeira vergonha histórica para o continente e os povos irmãos da Venezuela e do Equador, que seus eleitores tenham sido tão ingênuos e tenham elegido dois serventes do paleozóico ditador cubano.

Entretanto, por malandragem desta desgraça histórica de equatorianos e venezuelanos, a Colômbia sofre os danos que causam em nosso país os amigos de Correa e Chávez, os mesmos delinqüentes que levam meio século destruindo o país com o fim de impor uma ditadura similar à cubana ou, como primeiro passo, implantar na Colômbia um governo marionete pró-cubano similar ao de Chávez e Correa.

*Analista de assuntos estratégicos - www.luisvillamarin.co.nr

Tradução: Graça Salgueiro

sábado, 1 de agosto de 2009

Amigo de Sarney censura Estadão!

31.7.09

Alerta Brasil

Desembargador Dácio Vieira; sua mulher Angela; a mulher de Agaciel, Sanzia; José Sarney; Agaciel Maia; e o senador Renan Calheiros no casamento da filha de Agaciel.









Juiz que determinou censura é próximo de Sarney e Agaciel

Ele foi um dos convidados presentes ao luxuoso casamento de Mayanna Maia, filha de Agaciel, em 10 de junho. continua



Quem liga para a Liberdade de Imprensa?

Sábado, 1 de Agosto de 2009

Alerta Total

Por Jorge Serrão

A marcha dos acontecimentos institucionais é assustadora. O lado podre da força parece estar preparando um bote da pesada. Ontem, demos uma notinha aqui de que a procuradora-geral da Ve­nezuela apresentou um projeto de lei que prevê prisão para jornalistas que cometam "de­litos midiáticos". Pediu também que o Estado regule a liberdade de expressão. Nos regimes comunistas-socialistas a banda toca assim mesmo.

Acrescentamos à notinha de duas linhas que não demoraria muito para algum gênio governista inventar algo parecido aqui no Brasil. Agora, pensando melhor, lembro que nem precisa inventar. Por aqui já temos alguns setores do Judiciário que odeiam a imprensa – e não são muito chegados à liberdade de expressão. Basta que os déspotas-apedeutas de plantão apelem a eles que as sentenças favoráveis à censura são publicadas no Diário Oficial da Justiça.

Vítima fresquinha do nosso nacional-socialismo, cujas bases anti-democráticas já estão implantadas institucionalmente, é o jornal Estado de S. Paulo. O desembargador Dácio Vieira, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal, proibiu ontem o Estadão de publicar qualquer informação que esteja sob segredo de Justiça no inquérito que investiga Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney. A liminar foi concedida a pedido de Fernando – cujos advogados querem impedir a publicação das conversas telefônicas gravadas com autorização judicial.

A decisão judicial impõe multa de R$ 150 mil para cada reportagem publicada. E, curiosamente, vale para toda a imprensa. Nenhum veículo de comunicação pode citar ou usar material do Estadão sobre o tema. A representação de Fernando alega que a honra da família Sarney foi ferida com a divulgação da gravação telefônica que revela o envolvimento de Sarney com a contratação do namorado da neta, por meio de ato secreto.

Manuel Alceu Afonso Ferreira, advogado do Estadão, avisou ontem que o jornal vai recorrer da decisão por entender que “há um valor constitucional maior, que é o da liberdade de imprensa”. Espera-se que os membros do Judiciário compreendam o significado deste “valor constitucional maior”. Do contrário, estamos ferrados mesmo.

Já escrevemos neste Alerta Total que os maiores inimigos do Jornalismo são a mentira, a manipulação política, os preconceitos ideológicos, a autocensura, a ignorância, a falta de humildade e o descompromisso com a Verdade – que é a realidade universal permanente. A mídia amestrada e abestada tupiniquim vem abusando, sistematicamente, de todos estes defeitos e vícios. Leia o artigo de Arlindo Montenegro: Para onde nos conduzem?

Verdadeira vanguarda do atraso patrimonialista, que faz do Estado gato e sapato (como nas melhores uniãosoviéticas da vida) vibra quando isso acontece. Nossa oligarquia odeia a liberdade de imprensa. Prefere exercer a liberdade de imprensar as consciências livres. A Justiça não pode servir aos interesses deste lado escatológico da força. Os segmentos esclarecidos da sociedade brasileira, mesmo em minoria, precisam reagir contra o nacional-socialismo já instaurado no Brasil, para deleite da Nova Ordem Mundial.

Agosto, o mês do desgosto, começa conforme o esperado...

Alerta Total de Jorge Serrão

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