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terça-feira, 4 de agosto de 2009

Por que eles defendem as drogas?

As 48 Leis do Poder

Terça-feira, 4 de Agosto de 2009

Alerta Total

Por Arlindo Montenegro

Os ideólogos e ideocratas comunistas, que se dizem “esquerdistas”, rótulo que para muitos mistifica os crimes dessa máfia internacional, aliviando a responsabilidade que lhes cabe, estão empenhados em guerra jurídica e armada contra o que resta de direitos democráticos, os mesmos direitos que utilizam para exercitar um poder mascarado, cínico, perverso.

A renovada guerra política e armada contra o que eles chamam de “estado burguês” ou “imperialismo”, é uma guerra que hoje se fundamenta e é financiada por recursos “lavados” do narcotráfico que atua em todas as áreas e mantém a população aterrorizada. Todas as políticas de Estado exercidas pelo partido líder das “esquerdas” abusam das instituições democráticas para extinguí-las.

Assaltos a bancos e empresas, seqüestros de toda sorte, assassinatos, roubos, furtos, tráfico de armas, foram as “formas de luta” implantadas neste país e praticadas durante anos, por muitos dos que hoje ocupam altos cargos em toda a estrutura dos três poderes. Acrescente-se na atualidade a prostituição infantil e de adultos, o subterrâneo tráfico de órgãos e o incremento do contrabando de minerais estratégicos, o controle da biodiversidade.

A disseminação das drogas no ocidente, sabe-se hoje, foi determinada pela União Soviética sob direção de Nikita Kruchiov e executada pelos serviços de inteligência da China e da URSS, com o objetivo de quebrantar a moral da civilização ocidental e destruí-la. Degradar a moral social das pessoas e instituições do ocidente, foi a estratégia elaborada na cadeia por Antonio Gramsci, fundador do Partido Comunista Italiano e teórico de cabeceira dos que governam o Brasil hoje, exceto claro, do Presidente que declara alto e bom som não gostar de leituras.

Em 1961, Raul Castro foi à Checoslováquia buscando ajuda e assistência militar. “Naquele tempo, Fidel Castro e os soviéticos pareciam manter desconfianças mútuas. O dirigente checo, Sejna, coordenou uma visita de Raul à União Soviética para encontrar Kruchiov. A ponte de amizade com a Checoslováquia, resultou em acordo militar com fornecimento de armas e treinamento do exército cubano.

A contrapartida foi a permissão para que os serviços de inteligência checos, infiltrado e dirigido pelos soviéticos, instalassem uma base de inteligência em Cuba, para organizar a distribuição e comércio de drogas nos EUA. O controle de Cuba pelos soviéticos, a ajuda “fraterna” e implantação do centro revolucionário comunista nas Américas, foi conseqüência da estratégia política centrada nas drogas.

Os narcotraficantes das Américas hoje são associados e controlados por governantes de Cuba, da Venezuela, do Equador, da Bolívia enquanto “empresários” deste comércio plantam papoula no Brasil para a produção de ópio. Somente a Abin e o Ministério da Justiça desconhecem isso, como ignoram as plantações de canabis em todo o nordeste e o quanto se “importa” do Paraguai, maior produtor regional dessa erva.

As apreensões de carregamentos de cocaína e maconha, não alcançam 15% do volume que chega às vítimas marcadas como alvo estratégico da inteligência comunista hoje associada à inteligência dos “capitalistas selvagens”, os socialistas fabianos, que ensaiam implantar a Nova Ordem Mundial.

Os alvos marcados são ditos “usuários” e as notificações da imprensa sobre eles são superficiais. Os argumentos jurídicos para as prisões jamais expõem as investigações, que sempre levam ao envolvimento de personalidades acima de qualquer suspeita, a políticos e decisões políticas que, em ultima instância, atentam contra a segurança nacional, saúde, educação e toda a estrutura institucional do agonizante estado de direito democrático.

Muitos dos atuais governantes obrigaram gente humilde do interior agrário, das periferias urbanas, estudantes e profissionais liberais, a encobrir seus passos durante o que chamam hoje de “resistência armada contra a ditadura”. Raros são os que reconhecem sua militância terrorista e a intenção de destruir os pilares da democracia de direito substituindo pela “ditadura de um só partido” depois de uma guerra civil prolongada.

Hoje eles induzem e financiam o MST, Via Campesina e outros grupos armados, fingindo ser idealistas e companheiros. É a mesmíssima guerra contra a democracia e as velhas oligarquias. E punem, impedem qualquer resistência, seja de fazendeiros, seja de intelectuais através dos veículos de mídia.

Vivemos num círculo vicioso que expõe a incapacidade da direção política a serviço da Nova Ordem Mundial. Uma “ordem” que destrói as mentes e as vontades através das drogas. O casamento entre capitalistas selvagens e ditadores sanguinários.

Arlindo Montenegro é Apicultor.

Alerta Total de Jorge Serrão

Taraneh Mousavi é a nova Neda iraniana

As 48 Leis do Poder

Terça-feira, 4 de Agosto de 2009

Movimento Ordem Vigília Contra Corrupção


As 48 Leis do Poder

TARANEH MOUSAVI FOI TORTURADA E SELVAGEMENTE VIOLADA

Outra mártir da revolução verde. Também jovem, tambem mulher, também assassinada nos dias posteriores as eleições de 12 de junho que deram outros quatro anos de poder ao presidente Mahmoud Ahmadineyad.

Taraneh compartilhava do sobrenome com o líder opositor Mir-Husein Mousavi. Tinha 28 anos e foi levada em 19 de junho, um dia antes da morte de Neda em plena rua de Teerã. A moça estava na porta de sua escola de beleza quando a detiveram junto a outros 14 manifestantes. Com os olhos vendados, os milicianos basij a levaram para um centro de interrogação onde ao parecer se assanharam com ela mais que com algum outro.

Seus lindos olhos verdes, seu moderno corte de cabelo, a maquiagem, o vestido verde e os tamancos foram um passaporte quase seguro para a tortura dos ferozes guardiões da revolução. Por Noelia Sastre

Seu interrogatório durou duas vezes mais que o do resto, que mais tarde seriam libertados. A todos lhes permitiram contatar suas famílias exceto a Taraneh. Prevendo que algo terrível poderia ocorrer, a moça deu o telefone de seus pais para algumas das companheiras que os contatariam se elas chegassem a ser postas em liberdade.

Três semanas depois de seu desaparecimento, os pais de Taraneh começaram a compreender o que havia passado a sua única filha. Uma testemunha anônima contou que a viu na prisão de Evin. Relatou que havia sofrido abusos físicos e psicológicos. Que um grupo a torturou e violou selvagemente durante vários dias.

Ao parecer, Taraneh permaneceu todo o tempo em mãos dos basij, não da polícia. Nenhum oficial chamou aos seus progenitores. A possibilidade da violação foi se fazendo cada vez mais real. Sobretudo depois que outro anônimo contou à família que um par de dias depois do “incidente”, Taraneh ingressou no Imam Khomeini Hospital de Karaj com feridas no ânus e problemas no útero.

Os pais nunca a encontraram no hospital. Ali não havia ingressado ninguém com esse nome, só que uma enfermeira lhes confirmou que uma jovem que respondia a descrição de Taraneh havia sido trasladada por milicianos basij em estado de coma, e que a levaram na mesma situação duas horas depois.

Finalmente, sua família foi informada há uns dias que seu corpo foi localizado, todo queimado, no deserto entre as cidades de Karaj e Qazvin.

Sua família não pode falar do caso. Nem sequer poderão enterrá-la se os basij não lhes indicam onde fica sua tumba.

A historia de Taraneh apareceu no
Facebook e chegou até o Congresso dos Estados Unidos, onde o congressista de Michigan Thaddeus McCotter mostrou a foto da jovem como exemplo do estrepitoso fracasso do líder espiritual iraní Jamenei. Fonte - Abc.es - Tradução de Arthur para o MOVCC



COLLOR, O NOVO HERÓI DO PT

As 48 Leis do Poder

Reinaldo Azevedo

segunda-feira, 3 de agosto de 2009 | 20:05

Há muito tempo, já escrevi aqui, ganho a vida com a minha escrita. Se há coisa que faço sem dificuldade ou sofrimento, essa coisa é escrever. Gostem ou não do resultado final, conheço um bom par de caminhos para atravessar o mar de letras e palavras. E, mesmo assim, há momentos em que mal sei por onde começar. Pelo lead, pelo mais importante? Como cronista ou como analista? Escolho a primeira vertente. Ânsia de vômito! É isto mesmo: o senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL), o defenestrado presidente da República, acaba de fazer um discurso no Senado, e duvido que qualquer pessoa de bem que o tenha visto e ouvido não tenha evitado um misto de nojo e revolta.

O senador Pedro Simon (PMDB-RS) ocupou a tribuna do Senado na volta do recesso para defender a renúncia de José Sarney (PMDB-AP) à Presidência da Casa. E o que se seguiu foi um espetáculo de grosserias, brutalidade, estupidez, ignorância, atraso, rancor, ódio… Tudo misturado. Os comandantes da tropa de choque em defesa de Sarney foram os senadores Renan Calheiros (PMDB-AL) e Fernando Collor, com o auxílio de Wellington Salgado (PMDB-MG), hoje com o cabelo aparentemente lavado, mas ainda sem um miserável voto. Ok. A lei lhe garante estar lá. Mas ele continua sem voto.

Calheiros aproveitou os seus apartes para atacar Simon de um modo grotesco, fazendo ilações sobre o seu passado, acusando supostas irregularidades que ele teria cometido quando ministro da Agricultura — sem, evidentemente, apresentar evidência ou prova. Ao mesmo tempo, acusava as injustiças de que ele próprio teria sido vítima quando foi obrigado a renunciar à Presidência do Senado. E dizia com a boca cheia: “Apresentei todas as explicações que me foram pedidas”. Alguém sabe, até hoje, por que era uma empreiteira que pagava a pensão de um filho que ele teve fora do casamento — só para lembrar o aspecto mais incomum de sua biografia?

Mas o grande momento foi mesmo de Collor. Os cabelos mudaram, estão mais brancos, mas a voz e a grosseria de que é capaz continuam rigorosamente as mesmas. Num aparte a Pedro Simon, lá se foi todo o cavalheirismo que tentava afetar desde seu retorno à política, e mandou o senador “engolir suas palavras”. Era o velho jovem Collor. Dêem-lhe um pouco de poder e visibilidade, e lá está ele tentando mostrar que tem “aquilo roxo”. Convidado amigavelmente por outros senadores a retirar a ofensa, tomou a palavra, disse que não retirava coisa nenhuma, evitando até mesmo falar o nome de Simon — chamava-o de “aquele que me precedeu”. E fez a mais enfática e absoluta defesa de José Sarney.

Não! Esperem! Não defendeu José Sarney, não! Defendeu a si mesmo! Assim como Lula diz hoje que o mensalão nunca existiu, Collor tomou a palavra para dizer que foi deposto em razão de uma trama urdida pela IMPRENSA. Sim, senhores! Ele também não fez nada! Segundo deu a entender ali, foi deposto pela revista VEJA — honra que, confesso, nunca vi a revista reivindicar. Mas teria sido um feito e tanto para a história do Brasil. E dizia, com orgulho, ter sido absolvido pelo STF. Foi, sim. Porque, afinal, não deixou ato de ofício sobre o seu modo heterodoxo de governar. Gente como ele nunca deixa ato de ofício.

Quem quiser saber o que foi o governo Collor tem de começar pesquisando a trajetória do Paulo Cesar Farias, seu caixa de campanha. Vou lembrar aqui, de vez em quando, para as novas gerações, a trajetória e os sucessos desse grande moralista. E foi o próprio Collor quem revelou o espírito do nosso tempo. Lembrou que tinha sido adversário do agora presidente do Senado e do próprio Lula também. E chamou a atenção para o fato óbvio: hoje, os três estão juntos.

Imagino o que sente um petista que tenha sido convidado, no passado, a combater Sarney e depois Collor. Sarney mudou? Continua o mesmo! Collor mudou? Continua o mesmo. Lula mudou? Atenção: ele também continua o mesmo. A única diferença é que, antes, ele não estava no poder. Agora está. E seu critério para definir quem presta e quem não presta é a pessoa ser ou não sua aliada.

Por alguns segundos, vislumbrei aquele mesmo Collor que saía correndo com suas camisetas ridículas, expondo a sua melhor forma de pensamento: o suor. Era o truculento de sempre. Aproveitou para pedir desculpas à família de Sarney por tudo o que disse sobre ela em 1989, mas manteve as ofensas de agora ao senador Pedro Simon. Collor, como Lula, tem só um critério para ofender ou para afagar: ser a pessoa sua aliada ou não. Ele se desculpa de grosserias passadas com grosserias presentes. Aquilo a que se chamou República de Alagoas deu as caras de novo. Com o charme e a elegância costumeiros.

Oligarquias tradicionais se juntavam ali, agora unidas e chefiadas por um oligarca do sindicalismo: Lula. São os protagonistas da vanguarda do retrocesso. Se estão todos do mesmo lado, alguém sobrou do lado de lá. Adivinhem quem é.

Sarney, Collor, Renan, Lula e o PT têm um inimigo: a imprensa. Mas não uma imprensa qualquer, não é? Até porque os dois ex-presidentes da República são donos, em seus estados de origem, de jornais e canais de televisão. Da imprensa deles, evidentemente, eles gostam. Não suportam o que chamam “mídia”. Não suportam jornalistas que não possam demitir. Não suportam profissionais nos quais não possam mandar. Não suportam jornalismo que não tenha medo de coroné, rural ou urbano; do interior ou do “chão da fábrica”.

O sonho dourado de todos esses oligarcas, Lula incluído, é controlar a imprensa. E acreditem: eles tentam isso todos os dias do ano, todas as horas do dia.

PS: Será lindo ver os petralhas afirmando que Collor é um bom sujeito. Convenham: ele merece ser elogiados por eles; eles merecem ter de elogiá-lo.

Collor, o novo herói do PT!

http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/collor-o-novo-heroi-do-pt/

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Democracia totalitária

Segunda-Feira, 03 de Agosto de 2009

Estadão

Denis Lerrer Rosenfield

Hugo Chávez persegue opositores, fecha canais de televisão e estações de rádio, legisla por decretos, vende armas às Farc, não respeita a soberania da Colômbia, submete o Poder Judiciário, obriga seus militares a jurarem "pátria, socialismo ou morte", relativiza e mesmo abole o direito de propriedade e nada, entretanto, ocorre com ele. Nenhuma manifestação da Organização dos Estados Americanos (OEA), da Assembleia das Nações Unidas, da diplomacia brasileira, etc. É como se não houvesse nenhum atentado à democracia. Ao contrário, sustentam que a democracia está sendo seguida naquele país. Nenhum país pede que seus embaixadores se retirem nem há corte de ajuda e/ou relações bilaterais. O déspota Chávez torna-se um "democrata".

Enquanto isso, em Honduras, as instituições do país, por intermédio do Supremo Tribunal, do Congresso, das Forças Armadas, com apoio explícito da Igreja Católica, dos meios de comunicação e da sociedade civil em geral, destituíram um presidente que seguia o caminho de Chávez. Colocou-se como um projeto de déspota ao tentar quebrar cláusulas pétreas da Constituição hondurenha, como a da reeleição de presidente da República, e por isso mesmo foi deposto. É como se o céu tivesse caído na cabeça do país. Protestos de todos os lados. Assembleia das Nações Unidas, OEA, Estados Unidos, União Europeia, diplomacia brasileira e, é claro, os castro-bolivarianos: os irmãos Castro, Chávez, Daniel Ortega, Rafael Correa e Evo Morales. Neste último caso, os liberticidas se põem como os defensores da liberdade e da democracia.

Um pequeno país resiste bravamente a uma reação dessa magnitude, em nome de suas instituições, em nome da democracia. No entanto, os seus atores são tratados como "golpistas", enquanto os déspotas bolivarianos são tidos por "democratas". O que está em questão neste jogo com a palavra democracia?

Há duas acepções da democracia em questão, a da democracia totalitária e a da democracia representativa ou constitucional. A democracia totalitária volta-se contra o espaço de liberdade próprio da sociedade, de suas regras, leis e instituições, o que é precisamente assegurado pela democracia representativa. Esta se baseia no exercício da liberdade em todos os seus níveis, da liberdade de imprensa, de expressão, de organização política, econômica até o respeito à divisão dos Poderes republicanos, passando pela consideração do adversário como alguém que compartilha os mesmos princípios. Disputas partidárias, por exemplo, são regradas e não desembocam no questionamento das próprias instituições, vale dizer, da Constituição. Nesse sentido, processos eleitorais se inscrevem neste marco mais geral, não podendo, portanto, ter a autonomia de subverter os princípios constitucionais, o ordenamento das instituições. Processos desse tipo são necessariamente limitados.

Nas democracias totalitárias temos um processo de outro tipo, em que o voto passa a ser utilizado de forma ilimitada, como se ele fosse por si mesmo, graças à manipulação de um líder carismático e de seu partido, o princípio do ordenamento institucional. Eis por que tal tipo de regime político tenta funcionar por meio de assembleias constituintes e referendos sistemáticos, num constante questionamento de todas as instituições, tidas por "burguesas" e expressão das "elites". A democracia totalitária não admite nenhuma limitação, nenhuma instância que a regre. Tende a considerar tudo o que se interpõe no seu caminho como não-democrático, ganhando o epíteto de "direita", "conservador" e "neoliberal".

Pode-se dizer que a democracia totalitária se caracteriza por essa forma de ilimitação política, tendo como "inimigo" a limitação própria das instituições sociais, das instâncias representativas. Ela terá como alvo a ser destruído todo espaço que se configure como independente, em particular aquele espaço que torna possíveis as liberdades individuais e o processo de livre escolha. Não pode suportar um Estado de Direito, baseado precisamente nessas liberdades. Ou seja, a democracia totalitária não pode suportar a democracia liberal, também dita representativa ou constitucional, pelo fato de assegurar a existência de leis, de Poderes e de instituições, que não se podem adequar a tal processo de mobilização totalitária.

Eis por que as democracias totalitárias partem para questionar toda forma de existência democrática, social, que não se estabeleça conforme os seus desígnios. Os meios de comunicação que não aceitem ser instrumentalizados passam a ser considerados inimigos que devem ser abatidos, seja por diminuição de verbas publicitárias, seja por processos judiciais, seja por mecanismos de controle ou de banimento dos mais diferentes tipos. O contestador deve ser silenciado, pois não obedece aos ditames do "povo", de tal "maioria" politicamente constituída. As esferas que asseguram a livre iniciativa individual são progressivamente circunscritas e limitadas, de modo que as pessoas sintam medo e passem a agir de forma não autônoma, como se assim houvesse uma conformidade ao que é "popular". O Estado de Direito, por sua vez, é cada vez mais menosprezado, seja por não-obediência à legalidade existente, seja pela modificação incessante de leis e normas constitucionais, seja por atentados cometidos contra os princípios mesmos de uma sociedade livre.

A democracia totalitária volta-se contra os direitos individuais, contra os direitos das pessoas de não se dedicarem aos assuntos políticos, de se contentarem com seus afazeres próprios. Ela se volta contra as instituições por estas interporem um limite ao seu desregramento. Ela se volta contra a propriedade privada tanto no sentido material, de bens, quanto imaterial, de liberdade de escolha. Ela se volta contra todo aquele que reclame pela liberdade. Eis a questão com que nos defrontamos na América Latina. A clareza dos conceitos é uma condição da verdadeira democracia.

Denis Lerrer Rosenfield é professor de Filosofia na UFRGS. E-mail: denisrosenfield@terra.com.br

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090803/not_imp412618,0.php

Certidão queniana de Barack Obama?

Mídia Sem Máscara

A advogada Orly Taitz, conforme notícia de hoje no WorldNetDaily, entrou com uma ação para que se verifique a autenticidade de uma cópia da certidão queniana de nascimento de Barack Hussein Obama. O documento foi recebido de uma pessoa que prefere o anonimato por temer pela própria vida. A ação requer, entre outras coisas, a preservação de quaisquer documentos relativos ao nascimento do presidente americano e a permissão para solicitar documentos ao governo do Quênia.





WorldNetDaily obteve outras certidões de nascimento quenianas para fins de comparação e a forma dos documentos parece ser idêntica. Para mais informações, acesse: http://www.wnd.com/index.php?fa=PAGE.view&pageId=105764 e http://www.orlytaitzesq.com/blog1/


Luanda é um luxo para poucos

Mídia Sem Máscara

A revista "Foreign Policy" saudava Angola por seu "espectacular crescimento económico". Estive em Luanda no final da semana passada e o que vi foi um estado policial e muita miséria.

Você reconhece essa nação? O título da publicidade em formato de reportagem que a revista "Foreign Policy" publicou em sua edição de Maio/Junho saudava Angola por seu "espectacular crescimento económico". Por sua segurança e estabilidade política. Por seu poder regional para promover a paz. Quem pode duvidar de um país turbinado pela indústria petrolífera?

Estive em Luanda no fim da semana passada para uma série de encontros pelo OrdemLivre.org, o programa lusófono da Atlas Economic Research Foundation em parceria com o Cato Institute. É a cidade mais cara em que já pus meus pés. Não há calçadas para pôr os pés. Não há espaços nas ruas para tantos carros. Os veículos novos e importados driblam o tráfego intenso e a miséria que bate nos vidros em busca de clientes para produtos chineses de marcas famosas. Ou de uma mera esmola que drible a fome.

Luanda parece recém-saída de um terramoto. Construções decadentes são a moldura trágica para os poucos prédios novos e para as construções em curso. O lixo espalha-se no chão como folhas da relva. A cidade cheira mal. O transporte público é precário. Autocarro é um luxo reduzido e irregular. Não há táxi. Quem tem dinheiro aluga um carro com motorista. Quem não tem anda espremido em carrinhas lotadas. Ou a pé. Foi o que fiz.

Os pobres de Luanda vagam pelas esquinas. Grupos de homens concentram-se em vários pontos da capital. Os trabalhos disponíveis exigem qualificação. Muitos deles nem sequer sabem ler ou escrever. A taxa de iliteracia é de 32,6%, segundo o CIA World Factbook.

Luanda é um estado policial. É mais simples obter um visto de entrada para a China comunista. Quase mediram meu crânio e contaram meus dentes. No aeroporto, os sempre gentis funcionários da imigração olham com aquele semblante de vampiro esfomeado. No hotel, um formulário do governo solicita-me informações pessoais e objectivo da visita. Um gesto de boas-vindas um tanto excêntrico. A despedida? Guardas no aeroporto confiscaram todas as notas da moeda local. Não, não deram factura.

Estabilidade política? Como não? O presidente José Eduardo dos Santos está no poder desde 1979. Não vejo outra forma de garantir a estabilidade do que se manter no poder durante 30 anos. E daí? Vendo fotos de Luanda na década de 1970 e lembrando o que vi pessoalmente há alguns dias é impossível não pensar nas virtudes da estabilidade adquirida naquele país por aquela elite política.

Parte do país vai muito bem, obrigado. Mora em condomínios fechados afastados da miséria do centro. São os beneficiários do "espectacular crescimento económico" que perverte a ideia de um desenvolvimento cuja riqueza permite que grande parte da população saia da miséria.

O estado angolano exerce o monopólio da actividade económica e decide quem poderá desfrutar das benesses do sector petrolífero. O mercado, lá, não existe. Na lista de 141 países do Índice de Liberdade Económica do Fraser Institute, Angola aparece na penúltima posição. Notável.

As riquezas naturais de um país sob um governo autocrático funcionam como um muro perverso entre o Estado e a sociedade. Se o orçamento do governo não advém da riqueza produzida pela sociedade, a população perde o poder de pressão sobre a elite política. É convertida num estorvo que deve ser controlado.

A população ainda carrega no espírito e no corpo a desolação da guerra civil, encerrada há apenas sete anos. A riqueza exibida pelos poucos é um apelo muito forte entre os jovens desafortunados. É natural que prefiram integrar a elite a lutar por mudanças políticas que beneficiem os indivíduos e não apenas um grupo protegido pelo Estado.

Mas há uma minoria que nos permite alimentar a esperança, mesmo que a longo prazo, de reforma do statu quo. São estudantes, professores, jornalistas, advogados, intelectuais, que trabalham de forma isolada ou articulada para "desprivatizar" o governo angolano. São indivíduos que, no futuro, poderão repetir a mesma pergunta sem qualquer ponta de ironia: "Você reconhece essa nação?"


Bruno Garschagen é jornalista brasileiro e mestrando em Ciência Política e Relações Internacionais no IEP/UC - http://brunogarschagen.com/

Fonte: http://www.ionline.pt/conteudo/15541-luanda-e-um-luxo-poucos

As belas e a fera

Mídia Sem Máscara

Ter percebido a atitude de Ms Boyle disparou-me na memória um caso totalmente diferente. Parece que nossa mente às vezes não é nossa - age como um grilo falante, ou senão, por que razão nos aparecem casos e comparações que, de tão longínquos, pelo menos à primeira vista, aparentam não possuir nenhuma correlação? Ah, mas têm sim, e vou logo explicar: pois, em que página o livro das efemérides se me abrira? No caso Fernanda Montenegro, em Central do Brasil (1998).

Por um destes dias, assisti a uma entrevista com a cantora britânica Susan Boyle, a revelação do ano que se tornou uma sensação mundial a partir de um programa de torneio de calouros na tevê inglesa.

Há quem diga que a aparição surpreendente de Susan não passou de mera armação de marketing. Refiro-me à sua primeira apresentação, muito tímida, com roupas simples, até mesmo cafonas, seguidas por imagens dos jurados embevecidos, segurando os queixos, por admirados. Não duvido disto. Até acredito. Todavia, tenho que, dentro do ponto de vista do show business, isto acontece a toda hora e é válido, conquanto o artista tenha realmente talento e não se trate de uma fraude, o que não é o caso da cantora cujo trinado é realmente maravilhoso.

O que me leva a comentar sobre Susan aqui foi a sua posição firme no sentido de aceitar a derrota para o grupo de dança que galgou o primeiro lugar naquela disputa televisiva: "- eles foram os melhores, e por isto venceram", mais ou menos nestes termos ela tem se pronunciado, e sem hesitação, para todos os repórteres, sempre que perguntada.

Posso até mesmo imaginar que, no seu íntimo, Ms. Boyle tenha se ressentido com o resultado que não esperava. Do meu próprio ponto de vista, um grupo de rap (ou será que era de hip-hop?) não teria sequer chegado às semifinais. Será que sua internação foi resultado de sua frustração? Pode ser. Porém, isto já faz parte da vida privada daquela gentil senhora, e não nos compete julgar, senão especular levianamente.

O que interessa mesmo, no que pesem os seus sentimentos íntimos, é a postura pública, marcada por uma imagem que é fruto de sua decisão de fazer prevalecer a sua nobreza de caráter e a sua elegância. O julgamento foi injusto? Os jurados agiram parcialmente? Não importa. A sua estrela não depende disto. É categórica: submeteu-se a eles antes e demonstra respeito a todos depois.

Ter percebido a atitude de Ms Boyle disparou-me na memória um caso totalmente diferente. Parece que nossa mente às vezes não é nossa - age como um grilo falante, ou senão, por que razão nos aparecem casos e comparações que, de tão longínquos, pelo menos à primeira vista, aparentam não possuir nenhuma correlação? Ah, mas têm sim, e vou logo explicar: pois, em que página o livro das efemérides se me abrira? No caso Fernanda Montenegro, em Central do Brasil (1998).

Antes, porém, preciso aqui adiantar que ainda vou escrever um artigo comentando sobre as minhas manias militantes politicamente incorretas, tais como me negar a abastecer em postos de Petrobras (e muito menos da PDV), de me negar a adquirir produtos oriundos da China, a ser contra produtos piratas e... a assistir filmes nacionais. O meu amigo Leonardo Bruno vive me sugerindo assistir ao Capitão Nascimento baixando o porrete pelas favelas cariocas, mas, perdoe-me, Conde, aqui o caso não é apenas o de exercer uma esquisita militância de sinal trocado: é alergia mesmo! Filme nacional sempre me passa a impressão de ser mais uma das vítimas da Talidomida.

Bom, voltemos à Sra Fernanda Montenegro, o monstro sagrado do teatro, do cinema e da tevê brasileira, e aqui convido o leitor a buscar na memória se alguma vez a viu exortar as qualidades morais do filme para o público, fosse brasileiro ou americano. Nada? Pois, de minha parte, foi da boca do filósofo Olavo de Carvalho, muitos anos depois, em um de seus programas "True Outspeak", que vim a ouvir sobre a película os primeiros elogios, no tanto que tinha o filme de enaltecer sentimentos e valores humanos (pode até ser, mas prefiro cuidar da minha alergia). As minhas lembranças, sim, referem-se às constantes estocadas que a Sra Montenegro fazia ao prêmio que alegava não ser da arte, mas da "indústria globalista" do império norte-americano; àquelas limusines "enoooormes" e "constrangedoras" (sic); e ao povo americano consumista e arrogante!

A Sra Fernanda Montenegro não deixava de inocular seu veneno anti-americanista nem mesmo para os próprios americanos, como uma vez tive a oportunidade de vê-la num programa de David Letterman, a detratar a nação que a recebia com curiosidade e acolhimento, e a vilipendiar os organizadores do prêmio para o qual não fora convidada, mas que candidatou-se voluntariamente, e pelo que seu diretor Walter Salles empenhava-se duramente em jogo de corpo a corpo nos bastidores para adquirir votos para a sua produção.

Será que havia alguma estratégia neste jogo, digamos, à moda petista-bolivariana? Ela desde o início detrataria o evento, "denunciaria" sua parcialidade, achincalharia a indústria hollywoodiana e os jurados, quem sabe, consagrariam "Central Station" para mostrarem como são independentes! Pode ser, talvez não. Afinal, fosse uma mera estratégia de captação de votos, uma Fernanda Montenegro mais aliviada, serena e altiva restaria caso não tivesse logrado êxito: teria cumprido o script, e isto seria tudo.

Porém, nem mesmo após o fim do evento, frustrada tanto a premiação de melhor filme estrangeiro (venceu a produção italiana "A Vida é Bela"), quanto a de melhor atriz (aclamada Gwineth Paltrow, por sua atuação em "Shakespeare Apaixonado"), a Sra Fernanda Montenegro procurou recompor-se: em entrevistas à tevê brasileira, ela não perdia a chance de detratar a bela atriz americana, alegando o seu fingimento, por chorar perante a platéia quando soube que poria as mãos na estatueta, e muito pior do que isto, depreciando e colocando em dúvida as suas qualidades como atriz.

Talvez, para esta senhora que é um ícone das artes cênicas, Central Station estaria fadado desde o início não somente a conquistar uma ou duas estátuas, mas a fazer história, ou a descer como a epifania de Obama e buscar o que era seu por direito, perante uma turma de jurados de bundas pra cima e joelhos no chão.

Não duvido do seu talento e de sua obra, mas hoje me pergunto como esta senhora pôde se deixar rolar pela ladeira do rancor e da inveja, e ninguém à época teve por percebido e criticado tão deprimente postura. Confesso que eu mesmo, inebriado de falacioso arroubo nacionalisteiro, engrossei o coro dos ignorantes indignados. Parece-me que o passar dos anos, pelo menos aqui, fez-me algum bem.

WWF quer criar novas áreas "intocáveis" ao longo da BR-163

Alerta em rede

Nilder Costa

26/jul/09 (Alerta em Rede) – Semana passada, o WWF apresentou um estudo, elaborado por seu Laboratório de Ecologia da Paisagem, visando a definição de áreas prioritárias para a conservação de biodiversidade na área de influência da rodovia BR-163, trecho entre Cuiabá e Santarém que está, há décadas, por ser pavimentada.

O tal laboratório identificou 60 áreas prioritárias para conservação e apontou as estratégias a serem seguidas: consolidar a proteção de unidades de conservação existentes, inclusive considerando o redimensionamento das áreas, e a implementação de novas ações de conservação, tais como a criação de novas unidades e ações de manejo sustentável. [1]

A julgar por acontecimentos similares ocorridos no passado, não causará surpresa se as linhas mestras do estudo feito pelo WWF seja adotado pelo governo brasileiro. O caso exemplar para confirmar a premissa é o Mapa de Áreas Prioritárias para a Conservação e Uso Sustentável e Repartição dos Benefícios da Biodiversidade na Amazônia, elaborado em um seminário realizado em setembro de 1999, em Macapá (AP), promovido por um “consórcio” de ONGs lideradas pela Conservation International, Grupo de Trabalho Amazônico e pelo mesmo ISA. Como financiadores do evento aparecem o WWF juntamente com o Banco Mundial, a União Européia, a Rainforest Foundation da Noruega e a ICCO (Organização Intereclesiástica para a Cooperação ao Desenvolvimento), sediada na Holanda. A partir de 2004, por meio de decreto presidencial, o Mapa adquiriu força de lei.

Posteriormente, em outubro de 2006, dirigentes do Amazon Region Protected Areas (ARPA), programa nominalmente coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente, postulou uma ampla revisão do Mapa para acomodar novas exigências do aparato ambientalista. Na ocasião, os dirigentes do Arpa queriam a criação de novas unidades de conservação, abrangendo uma área de 21 milhões de hectares e que, de uma forma ou de outra, acabaram por ser implementadas. [2]

Cabe recordar que o Arpa foi criado a partir da espúria parceria entre o Banco Mundial e o WWF, em 1998, denominada Aliança para a Conservação e Uso Sustentável das Florestas (Alliance for Forest Conservation and Sustainable Use, ou apenas Forest Alliance) e aceito, goela abaixo, pelo governo FHC.

É com ações e iniciativas como essas do WWF que as grandes ONGs transnacionais, com a complacência dos órgãos governamentais brasileiros, vão modelando o mapa da áreas "intocáveis" na Amazônia e adjacências.

Notas:

[1]Áreas prioritárias para conservação na região da rodovia BR-163 são identificadas em estudo, WWF, 24/07/2009

[2]WWF quer mais 21 milhões de hectares, Alerta Científico e Ambiental, 15/10/2006

http://www.alerta.inf.br/Transporte/1540.html

Internet banda larga no Brasil é lenta e cara

Correio Braziliense

Karla Mendes

Publicação: 03/08/2009 08:08 Atualização: 03/08/2009 08:42

O consumidor está sendo prejudicado pela lentidão ou por decisões "equivocadas" da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) em destravar obstáculos que impedem a expansão da banda larga. Uma das consequências é que o Brasil tem uma das piores qualidades de internet do mundo e o preço é um dos mais caros. Na comparação entre 41 países, os serviços oferecidos no país ficaram na 38ª posição. Enquanto no Japão o pacote de um mega de velocidade é vendido por R$ 1,93, no Brasil o valor é de R$ 80, em média, podendo alcançar a espantosa cifra de R$ 716 em algumas regiões (veja gráficos ao lado). Como se não bastasse, menos da metade (48,9%) dos 5.654 municípios são atendidos por operadoras de telefonia fixa e TV por assinatura.

A mais recente atuação polêmica da Anatel ocorreu na quinta-feira passada, ao colocar sob consulta pública a proposta de reserva de 140 megahertz (mhz) da faixa de 2,5 gigahertz (ghz) para a oferta dos serviços de quarta geração (4G). Até então, a faixa era destinada às empresas de TV por assinatura que operam via Serviço de Distribuição de Multiponto Multicanal (MMDS) - transmissão do sinal por micro-ondas. Se essa proposta for aprovada, as empresas de TV não terão como competir com as concessionárias no interior do país nem por MMDS - que também permite a oferta de telefonia fixa e banda larga sem fio (Wimax) - nem via cabo, já que a agência não faz leilão de novas licenças há nove anos.

"É um atraso sem justificativa. Por que não aproveitar o MMDS, que está disponível, e o Wimax, que pode ser usado imediatamente para levar banda larga a todo o Brasil a custos baixos? Por que esperar cinco anos? Há três anos pedimos homologação dos equipamentos%u2026", reclama Alexandre Annenberg, presidente da Associação Brasileira de TV por Assinatura (ABTA). "Agora, ficou absolutamente claro que a Anatel optou por um modelo de oligopólio, em vez de partir para um modelo que privilegia a competição. Com 50 megahertz não se faz nada. Morre o MMDS. Ao passo que com 190mhz é possível oferecer 110, 120 canais de TV paga e o restante (da faixa) pode ser usado para serviços de voz e banda larga. Passaríamos a ter competidores fortes de triple play (pacotes que unem telefonia, TV e banda larga)", ressalta.

No país, devido às características de dimensão continental e baixa renda, Annenberg defende que o MMDS seria a solução ideal. "O Brasil sempre criou soluções específicas que foram sucesso. Foi possível fazer isso com o carro a álcool e com o pré-pago, que caiu como uma luva no mercado e é o grande responsável pelas 160 milhões de linhas ativas no país. O MMDS está, por circunstância, no lugar certo e na hora certa", pondera.

Competição

Luiz Henrique Barbosa da Silva, economista da Associação Brasileira das Prestadoras de Serviço de Telecomunicações Competitivas (TelComp), defende a desagregação das redes das concessionárias de telefonia fixa para que outras operadoras tenham acesso e o estabelecimento de preço não seja proibitivo. Na sua visão, a Anatel também deve mudar a regulamentação para impedir que uma única empresa ou grupo concentre várias plataformas de oferta de serviços de telefonia e banda larga.

A Oi, por exemplo, além da rede de telefonia tradicional (ADSL), obteve licença para oferecer o serviço de TV paga via satélite (DTH) e via cabo, com a compra da Way, empresa que oferecia serviços de banda larga e TV por assinatura em Minas Gerais. A Telefônica, por sua vez, arrematou a operação de MMDS da TVA e tem licença de DTH e redes de fibra ótica. "Elas têm nas mãos todas as redes possíveis e imagináveis. Quem é que consegue competir?", critica Annenberg.

A banda larga sem fio seria a melhor solução para transpor os entraves à expansão geográfica do serviço no mercado brasileiro na opinião de Eduardo Tude, presidente da Teleco, consultoria especializada em telecomunicações. "Também deveria ser adotada uma política de governo, como ocorre na telefonia fixa, de universalização do serviço, para atender os municípios onde não há competição nem oferta", ressalta.

Defesa

Para Francisco Soares, diretor de relações governamentais da Qualcomm, fornecedor mundial de tecnologia e serviços wireless (sem fio), a inclusão da banda larga no Brasil ocorrerá a partir da banda larga móvel. "A infraestrutura fixa tem limitações. E onde existe demanda, a banda larga móvel vai chegar", garante. O problema é o preço, mas o executivo acredita que, com o ganho de escala, essa questão será equacionada. A Qualcomm desenvolveu a tecnologia LTE, que será usada nos celulares 4G. "O LTE já está sendo testado e deve chegar ao Brasil no máximo em 2012", observa.

A Anatel informou que a paralisação do processo de licenças de cabo deve-se, sobretudo, à contestação da metodologia de cálculo dos preços pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e ao processo de reformulação do planejamento dos serviços de TV a cabo e MMDS. A agência informou que "solucionou as pendências com o TCU e estabeleceu nova metodologia para cálculo do preço das outorgas" e que está em fase final de tramitação o planejamento serviços de TV por assinatura.

Em relação à demora para homologar os equipamentos Wimax, a Anatel informou que decidiu suspender a decisão até que seja deliberada a versão definitiva da proposta de alteração do regulamento sobre condições de uso de radiofrequências nessa faixa. A Anatel comunicou que "não há restrições na regulamentação vigente que impeçam prestadora de um serviço de televisão por assinatura deter outorga de outros serviços de televisão por assinatura".

» Confira a tabela de preços dos serviços de banda larga referente a março deste ano

http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia182/2009/08/03/economia,i=131555/INTERNET+BANDA+LARGA+NO+BRASIL+E+LENTA+E+CARA.shtml

domingo, 2 de agosto de 2009

Réplica a um desqualificado: ignorante e imbecil, e muito mais do que isso, é você presidente

Brasil acima de tudo

02 de agosto de 2009

Por Geraldo Almendra (*)

Tudo bem que o presidente me chame de ignorante e imbecil porque faço parte do grupo que considera o programa bolsa-familia não só assistencialista, como ele afirma, mas mais do que tudo (e para o Lula é o que realmente interessa) um laço de gratidão e dependência que ata o recebedor ao doador da bolsa, de tal maneira que numa eleição, o voto de cabresto é garantido (Mara Montezuma Assaf)

É de estarrecer a apatia dessa sociedade de patifes esclarecidos em que vivemos.

Vamos enfatizar que o fato de pertencer, para muitos, não significa aceitar o nivelamento às atitudes de um ser tão desprezível nascido no submundo do comuno sindicalismo que, com a cumplicidade de patifes esclarecidos, ajudou a transformar o projeto de abertura democrática em uma absurda fraude com o claro propósito de destruir as Forças Armadas para colocar em seu lugar os comandados do “exército do povo”, no cerne de um criminoso projeto de poder pelo poder.

Para todos que lerem essa mensagem, como cidadão desse país, feito de palhaço do Circo do Retirante Pinóquio, com um poder público transformado em um covil de bandidos e uma estrutura social moralmente apodrecida nas suas entranhas, grito para esse presidente desqualificado que ignorante e imbecil é ele, e também muito mais do que isso.

Ser ignorante e imbecil pode ser somente uma questão de vazios de formação educacional, mas o seu caso, Retirante Pinóquio, é muito pior do que isso.

Sua desqualificação, além de ser um espelho da pior ignorância e da pior imbecilidade gestada no submundo dos esquerdistas de mentes atrofiadas e moralmente apodrecidas, o transformou em um “digno líder” da canalha do neocomunismo que está se impondo no controle do poder público praticando a mais corrupta, corporativista e prevaricadora administração pública de nossa história.

Como um cidadão que paga seus impostos e trabalha mais de 12 horas por dia para se manter – sem usar cartões corporativos e outras falcatruas que escandalizam o país dos patifes esclarecidos –, digo, enfaticamente: - presidente, você não vale nada!

O que você faz, na verdade, seu ignóbil, é usar e abusar da ignorância das massas para construir seu projeto de poder pelo poder através dos instrumentos do assistencialismo, do descarado suborno dos esclarecidos, da corrupção, do corporativismo, e da prevaricação. Tudo sendo executado pelos seus comparsas enquanto o chefe – você – sempre diz que não sabe de nada, que nada viu e que nada escutou.

Sua invalidez virtual hipócrita, leviana e cínica, somente desaparece nos palanques da canalhice explícita, quando planta as sementes da destruição da família, da criminalização das relações públicas e privadas, da destruição moral da sociedade, da desagregação social, e de todos os tipos de preconceitos, na sua criminosa trajetória de transformar a sociedade brasileira em classes diferenciadas e antagônicas pelo seu populismo criminoso.

Sua frase, transmitida pela mídia, por si só, justificaria um pedido de impugnação da continuidade de sua presença no comando do país, se a sociedade dos patifes esclarecidos não fosse tão corrupta, tão canalha e tão covarde e tivéssemos uma Justiça e um Poder Legislativo que fossem dignos de suas funções.

O que você está fazendo, seu desqualificado traidor de nossa pátria, é sempre procurando jogar a massa imbecilizada e ignorante – fruto da falência cultural e educacional imposta pelos patifes esclarecidos durante a canalhice da “abertura democrática” – contra todos que tentarem impedir a continuidade da existência desse covil de bandidos chamado de poder público sob seu comando.

Na essência de suas atitudes, seu desqualificado, você está descaradamente investindo no caos social e no apodrecimento moral das relações públicas e privadas com o claro propósito de subornar, cada vez mais, os menos favorecidos e os patifes esclarecidos cúmplices de sua trajetória política estelionatária e lesa-pátria, para defender seu calhorda projeto de poder.

Presidente: chamá-lo de apenas ignorante e imbecil apenas, é ofender as vítimas das canalhices praticadas pelos patifes esclarecidos durante os desgovernos civis que antecederam seu grotesco estelionato eleitoral.

Presidente: pense nos piores adjetivos que podem desqualificar profundamente um ser humano desprezível como você: são esses adjetivos que surgem em minha mente quando por distração olho sua foto em algum instrumento da mídia ou avalio as sacanagens que você está fazendo com o meu país.

Sabe presidente desqualificado, não tenho medo de sua polícia política nem de ser assassinado pelos seus capangas do petismo. Minha trajetória de vida é limpa e meus filhos se destacam como cidadãos honrados e corretos – que nunca precisarão dar golpes para viver bem nos limites da moral cristã – muito diferentes daqueles que seu modelo de sociedade está incentivando a criar.

Vá se catar presidente desqualificado! Se olhe no espelho de sua fraude como ser humano e político, antes de insultar qualquer pessoa.


(*) Geraldo Almendra, Economista e Professor de Matemática, Petrópolis

http://brasilacimadetudo.lpchat.com/index.php?option=com_content&task=view&id=7203&Itemid=1

AMORIM, UM MINISTRO “desse tamanhinho”

Reinaldo Azevedo

domingo, 2 de agosto de 2009 | 5:57

Celso Amorim, o gigante que conduz a política externa brasileira, conversou com Eliane Cantanhêde. O bate-papo está publicado na Folha deste domingo. Falou o que lhe deu na veneta, como acontece em casos assim. Escrevi aqui anteontem que só uma coisa é pior do que Amorim: Amorim no dia seguinte. Ele está convicto, tudo indica, de que fala para trouxas, uma vez que ignora solenemente os fatos. Dois temas merecem ser especialmente comentados. Vamos lá:

FOLHA - Por que tanta preocupação com o uso de bases militares da Colômbia pelos EUA, se já há o Plano Colômbia?
AMORIM -
É um fato novo. Se fosse a mesma coisa que já tinham, não precisavam fazer um novo acordo, não é? A impressão é que as bases servem para operação de aviões com raio de ação muito grande. Tudo isso feito assim, sem que tenha havido um processo, sem nos consultar. A Colômbia é um país soberano e tem o direito de fazer o que quiser no território dela, mas é uma presença militar importante na nossa vizinhança. Você pode dizer que já tinha em Manta [no Equador]. Ok, mas, se mudou, então há uma coisa nova, e nós queremos conhecer melhor.
FOLHA - O presidente Hugo Chávez tem razão ao reclamar?
AMORIM
- Compreendo as preocupações da Venezuela. Diz-se que o alvo principal é o narcotráfico e ao mesmo tempo há relatórios do Congresso americano dizendo que a Venezuela estaria sendo conivente, ou leniente, com o narcotráfico. Daí, põem-se num país que é vizinho da Venezuela bases americanas -ou bases colombianas para uso americano, não importa. Gente! É a história do Millôr Fernandes: “O fato de eu ser paranoico não significa que não esteja sendo perseguido”.

Comento
Nas duas respostas, Amorim alimenta a fantasia estúpida de que os EUA precisariam usar as bases colombianas se quisessem intervir em qualquer país da América Latina. Não precisam. Ainda que a Colômbia faça fronteira com a Venezuela. Na própria Folha, o sempre excelente Ricardo Bonalume lembra o óbvio:
Ter bases próximas de onde se queira atacar é útil, mas não essencial. Se quisessem bombardear Caracas e Chávez, não seria preciso [os EUA terem] uma base na Colômbia. Basta lembrar que os EUA usaram porta-aviões para atacar o Afeganistão em 2001. Um porta-aviões nuclear USS Nimitz tem 100 mil toneladas de deslocamento. Carrega 85 aeronaves e quase 6.000 tripulantes. Basta um para varrer a Força Aérea Venezuelana do mapa. A Marinha dos EUA tem dez destes navios e um mais velho, o USS Enterprise.”
Na mosca! Bonalume lembra também que a localização das bases indica preocupação com o narcotráfico.

Mas o que é formidável na resposta do ministro é a maneira como nega, nas entrelinhas, o que o resto do mundo sabe: a Venezuela é hoje um país que integra a cadeia do narcotráfico. Já chego lá. Vamos a Amorim em seu pior momento:

FOLHA - Por outro lado, o Brasil não se preocupa também com a queixa da Suécia de que armas vendidas à Venezuela foram parar com as Farc?
AMORIM -
Não sei quando ocorreu, nem se ocorreu, e, se ocorreu, se foi antes ou depois do Chávez. E se foram roubadas? De qualquer maneira, vamos e venhamos, é só um episódio. Muitas armas chegam lá, nas Farc, como chegam nas favelas do Rio. Esse episódio é uma coisa desse tamanhinho comparado com as bases militares.

Comento
Amorim faz pouco dos leitores com grotesca sem-cerimônia. Não só isso: está pondo sob suspeição a palavra oficial do governo colombiano. Não sabe se ocorreu? As armas estão em poder do Exército da Colômbia. Nelas, há números de série. A empresa sueca que as vendeu e o governo da Suécia confirmam que pertencem à Venezuela. A hipótese do roubo é ridícula. Quer dizer que lança-foguetes seriam roubados, assim, como quem rouba uma garrucha?

Já demonstrei aqui que o episódio, gravíssimo, nada tem a ver com tráfico de armas ou compra de armamento no mercado negro. Aquelas que chegam às favelas do Rio não são de propriedade de um país estrangeiro. As situações são absolutamente distintas. Mas isso ainda é pouco? Aos fatos!

Amorim esconde, e nada lhe foi perguntado a respeito, que, nos e-mails encontrados no laptop de Raúl Reyes, um líder guerrilheiro relata encontros com dois generais venezuelanos, da cozinha de Chávez. A revista SEMANA publicou seu conteúdo, a saber:
“Como estava previsto, em 3 de janeiro, eu me reuni com os generais (Cliver) Alcalá e (Hugo) Carvajal, com quem Já havia me reunido em três ocasiões na companhia de Ricardo (Rodrigo Granda). Falamos do Plano Patriota, troca de prisioneiros, a “parapolítica” e de três aspectos do plano estratégico: finanças, armas e política de fronteiras. Eles vão nos fazer chegar (na próxima semana) 20 bazucas (não me lembro o calibre) de grande potência segundo eles, das quais 10 seriam para Timo (Timochenko) e 10 para cá. Alcalá sugeriu que fosse uma quantidade maior”.

Em outra mensagem, lê-se:
“O aparato que recebemos com Timo são foguetes antitanques de 85 mm, dois tubos e 21 cargas. O amigo disse que eles têm mais 1.000 cargas e que, em breve, nos fará chegar outras mais, assim como alguns tubos.”

O terrorista se refere justamente aos lança-foguetes encontrados pelo Exército colombiano. E quanto aos generais? A SEMANA deu a ficha dos valentes numa reportagem que traduzi aqui na segunda passada. Vamos ver:

Os dois militares venezuelanos que são mencionados por Márquez em seu correio fazem parte do círculo de maior confiança do presidente venezuelano e podem ser apontados como colaboradores das Farc. O general Alcalá é o comandante da 41ª Brigada Blindada e Guarnição Militar de Valencia. Mas o mais polêmico, sem dúvida alguma, e o general Hugo Carvajal, chefe da Direção Geral de Inteligência Militar da Venezuela (Dgim). Em fevereiro de 2008, SEMANA publicou uma extensa investigação que evidenciou a estreita colaboração de Carvajal com as Farc, assim como a proteção efetiva que esse oficial dava a grupos de narcotraficantes. Carvajal estaria também envolvido na tortura e assassinato de membros do Exército colombiano em território venezuelano.
(…)
No ano passado, o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos incluiu na lista especial de traficantes de drogas, popularmente chamada de “Lista Clinton”, Carvajal, três altos funcionários do governo venezuelano, o ex-ministro do Interior e Justiça Ramón Rodríguez Chacín e Heny de Jesús Rangel Silva, diretor dos Serviços de Prevenção e Inteligência (Disip).

Em suma
O
acordo militar entre EUA e Colômbia não tem gravidade nenhuma — talvez seja incômodo para Chávez e para alguns estranhos generais seus, mas não por causa do risco à soberania. Já as provas de que o governo do tiranete cedeu armamento pesado aos narcoterroristas são escandalosamente claras. Amorim acha isso “uma coisa desse tamanhinho”. Posso imaginá-lo a dimensionar um problema, para ele irrelevante, com o auxílio do indicador e do polegar, fazendo caber no espaço exíguo entre eles nada menos do que a cessão de armas a um grupo que seqüestra, mata, trafica drogas e mantém um campo de concentração na selva.

Ah, sim: Amorim também justificou o fato de o acordo Lulu (Lula-Lugo) ter rasgado o contrato de Itaipu — contra os interesses do Brasil, naturalmente.
FOLHA - Quem paga a conta da triplicação do que o Brasil paga pela cessão de energia e da doação de uma linha de transmissão de US$ 450 milhões para eles consumirem lá uma energia que hoje a gente consome cá?
AMORIM -
Pelo amor de Deus! Eles são donos de metade da usina, de metade da água. Eu não posso querer ficar com toda a energia. O que o presidente Lula decidiu é que não será o consumidor.
FOLHA - Mas só existem três formas: ou o contribuinte, ou o consumidor, ou a entidade consumidor-contribuinte.
AMORIM -
Concordo, mas sabe quanto a cessão representa do orçamento total de Itaipu? Menos de 10%. A relação com o Paraguai é muito mais complexa do que isso.

Esqueceu de dizer que o Paraguai não pôs um centavo em Itaipu. Ademais, a questão não é apenas episódica. Mais uma vez, o governo Lula usou os cofres públicos para sustentar uma posição no Continente que, à diferença do que se diz, é mais ideológica do que pragmática.

Isso à parte, o ministro tentou explicar por que o seu estrondoso fracasso na Rodada Doha foi, na verdade, um grande sucesso… E resolveu expor as diferenças entre os governos de Lula e de Obama, exercitando sempre um certo antiamericanismo cafona. Há dias, disse aqui que essa gente não sabe fazer política se não tiver o Grande Satã.

Eis Amorim. Um ministro desse tamanhinho!

http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/amorim-um-ministro-desse-tamanhinho/

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