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quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Cuidam de nós ou falta-lhes o que fazer?

Mídia Sem Máscara

Klauber Cristofen Pires, a partir de exemplos do Pará, comenta sobre a produção absurda de leis invasivas e inúteis das nossas câmaras municipais e assembléias legislativas estaduais.

Corruptissima in republica plurimae legis[i]

Tácito, (55 - 120 d.C.)

Peço ao leitor para que leia os dois textos de lei que seguem abaixo:

LEI Nº 7.297, DE 28 DE JULHO DE 2009

Dispõe sobre a disponibilização de fio ou fita dental em restaurantes e similares e dá outras providências.

A ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO PARÁ estatui e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º Os restaurantes e similares onde haja consumo de alimentos DEVERÃO disponibilizar fio ou fita dental, em quantidade suficiente para uso de sua clientela.

Art. 2º O fio ou fita dental disponível para uso da clientela deverá estar legalizado junto aos órgãos competentes.

Art. 3º O fio ou fita dental disponibilizado deverá estar em embalagem apropriada, que o proteja de contaminação, e em condições de uso quanto à higiene, especificações técnicas e prazo de validade.

Art. 4º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

PALÁCIO DO GOVERNO, 28 de julho de 2009.

ANA JÚLIA DE VASCONCELOS CAREPA

Governadora do Estado

****

Lei Ordinária N.º 7995, DE 24 DE JANEIRO DE 2000.

Obriga a disponibilidade de toalhas de papel nos banheiros destinados ao público em geral e dá outras providências.

A CÂMARA MUNICIPAL DE BELÉM estatui e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º. Fica obrigado, nos banheiros destinados ao público em geral, a disponibilidade de toalhas de papel, independentemente da existência ou não de máquina de secar a vapor.

Art. 2º. A inobservância ao que dispõe o artigo anterior implicará ao infrator em multa de mil Unidades Fiscais de Referência - UFIR.

Parágrafo único. Em caso de reincidência, a multa será de duas mil UFIR.

Art. 3º. O Poder Executivo Municipal regulamentará a presente Lei sessenta dias após a sua publicação.

Art. 4º. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Art. 5º. Revogam-se as disposições em contrário.

Belém(PA), 24 de Janeiro de 2000.

EDMILSON BRITO RODRIGUES
Prefeito Municipal de Belém

****

Reproduzi-as para que não haja dúvida quanto ao conteúdo e pior, quanto ao sofrível uso do vernáculo. Sinal dos tempos? Certamente. Bom, mas para que não reste dúvida: refiro-me, no caso da lei estadual, à forma não erudita da palavra "disponibilizar", anglicismo idiota que, além de ter sido usado de forma abundante no texto, é mais apropriada para "lan-houses" do que para o Diário Oficial do Estado, e quanto ao uso duvidoso da crase. No caso da redação municipal, o artigo 1º exigiria "obrigada", para concordar com "a disponibilidade", e no artigo 2º, o verbo "implicar" é verbo transitivo direto para a palavra multa, isto é, que pode dispensar aquele desprezível "em".

Não é do meu feitio examinar a correção gramatical ou ortográfica dos textos que analiso - não sou professor de português. Todavia, assim procedi para que fique demonstrada certa correlação entre a visível pobreza no uso da língua e a miséria do seu conteúdo.

O que resta para este pobre articulista escrever que qualquer pessoa de bom senso já não tenha percebido de per se? O uso de todo um tamanho da máquina estatal a perder-se com toalhas de papel e fios dentais... Imagine o leitor as discussões em plenário havidas, respectivamente, na Assembléia Legislativa e na Câmara Municipal. Será que também foram contemplados os parlamentares com benefícios pagos por ocasião de recesso em suas casas?

A Constituição cunhada de "cidadã" - uma cidadã pra lá de esquizofrênica, frise-se - no art 25, § 1º estatui: São reservadas aos Estados as competências que não lhes sejam vedadas por esta Constituição. Apenas mais um sintoma de dissociação com a realidade nesta carta cheia de vetores que se auto-anulam reciprocamente, eis que esta cláusula, sendo meramente histórica, pretendia emular a Constituição ianque, que estipula em seu art. X: Os poderes não delegados aos Estados Unidos pela Constituição, nem por ela negados aos Estados, são reservados aos Estados ou ao povo. Ocorre que esta competência legislativa aos estados norte-americanos é plena, dado que a União reserva para si própria somente algumas atribuições, sendo a maior parte dirigida justamente a harmonizar as relações entre os entes federados. A nossa, entretanto, lista - mais que exaustivamente - à União toda sorte possível de competências legislativas, de modo que, aos estados e aos municípios, não resta lá muito o que legislar, salvo nomes de ruas e praças e... leis de proibição de fumar ou tal como as que acima informamos.

Ciente desta realidade, certa vez busquei contato, sem sucesso, com o Dr. Joaquim Passarinho, buscando com isto apoio tendente a, pelo menos, amenizar a questão da absoluta falta de autonomia estadual, no que pese nossa República denominar a si própria de "federativa". Soubesse eu que ele rechaçou a minha visita porque estava ocupado com a elaboração da acima indigitada Lei 7.297, da qual é autor[ii], eu não o teria perturbado para tratar de assunto tão, como diria, comezinho...?

Agora, voltando ao tema, e sem discutir eventual inconstitucionalidade em ambas as leis, entro no tema da invasão do espaço privado e da fertilidade legiferante que reina em nossas terras. Como sabiamente já observava Tácito, que nos brinda com a sua citação no alto deste artigo, venho perguntar primeiramente ao leitor se não é o caso dos respectivos agentes públicos que terão a atribuição de fiscalizar o cumprimento destas normas, se eles vão adentrar cada moquiço onde se sirva um peixe frito para aplicar as devidas penalidades ou se circunscreverão aos shopping centers e aos bons restaurantes da metrópole paraense.

Caso a lei não seja aplicável, na prática, para todos, ou teremos a prevaricação, ou a corrupção, que poderá ser realizada com cunho financeiro ou ideológico. Tertium non Datur. Ademais, a fiscalização parcial tornará o produto (dos restaurantes) mais caro onde houver (despreze-se que estas obrigações sejam de pouca monta - haverá mais e mais), gerando com isto uma artificial competitividade para os concorrentes inidôneos, como é sempre o que acontece.

Não se enganem os que buscam soluções para a superlotação de processos no Poder Judiciário. A causa está justamente aí.


Notas:

[i] (As leis abundam nos estados mais corruptos)

[ii] Segundo nota divulgada pelo blog Espaço Aberto: http://blogdoespacoaberto.blogspot.com/2009/07/um-mimo-em-forma-de-fio-dental.html

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Lula, Chávez e Correa confirmam seus nexos com as FARC

As 48 Leis do Poder

Mídia Sem Máscara

A atitude matreira de Lula pretende fazê-lo aparecer como o falso moderador, pois ele também sabe que a longo prazo, quando já não seja mais presidente do Brasil, os computadores de Reyes podem sentá-lo no banco dos réus na Corte Penal Internacional.

Desde Quito Rafael Correa fez a palhaçada de pedir a Jojoy que confirmasse se as FARC deram dinheiro para sua campanha presidencial. Como era óbvio se esperar, desde a Venezuela Ivan Márquez lhe respondeu que não.

Por sua parte, com o consuetudinário cinismo marxista-leninista Hugo Chávez negou que os lança-foguetes de fabricação sueca tivessem sido entregues às FARC pelo governo venezuelano, e desatou outra tormenta midiática carregada de insultos e descomedimentos contra a Colômbia, com a desculpa de que a presença militar dos Estados Unidos na Colômbia é um perigo para a sua "democracia". Entretanto, com o mesmo cinismo Lula da Silva, o outro conspirador e um dos dois cérebros da estratégia comunista do século XXI no continente (o outro é Fidel Castro), acorreu com o ardil de oferecer seus serviços como mediador entre Caracas e Bogotá mas, ao mesmo tempo, teve o descaramento de pedir explicações ao governo colombiano ante a UNASUL e a OEA.

Nesse sentido Lula atua igual a Fidel Castro, quando o ditador cubano ordenou a Chávez que se descabelasse pela captura de Granda e depois mediou entre Uribe e Chávez para remover todos os obstáculos para alcançar um determinado fim na disputa.

Como era de se supor, o governo colombiano respondeu com firmeza, desistiu de assistir à improdutiva e "mamertizada" [1] cúpula da UNASUL e com atitude galharda deixou claro ante o mundo inteiro que, nem no fraudulento acordo humanitário apadrinhado por Piedad Córdoba, nem na manipulação da UNASUL, a Colômbia pode ceder ante a chantagem e as fanfarronices dos peões de Fidel Castro na América Latina.

O conto chinês elaborado por Correa, de que Raúl Reyes o rotulou de traiçoeiro, não é mais que outra das astúcias do pitoresco mandatário equatoriano com a intenção de desviar o curso de suas responsabilidades penal, política e histórica por ter nexos com terroristas.

O histerismo de Chávez pela presença militar dos Estados Unidos na região, não só pretende liberar a atual pressão das Forças Militares contra Mono Jojoy, como tenta buscar a forma de desqualificar o conteúdo dos computadores de Reyes para ter futuros argumentos de defesa ante as instâncias internacionais, quando for chamado para responder por elevar o terrorismo.

E a atitude matreira de Lula pretende fazê-lo aparecer como o falso moderador, pois ele também sabe que a longo prazo, quando já não seja mais presidente do Brasil, os computadores de Reyes podem sentá-lo no banco dos réus na Corte Penal Internacional.

Se o conteúdo do diário de Reyes não tivesse sido manipulado por Correa e seus assessores, e se fosse certo que o atual governante equatoriano não é cúmplice das FARC, o governo do Equador o teria tornado público desde março de 2008, quando o governo colombiano destampou a caixa de Pandora com os primeiros achados dos computadores.

A olhada matreira e agressiva de Correa contra Uribe em Santo Domingo, reflete o ódio comunista de classe próprio de um delinqüente de colarinho branco acumpliciado com terroristas que ensangüentam o povo colombiano, contra o audaz presidente que, sabedor da funesta cumplicidade de Correa com o terrorista Raúl Reyes a quem protegia dentro de seu território, tomou a valente e histórica decisão de golpear a cúpula das FARC na sede pré-fixada pelos diretores de Aliança País.

Por essa razão Chávez blasfemou, ficou furioso, babou, injuriou o povo colombiano e desatou uma onda de ofensas contra Uribe, pois temia que ocorresse o mesmo com Iván Márquez, Timochenco e Tirofijo, cujas guardas pessoais têm acampamentos em diferentes pontos da geografia venezuelana.

Um ano e meio depois da certeira morte de Reyes, os três conspiradores contra a Colômbia continuam com a mesma atitude astuciosa.

Lula faz de conta que não sabe de nada e que só quer a paz para a Colômbia, sem deixar de promover de forma velada a campanha presidencial da representante dos auto-denominados Colombianos pela Paz e a calculada legitimação das FARC, inclusive a abertura de embaixadas para os terroristas em Havana, Quito, Manágua, La Paz, Caracas, Buenos Aires, Santiago, Montevidéu, Assunção, Brasília e São Salvador.

Correa mantém sua atitude grotesca disfarçada em dignidade de vitrine, condoído pela morte de Reyes em sua suposta segura guarida, e pelo qual evidencia, ao mesmo tempo, que seu odiado "inimigo de classe" Álvaro Uribe não só o supera em qualidades pessoais e profissionais, senão que 90% do povo colombiano quer reelegê-lo.

E Chávez executa a cartilha que Fidel Castro e Lula lhe ordenam. Vocifera impropérios e depois se retrata. Ofende, e depois se declara agredido. Mente, e tem o descaramento de dizer que o mentiroso é Uribe. Tinha que ser comunista...

As realidades anteriores demonstram com clareza meridiana que a preocupação de Lula, Chávez e Correa acerca da presença de militares norte-americanos, é simplesmente a comprovação de que do mesmo modo os mandatários do Equador, Venezuela e Brasil são cúmplices das FARC e pressentem que, com a presença de militares norte-americanos na Colômbia apoiados por tecnologia de ponta, com suma facilidade as Forças Militares colombianas poderão golpear os acampamentos das FARC dentro e fora das fronteiras nacionais, impedirão o crescimento das estruturas comunistas filiadas na Colômbia ao projeto estratégico do Foro de São Paulo e descobrirão mais provas que comprometam estes governos pró-terroristas com as FARC.

Todas estas realidades implicam dizer que a Colômbia tem a obrigação moral e política de dar continuidade à estratégia de segurança democrática com a alta possibilidade de reeleger Álvaro Uribe, atualmente o único dirigente capaz de opor-se às argúcias e trapaças dos comunistas do hemisfério, e o caráter suficiente para atuar com coragem contra os inimigos da Colômbia.

* Analista de assuntos estratégicos - www.luisvillamarin.co.nr

[1] Esta expressão vem do termo "mamerto", criado na Colômbia para designar aqueles comunistas que pregam o fim do capitalismo, que ser rico é ruim mas, ao mesmo tempo, não abrem mão de roupas de grife, carros importados, relógios Rolex (inclusive Raúl Reyes quando foi abatido tinha um no braço), restaurantes caros, vinhos importados etc. Puro folclore, sem nenhuma consistência ideológica àquilo que pregam. Seria o nosso equivalente "esquerda caviar ". (N.T.)

Tradução: Graça Salgueiro

O novo Enem: agitação e propaganda O novo Enem: agitação e propaganda

As 48 Leis do Poder

Mídia Sem Máscara

Muito tem se falado sobre a educação como panacéia para as mazelas do Brasil, mas a educação só terá eficácia se não estiver engajada na causa revolucionária. Do contrário, ela só servirá para produzir e reproduzir "cidadãos críticos", cuja crítica se limita ao deslumbramento diante das palavras de ordem proferidas pelo Estado e seus arautos.

Depois de muito barulho sobre as modificações que pretendia fazer no Exame Nacional do Ensino Médio, com o objetivo de "democratizar as oportunidades de acesso às vagas federais de ensino superior", o Ministério da Educação divulgou ontem (30/07) um modelo das questões do novo exame. A divulgação dá mais um exemplo do modus operandi do governo Lulo-petista e, se fosse o caso de dar um título ao episódio, não seria necessário pensar demais. Basta recorrer ao "Muito barulho por nada", do velho e bom bardo de Stratford-Upon-Avon. O que há de novo nas questões do exame? Absolutamente nada - afirmação que se comprova com uma simples comparação entre as questões ora apresentadas e as questões dos anos anteriores. Para a produção disso - isto é, para a produção de coisa nenhuma -, diz o MEC que se aliaram "a capacidade técnica do Inep, no que diz respeito à tecnologia educacional para o desenvolvimento de exames" e "a excelência acadêmico-científica das Instituições Federais de Ensino Superior (Ifes)". Trata-se de uma mentira tão grandiosa quanto a retórica com que ela é vazada. Senão, vejamos.

Vou me limitar a análise do enunciado da primeira questão da prova da área de "Linguagens, Códigos e suas Tecnologias", que nada mais é do que a velha disciplina de comunicação e expressão. Vê-se nessa questão um dos problemas mais graves do estudo de ciências humanas no Brasil: o predomínio de um jargão supostamente científico que, nas questões do Enem, serve somente para confundir o estudante e afastar sua atenção daquilo que realmente deveria observar. Por outro lado, na vida acadêmica de um modo geral, essa linguagem rebuscada não passa de uma forma de disfarçar o caráter ideológico e a vacuidade epistemológica que a fundamenta. Mas vamos por partes.

Primeiro, o enunciado. A prova se abre com a transcrição - ex-abrupto - de um trecho da carta de uma leitora da revista Veja. A seguir, postula-se:

"Em uma sociedade letrada como a nossa, são construídos textos diversos para dar conta das necessidades cotidianas de comunicação. Assim, para utilizar-se de algum gênero textual, é preciso que conheçamos os seus elementos. A carta de leitor é um gênero textual que".

Vêm depois as cinco alternativas das quais uma deve apresentar as características do que o texto diz ser um exemplar do gênero "carta de leitor".

De imediato, me parece incorreto o uso do vocábulo "letrada" - cujo significado precípuo é "culta", "erudita" - para designar nossa sociedade. De fato, ela só poderia ser considerada assim se Paulo Coelho for tido por um literato modelo e a estética de "O Alquimista" suplantar a de "Os Lusíadas". Contudo, logo descubro que, especificamente em pedagogia, "letrado" significa "que ou aquele que é capaz de usar diferentes tipos de material escrito".

Não acredito que os estudantes do ensino médio tenham domínio do vocabulário da Pedagogia, mas passo ao próximo ponto, ainda na mesma frase desse enunciado, que, embora tão pomposa, quer dizer exclusivamente o seguinte: "Em nossa sociedade, as pessoas também se comunicam por escrito". Mas não é obra do acaso que isso não esteja dito em termos claros como os meus. Também não se trata de mau gosto e de incompetência estilística do redator da questão.

A expressão "em uma sociedade letrada como a nossa" carrega sub-repticiamente um julgamento de valor: deixa claro que existem outros modelos de sociedade e que a nossa é somente um deles. Relativiza-se com isso a posição de nossa sociedade "letrada" no conjunto (latente) das ordens sociais humanas (ela é uma entre as demais), o que lhe retira a superioridade, igualando-a às culturas ágrafas. Portanto, em vez de cumprir seu papel de mera locução adverbial, a frase advoga a perspectiva relativista do multiculturalismo contemporâneo. Estou exagerando?

Não acho, pois se trai na mesma frase outro elemento que, apesar de metafórico, não constitui um mero ornamento de estilo. Ao preterir o denotativo verbo "escrever" e empregar em seu lugar o "construir textos", o autor do enunciado reitera o engajamento de seu discurso, dessa vez com um suposto saber científico para o qual a metáfora da construção, aplicada ao redigir, tem um caráter analítico. Ou seja, com a expressão "construir textos" acredita-se estar elucidando, senão desmistificando, o ato de escrever. É nisso - numa construção - que o ato de escrever consiste.

Decorrem daí, provavelmente, pretensas semelhanças entre o trabalho intelectual e o braçal, que, no fundo, têm a mesma natureza: são trabalho, um elemento material da vida, ao que se opõe outro elemento (das kapital...), porém não é preciso ir tão longe. É evidente que a metáfora da construção não elucida em absolutamente nada o ato de escrever e que o fato de eu empregá-la não vai me fazer melhor redator por eventualmente ter tomado consciência do processo que se desempenha quando escrevo. Isso é somente a ficção pseudocientífica que subjaz à ambição do enunciador. Vamos encontrar novos indícios dela adiante, na segunda frase ("Assim, para utilizar-se de algum gênero textual..."), que é, por isso mesmo, ainda mais discutível.

Para começar, o "assim" - que parece utilizado no sentido de "consequentemente" - é por completo dispensável, pois não há relação de consequencia entre esta frase e a anterior ("Em nossa sociedade letrada..."). Segundo, a afirmação é falsa, pois qualquer pessoa pode se utilizar da linguagem (falada ou escrita) independentemente de conhecer linguística e gramática, ou mesmo quaisquer categorias ou preceitos dessas disciplinas. Não é necessário conhecer os conceitos de sujeito, predicado, adjunto adnominal, etc. para se falar ou escrever qualquer bobagem, pois não?

Mas o breve enunciado da questão se encerra com a asserção "A carta de leitor é um gênero textual que", a ser completada por uma das afirmativas abaixo dela. Trata-se de uma asserção mal formulada, de uma asserção sem nenhum asserto, nem acerto, pois o que pode ser chamado de gênero textual é a carta de um modo geral, e não a carta de leitor. A carta, em termos amplos, constitui um espécime do chamado gênero epistolar. Carta de leitor não chega a ser gênero, mas, com muita boa vontade, uma variedade ou subgênero do gênero epistolar.

Parece desnecessário seguir adiante e averiguar as verdadeiras pérolas do escolasticismo semiótico que perfazem as possibilidades de resposta a uma questão tão mal formulada. O que se falou aqui é suficiente para concluir que, com os estudantes gastando seu tempo na escola a digerir conteúdos de tão "elevada profundidade", não é de espantar que eles já não sejam profícuos na velha e boa arte de escrever cartas. Mais: que raio de "capacidade técnica" e "excelência acadêmico-científica" é essa, que se traduz numa questão repleta de ideologia e imbecil sob o ponto de vista do conhecimento?

Muito tem se falado sobre a educação como panacéia para as mazelas do Brasil, mas a educação só terá eficácia se não estiver engajada na causa revolucionária. Do contrário, ela só servirá para produzir e reproduzir "cidadãos críticos", cuja crítica se limita ao deslumbramento diante das palavras de ordem proferidas pelo Estado e seus arautos. Creio que a melhor maneira de dar combate a esse tipo de educação é revelar a imbecilidade que lhe é intrínseca e que se esconde atrás de uma linguagem obscura, pretensiosa e pseudocientífica.


http://observatoriodepiratininga.blogspot.com

Ainda Sarney e o Estadão

As 48 Leis do Poder

Mídia Sem Máscara

Sarney não é vítima porque cometeu falcatruas, o que seria um mero caso judicial. Ele está sendo removido para que o PT torne-se o único senhor do poder Federal, fato de notável gravidade. Não perceber a extensão do que se passa é perigoso farisaísmo, é cegueira política. Os leitores que atentaram para meu texto sobre a entrevista de FHC estão informados do que tem se passado.

Alguns leitores receberam mal a minha análise da perseguição que o jornal Estadão tem feito, de forma sistemática, contra o senador José Ribamar Sarney. É preciso esclarecer alguns pontos, o que pretendo fazer aqui.

1- Sempre disse e sublinhei que Sarney é um dos maiores pilantras da política nacional, responsável pelo maior descontrole inflacionário de nossa história, nepotista, arrivista e tudo que pode ser derivado dessa constatação. O maior crime de Sarney foi ter avalizado a chegada de Lula ao poder e ter se tornado elemento importante de sua sustentação política, ao troco bem sabemos do que.

2- Disse também que boa parte dos fatos que foram relatados pelo Estadão já era de conhecimento público. A novidade é a produção em série das notícias, em doses homeopáticas diárias, com o nítido objetivo de destruir a figura pública do senador, tirá-lo da presidência do Senado e, eventualmente, do cargo de senador. O PT usou e abusou do Sarney e agora precisa se desfazer dele, pois o senador tornou-se um obstáculo na caminhada do PT em rumo da sucessão presidencial.

3- Sublinhei que as práticas políticas do Sarney não são nem piores e nem melhores da dos seus pares. É a velha prática da elite patrimonialista do Brasil, que nos tem governado desde a fundação. Se bem ela não faz, sabemos qual é o limite do seu mal: só querem "se arrumar", empregar a parentela e enriquecer à custa do Erário, mas tem compromisso com a ordem que sempre esteve aí, do livre mercado. O ponto é que o objetivo do PT é bem outro, que roubar o partido o tem feito desde que ganhou a primeira prefeitura: quer o poder total, se possível absoluto, quer uma outra ordem, o fim da propriedade privada, um outro mundo possível. Quer inserir o Brasil no governo globalizado, a agenda suprema da esquerda. Em suma, quer destruir o mundo como sempre foi e pôr outro mundo possível no lugar. Quer, à moda do Chávez, instalar uma república nos moldes bolivarianos, ou seja, uma ditadura leninista. Reconstruir na América Latina o terreno perdido no Leste europeu...

4- Então, é preciso ver os fatos como eles são. Sarney não é vítima porque cometeu falcatruas, o que seria um mero caso judicial. Ele está sendo removido para que o PT torne-se o único senhor do poder Federal, fato de notável gravidade. Não perceber a extensão do que se passa é perigoso farisaísmo, é cegueira política. Os leitores que atentaram para meu texto sobre a entrevista de FHC estão informados do que tem se passado.

Por fim, é preciso, de uma vez por todas, acabar com a ilusão infantil de que a população tem algum palpite a dar no destino dos recursos públicos, como de o dinheiro dos "nossos" impostos fosse "nosso". Quanta estupidez! O dinheiro que o Estado nos toma é dele mesmo, que dele faz o que bem quer. Pagar impostos é sinônimo de submissão ao poder de Estado, não é atestado de cidadania, como alguns cretinos pensam. Não é assim que a coisa funciona.

A gritaria em torno da roubalheira do dinheiro público nasce dessa ilusão de ótica. Ora, o Estado sabe muito bem proteger o seu próprio patrimônio, tem suas inúmeras polícias, todo sistema de Justiça e o poder avassalador da burocracia estatal para ameaçar os que metem a mão, sem autorização, na sua grana. A começar pela Receita Federal, essa monstruosidade que está ficando maior do que o próprio poder de Estado.

Mas não há remédio para cretinismo e cegueira política. É por isso que os petralhas poderão chegar com facilidade ao poder total.

A "democracia" dos filhos do Lula!

As 48 Leis do Poder

4.8.09

Alerta Brasil

O covarde Daniel "Pearl" modificou o texto no blog da Dilma, depois das denúncias mas esqueceu de arrumar o blog Desabafo Brasil. Vejam aí na imagem.

Clique para ampliar


As 48 Leis do Poder

"O Blog da Dilma - O maior portal da Dilma Rousseff na internet" publica o seguinte:

"Quero pedir encarecidamente a todos os amigos e simpatizantes do Blog Desabafo Brasil e Blog da Dilma, que votem no BLOG DA DILMA no Concurso TOP BLOG.
Precisamos que cada um vote 10 vezes, utilizando 10 e-mails diferentes. Atenciosamente, Daniel Pearl - editor." Noblat

Vagabundos!


Mais um "cala a boca" na imprensa!

As 48 Leis do Poder

4.8.09

Alerta Brasil

Juíza proíbe Portal AZ de falar no nome de Paulo Guimarães
A juíza Rosa de Souza Leal, da 6ª. Vara Criminal de Teresina, determinou ao Portal AZ que se abstenha de falar no nome do empresário Paulo Guimarães. A determinação da magistrada atinge também o jornalista Arimatéia Azevedo. Em despacho, a juíza ameaça tomar medidas mais enérgicas contra o portal e o jornalista.

A revista Época publicou extensa reportagem (Veja link no Portal AZ) sobre um suposto envolvimento de Paulo Guimarães com a família Sarney, disponibilizando inclusive um diálogo (por e-mail) entre Guimarães e uma filha de Fernando Sarney, onde ele fala na remessa de duas carradas de leite.

Ainda existe deputado que pensa!

As 48 Leis do Poder

4.8.09

Alerta Brasil

Jair Bolsonaro voltou a estrilar.
O deputado pendurou na porta de seu gabinete camiseta com a mensagem “Direitos Humanos: esterco da vagabundagem”.
E explicou:
“Adoro essa camiseta. Ando sempre com ela em Copacabana...”
Direto da Fonte

Por que eles defendem as drogas?

As 48 Leis do Poder

Terça-feira, 4 de Agosto de 2009

Alerta Total

Por Arlindo Montenegro

Os ideólogos e ideocratas comunistas, que se dizem “esquerdistas”, rótulo que para muitos mistifica os crimes dessa máfia internacional, aliviando a responsabilidade que lhes cabe, estão empenhados em guerra jurídica e armada contra o que resta de direitos democráticos, os mesmos direitos que utilizam para exercitar um poder mascarado, cínico, perverso.

A renovada guerra política e armada contra o que eles chamam de “estado burguês” ou “imperialismo”, é uma guerra que hoje se fundamenta e é financiada por recursos “lavados” do narcotráfico que atua em todas as áreas e mantém a população aterrorizada. Todas as políticas de Estado exercidas pelo partido líder das “esquerdas” abusam das instituições democráticas para extinguí-las.

Assaltos a bancos e empresas, seqüestros de toda sorte, assassinatos, roubos, furtos, tráfico de armas, foram as “formas de luta” implantadas neste país e praticadas durante anos, por muitos dos que hoje ocupam altos cargos em toda a estrutura dos três poderes. Acrescente-se na atualidade a prostituição infantil e de adultos, o subterrâneo tráfico de órgãos e o incremento do contrabando de minerais estratégicos, o controle da biodiversidade.

A disseminação das drogas no ocidente, sabe-se hoje, foi determinada pela União Soviética sob direção de Nikita Kruchiov e executada pelos serviços de inteligência da China e da URSS, com o objetivo de quebrantar a moral da civilização ocidental e destruí-la. Degradar a moral social das pessoas e instituições do ocidente, foi a estratégia elaborada na cadeia por Antonio Gramsci, fundador do Partido Comunista Italiano e teórico de cabeceira dos que governam o Brasil hoje, exceto claro, do Presidente que declara alto e bom som não gostar de leituras.

Em 1961, Raul Castro foi à Checoslováquia buscando ajuda e assistência militar. “Naquele tempo, Fidel Castro e os soviéticos pareciam manter desconfianças mútuas. O dirigente checo, Sejna, coordenou uma visita de Raul à União Soviética para encontrar Kruchiov. A ponte de amizade com a Checoslováquia, resultou em acordo militar com fornecimento de armas e treinamento do exército cubano.

A contrapartida foi a permissão para que os serviços de inteligência checos, infiltrado e dirigido pelos soviéticos, instalassem uma base de inteligência em Cuba, para organizar a distribuição e comércio de drogas nos EUA. O controle de Cuba pelos soviéticos, a ajuda “fraterna” e implantação do centro revolucionário comunista nas Américas, foi conseqüência da estratégia política centrada nas drogas.

Os narcotraficantes das Américas hoje são associados e controlados por governantes de Cuba, da Venezuela, do Equador, da Bolívia enquanto “empresários” deste comércio plantam papoula no Brasil para a produção de ópio. Somente a Abin e o Ministério da Justiça desconhecem isso, como ignoram as plantações de canabis em todo o nordeste e o quanto se “importa” do Paraguai, maior produtor regional dessa erva.

As apreensões de carregamentos de cocaína e maconha, não alcançam 15% do volume que chega às vítimas marcadas como alvo estratégico da inteligência comunista hoje associada à inteligência dos “capitalistas selvagens”, os socialistas fabianos, que ensaiam implantar a Nova Ordem Mundial.

Os alvos marcados são ditos “usuários” e as notificações da imprensa sobre eles são superficiais. Os argumentos jurídicos para as prisões jamais expõem as investigações, que sempre levam ao envolvimento de personalidades acima de qualquer suspeita, a políticos e decisões políticas que, em ultima instância, atentam contra a segurança nacional, saúde, educação e toda a estrutura institucional do agonizante estado de direito democrático.

Muitos dos atuais governantes obrigaram gente humilde do interior agrário, das periferias urbanas, estudantes e profissionais liberais, a encobrir seus passos durante o que chamam hoje de “resistência armada contra a ditadura”. Raros são os que reconhecem sua militância terrorista e a intenção de destruir os pilares da democracia de direito substituindo pela “ditadura de um só partido” depois de uma guerra civil prolongada.

Hoje eles induzem e financiam o MST, Via Campesina e outros grupos armados, fingindo ser idealistas e companheiros. É a mesmíssima guerra contra a democracia e as velhas oligarquias. E punem, impedem qualquer resistência, seja de fazendeiros, seja de intelectuais através dos veículos de mídia.

Vivemos num círculo vicioso que expõe a incapacidade da direção política a serviço da Nova Ordem Mundial. Uma “ordem” que destrói as mentes e as vontades através das drogas. O casamento entre capitalistas selvagens e ditadores sanguinários.

Arlindo Montenegro é Apicultor.

Alerta Total de Jorge Serrão

Taraneh Mousavi é a nova Neda iraniana

As 48 Leis do Poder

Terça-feira, 4 de Agosto de 2009

Movimento Ordem Vigília Contra Corrupção


As 48 Leis do Poder

TARANEH MOUSAVI FOI TORTURADA E SELVAGEMENTE VIOLADA

Outra mártir da revolução verde. Também jovem, tambem mulher, também assassinada nos dias posteriores as eleições de 12 de junho que deram outros quatro anos de poder ao presidente Mahmoud Ahmadineyad.

Taraneh compartilhava do sobrenome com o líder opositor Mir-Husein Mousavi. Tinha 28 anos e foi levada em 19 de junho, um dia antes da morte de Neda em plena rua de Teerã. A moça estava na porta de sua escola de beleza quando a detiveram junto a outros 14 manifestantes. Com os olhos vendados, os milicianos basij a levaram para um centro de interrogação onde ao parecer se assanharam com ela mais que com algum outro.

Seus lindos olhos verdes, seu moderno corte de cabelo, a maquiagem, o vestido verde e os tamancos foram um passaporte quase seguro para a tortura dos ferozes guardiões da revolução. Por Noelia Sastre

Seu interrogatório durou duas vezes mais que o do resto, que mais tarde seriam libertados. A todos lhes permitiram contatar suas famílias exceto a Taraneh. Prevendo que algo terrível poderia ocorrer, a moça deu o telefone de seus pais para algumas das companheiras que os contatariam se elas chegassem a ser postas em liberdade.

Três semanas depois de seu desaparecimento, os pais de Taraneh começaram a compreender o que havia passado a sua única filha. Uma testemunha anônima contou que a viu na prisão de Evin. Relatou que havia sofrido abusos físicos e psicológicos. Que um grupo a torturou e violou selvagemente durante vários dias.

Ao parecer, Taraneh permaneceu todo o tempo em mãos dos basij, não da polícia. Nenhum oficial chamou aos seus progenitores. A possibilidade da violação foi se fazendo cada vez mais real. Sobretudo depois que outro anônimo contou à família que um par de dias depois do “incidente”, Taraneh ingressou no Imam Khomeini Hospital de Karaj com feridas no ânus e problemas no útero.

Os pais nunca a encontraram no hospital. Ali não havia ingressado ninguém com esse nome, só que uma enfermeira lhes confirmou que uma jovem que respondia a descrição de Taraneh havia sido trasladada por milicianos basij em estado de coma, e que a levaram na mesma situação duas horas depois.

Finalmente, sua família foi informada há uns dias que seu corpo foi localizado, todo queimado, no deserto entre as cidades de Karaj e Qazvin.

Sua família não pode falar do caso. Nem sequer poderão enterrá-la se os basij não lhes indicam onde fica sua tumba.

A historia de Taraneh apareceu no
Facebook e chegou até o Congresso dos Estados Unidos, onde o congressista de Michigan Thaddeus McCotter mostrou a foto da jovem como exemplo do estrepitoso fracasso do líder espiritual iraní Jamenei. Fonte - Abc.es - Tradução de Arthur para o MOVCC



COLLOR, O NOVO HERÓI DO PT

As 48 Leis do Poder

Reinaldo Azevedo

segunda-feira, 3 de agosto de 2009 | 20:05

Há muito tempo, já escrevi aqui, ganho a vida com a minha escrita. Se há coisa que faço sem dificuldade ou sofrimento, essa coisa é escrever. Gostem ou não do resultado final, conheço um bom par de caminhos para atravessar o mar de letras e palavras. E, mesmo assim, há momentos em que mal sei por onde começar. Pelo lead, pelo mais importante? Como cronista ou como analista? Escolho a primeira vertente. Ânsia de vômito! É isto mesmo: o senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL), o defenestrado presidente da República, acaba de fazer um discurso no Senado, e duvido que qualquer pessoa de bem que o tenha visto e ouvido não tenha evitado um misto de nojo e revolta.

O senador Pedro Simon (PMDB-RS) ocupou a tribuna do Senado na volta do recesso para defender a renúncia de José Sarney (PMDB-AP) à Presidência da Casa. E o que se seguiu foi um espetáculo de grosserias, brutalidade, estupidez, ignorância, atraso, rancor, ódio… Tudo misturado. Os comandantes da tropa de choque em defesa de Sarney foram os senadores Renan Calheiros (PMDB-AL) e Fernando Collor, com o auxílio de Wellington Salgado (PMDB-MG), hoje com o cabelo aparentemente lavado, mas ainda sem um miserável voto. Ok. A lei lhe garante estar lá. Mas ele continua sem voto.

Calheiros aproveitou os seus apartes para atacar Simon de um modo grotesco, fazendo ilações sobre o seu passado, acusando supostas irregularidades que ele teria cometido quando ministro da Agricultura — sem, evidentemente, apresentar evidência ou prova. Ao mesmo tempo, acusava as injustiças de que ele próprio teria sido vítima quando foi obrigado a renunciar à Presidência do Senado. E dizia com a boca cheia: “Apresentei todas as explicações que me foram pedidas”. Alguém sabe, até hoje, por que era uma empreiteira que pagava a pensão de um filho que ele teve fora do casamento — só para lembrar o aspecto mais incomum de sua biografia?

Mas o grande momento foi mesmo de Collor. Os cabelos mudaram, estão mais brancos, mas a voz e a grosseria de que é capaz continuam rigorosamente as mesmas. Num aparte a Pedro Simon, lá se foi todo o cavalheirismo que tentava afetar desde seu retorno à política, e mandou o senador “engolir suas palavras”. Era o velho jovem Collor. Dêem-lhe um pouco de poder e visibilidade, e lá está ele tentando mostrar que tem “aquilo roxo”. Convidado amigavelmente por outros senadores a retirar a ofensa, tomou a palavra, disse que não retirava coisa nenhuma, evitando até mesmo falar o nome de Simon — chamava-o de “aquele que me precedeu”. E fez a mais enfática e absoluta defesa de José Sarney.

Não! Esperem! Não defendeu José Sarney, não! Defendeu a si mesmo! Assim como Lula diz hoje que o mensalão nunca existiu, Collor tomou a palavra para dizer que foi deposto em razão de uma trama urdida pela IMPRENSA. Sim, senhores! Ele também não fez nada! Segundo deu a entender ali, foi deposto pela revista VEJA — honra que, confesso, nunca vi a revista reivindicar. Mas teria sido um feito e tanto para a história do Brasil. E dizia, com orgulho, ter sido absolvido pelo STF. Foi, sim. Porque, afinal, não deixou ato de ofício sobre o seu modo heterodoxo de governar. Gente como ele nunca deixa ato de ofício.

Quem quiser saber o que foi o governo Collor tem de começar pesquisando a trajetória do Paulo Cesar Farias, seu caixa de campanha. Vou lembrar aqui, de vez em quando, para as novas gerações, a trajetória e os sucessos desse grande moralista. E foi o próprio Collor quem revelou o espírito do nosso tempo. Lembrou que tinha sido adversário do agora presidente do Senado e do próprio Lula também. E chamou a atenção para o fato óbvio: hoje, os três estão juntos.

Imagino o que sente um petista que tenha sido convidado, no passado, a combater Sarney e depois Collor. Sarney mudou? Continua o mesmo! Collor mudou? Continua o mesmo. Lula mudou? Atenção: ele também continua o mesmo. A única diferença é que, antes, ele não estava no poder. Agora está. E seu critério para definir quem presta e quem não presta é a pessoa ser ou não sua aliada.

Por alguns segundos, vislumbrei aquele mesmo Collor que saía correndo com suas camisetas ridículas, expondo a sua melhor forma de pensamento: o suor. Era o truculento de sempre. Aproveitou para pedir desculpas à família de Sarney por tudo o que disse sobre ela em 1989, mas manteve as ofensas de agora ao senador Pedro Simon. Collor, como Lula, tem só um critério para ofender ou para afagar: ser a pessoa sua aliada ou não. Ele se desculpa de grosserias passadas com grosserias presentes. Aquilo a que se chamou República de Alagoas deu as caras de novo. Com o charme e a elegância costumeiros.

Oligarquias tradicionais se juntavam ali, agora unidas e chefiadas por um oligarca do sindicalismo: Lula. São os protagonistas da vanguarda do retrocesso. Se estão todos do mesmo lado, alguém sobrou do lado de lá. Adivinhem quem é.

Sarney, Collor, Renan, Lula e o PT têm um inimigo: a imprensa. Mas não uma imprensa qualquer, não é? Até porque os dois ex-presidentes da República são donos, em seus estados de origem, de jornais e canais de televisão. Da imprensa deles, evidentemente, eles gostam. Não suportam o que chamam “mídia”. Não suportam jornalistas que não possam demitir. Não suportam profissionais nos quais não possam mandar. Não suportam jornalismo que não tenha medo de coroné, rural ou urbano; do interior ou do “chão da fábrica”.

O sonho dourado de todos esses oligarcas, Lula incluído, é controlar a imprensa. E acreditem: eles tentam isso todos os dias do ano, todas as horas do dia.

PS: Será lindo ver os petralhas afirmando que Collor é um bom sujeito. Convenham: ele merece ser elogiados por eles; eles merecem ter de elogiá-lo.

Collor, o novo herói do PT!

http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/collor-o-novo-heroi-do-pt/

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Democracia totalitária

Segunda-Feira, 03 de Agosto de 2009

Estadão

Denis Lerrer Rosenfield

Hugo Chávez persegue opositores, fecha canais de televisão e estações de rádio, legisla por decretos, vende armas às Farc, não respeita a soberania da Colômbia, submete o Poder Judiciário, obriga seus militares a jurarem "pátria, socialismo ou morte", relativiza e mesmo abole o direito de propriedade e nada, entretanto, ocorre com ele. Nenhuma manifestação da Organização dos Estados Americanos (OEA), da Assembleia das Nações Unidas, da diplomacia brasileira, etc. É como se não houvesse nenhum atentado à democracia. Ao contrário, sustentam que a democracia está sendo seguida naquele país. Nenhum país pede que seus embaixadores se retirem nem há corte de ajuda e/ou relações bilaterais. O déspota Chávez torna-se um "democrata".

Enquanto isso, em Honduras, as instituições do país, por intermédio do Supremo Tribunal, do Congresso, das Forças Armadas, com apoio explícito da Igreja Católica, dos meios de comunicação e da sociedade civil em geral, destituíram um presidente que seguia o caminho de Chávez. Colocou-se como um projeto de déspota ao tentar quebrar cláusulas pétreas da Constituição hondurenha, como a da reeleição de presidente da República, e por isso mesmo foi deposto. É como se o céu tivesse caído na cabeça do país. Protestos de todos os lados. Assembleia das Nações Unidas, OEA, Estados Unidos, União Europeia, diplomacia brasileira e, é claro, os castro-bolivarianos: os irmãos Castro, Chávez, Daniel Ortega, Rafael Correa e Evo Morales. Neste último caso, os liberticidas se põem como os defensores da liberdade e da democracia.

Um pequeno país resiste bravamente a uma reação dessa magnitude, em nome de suas instituições, em nome da democracia. No entanto, os seus atores são tratados como "golpistas", enquanto os déspotas bolivarianos são tidos por "democratas". O que está em questão neste jogo com a palavra democracia?

Há duas acepções da democracia em questão, a da democracia totalitária e a da democracia representativa ou constitucional. A democracia totalitária volta-se contra o espaço de liberdade próprio da sociedade, de suas regras, leis e instituições, o que é precisamente assegurado pela democracia representativa. Esta se baseia no exercício da liberdade em todos os seus níveis, da liberdade de imprensa, de expressão, de organização política, econômica até o respeito à divisão dos Poderes republicanos, passando pela consideração do adversário como alguém que compartilha os mesmos princípios. Disputas partidárias, por exemplo, são regradas e não desembocam no questionamento das próprias instituições, vale dizer, da Constituição. Nesse sentido, processos eleitorais se inscrevem neste marco mais geral, não podendo, portanto, ter a autonomia de subverter os princípios constitucionais, o ordenamento das instituições. Processos desse tipo são necessariamente limitados.

Nas democracias totalitárias temos um processo de outro tipo, em que o voto passa a ser utilizado de forma ilimitada, como se ele fosse por si mesmo, graças à manipulação de um líder carismático e de seu partido, o princípio do ordenamento institucional. Eis por que tal tipo de regime político tenta funcionar por meio de assembleias constituintes e referendos sistemáticos, num constante questionamento de todas as instituições, tidas por "burguesas" e expressão das "elites". A democracia totalitária não admite nenhuma limitação, nenhuma instância que a regre. Tende a considerar tudo o que se interpõe no seu caminho como não-democrático, ganhando o epíteto de "direita", "conservador" e "neoliberal".

Pode-se dizer que a democracia totalitária se caracteriza por essa forma de ilimitação política, tendo como "inimigo" a limitação própria das instituições sociais, das instâncias representativas. Ela terá como alvo a ser destruído todo espaço que se configure como independente, em particular aquele espaço que torna possíveis as liberdades individuais e o processo de livre escolha. Não pode suportar um Estado de Direito, baseado precisamente nessas liberdades. Ou seja, a democracia totalitária não pode suportar a democracia liberal, também dita representativa ou constitucional, pelo fato de assegurar a existência de leis, de Poderes e de instituições, que não se podem adequar a tal processo de mobilização totalitária.

Eis por que as democracias totalitárias partem para questionar toda forma de existência democrática, social, que não se estabeleça conforme os seus desígnios. Os meios de comunicação que não aceitem ser instrumentalizados passam a ser considerados inimigos que devem ser abatidos, seja por diminuição de verbas publicitárias, seja por processos judiciais, seja por mecanismos de controle ou de banimento dos mais diferentes tipos. O contestador deve ser silenciado, pois não obedece aos ditames do "povo", de tal "maioria" politicamente constituída. As esferas que asseguram a livre iniciativa individual são progressivamente circunscritas e limitadas, de modo que as pessoas sintam medo e passem a agir de forma não autônoma, como se assim houvesse uma conformidade ao que é "popular". O Estado de Direito, por sua vez, é cada vez mais menosprezado, seja por não-obediência à legalidade existente, seja pela modificação incessante de leis e normas constitucionais, seja por atentados cometidos contra os princípios mesmos de uma sociedade livre.

A democracia totalitária volta-se contra os direitos individuais, contra os direitos das pessoas de não se dedicarem aos assuntos políticos, de se contentarem com seus afazeres próprios. Ela se volta contra as instituições por estas interporem um limite ao seu desregramento. Ela se volta contra a propriedade privada tanto no sentido material, de bens, quanto imaterial, de liberdade de escolha. Ela se volta contra todo aquele que reclame pela liberdade. Eis a questão com que nos defrontamos na América Latina. A clareza dos conceitos é uma condição da verdadeira democracia.

Denis Lerrer Rosenfield é professor de Filosofia na UFRGS. E-mail: denisrosenfield@terra.com.br

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090803/not_imp412618,0.php

Certidão queniana de Barack Obama?

Mídia Sem Máscara

A advogada Orly Taitz, conforme notícia de hoje no WorldNetDaily, entrou com uma ação para que se verifique a autenticidade de uma cópia da certidão queniana de nascimento de Barack Hussein Obama. O documento foi recebido de uma pessoa que prefere o anonimato por temer pela própria vida. A ação requer, entre outras coisas, a preservação de quaisquer documentos relativos ao nascimento do presidente americano e a permissão para solicitar documentos ao governo do Quênia.





WorldNetDaily obteve outras certidões de nascimento quenianas para fins de comparação e a forma dos documentos parece ser idêntica. Para mais informações, acesse: http://www.wnd.com/index.php?fa=PAGE.view&pageId=105764 e http://www.orlytaitzesq.com/blog1/


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