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quinta-feira, 6 de agosto de 2009

"Anciões" querem a ordenação de mulheres nas igrejas

Mídia Sem Máscara

Campanha dos 12 "apóstolos" da Nova Ordem Mundial critica igrejas por exclusão de mulheres da liderança masculina.

O bilionário Richard Branson e Nelson Mandela, um conhecido marxista pró-aborto e pró-homossexualismo, lançaram uma campanha internacional contra as igrejas que se recusam a ordenar mulheres. Para sua campanha, eles convocaram os "Anciões", um grupo formado por doze ex-líderes mundiais que trabalham juntos para promover a paz e os "interesses comuns da humanidade", e para lutar contra o sofrimento humano.

Os "Anciões" (http://www.theelders.org/) incluem o ex-presidente do Brasil Fernando Henrique Cardoso; o ex-secretário geral da ONU Kofi Annan; a ex-primeira ministra irlandesa, alta comissária de direitos humanos da ONU e feminista pró-aborto, Mary Robinson; a ex-primeira ministra da Noruega, Gro Brundtland; Nelson Mandela; o ex-presidente americano Jimmy Carter; e outros. O presidente dos "Anciões" é o arcebispo anglicano Desmond Tutu.

Na campanha, os "Anciões" atacam a Igreja Católica, a Convenção Batista do Sul dos EUA e todas as outras igrejas que se recusam a permitir que mulheres se tornem pastoras, padres ou bispas. Na sua participação, o "Ancião" Jimmy Carter comenta que abandonou a Convenção Batista do Sul porque as mulheres são "proibidas de trabalhar como diaconisas, pastoras ou capelãs no serviço militar".

"Cremos que a justificação de discriminação contra as mulheres e meninas na base da religião ou tradição, como se tivessem sido prescritas por uma Autoridade Mais Elevada, é inaceitável", diz uma declaração escrita pelos Anciões.

"De forma especial, exortamos os líderes religiosos e tradicionais a darem exemplo e mudarem todas as práticas discriminatórias dentro de suas próprias religiões e tradições", diz a nota divulgada, referindo-se à proibição de mulheres ocuparem posições de chefia nessas religiões e tradições.

Carter: "não" para as igrejas cristãs que não ordenam mulheres, mas "sim" para os grupos muçulmanos que maltratam mulheres

Carter é o "Ancião" que mais tem escrito sobre esse assunto. Escrevendo numa coluna no jornal inglês Observer, a qual já foi reproduzida em outras publicações, Carter afirma: "Durante os anos da igreja primitiva as mulheres atuavam como diaconisas, pastoras, bispas, apóstolas, mestras e profetisas. Só foi a partir do quarto século que líderes cristãos dominadores, todos homens, torceram e distorceram as Sagradas Escrituras para perpetuarem suas posições de autoridade dentro da hierarquia religiosa".

Carter liga a recusa de ordenar mulheres como pastoras, padres e rabinas ao abuso contra as mulheres, dizendo que a decisão de limitar o ministério aos homens "fornece a base ou justificação para boa parte da geral perseguição e abuso contra as mulheres no mundo inteiro".

Embora Carter seja muito duro com os evangélicos, católicos e judeus, ele porém não demonstra semelhante dureza com os muçulmanos. Recentemente, ele agiu amigavelmente com grupos terroristas islâmicos como o Hamas, que querem a destruição de Israel e têm políticas horríveis de tratamento das mulheres.

Ele abandonou a Convenção Batista do Sul por causa da questão da ordenação feminina, mas ele tem dificuldade de evitar os grupos muçulmanos terroristas por causa dos maus-tratos e até mesmo "assassinatos de honra" contra mulheres. Acerca do aborto, ele disse: "Pessoalmente, sou contra o aborto, mas as mulheres têm o direito". Embora sua ex-Convenção Batista do Sul não tenha simpatia alguma pelo aborto legal e pelos maus-tratos e "assassinatos de honra" contra mulheres, esta é basicamente a opinião dele:

* A liberdade feminina tem de envolver acesso ao aborto e a todos os cargos de liderança masculina.

* O Hamas, que comete atos terroristas contra Israel e crimes contra as próprias mulheres muçulmanas, deve ser respeitado e não deve ser tratado como um grupo terrorista.

* As igrejas evangélicas e católicas e as sinagogas que não ordenam mulheres devem ser boicotadas...

"Ancião" ateu marxista repreende igrejas

Os 12 "Anciões" atacam o que eles consideram discriminação religiosa às mulheres em vídeos produzidos para a campanha condenando a exclusão das mulheres dos espaços masculinos de liderança nas igrejas. O "Ancião" Fernando Henrique Cardoso diz em seu vídeo: "A idéia de que Deus está por trás da discriminação é inaceitável".

Embora seu perfil como ateu marxista e defensor da maconha o distanciem do Cristianismo, o "Ancião" FHC está empenhado na eliminação dos obstáculos para a inclusão total das mulheres na liderança das igrejas cristãs.

O envolvimento de um ateu marxista na repreensão às igrejas é uma mudança drástica nas políticas globais voltadas para as mulheres. Essas políticas, que há décadas exigem a abertura de todos os espaços do mercado de trabalho para as mulheres, sempre se limitaram à esfera secular.

Conferência Mundial da ONU sobre as Mulheres

Um dos principais objetivos da ONU, por exemplo, é empurrar todas as mulheres ao mercado de trabalho, principalmente os cargos de liderança. A 4ª Conferência Mundial sobre as Mulheres, realizada pela ONU em Beijing, China, de 4 a 15 de setembro de 1995, deu grande destaque à formulação de políticas e leis nacionais e internacionais para empurrar as mulheres casadas ao mercado de trabalho. Muitas outras conferências e documentos da ONU colocam a mulher como prioridade de suas políticas.

O relatório final dessa conferência da ONU recomenda de modo enfático:

"Os governos têm de adotar medidas especiais para garantir que as moças tenham as qualificações necessárias para participar de forma ativa e eficaz de todos os níveis de liderança social, cultural, política e econômica". (Relatório oficial da 4ª Conferência Mundial da ONU sobre as Mulheres, Beijing, China, 4 a 15 de setembro de 1995, Capítulo II:40)

"Os governos têm de desenvolver treinamento e oportunidades de liderança para todas as mulheres, incentivando-as a assumir papéis de liderança..." (Relatório oficial da 4ª Conferência Mundial da ONU sobre as Mulheres, Beijing, China, 4 a 15 de setembro de 1995, Capítulo IV:83.[h])

Aparentemente, a intenção da ONU é apenas promover o bem-estar das mulheres. Contudo, todas as políticas da ONU na área de educação, saúde e trabalho para as mulheres estão ligadas a medidas contraceptivas, isto é, medidas que afastam as mulheres do lar e de uma fertilidade normal, livre e saudável.

NSSM 200: O que está por trás das "boas" intenções...

Para entender o que está por trás dessas políticas, é indispensável conhecer o documento "National Security Study Memorandum 200: Implications of Worldwide Population Growth for U.S. Security and Overseas Interests" (Memorando de Estudo de Segurança Nacional 200: Implicações do Crescimento da População Mundial para a Segurança e os Interesses Externos dos Estados Unidos), classificado sob o código "NSSM 200", documento confidencial elaborado pela Casa Branca em 1974. O NSSM 200 diz:

"Finalmente, prestar serviços de planejamento familiar integrado aos serviços de saúde de maneira mais ampla ajudaria os EUA a combater a acusação ideológica de que os EUA estão mais interessados em limitar o número de pessoas dos países menos desenvolvidos do que em seu futuro e bem-estar". (NSSM 200, pág. 177)

O NSSM 200 deixa claro que as constantes recomendações no sentido de incutir nas mulheres a igualdade com os homens no mercado de trabalho e na liderança política e social têm como objetivo não a libertação da mulher no sentido cristão da palavra, mas o uso da mulher para o controle de nascimentos:

"A condição e a utilização das mulheres nas sociedades dos países subdesenvolvidos são particularmente importantes para a redução do tamanho da família. Para as mulheres, trabalhar fora de casa oferece um incentivo para se casarem e engravidarem mais tarde, e para terem menos filhos após o casamento. As pesquisas mostram que a redução da fertilidade está relacionada com o trabalho da mulher fora do lar". (NSSM 200, pág. 151)

O NSSM 200 revela que, além do aborto, a estratégia mais eficaz para reduzir a população mundial é integrando o controle da natalidade aos serviços de saúde dirigidos às mulheres e investindo em leis internacionais para promover a entrada em massa das esposas no mercado de trabalho.

A Nova Ordem Mundial imposta pela ONU sob inspiração americana

Com investimentos colossais do governo americano durante décadas, as recomendações secretas do NSSM 200 acabaram sendo aplicadas. A ONU tem sido o principal veículo para a implementação dessas políticas que, com a desculpa de avançarem os direitos das mulheres, promovem os interesses da elite globalista, que vê as mulheres como prioridade absoluta em sua missão ambiciosa de diminuir o número de bebês que nascem no mundo.

Embora a extinta União Soviética tenha sido o maior investidor na promoção mundial do socialismo (cuja ideologia pregou e praticou na sociedade soviética o controle de nascimentos, a inclusão forçada das mulheres casadas no mercado de trabalho, o esvaziamento do lar de toda presença feminina, etc.), de longe o maior investidor e promotor nos bastidores internacionais, inclusive na ONU, de políticas e leis promovendo o aborto, a contracepção e a entrada em massa das mulheres casadas no mercado de trabalho são os EUA.

O controle da ONU e dos EUA sobre as mulheres através dos serviços de saúde e de políticas que incentivam as mulheres a ocupar posições de liderança masculina no mercado de trabalho tem o objetivo exclusivo de reduzir o número de bebês no mundo e diminuir o tamanho da família humana.

É exatamente nesse contexto que se deve entender a campanha dos "Anciões", cuja iniciativa para a inclusão das mulheres na liderança das igrejas nada mais é do que uma extensão religiosa das medidas seculares dos EUA e da ONU para a redução da população mundial.

"Ancião" Tutu: ordenação de mulheres e homossexuais

Hoje, os "Anciões" exigem das igrejas ordenação das mulheres, sob a alegação de que não ordená-las como pastoras, padres ou rabinas equivale à perseguição e abuso contra elas. No que depender de Desmond Tutu, o cabeça dos "Anciões", as exigências da Nova Ordem Mundial sobre as igrejas não ficarão limitadas ao feminismo, pois recentemente Tutu comparou a ordenação de homossexuais à ordenação de mulheres, dizendo: "Eu acharia impossível ficar parado quando pessoas estão sendo perseguidas por algo sobre o qual elas nada podem fazer - sua orientação sexual".

O trabalho das mulheres casadas, seja como pastoras ou qualquer outra profissão, reduz a fertilidade delas e o tamanho de suas famílias. De forma igual, o envolvimento dos homens no homossexualismo resulta em menos fertilidade masculina na sociedade: menos homens se casando com mulheres e gerando filhos no casamento. Ambos os exemplos atendem aos interesses da elite que almeja a redução da população mundial.

O discurso de Tutu é: não abrir o púlpito para mulheres e homossexuais é abuso contra mulheres e homossexuais e é, segundo ele, a causa da perseguição e violência contra as mulheres e os homossexuais.

As igrejas estão assim recebendo repreensões e ordens de religiosos ultra-liberais como Tutu e até de ateus como Fernando Henrique Cardoso, para que se adaptem à Nova Ordem Mundial. Depois de muitas décadas de ações dos planificadores sociais da ONU e dos EUA, agora nem as igrejas estão conseguindo ficar isentas das transformações globais exigidas pelos 12 "apóstolos" da Nova Ordem Mundial.

Se as mulheres podem agora trabalhar como soldadas, generais militares e ocupar muitos outros cargos de liderança masculina, por que elas deveriam ser proibidas de ser pastoras, padres e rabinas? Se as religiões ficarem isentas da inclusão das mulheres em sua liderança, o NSSM 200 e os planos da ONU não poderão ser totalmente e eficazmente implementados nas sociedades. Para que a agenda deles de nascimentos reduzidos avance, todas as mulheres têm de ter acesso a todas as posições de liderança, inclusive religiosas.

Controle populacional: seus efeitos

Quando o assunto é controle populacional, os EUA, a ONU e os "Anciões" estão dispostos a fazer a família humana pagar qualquer preço. E o preço deles é mais mulheres na contracepção e em posições de liderança masculina e mais homens no homossexualismo.

O mesmo sistema mundial que impôs a inclusão das mulheres em todas as esferas de liderança masculina secular agora impõe sobre as igrejas a inclusão das mulheres na liderança eclesiástica, tornando todos os púlpitos parte da ambiciosa agenda de redução populacional para todas as famílias da terra. O mesmo sistema mundial que hoje impõe a valorização do homossexualismo na sociedade e a inclusão de homossexuais em papéis de liderança secular cedo ou tarde não isentará as igrejas e seus espaços de liderança dos mesmos ataques.

Entretanto, todas essas medidas são insuficientes para realizar uma completa redução da população mundial, pois como diz o NSSM 200: "Nenhum país já reduziu o crescimento de sua população sem recorrer ao aborto" (NSSM 200, pág. 182). É por isso que as conferências da ONU, que já conseguiram implementar e solidificar as recomendações do NSSM 200 sobre inclusão de mulheres na liderança social mundial, agora empenham-se em transformar, junto com o homossexualismo, o aborto em direito humano inalienável.

Os promotores do controle populacional têm várias estratégias, mas seu alvo é um só: os bebês. Suas estratégias incluem:

* Contracepção generalizada nos casamentos: menos bebês. Um produto internacionalmente imposto pela ONU e pelos EUA.

* Generalizado sexo divorciado do compromisso conjugal: menos bebês. Um produto internacionalmente imposto pela ONU e pelos EUA.

* Inclusão generalizada de mulheres em todas as ocupações masculinas de liderança no mundo secular: menos bebês. Um produto internacionalmente imposto pela ONU e pelos EUA. O que os "Anciões" querem é apenas uma extensão dessa estratégia ao mundo religioso.

* Homossexualidade generalizada entre os homens: menos fertilidade masculina na sociedade e menos bebês. Um produto internacionalmente imposto pelos EUA e pela ONU.

* Generalizado aborto legal como mero "direito" das mulheres: menos bebês vivos. Um produto internacionalmente imposto pelos EUA e pela ONU.

Essa é a guerra contra os bebês. Esse é o preço da agenda do controle populacional.

Controle populacional: suas raízes

Entretanto, a campanha dos "Anciões" não é a primeira iniciativa de controle populacional a atingir os cristãos. O movimento de controle da natalidade, que deu à luz o movimento de controle populacional, era um movimento espiritual, não secular. A primeira pessoa a pregar a redução do número de bebês nascidos para famílias cristãs foi a lésbica Annie Besant (1847-1933), que era uma líder teosófica, espiritualista, feminista e socialista radical na Inglaterra. O público da pregação dela era uma Inglaterra predominantemente protestante.

Mais tarde, a promíscua Margaret Sanger (1883-1966), que inventou o termo "controle da natalidade" e era igualmente uma socialista, teósofa e feminista revolucionária nos EUA, lançou o desafio da liberação da mulher por meio da contracepção. Ela fundou o movimento de controle da natalidade na nação americana predominantemente protestante e organizou a pioneira Conferência de População Mundial em Genebra, na Suíça, em 1927. Essa primeira conferência de controle populacional foi a precursora das grandes conferências modernas de população da ONU.

Hoje, a Federação Internacional de Planejamento Familiar (cuja sigla em inglês é IPPF), fundada por Sanger em 1952, é a mais importante aliada e inspiradora da ONU e é há várias décadas a maior promotora de aborto, planejamento familiar e educação sexual do mundo.

Em seu primeiro jornal The Woman Rebel (A Mulher Rebelde), Sanger confessou: "O controle da natalidade atrai os radicais mais avançados do socialismo porque sua prática mina a autoridade das igrejas cristãs. Algum dia espero ver a humanidade livre da tirania do Cristianismo..."

Ela estava certa. As nações hoje mais pró-aborto, pró-homossexualismo, pró-contracepção e pró-feminismo tinham outrora culturas predominantemente protestantes. Elas agora são nações pós-cristãs, onde sob a dominante cultura contraceptiva - com suas mulheres em liderança masculina, homens no homossexualismo e poucas e pequenas famílias - a população européia está diminuindo drasticamente e os muçulmanos na Europa estão - com suas esposas em casa gerando filhos - experimentando um crescimento populacional explosivo por meio de suas muitas famílias grandes. O controle da natalidade garantiu para futuro bem próximo a extinção da civilização européia e a dominação muçulmana sem precedente na Europa. (Sobre esse assunto, veja este vídeo.)

Quem resistirá aos "Anciões"?

Quer conscientemente ou não, o estilo de vida e a mentalidade de muitas igrejas e cristãos já sucumbiram sob os imensos feitiços e ilusões da Nova Ordem Mundial inspirada e criada por Annie Besant, Margaret Sanger, NSSM 200, a Federação Internacional de Planejamento Familiar e a ONU. Como conseguirão eles agora resistir aos "Anciões" da globalização?

Publicado originalmente com o título de "Anciões" da globalização querem ordenação de mulheres como pastoras, padres e rabinas

Com informações do artigo "Jimmy Carter, Kofi Annan e outros ex-presidentes criticam pesadamente as igrejas cristãs por não ordenarem mulheres", de John-Henry Westen & Patrick B. Craine.

O crime de fumar

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Juntando a babaquice de apelo "cidadão" à força persuasiva da lei, acender um cigarro no bar poderá, em breve, ser uma imagem tão ou mais assustadora do que chamar a atenção do garçom dando um tiro de escopeta.

Você aceitaria ter o comportamento na privacidade do lar regulado pelo Estado? Presumo que não. Se a resposta for sim, você não é humano, é gado.

Os donos de estabelecimentos comerciais em São Paulo serão forçados a renunciar aos direitos sobre a propriedade privada a partir de sexta (7), quando começa a caça aos fumantes liderada por José Serra. Em defesa da autoritária lei anti-cigarro, a boiada bem-intencionada, com aquele reflexo de campanha publicitária, alega automaticamente: "Mas isso protege os não-fumantes dos males do fumo passivo". É verdade. Então vou seguir o raciocínio. Conseguiríamos o mesmo resultado se proibíssemos a produção de cigarros. Também faríamos um grande bem aos brasileiros proibindo o consumo de carne vermelha. Adeus, gordura e colesterol. Outra medida bacana seria proibir o uso de automóveis em todo o território nacional. Não haveria mais um só brasileiro morto por atropelamento. E quem negaria as vantagens da proibição da internet? Eliminaríamos todos os crimes virtuais de uma só vez. Aproveitando que acordei cheio de sugestões, lanço uma mais ousada: proibamos logo o sexo. Não pegar doença venérea é um direito de todos e o Estado tem que garantir isso pra gente.

Construir um mundo melhor não é tarefa reservada apenas a políticos conscientes. O povo tem que participar. Trechos de matéria do Estadão (grifos meus):

"(...) o governo de José Serra (PSDB), autor do texto da lei, sustentou que a eficácia das blitze será garantida por meio da participação e das delações populares. A pesquisa InformEstado, entretanto, apontou certa fragilidade na participação efetiva da população - resistência muito maior entre o público fumante. Do universo estudado, 22,6% têm o hábito de fumar e, dessa parcela, 86,7% afirmaram que não vão fazer denúncias - ainda que 48,8% sejam totalmente a favor da lei. A não adesão às denúncias também ocorre entre não fumantes: 58,4%"

Atenção agora:

"O uso do cigarro em ambiente interno é culturalmente aceito há anos. Começamos a mudar isso só agora", avalia o secretário de Estado da Saúde, Luiz Roberto Barradas Barata, um dos responsáveis pela fiscalização. "Por isso, nesse primeiro momento, a intenção de denunciar não aparece. Acredito que, com a aplicação da lei e os donos de bares se engajando em preservar os estabelecimentos, as denúncias vão surgir", afirma. "Fumar dentro do local será exceção. Vai chatear." O secretário de Estado da Justiça, Luiz Antônio Marrey, diz que a "metade de fumantes que vai denunciar é suficiente para colaborar com a fiscalização".

A intenção é desfazer um hábito inofensivo e culturalmente aceito há anos, tido pela burocracia iluminada como uma grave ameaça ao nosso bem-estar, e instaurar um novo, transformando os fumantes em párias. Juntando a babaquice de apelo "cidadão" à força persuasiva da lei, acender um cigarro no bar poderá, em breve, ser uma imagem tão ou mais assustadora do que chamar a atenção do garçom dando um tiro de escopeta.

Serra pretende que seu objetivo seja alcançado à velha moda socialista: investindo os cidadãos da função de delatores a serviço do governo. Nos sonhos do tucano, o desgraçado que insistir em fumar, além do vexame de "chatear" e prejudicar a coletividade asséptica, se verá acuado por uma multidão de acusadores que até ontem estavam cuidando de suas próprias vidas.

A pesquisa do Estadão diz que a maioria não pensa em dedurar os fumantes. Menos mal.

Perigo de divórcio instantâneo no Brasil

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Uma PEC prepara no Brasil a tragédia pela qual hoje passa a família na Espanha.

Em 17 de novembro de 2007, o jornal italiano Avvenire noticiava que a Espanha estava sendo devastada pela lei do "divórcio express", introduzida em 2005[1] pelo Partido Socialista Operário Espanhol (correspondente ao PT brasileiro). Essa lei permite o fim da união matrimonial por decisão de uma das partes, sem necessidade de separação prévia ou de explicar as razões. O Instituto Nacional de Estatística registrou em 2006 um aumento de 330% de divórcios entre casais casados a menos de um ano.

Pode acontecer com o Brasil o que já acontece na Espanha, onde a lei do "Divórcio Express" fez explodir a quantidade de divórcios do país.

Está em tramitação uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que pretende acabar com qualquer requisito constitucional para que um matrimônio seja desfeito. A proposta, originária na Câmara, está agora prestes a ser aprovada no Senado, onde recebeu o número PEC 28/2009.

Vejamos o que ela pretende.

Atualmente, assim se exprime a Constituição Federal acerca do divórcio:

Art. 226, §6º - O casamento civil pode ser dissolvido pelo divórcio, após prévia separação judicial por mais de um ano nos casos expressos em lei, ou comprovada separação de fato por mais de dois anos.

A PEC 28/2009 pretende simplesmente suprimir o texto acima sublinhado, dando ao dispositivo a seguinte redação:

Art. 226, §6º - O casamento civil pode ser dissolvido pelo divórcio[2].

O que isso significa? Que o legislador ordinário poderá, se quiser, instituir o divórcio sem quaisquer condições: sem prévia separação judicial, sem prazo de convivência, sem prévia separação de fato...

Se essa proposta de emenda for aprovada, o que deve acontecer em breve, não haverá mais nenhum obstáculo constitucional ao divórcio instantâneo, que tanto estrago fez e está fazendo à família espanhola. Casa-se hoje. Divorcia-se amanhã. Recasa-se depois de amanhã.

A PEC recebeu parecer favorável do relator Senador Demóstenes Torres (DEM/GO), que foi aprovado em 24/06/2009 na Comissão de Justiça e Cidadania[3].

Se não fizermos alguma coisa, acabará o resíduo de proteção à família que a Constituição promete no caput do mesmo artigo 226: "A família, base da sociedade, tem especial proteção do Estado".

MANIFESTE-SE USANDO O "ALÔ SENADO"

O procedimento é simples e gratuito. Primeiro, tenha em mãos o número de seu CEP. Depois disque gratuitamente 0800 612211 A telefonista do "Alô Senado" atenderá perguntando o seu nome. Perguntará se é a primeira vez que você liga para o "Alô Senado". Depois, ela perguntará o número do seu CEP, a fim de fazer sua ficha, para novas ligações. Feita sua ficha, ela anotará sua mensagem, que pode ser, por exemplo:

Quero que os senadores votem pela rejeição total da PEC 28/2009, que abre caminho para o divórcio instantâneo no país. A família merece proteção constitucional.

Depois de ter anotado com atenção sua mensagem, a telefonista perguntará a quem você quer enviar a mensagem.

Você pode responder: a todos os senadores do meu Estado.

E ainda poderá acrescentar: Quero que os senadores de meu Estado usem a tribuna para protestar contra a PEC 28/2009

É fácil e é grátis. Ligue e ensine outros a ligar. Coragem!

MANIFESTE-SE USANDO O SÍTIO DO SENADO FEDERAL

Você pode também ir até o sítio do Senado para se manifestar.
Navegue até http://www.senado.gov.br/sf/senado/centralderelacionamento/sepop/?page=alo_sugestoes&area=alosenado
Preencher o campo "Remeter para" com "Comissão e Liderança"
Preencher o campo "Destinatário" com "Todos os Senadores".
Clique em "Solicitação"
Preencha os campos "Remente", "E-mail", "Telefone", "Cidade" e "UF" (obrigatórios)
Escreva a mensagem no campo "Sua mensagem". Pode ser, por exemplo:
Quero que os senadores votem pela rejeição total da PEC 28/2009, que abre caminho para o divórcio instantâneo no país. A família merece proteção constitucional.
Preencha os dados pessoais marcados com asterisco.
Clique em Enviar.

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Notas:

[1] Spagna devastata dal "divorzio express". Avvenire, 17-11-2007, p. 16.

[2] Cf.

[3] Cf. tramitação em

Popularidade de Obama cai a 50%

Movimento Ordem Vigília Contra Corrupção

52% AINDA APROVAM A POLÍTICA EXTERNA DE OBAMA, APESAR DE DÚBIA

Uma avaliação que seguramente será revista nas próximas pesquisas

Na terça-feira (04), a Casa Branca reconheceu Ahmadinejad como “eleito” no Irã. O porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, ao ser perguntado sobre se Obama reconhecia o presidente iraniano após a polêmica eleição no país, respondeu: "Foi uma decisão e um debate que aconteceu no Irã, com os iranianos. Eles que iam escolher o líder. Ele é o líder eleito".

Ontem, um dia depois dessa resposta, o mesmo Robert Gibbs voltou atrás sobre a legitimidade da eleição no Irã, e afirmou que cometeu uma falha de comunicação ao dizer que Ahmadinejad é o líder eleito do Irã, e que Washington vai deixar que o povo iraniano decida se a eleição no país foi justa. - "Deixe-me corrigir um pouco do que eu falei ontem. Eu apontei que o senhor Ahmadinejad era o líder eleito do Irã. Eu diria que não cabe a mim fazer esse julgamento".

Ao que parece a Casa Branca não consegue assumir uma posição transparente sobre determinados assuntos, fazendo com que muitas dúvidas pairem no ar; assim é com o Irã, Israel e Honduras.

Apesar das reiteradas intervenções de Obama contra a deposição de Zelaya, do seu não reconhecimento ao novo governo de Micheletti, das sanções econômicas impostas ao pequeno país e das suspensões das visas diplomáticas hondurenhas, ontem circulou na internet uma carta do Departamento de Estado americano, assegurando que os EUA continuarão acompanhando com “imparcialidade” a crise gerada pela derrubada de Manuel Zelaya em Honduras.

A carta dirigida ao senador republicano Richard Lugar, na verdade tenta suavizar o apoio descarado de Obama a Manuel Zelaya, inclusive, critica as ações provocativas do ex-presidente deposto. O texto também diz que não estão sendo consideradas sanções econômicas severas sobre o governo de Roberto Micheletti.

Só que ao contrário do que afirmou essa carta do Departamento do Estado, hoje, quinta-feira (06), em meio a críticas de que deveriam ser mais duros contra o governo interino de Honduras, os
Estados Unidos planejam cortar mais US$ 25 milhões em assistência caso Manuel Zelaya não seja restituído à Presidência.

Nada muito “sufocante" entenderam? É só para agradar a Zelaya que não para de cobrar Obama.

A pesquisa divulgada, hoje, mostra que a popularidade de Obama despencou drasticamente, em função da crise econômica. Apenas no quesito “política externa”, sua aprovação ainda se mantém razoável: 52% dos americanos aprovam sua atuação. Pois ainda é muita coisa para um governo que tem atitudes dúbias com ditadores, governos de esquerda. Quem sabe na próxima rodada da pesquisa, esse índice também seja 'melhor' avaliado pelos americanos. Por Arthur/Gabriela



POPULARIDADE DE OBAMA CAI A 50%
Popularidade de Obama cai ao menor nível desde a posse, indica pesquisa

Às vésperas de completar 200 dias de governo, a popularidade de Barack Obama, caiu para 50%, o nível mais baixo desde que ele chegou à Casa Branca, segundo pesquisa do instituto Quinnipac divulgada nesta quinta-feira (6). Na última sondagem, realizada em julho, o presidente estava com 57% de aprovação

Entre os americanos consultados, 50% disseram aprovar a gestão de Obama, contra 42% que a desaprovavam, o que reflete um crescente mal-estar sobre o modo como a sua administração enfrenta a crise econômica e a reforma do sistema de saúde, muito discutida no Congresso, segundo a sondagem.

A política econômica de Obama foi desaprovada por 49% dos consultados, contra 45% que a aprovam. Seu projeto de reforma do sistema de saúde é rechaçado por 52% dos entrevistados, contra 39% que o aprovam.

Por outro lado, 52% das pessoas consultadas aprovam sua política exterior, contra somente 38% que a desaprovam.

O nível de desaprovação da gestão Obama não se traduz, no entanto, em apoio aos republicanos: 59% dos entrevistados não concordam com o modo como se comporta a oposição no Congresso e 47% tem mais confiança em Obama que nos republicanos para melhorar a situação econômica e reformar o sistema de saúde.

A sondagem foi realizada entre os dias 27 de julho e 3 de agosto, entre 2.409 americanos adultos, e tem uma margem de erro de cerca de 2%.* Com informações
da
AFP Do UOL Notícias*

A INTOLERÂNCIA DOS TOLERANTES! OU: DERRUBEM O CRISTO RENDENTOR E PONHAM DESCARTES NO LUGAR

Reinaldo Azevedo

quinta-feira, 6 de agosto de 2009 | 6:47

É… Começo com uma graça amistosa com os que querem banir o crucifixo das repartições públicas com base no fato de que o estado é laico: eu não sabia que havia tantos admiradores do Lênin no Brasil. E agora o que não é tão engraçado: é incrível como aqueles que se querem apegados apenas à racionalidade abrem veredas, sem perceber, para uma visão totalitária da história e do mundo. Por que Lênin?

Acho que já me referi aqui a um trecho da biografia de Trotsky escrita por Isaac Deutscher (a trilogia O Profeta Armado, O Profeta Desarmado e O Profeta Banido). No primeiro volume, acho (cito de memória), há a passagem em que o jovem Trotsky vai visitar Lênin no exílio, em Londres. Os dois saem para passear e falar sobre política. E o líder da revolução soviética vai mostrando ao jovem revolucionário: “Esta é a ponte deles, esta é a catedral deles, esta é a praça deles”. “Eles” , no caso, designava a burguesia. Todo o programa do homicida e liberticida estava contido naquelas pequenas observações. Porque a ponte, a catedral e a praça, evidentemente, não eram “deles”, mas da humanidade.

Não para um marxista chinfrim como Lênin, com a profundidade filosófica de um pires, para quem a história tinha um sentido evolutivo — e Marx o levou a pensar assim, claro. O socialismo seria uma etapa posterior da civilização, e haveria de ter, então, pontes socialistas substituindo as pontes do capitalismo; catedrais do socialismo (não dedicadas a Deus, é óbvio) substituindo aquelas da civilização primitiva. O socialismo, como uma das manifestações mais extremas da Razão — ué, por que não? — deu no que deu. Aliás, a Razão já tinha dado no que tinha dado durante o Terror, na Revolução Francesa, não é? Calma lá! Não me confundam: sou amigo da Razão. Não sou é amigo da mistificação.

O estado laico não mata a história que veio antes dele. Não é preciso esmagar uma catedral com outra, uma ponte com outra. A palavra “cultura”, na origem, remete a “cultivo”. Podemos cultivar a nossa história. Já volto a este ponto. Antes, algumas outras considerações.

Os que não suportam manifestação de religiosidade em espaços públicos e coletivos podem suportar a estátua do Cristo Redentor? Ou haveremos de substituí-la por, sei lá, uma outra de Descartes? Não me venham dizer que, em matéria de Razão, Cristo era páreo para Descartes, não é mesmo? E se uma era tem de esmagar a outra, como queria o nobre companheiro Lênin, acho que é preciso implodir aquele troço que está lá e consagrar — no bom sentido, claro, o não-religioso… — o símbolo do racionalismo. Confesso que seria ao menos engraçado ver os desdentados substituindo o “Pai Nosso” pelo “Cogito ergo sum”. Afinal, vocês sabem, sem uma religião cristã para atrapalhar, os povos costumam ser bem mais livres, como provam aqueles paraísos da Africa subsaariana. Na “suprasaariana”, aí já há o paraíso de Alá… É outro!

Eu não gosto de idéias pela metade. Se é para abolir, POR FORÇA DE LEI, o crucifixo das repartições públicas — fico cá imaginando um barnabé caçador de crucifixos… —, então será preciso abolir também o Natal, a Sexta-Feira Santa etc. Que ONG se atreve a entrar com este pleito e que juiz aceita dar a sentença? “É, com efeito, são feriados religiosos, e o estado brasileiro é laico. Não tem feriado coisa nenhuma!”

Incrível, reitero, como se pode, em nome da razão, abrir as brechas para o pensamento totalitário. Notem bem: o estado brasileiro não é ateu. Não é um estado que, como o chinês e o cubano — dois paraísos para quem fica nervoso quando vê um crucifixo em órgão público — se declare ateu. Ele é laico! Isso quer apenas dizer que não se orienta segundo a lógica, as necessidades e a mística de uma religião. Mas a Constituição brasileira PROTEGE as religiões e o culto religioso. NÃO HÁ UMA LEI IMPONDO CRUCIFIXO NAS REPARTIÇÕES. Aliás, nas que tenho visitado, são cada vez menos freqüentes. QUANDO HÁ LÁ UM CRUCIFIXO E UMA BÍBLIA, NO MAIS DAS VEZES, OS OBJETOS SÃO ECOS DE UM TEMPO EM QUE ESSAS ESFERAS NÃO ERAM TÃO SEPARADAS. Mas é só memória. É só história!

Não havendo a lei que imponha e não tendo aquele crucifixo ou aquela Bíblia qualquer influência nas decisões do funcionário público, obrigar a sua retirada por força de uma determinação legal caracteriza uma óbvia perseguição a símbolo religioso, em desacordo com a Constituição. Mais: ainda de acordo com teses que me parecem obviamente autoritárias, hipertrofia-se o conceito de ESTADO e se esquece o conceito de NAÇÃO. O Estado brasileiro, com efeito, é laico. Mas a nação brasileira é esmagadoramente religiosa. E o país tem sabido conviver com as diferenças. Há terreiros de umbanda e candomblé no Brasil que são tombados e, pois, mantidos e protegidos com dinheiro público. Uma reivindicação dos progressistas em nome da diversidade cultural!

Olhem: as pessoas que compõem a tal ONG que resolveu enroscar com o crucifixo pertencem, na sua maioria, a religiões minoritárias no Brasil. Estão protegidas pelo texto constitucional e, tenho certeza, não enfrentam qualquer animosidade da maioria católica brasileira. Zero! Mas parece que isso não basta. É preciso não inverter a relação de causa e efeito: a maioria do povo não é composta de católicos porque há crucifixos nas paredes das repartições; há crucifixos nas paredes das repartições porque a maioria é católica. Não se trata daquela bobagem de que maioria tem sempre razão. Isso é tolice. Estou evidenciando que há um esforço para apagar um costume, uma tradição, uma manifestação cultural, com a força coercitiva do Estado. Nós lutamos para que os terreiros de candomblé deixassem de ser perseguidos, não para que passássemos a perseguir crucifixos.

Muitos expressam, sei lá, um quase ódio à Igreja Católica por causa de seu passado etc e tal. Não vou entrar nesse mérito agora. Já andei escrevendo sobre isso. O fato é que, hoje em dia, e já há muito tempo, a Igreja tem sido exemplo de convivência com a diferença. Digam-me um só lugar em que cristãos perseguem não-cristãos. Mas eu posso enumerar vários, muitos mesmos, em que os cristãos são terrivelmente perseguidos e, às vezes, esmagados. Outra coisa: sugiro um pouco de cuidado e pesquisa antes de negar o vínculo estreito entre cristianismo e democracia ocidental.

Finalmente, respondo a uma questão que andou aparecendo aqui e ali. Entrando em confronto, inclusive, com alguns amigos conservadores, critiquei a chamada Lei do Véu na França. Acho um absurdo que se proíba o uso do véu numa escola porque é “é um espaço laico, e aqui somos todos republicanos”. Ora… Se é para conter o Islã, em vez de conter, atiça. Mais: deu-se asa uma tolice e a uma inverdade. Proibiram-se tanto o véu islâmico como o crucifixo, o que significa que, para a República francesa, véu e crucifixo tiveram, na formação daquele povo, a mesma importância — ou a mesma desimportância. É uma asnice. Mas compreendo. Nas escolas francesas, um sanguinário tarado como Robespierre ainda é tratado como herói. Em nome da Razão! Pensando bem, vamos derrubar o Cristo e meter Robespierre lá.

As pontes são nossas!

As catedrais são nossas!

As praças são nossas!

Os crucifixos são nossos!

“Nossos?” Da civilização!

Fonte: http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/a-intolerancia-dos-tolerantes-ou-derrubem-o-cristo-rendentor-e-ponham-descartes-no-lugar/

O granadeiro emparedado

Brasil acima de tudo

06 de agosto de 2009

General Marco Antonio Felicio da Silva (*)

Em 15 de janeiro de 2001, o Embaixador M. Pio Correa, exemplo de uma classe de diplomatas que rareia na atualidade, publicou artigo intitulado “O Granadeiro Emparedado”. É a história de um soldado de Napoleão, encontrado no meio de grossa parede de um solar português, século e meio após a ocorrência do fato. Narra que o soldado, durante a invasão de Portugal pelos franceses, em 1807, introduzira-se no solar para roubar, prática comum nos exércitos napoleônicos. Descoberto, foi morto pelos moradores, em face do ódio que devotavam aos invasores estrangeiros. ‘Para evitar represálias, esconderam o corpo em grossa parede. E, com profunda sabedoria, arremata: “É esse precisamente o destino que certos círculos políticos, e não dos menos influentes, parecem esforçar-se por dar às Forças Armadas (FA) do Brasil: emparedá-las, encapsulá-las, reduzi-las à imobilidade e ao silêncio, separá-las do corpo da cidadania nacional, privá-las do respeito e da consideração de que, através da História, sempre gozaram da parte dos governos e do povo.

“O propósito óbvio é o de negar às FA qualquer presença, muito menos influência, na vida institucional da Nação.” Tal propósito, planejado, obedecendo interesses internacionalistas, foi incrementado durante os últimos 20 anos, principalmente no governo do Sr. Fernando Henrique Cardoso(FHC) e, para os desavisados, tem tido continuidade no governo Lula, embora, de quando em vez, promessas jamais cumpridas, antagonizadas pela realidade vivida pelas FA: parcos recursos e deficiências de toda ordem. Como exemplo, a falta de investimentos em novos sistemas de armas e a drástica redução de efetivos militares, neste ano de 2009. Desde 1967, parcela da obra literária de FHC, extensa e confusa, sugere o desenvolvimento do Brasil e de outros países latino-americanos sob a dependência da macroeconomia norte-americana (Teoria da Dependência).

Embora considerado por seus pares socialista-marxista, FHC, no seu auto-exílio no Chile, foi admitido na CEPAL (Comissão Econômica para a América Latina), órgão da ONU, recebendo alto salário em cargo de nível diplomático. Tinha direito a privilégios: isenção de impostos, vida abastada, bela casa em bairro nobre e carro Mercedes Benz com motorista. No retorno do seu auto-exílio, em 1978, desembarcou no Brasil com verba de 180 mil dólares, destinada ao CEBRAP, doada pela Fundação FORD.

O Diálogo Interamericano (DI), seminário a que FHC compareceu, e cuja ata de fundação subscreveu no início da década de 80 (1982), juntamente com LUIZ IGNÁCIO LULA da SILVA (pasmem!), é ONG ligada a órgão do Congresso dos EUA, o Centro Acadêmico Woodrow Wilson (CAWW), sendo suas verdadeiras finalidades estatutárias desconhecidas. FHC ocupa, hoje, alta posição na direção do DI.

O governo FHC conduziu o Brasil a uma “dependência subalterna”, de forma deliberada, isto é, fez a inserção subordinada da economia brasileira ao capital internacional, obstando por muitos anos vindouros qualquer possibilidade de um desenvolvimento independente do País. Os principais colaboradores nomeados para o seu primeiro período de governo integravam o grupo partícipe de reunião em Washington, em novembro de 1989, organizada pelo "Institute for International Economics", patrocinada pelo FMI, Banco Mundial, BID e pelo Governo norte-americano. Nesta, realizou-se estudo de diagnóstico enfocando o Brasil, elaborado por Eliana Cardoso e Daniel Dantas. No mesmo instituto foram estabelecidas as bases teóricas do Consenso de Washington.

Dois anos depois de sua posse na Presidência, FHC teve a sua campanha à reeleição lançada numa reunião do FMI, em Washington, por dois de seus colaboradores: Pedro Malan, ministro da Fazenda e Antônio Kandir, ministro do Planejamento. Desde a sua criação, o DI atuou, difundindo teses como as da globalização, da soberania limitada (ou relativa), do direito de ingerência e da interdependência entre as Nações.

O DI também se dedicou a conscientização de líderes e a outras ações político/ diplomáticas, visando a redução drástica dos efetivos e orçamentos das FA latino-americanas, objetivando enfraquecê-las, porém justificando com a obtenção de maiores recursos para assistência social e para o desenvolvimento. Exerceu pressões para a modificação da destinação constitucional dessas FA, afastando-as das funções de Defesa e tornando-as atuantes contra o terrorismo, narcotráfico, defesa ambiental e nas ações de defesa civil.

Pressionou a criação de ministérios da Defesa e de quadros civis para colocar tais órgãos sob o poder civil, enquadrando os comandos militares. Buscou como meta o rebaixamento do “status” social e político dos militares, afastando os ministros militares, considerados nacionalistas, da cúpula das decisões nacionais, retirando a influência dos mesmos sobre os presidentes dos países respectivos.

Defendeu o Direito de Ingerência para o restabelecimento da democracia, nas graves violações dos direitos humanos, crimes ambientais, desastres ecológicos e para o combate do terrorismo e do narcotráfico. Essas nefastas ações, apoiadas, e algumas delas aqui concretizadas nas últimas duas décadas, por brasileiros com poder de mando, como FHC e Lula, estão “justificadas” no livro, referendado pelo governo norte-americano e publicado, em 1990, pela editora Lexington Books, intitulado "The Military and Democracy: The Future of Civil-Military Relations in Latin), editado por Louis W. Goodman, Johanna S..R. Mendelson, e Juan Rial, todos eles membros do DI.

O DI e FHC não podem esconder que seguiram as ordens do governo dos EUA, pois, em 1995, durante sua visita ao Brasil, o Secretário de Defesa William Perry declarou ao "O Globo" (06-05-95) “que o seu governo quer que as Forças Armadas de cada país passem a ser lideradas por um Ministro de Defesa que seja civil. A liderança civil do sistema de defesa fortalece tanto a democracia quanto as próprias Forças Armadas. Nós vamos incentivar isso, assim como a idéia de que haja uma transparência cada vez maior no intercâmbio de informações militares entre as três Américas".

Em junho de 1999, FHC mostrou claramente a sua subordinação, criando, por inconstitucional Medida Provisória, o Ministério da Defesa, sob direção civil. Os ministros militares, de então, aceitaram a extinção, embora ilegal, de seus ministérios. FHC, nos seus governos, ainda, diminuiu fortemente os orçamentos militares, restringiu aumentos de vencimentos, sucateou as FA, cortou verbas para alimentação, diminuiu efetivos, escasseou recursos para pesquisas militares, paralisou o Programa Calha Norte, assinou o tratado de não-proliferação Nuclear, paralisou o desenvolvimento do submarino nuclear, assinou o vergonhoso acordo 505 e o acordo para o não desenvolvimento de mísseis, afastou as FA do centro das decisões nacionais e privatizou áreas estratégicas para a Defesa. O conjunto da sua obra, sem dúvida, é crime de lesa-Pátria por servir a interesses estrangeiros, prejudicando a Nação.

Ouvimos notícias de que China domina a tecnologia da bomba de nêutrons, que lançou seu satélite tripulado, que seus submarinos atômicos com lançadores de artefatos nucleares singram os mares do planeta ou que a Índia tem FA nuclearizadas e vai lançar ao mar, dentro de 10 dias, seu primeiro submarino atômico, incluso com lançadores de artefatos nucleares. Esses fatos não representam apenas poder militar e capacidade de dissuasão. Significam muito mais do que isso: o domínio de tecnologias de ponta que geram múltiplos benefícios e riquezas para os povos desses países.

Então, nos perguntamos: por qual razão estamos tão atrasados em relação a países com graves problemas internos, quando não os temos com a mesma complexidade e intensidade? A resposta, configurando triste diferença para o que aqui ocorre, encontramos nas palavras de um Ministro das Relações Exteriores da Índia: “Temos uma grave responsabilidade para com o nosso País e para com o nosso Povo. Num mundo pleno de conflitos, desejamos a paz e, sobretudo, a independência para atingirmos os objetivos, em função da Nação, a que o Estado se propõe. Ademais, a capacitação nuclear, civil e militar, confere ao nosso País um outro status perante o mundo e as grandes potências."

Que grande lição para os nossos desavergonhados governantes!!!


(*) O general Marco Antonio Felicio da Silva é articulista do jornal Inconfidência, Belo Horizonte, MG.

Acesse http://www.grupoinconfidencia.com.br/principal.php

O Foro de São Paulo vai à guerra

Quinta-feira, 6 de Agosto de 2009

Alerta Total

Por Arlindo Montenegro

Sob o título, "Os arquivos de Reyes, um desafio internacional", o jornalista André Oppenheimer publicou nas páginas do Diário Exterior (http://www.eldiarioexterior.com/), cuja tradução resumida é a seguinte:

"Hugo Chavez e seu pupilo equatoriano Correa, reagiram com insultos à publicação da Interpol certificando a autenticidade dos 37.872 arquivos do computador do terrorista Reyes, das Farc. São centenas de referencias ao apoio efetivo de Chavez e Correa ao grupo terrorista. Eles podem gritar e espernear, mas foramcolhidos em flagrante apoiando um grupo terrorista empenhado em derrubar o governo democraticamente eleito da Colômbia".

"Chavez, do mesmo modo que fez quando uma delegação oficial da Venezuela foi flagrada no aeroporto de Eceiza, carregando 800 mil dólares em espécie para ajudar a eleger Cristina Kirchner, grita que o resultado da perícia da Interpolé "uma palhaçada do império" e que o secretario geral da Interpol é "um mafioso", "um vagabundo". O equatoriano Correa não ficou para trás e anunciouque seu exército está se modernizando para, junto com a Venezuela, Brasil e os outros bolivarianos, atacar a Colombia".

"Os laptops das Farc, segundo os peritos em segurança, são documentos valiosos como um tesouro, os mais importantes da luta contra o terrorismo nas Américas. Já proporcionaram o resgate de 480 mil dólares das Farc na Costa Rica e 30 kg de uranio não enriquecido guardados pelos guerrilheiros na periferia de Bogotá".

"Entre centenas de revelações estão 8 referências à ajuda que Chavez prometeuaos chefes terroristas das farc. Outros documentos referem a contribuição de 100 mil dólares das farc para a eleição de Correa em 2006".

"Restam algumas perguntas sem resposta:

- Os países da região, que invocaram os tratados de não intervenção da OEA para condenar a incursão militar da Colômbia no Equador, vão invocar os tratados antiterrorismo da OEA, que proibem a ajuda a grupos armados?

- Vão condenar a Venezuela e o Equador, ou ficar na moita, temendo perder os milhões de dólares em petróleo e ajuda política da Venezuela?

- Chavez e Correa vão pedir desculpas, como fez o Presidente colombiano Alvaro Uribe diante da OEA, quando se debateu o ataque ao acampamento das FARC no Equador?

- A OEA vai convocar a Assembléia Geral, invocando a Convenção Interamericana contra o Terrorismo de 2002, que proíbe aos países membros dar refúgio e dinheiro a terroristas?

- O Conselho de Segurança das Nações Unidas vai invocar suas resoluções 1373 e 1556, que estabelecem exatamente o mesmo, para condenar Chavez e Correa?

- O Presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, vai se retratar de sua recente declaração, dizendo que Chavez é "o melhor presidente que a Venezuela já teve nos últimos cem anos? Ou acredita que apoiar um grupo terrorista que mantém mais de 700 de seqüestrados e que matou 36 pessoas que assistiam a um casamento no Clube Nogal de Bogotá, é ser um bom presidente? "

"Para que fique claro, não concordo com a proposta de alguns legisladores republicanos dos EUA, para que Whasghinton enquadre em sua lista de países terroristas e imponha sanções à Venezuela.Isto só daria argumentos a Chavez, para mostrar-se como "vítima do império".

"Agora, a comunidade internacional deve reagir rapidamente, incluindo os que criticamos o presidente Bush por ignorar a ONU quando decidiu invadir o Iraque. De outro modo, não tem nenhum sentido a existência da OEA, nem da ONU, nem as convenções e tratados internacionais firmados com tanta solenidade".

Arlindo Montenegro é Apicultor.

Alerta Total de Jorge Serrão

Princípios da dominação pela propaganda

Quinta-feira, 6 de Agosto de 2009

Alerta Total

Por Maria Lucia Barbosa

Durante quatro eleições presidenciais o PT tentou elevar ao cargo máximo da República o pernambucano Lula da Silva. Por que só na quarta eleição conseguiu? Por que finalmente o ex-sindicalista foi considerado carismático, gênio da raça, “luz do mundo”?

A resposta é simples: porque nas três eleições perdidas a propaganda do PT era fraquíssima. Só quando Duda Mendonça entrou em cena foi que as coisas mudaram. O eleitorado cativo de 30% foi ampliado e eleitores antes avessos ao discurso incendiário do líder sindical se rederam à barba aparada, ao terno Armani, ao discurso conciliador que nada tinha mais a ver com o prometido e nebuloso socialismo petista que, diga-se de passagem, nunca foi esclarecido.

Na propaganda da quarta eleição e, sobretudo, na manutenção do poder petista, o marqueteiro real colocou em prática alguns princípios que ilustrarei com uns poucos exemplos para melhor compreensão das técnicas empregadas.

1 – Simplificação ou inimigo único – É importante ter um símbolo e transformar o adversário em um único inimigo. Os símbolos tem se sucedido: Fome Zero, pré-sal, PAC. O adversário é a “elite”, apesar de Lula e companheiros serem hoje a elite do poder, econômica e política. Faz tempo que o PT largou o macacão e veste Armani. Mas para efeitos externos, elite é inimiga e coisa ruim e o presidente da República um pobre operário.

2– Método de Contagio – Imprescindível reunir vários adversários numa só categoria. Por isso se fala em “oposição” que não deixam o coitado do Lula governar. A realidade mostra que não existe oposição para valer ao governo petista. Tudo está comprado, cooptado, dominado.

3– Transposição – Carregar sobre os adversários os próprios erros e responder ataque por ataque faz parte da dominação, é importante. Assim, os outros são corruptos, imorais, inimigos da pátria. O PT é o único partido ético e sabe reagir ao menor esbarrão. Truculência é antiga lição aprendida em sindicatos e dá medo.

4– Exagerar e Desfigurar – Quem já não ouviu que o impeachment de Lula da Silva, a defenestração de Sarney, a CPI da Petrobrás põem em perigo a governabilidade? Mais uma mentira em que se acredita piamente

5– Vulgarização – Pela boca de Lula o discurso é adaptado ao nível dos menos instruídos. O PT sabe que a capacidade receptiva da massa é limitada, que o povo tem grande facilidade em esquecer e um mínimo de esforço mental, que uma mentira repetida vira verdade e que quanto maior a mentira mais o povo nela acredita.

6– Orquestração – Repetir um numero reduzido de idéias é importante. Para isso se cria um bordão: “nunca antes nesse país”, que vem acompanhado das realizações que só Lula fez desde o descobrimento do Brasil, algo que converge sempre para o culto da personalidade do presidente,

7– Renovação – Informações e argumentos devem seguir ritmo rápido de modo que quando o adversário criticar o público já está interessado em outro fato. Isso tem acontecido, inclusive, com a sucessão de escândalos de corrupção do governo, de tal forma vertiginosa que quando surge um o outro já está esquecido.

8 - Verossimilhança – Outro princípio que se baseia na construção de argumentos a partir de fontes diversas, através de informações fragmentárias. Exemplo: para ajudar o compañero e presidente do Paraguai, o bispo célebre por sua incontinência sexual, Lula da Silva romperá o Tratado de Itaipu onerando mais ainda os brasileiros pelo uso da eletricidade. Nesse caso, Celso Amorim justifica o injustificável com um malabarismo verbal ao dizer que o Tratado restringe a comercialização de energia a “entes” dos dois países – Eletrobrás e Ande – “mas não diz que é cada um em seu país”. Estranhas explicações também foram dadas nos casos da Bolívia, Venezuela, Argentina, quando interesses do Brasil foram sacrificados em nome do projeto de poder de Lula da Silva na América Latina.

9– Silenciação – As questões para as quais não se tem argumentos devem ser encobertas e dissimuladas com a ajuda dos meios de comunicação. Exemplo: enquanto pessoas morrem em corredores de hospitais Lula da Silva diz diante de câmaras e microfones que a Saúde brasileira está perto da perfeição.

10 – Transfusão – É necessário criar um complexo de ódios que possam arraigar-se em atitudes primitivas. Lula e seu governo têm, com êxito, estimulado o ódio de negros contra brancos, de pobres contra ricos. A culpa de tudo é dos “brancos de olhos azuis”.

11 – Unanimidade – Muitos devem ser convencidos de que pensam como todo mundo, de modo a criar a falsa impressão de unanimidade. Isso é visto claramente nas pesquisas de opinião, quando Lula da Silva aparece com altos índices de aprovação.

Estes “Princípios de dominação pela Propaganda”, publicados em 24/06/2009 no Ex-Blog de Cesar Maia, não foram elaborados por Duda Mendonça ou qualquer outro marqueteiro do PT, mas por Joseph Goebbels, chefe de propaganda de Hitler. E se na adiantada Alemanha o Holocausto foi aceito com naturalidade, por que Mahmoud Ahmadinejad, que prega a destruição de Israel e nega o Holocausto, não pode ser recebido de braços abertos por Lula da Silva, tão afeito aos déspotas mundiais? Como dizia Boris Casoy: “ Tá tudo dominado”.

Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga.

Alerta Total de Jorge Serrão

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Aquecimento global ou câmbio climático causado pelo homem: “céticos” 13 x IPCC 1

Quarta-feira, 5 de Agosto de 2009

Verde: a cor nova do comunismo

Mais de 700 cientistas do mundo todo desafiam as afirmações do Intergovernmental Panel on Climate Change (IPCC) da ONU e do ex-vice-presidente Al Gore. Estes estão alarmando o mundo com a idéia de um suposto aquecimento global antrópico desastroso.

A informação está contida no U.S. Senate Minority Report, relatório de 255 páginas publicado em 2009 sob os auspícios do Comitê do Senado americano para Meio Ambiente e Obras Públicas.

Esses mais de 700 cientistas que desafiam o falso “consenso” equivalem a 13 vezes o número de cientistas da ONU (52 ao total) que aprovaram o alarmista 2007 Summary for Policymakers do IPCC.

A voz do coro dos cientistas “realistas” ou “céticos” ressoou com crescente força nos anos 2008 e 2009, constata o relatório.

Uma verdadeira enxurrada mundial de estudos, análises, coleções de dados do mundo real e de denúncias de improcedentes aplicações e comentários puseram em apertos o IPCC e o ativista Al Gore.

Acresce que os cientistas também não compreendem como Gore e o IPCC podem ter ganhado o Premio Nobel da Paz com sua anti-cientifica, ideológica e até estelionatária militância pelo catastrofismo climático.

Leia o documento completo (255 páginas em inglês) aqui.

Mais de 1.400 sites e blogs publicaram, mas a grande imprensa brasileira ainda o ignora!

Fontes: Senado dos EUA -- Canadá Free Press

Luis Dufaur


A questão da democracia

Mídia Sem Máscara

Em última análise, temos que buscar a causa na decadência dos valores espirituais, que são o fundamento último da alma. A descristianização do Ocidente, juntamente com o surgimento do ateísmo militante, em ambos os hemisférios, é que provocaram as rachaduras que possibilitaram o crescimento da tal Democracia Totalitária.

O filósofo Denis Rosenfield, no excelente artigo que publicou nesta segunda ("Democracia totalitária"), colocou para os brasileiros um belo tema para meditação. No texto, o filósofo gaúcho compara o que chama de Democracia Totalitária, tomando como exemplo a Venezuela, com a sua forma tradicional, a Democracia Representativa ou Constitucional. Esta última forma é o ideal de democracia que as pessoas sensatas almejam, ao menos como suposto. O que se vê atualmente no mundo, todavia, especialmente na América Latina, é a tendência de líderes carismáticos se apossarem do poder e tender a nele se perpetuar, fazendo do voto plebiscitário uma caricatura de democracia, fato que é a expressão da sua própria corrupção. Chávez copia o roteiro do que foi a ascensão de Hitler ao poder e muita gente parece querer imitá-lo.

Rosenfield também registra a sua estranheza pelo fato de que houve uma unânime condenação ao movimento cívico-militar em Honduras, que protegeu sua democracia do demagogo que lá queria implantar os métodos bolivarianos. Esses mesmos países não têm uma palavra de reparo ao que se passa na Venezuela. O silêncio do conjunto das nações em relação a Chávez é mais que suspeito, é cúmplice. Como explicá-lo? Mesmo a América de Barack Obama parece ter se curvado ao totalitarismo caudilhesco do venezuelano.

A questão substantiva é: como uma democracia "normal" pode se transformar na sua caricatura totalitária? O que explica a metamorfose? Existem formas híbridas, de transição? Correrá perigo a democracia no mundo, como de fato correu nos anos Trinta do século passado?

Não se pode dizer que basta alguém querer ser demagogo, subir em um banquinho diante das câmaras de TV e sair a pregar sandices para se eleger. Poderá até fazê-lo, mas se a sociedade para quem pregar estiver saudável, seu discurso cairá no vazio. Dois atores são relevantes nesse estágio em que a sociedade ainda está sã: o povo, pelo voto, rejeita o demagogo e, quanto este tenta um atalho, a elite também o rejeita, como vimos agora em Honduras. Se, no tempo certo, a Venezuela tivesse feito algo parecido o nosso vizinho do Norte não estaria padecendo agora do mal político que sofre, em larga escala.

Aqui cabe recordar o cirúrgico diagnóstico de Denis Rosenfield: "A democracia totalitária volta-se contra os direitos individuais, contra os direitos das pessoas de não se dedicarem aos assuntos políticos, de se contentarem com seus afazeres próprios. Ela se volta contra as instituições por estas interporem um limite ao seu desregramento. Ela se volta contra a propriedade privada tanto no sentido material, de bens, quanto imaterial, de liberdade de escolha. Ela se volta contra todo aquele que reclame pela liberdade. Eis a questão com que nos defrontamos na América Latina. A clareza dos conceitos é uma condição da verdadeira democracia." O democratismo é deletério e destrutivo e é o portador de grandes sofrimentos para aqueles que estão sob seu jugo.

Uma discussão teórica mais profunda teria que ser feita, a fim de demonstrar que esse casamento da filosofia política de Thomas Hobbes com Rousseau, que é a Democracia Totalitária, vive latente nas democracias liberais. Os fundamentos de ambas as formas, sua antropologia, são os mesmos. Os abalos sísmicos que as democracias têm sofrido ao longo do tempo têm sua causa nesses fundamentos comuns de ambas as formas de governo. Não é um acidente de percurso, é acontecimento previsível, o flerte com o totalitarismo.

Eu entendo que há também as formas intermediárias. Veja-se, por exemplo, a social-democracia européia. Ali, com a taxação consumindo para mais de 40% do PIB e com a regulação da vida privada chegando ao ponto da asfixia, há muito deixou-se de ter uma democracia liberal clássica. Talvez o profundo sofrimento causado pelas Grandes Guerras em solo europeu tenha criado anti-corpos suficientes para segurar ainda os demagogos mais radicais. No entando, com essa estatização progresssiva e continuada de toda a vida privada, não se pode dizer que os valores da liberdade estão sendo cultivados. Ali há um híbrido entre socialismo e economia de mercado e nenhum governante pode chegar ao poder se não se comprometer com a irracional e injusta ordem mantida pela social-democracia. A instituição da propriedade privada ficou prejudicada, seja pelo excesso de taxação, seja pelo excesso de regulação.

A eleição de Barack Obama nos EUA, por seu lado, mostra que o mesmo processo se passa na América. Na verdade, não vem de hoje, vem desde o início do século XX, mas a fortuna daquele país permitiu que a expansão continuada do Estado fosse feita de forma mais vagarosa. A eclosão da atual crise econômica, juntamente com a eleição do intervencionista Obama, pode acelerar o processo no rumo do socialismo nas terras do Tio Sam. Os inúmeros bailouts, a tentativia de estatização de todo o sistema de saúde e a consequente expansão desenfreada da dívida pública coloca sérias dúvidas sobre a trajetória salutar da economia, com seus inevitáveis reflexos políticos. Os EUA podem, a qualquer momento, deixar de ser os emissores da moeda de pagamento mundial. A atual recessão pode se arrastar e o desemprego instalado, já altíssimo, não tem data para ser superado. Temos, portanto, um terreno semeado para que aventureiros demagógicos possam vir a ser ouvidos. Resta saber como a sua elite reagiria diante de uma situação hipotética dessas.

Cabe a pergunta: será a social-democracia a institucionalização da demagogia? Do roubo? Parece claro que, para alcançar os mesmos objetivos a social-democracia dispensa o demagogo caricato.

O Brasil também está em processo de transição. Por muito pouco Lula não alcançou o terceiro mandato e tem fortes condições para fazer o sucessor. Durante seus dois mandatos o sistema jurídico sofreu forte transformação, no rumo do socialismo. Aqui, como na Europa, ninguém se elege se não fizer profissão de fé no socialismo, na manutenção dos privilégios e de fé pública contra a inciativa privada. Nenhum nome da chamada direita política teria chances numa eleição majoritária. Não por acaso o grande garantidor de Chávez no poder tem sido Lula. A identificação política dos dois líderes parece evidente. No Brasil, ao contrário dos EUA, as instituições são mais vuneráveis ao aventureirismo político, colocando uma grande interrogação para o futuro imediato.

Meu ponto é que a desordem política, seguindo a linha de Eric Voegelin, não deriva de fatores sazonais, como a crise econômica. Nem mesmo coloco relevo no trabalho diurtuno dos subversivos que apregoam as virtudes do socialismo, na forma proposta por Antonio Grasmsci. Gente adulta e bem formada não daria ouvidos a essa deformação demagógica do processo político. Em última análise, temos que buscar a causa na decadência dos valores espirituais, que são o fundamento último da alma. A descristianização do Ocidente, juntamente com o surgimento do ateísmo militante, em ambos os hemisférios, é que provocaram as rachaduras que possibilitaram o crescimento da tal Democracia Totalitária. Se esta é a causa, outro não poderá ser o remédio: é necessário retormar a tradição, às raízes greco-judaico-cristãs. É preciso colocar novamente os valores maiores de volta aos centros de decisão. Estamos muito longe disso. É o tempo da demagogia.

Intenções de Lula e omissões de Obama

Mídia Sem Máscara

Não obstante a catarata de agressões verbais da UNASUL, criada por Lula da Silva, com o duplo propósito de torpedear a presença política, militar e econômica dos Estados Unidos na América do Sul e ao mesmo tempo projetar a legitimação das FARC para derrocar o governo colombiano, o presidente Obama e a senhora Clinton mantêm um silêncio suspeito frente aos fatos e uma evidente deslealdade frente ao único aliado fiel que lhes resta na América Latina.

As abusivas declarações do chanceler brasileiro, Celso Amorim, segundo as quais os lança-foguetes suecos apreendidos das FARC são um assunto menor comparado com o legítimo direito que a Colômbia tem de fazer convênios internacionais para combater o terrorismo, visto como um pecado pelos conspiradores contra o país, deixou claro que o presidente Lula da Silva e muitos dos integrantes de seu gabinete citados nos computadores de Raúl Reyes são sim, cúmplices das FARC. Porém, em contraste o presidente Obama e sua leviana Secretária de Estado, Hillary Clinton, seguem o jogo da dupla moral, característica de muitos dirigentes democratas norte-americanos ao longo da história dos Estados Unidos.

Nenhuma pessoa sensata ou com suficiente clareza mental pode entender a atitude silenciosa e trânsfuga da atual administração da Casa Branca para com a Colômbia.

Resulta incrível que a administração Obama tenha ficado calada como se este não fosse também um problema seu, enquanto os comunistas do hemisfério, em bandos como hordas, arremeteram contra a Colômbia por permitir a instalação de pessoal militar norte-americano em bases estratégicas da Força Aérea Colombiana, com a finalidade de combater desde a fonte de origem o flagelo do narco-terrorismo que, por triplo conjunto de ações, afeta a segurança nacional dos Estados Unidos, a estabilidade hemisférica e a continuidade da liberdade e independência colombianas.

Não obstante a catarata de agressões verbais da UNASUL, criada por Lula da Silva, com o duplo propósito de torpedear a presença política, militar e econômica dos Estados Unidos na América do Sul e ao mesmo tempo projetar a legitimação das FARC para derrocar o governo colombiano, o presidente Obama e a senhora Clinton mantêm um silêncio suspeito frente aos fatos e uma evidente deslealdade frente ao único aliado fiel que lhes resta na América Latina.

Parece que eles não entenderam que a atual ordem continental é designada pela futilidade chavista, o nacionalismo mexicano e o oportunismo populista dos governantes intermediários. É como se Hillary e Obama se somassem aos que duvidam (por estupidez ou por identidade ideológica) que Lula é um dos padrinhos das FARC, quiçá o principal.

Porém, para todos eles há um sério alerta. As peçonhentas declarações do chanceler Amorim e a frustrada emboscada que os cúmplices das FARC planejavam contra Uribe na UNASUL, corroboram a conduta acanalhada e velhaca do governante brasileiro em relação ao conflito colombiano e a projeção continental, atitude que foi secundada pela presidenta chilena, outra furibunda idólatra do ditador cubano e inimiga soterrada dos Estados Unidos.

Muitos analistas da geopolítica e da geoestratégia perguntam com evidente preocupação: qual é a verdadeira posição de Barack Obama em torno do ocorrido em Honduras e com o que sucede agora com a Colômbia?

Por mais que se dê voltas no assunto, tudo enfoca a demonstrar que o chamado "pragmatismo da política exterior gringa" consistente em não ter política exterior para deixar "os aliados pendurados na brocha", parece ser um traço cultural da bancada democrata, como por exemplo, o intencional esquecimento para com os combatentes cambojanos no Vietnã, ou a dupla moral de Carter frente aos terroristas islâmicos, ou ainda a inexplicável repugnância da administração Clinton para qualificar as FARC como narco-traficantes e terroristas, apesar de ter provas suficientes.

Esta acusação ocorreu na era Bush, porém, só depois de ocorridos os ataques terroristas do 11 de setembro de 2001, devido a que Raúl Reyes tenha dito que esse havia sido o dia mais feliz de sua vida, e Mono Jojoy declarou objetivo militar todas as empresas e os cidadãos norte-americanos que estivessem na Colômbia.

Ao mesmo tempo em que os democratas gringos navegam indiferentes acerca do calculado abandono aos aliados leais ao povo e aos princípios libertários que regem a nação mais livre e poderosa do planeta, todos os peões de Fidel Castro, incitados por Lula e financiados por Chávez, se dedicam a promover a queda da Colômbia, o auge das FARC como grupo político e a saída dos Estados Unidos da região.

É evidente que a emboscada contra a Colômbia que os membros do Foro de São Paulo auspiciados por Lula da Silva planejavam, tinha como propósito insistir com Uribe no "acordo humanitário" com as FARC nas condições impostas pelos terroristas e seus cúmplices - que no fundo procura legitimar os terroristas com embaixadas incluídas -, converter a ópera bufa da UNASUL em um juiz de fato às decisões autônomas e autárquicas da Colômbia soberana, e suplantar a cada vez mais desgastada OEA.

Porém, nem os gringos nem os meios de comunicação, nem os sisudos analistas que sabem mais do conflito do que aqueles que sacrificam até suas vidas em defesa da institucionalidade, questionam Lula e Bachelet: por que em lugar de se opor a que a Colômbia combata o terrorismo, antes não colaboram na captura dos terroristas que se movem por seus países como peixes na água, ou por que não questionam na UNASUL as arbitrariedades de Chávez ao fechar emissoras ou entregar armas às FARC? Ou por que não põem no pelourinho público o delinqüente de colarinho branco que mal-governa o Equador?

Essa sim, seria uma UNASUL com critério e objetivos válidos. No momento, tal e como funciona, a UNASUL é uma organização tipo miscelânea de países que têm mais de UNAFARC e de servilismo ao ditador cubano, que de projeto geopolítico benéfico à sociedade de países que acudiram ao chamado embusteiro de Lula da Silva.

Em síntese: Lula, Chávez e Correa estão mais preocupados em proteger às FARC de qualquer operação similar à "Fênix" ou "Cheque" e tirar Álvaro Uribe do caminho, do que em colaborar no desenvolvimento harmônico da Colômbia dentro do contexto do mundo moderno, ou da suposta paz que dizem querer para o país.

Não obstante, na Colômbia os embusteiros e os desfocados andam imersos na estupidez funcional de sempre. Coqueteiam com Noemí, sem entender que com esta nova candidatura presidencial a vaidosa mulher só procura figuração eleitoral, para garantir um ministério ou outra embaixada no próximo período presidencial.

Outros estão impregnados dos conchavos de Cesar Gaviria, ou das trapaças de Carlos Gaviria, etc., etc. Nenhum deles pensa na Colômbia. Navegam no mar do egoísmo e da possibilidade de ter à sua disposição o fisco nacional para desocupá-lo com as duas mãos.

Nessa ordem de idéias, os acontecimentos externos e internos corroboram com fatos que o reconhecido trabalho do presidente Uribe requer indiscutível continuidade e que, para rematar, com exceção do ex-ministro Arias não há outro dirigente com a disposição pessoal, a inteligência e a visão integral do problema para acabar a obra iniciada, e para pôr os vândalos da UNASUL em seu devido lugar.

Porém, claro, também se necessita que o atual presidente dos Estados Unidos diga com franqueza qual é sua posição a respeito, ou se sua visão geopolítica do hemisfério é tão míope que se limita a torpedear o necessário TLC entre os países, para servir de caixa de ressonância às trapaças dos comunistas no hemisfério, a tirar a brasa com a mão alheia para que a Colômbia ponha os mortos e a juventude norte-americana os consumidores das drogas, enquanto que com esses dinheiros se financiam os terroristas que agradam igualmente aos povos colombiano e norte-americano.

Em todo este imbróglio, cai como o anel no dedo a frase do general Mc Arthur: "A história do fracasso das guerras pode-se resumir em duas palavras: demasiado tarde"...

Oxalá que não seja tarde para a Colômbia e o hemisfério, pois embora a Guerra Fria tenha passado de moda, em outros cenários geopolíticos os cavernosos comunistas latino-americanos crêem que o totalitarismo marxista-leninista ainda está vigente, idolatram o ditador cubano e impulsionam as FARC para que assassinem a vida em primavera dos colombianos, com a finalidade de integrar todo o continente ao etéreo Socialismo do Século XXI.

* Analista de assuntos estratégicos - www.luisvillamarín.co.nr

Título original: Lula peló el cobre mientras Obama saca La brasa com mano ajena

Fonte: http://www.eltiempo.com/blogs/analisis_del_conflicto_colombiano/2009/08/lula-pelo-el-cobre-mientras-ob.php

Tradução: Graça Salgueiro

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