Assine nosso Feed e fique por dentro das atualizações

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

De Cuba com Cariño

Mídia Sem Máscara

Heitor De Paola | 31 Outubro 2009
Artigos - Desinformação

Não é ao menos estranho que um regime que faz o que bem entende com os opositores, conta com quase total apoio internacional inconteste para prender, matar, raramente exilar qualquer um dos cidadãos, que tem leis estritas sobre o uso da internet, proíbe computadores pessoais, principalmente laptops e notebooks, permita que esta moça continue impunemente comandando um blog oposicionista?

Será lançado hoje (29), no Auditório d'O Globo, o livro De Cuba com Carinho, de Yoani (ou Yoanis) Sánchez, a 'superblogueira' cubana que consegue burlar todas as diretivas do Partido Comunista Cubano quanto ao uso da Internet. Consegue mesmo? É autêntica a moça? Ou não passa de uma impostora e seu blog Generación Y de um embuste genialmente montado pelo aparelho de desinformação da DGI - Dirección General de Investigaciones - o KGB cubano?

Cada noticia sobre la "ciudadana bloguera" Yoani Sánchez me deja más confundida, y repito que no es porque tenga nada en su contra personalmente, sino porque sus posibilidades y libertad de movimientos llegan a poner en duda a cualquier persona por imberbe que sea, imagínense a un opositor o periodista independiente cubano que haya
sufrido o sufra en carne propia la represión, el acoso, la humillación y la tortura psicológica que el régimen castrista aplica a los que
disienten de sus dictámenes.

Adela Soto Álvarez

Não existe nesta maldita história escrita com o sangue dos mártires há cinqüenta anos, nenhum FATO semelhante ao desta blogueira que tivesse ficado impune. A forma arrogante como ela refere ter deixado a delegacia quando foi intimada "apenas" para ser notificada de que não poderia realizar o encontro dos blogs é por si só, um fato alarmante. Não se conhece um só opositor que tivesse sido tão desaforado com os interrogadores e que não tivesse - no mínimo - levado uns bofetões de arrancar os dentes e em seguida jogado no calabouço da Villa Marista. Mas Yoani disse o que quis e saiu ilesa, inclusive saudada pela rede inteira como "heroína". Agora afronta ninguém menos que a filha do ditador hereditário substituto e não passa nada?

Graça Salgueiro

Adela Soto Alvarez sabe do que está falando. É licenciada em Filologia, Jornalista, Escritora, Poeta. Fundou a Imprensa Independente em Cuba e foi condenada a um ano de prisão domiciliar na Primavera Negra de 2003, por suas atividades contestatórias. Reside atualmente em Miami como refugiada política. Autora da novela-testemunho "O Império da Simulação" (Miami 2005) e outros livros sobre a realidade cubana.

Graça Salgueiro dispensa apresentações, vale dizer apenas que na minha opinião, na de Alejandro Peña Esclusa, Olavo de Carvalho e vários outros estudiosos da Iberoamérica, Graça é a pessoa que mais entende do assunto no Brasil, talvez em mais ampla área, mormente nas questões cubanas, a cujos mártires vem dedicando sua vida há anos, adquirindo reconhecimento e respeito internacional.

No mesmo dia em que recebi o primeiro aviso do lançamento do livro, o Diário Exterior anunciava com o Título Sentenciado a dos años de prisión:

Dos días después de la visita de Moratinos (Ministro do Exterior da Espanha) se ratifica la condena de cárcel a otro opositor cubano (El miembro del Movimiento Cristiano de Liberación (MCL) y coordinador del Proyecto Varela en el este de Cuba, Agustín Cervantes). Los miembros de la oposición cubana habían advertido que a la excarcelación de un preso de conciencia y el decreto de libertad a otro opositor que se encontraba fuera de prisión con licencia extrapenal, seguirían nuevas condenas y encarcelamientos a disidentes. Tan sólo dos días después de esas medidas, tomadas tras la visita de Miguel Ángel Moratinos a La Habana, el régimen castrista ha ratificado la sentencia de dos años de prisión al primer demócrata sometido a juicio sumario desde 2003.

2003 é exatamente o ano da 'Primavera Negra' em que o governo comunista prendeu 75 pessoas, entre eles médicos, jornalistas, professores. Submetidos a julgamento sumário a maioria foi condenada a penas de prisão de 15 a 20 anos por "atentarem contra a segurança do Estado e difundir idéias contrárias ao sistema comunista cubano'.

Não é ao menos estranho que um regime que faz o que bem entende com os opositores, conta com quase total apoio internacional inconteste para prender, matar, raramente exilar qualquer um dos cidadãos, que tem leis estritas sobre o uso da internet, proíbe computadores pessoais, principalmente laptops e notebooks, permita que esta moça continue impunemente comandando um blog oposicionista?

Segundo levantamento feito pelo site de oposição NOTICUBA, Yoanis vive em Nuevo Vedado numa confortável residência com telefone e serviço de internet, única cubana com liberdades para utilizar o serviço de internet sem interrupções, e que jamais foi objeto de perseguição ou maltrato e muito menos detida, pelo que desconhecem o porquê de sua presença como opositora.

Nuevo Vedado é considerado um dos melhores bairros de Havana, onde estão hotéis de 4 a 5 estrelas e alugam-se residências bastante amplas comparada aos miseráveis cortiços em que vivem os cubanos comuns.

O mesmo Editorial afirma o que confirmei pessoalmente em detalhada pesquisa pela Internet: (Jornalistas cubanos independentes) afirmaram que a conheciam de ouvir falar, outros que nem a conheciam porque ela não é membro de nenhum grupo opositor, que somente souberam pela imprensa estrangeira que havia feito um ato de presença no caso do roqueiro Gorki, e sobre as demais participações no estrangeiro. (...) Depois de muita sondagem soubemos que em Cuba ninguém sabe o porquê da fama de Yoanis Sánchez, nem o porquê do Prêmio Ortega y Gasset de Jornalismo Digital 2008, nem a viagem à Espanha suspensa pelo governo de Cuba. Muito menos a participação em vídeo na SIP (Sociedade Interamericana de Imprensa) (...) Isto, porém não corresponde com Yoanis Sánchez, pois ela não responde pela imprensa independente cubana, não foi detida, nem perseguida politicamente, nem sequer, como afirma a oposição, pertence a nenhum grupo organizado. Apenas criou um blog em 2007, chamado "Generación Y" com o objetivo, segundo ela, de poder dizer o que sente e para que o mundo conheça [seus pensamentos].

Como Yoanis mora neste lugar? Como paga o aluguel - ou é proprietária (o que seria uma aberração em Cuba)? Segundo ela mesma em seu site é 'Licenciada en Filologia, Reside en La Habana y combina su pasión por la informática con su trabajo en el Portal Desde Cuba'. Como se sustenta? Como pode usar a Internet sem interrupções? São perguntas que permanecem sem resposta.

YOANIS E GENERACIÓN Y COMO OPERAÇÃO DE DESINFORMAÇÃO?

Uma das principais armas do movimento comunista internacional é a desinformação (do russo desinformatsiya). Ela difere da propaganda convencional porque suas verdadeiras intenções são secretas e as operações sempre envolvem alguma ação clandestina. Significa a disseminação de informação falsa ou provocativa. Inclui a distribuição de documentos, cartas, fotos forjadas, propagação de rumores enganosos e inteligência errada. Segundo Biezmenov o KGB gastava 85% dos seus recursos em medidas ativas e de influência (lavagem cerebral) (O Eixo do Mal Latino-Americano e a Nova Ordem Mundial, p. 57-59).

A DGI, discípula fiel do KGB, segue os mesmos passos. Uma de suas operações mais bem sucedidas foi convencer o mundo todo de que após a revolução cubana houve uma melhora imensa na educação e na saúde, mentiras deslavadas, pois antes da revolução Cuba apresentava os melhores níveis educacionais das Américas, melhores inclusive que os da Itália e da Suécia. E sua medicina que era de ponta virou uma mixórdia com alguns centros de sub-excelência baseados em estudos nos EUA e que só estão à disposição para ricos turistas. Fidel, quando passa mal, vai para Isla de Margarita, Venezuela, onde Chávez montou um hospital de primeira linha. Os hospitais para os cubanos comuns são horríveis, sujos, sem médicos (pudera, ganhando 5 dólares por mês!).

Conseguido este intento é bem possível que a DGI passasse a atacar um ponto negativo para os ocidentais: a falta de liberdade individual e de imprensa. Ora, o que haveria de melhor do que uma mulher jovem, bonita, bem falante e boa escritora, com toda a liberdade de escrever o que queira (talvez passando antes pelo crivo da DGI), com acesso total à internet e morando muito bem?

A parte clandestina da desinformação são as mensagens subliminares para criar dúvidas nas mentes ocidentais (lavagem cerebral):

- não se vive tão mal em Cuba

- esta moça diz o quer, até mesmo interpela em público Mariela, a filha de Raúl Castro e não vai presa! Ora, Cuba não é tão repressiva assim!

- quando é chamada à polícia é tratada com delicadeza inusitada e sai livre, leve e solta! A polícia cubana não é o que a propaganda direitista fala, é melhor até que a PM do Rio!

- compartilha festinhas com seu marido e amigos livremente, ouvem música e bebem bebidas estrangeiras, igual aqui, ora!

A FÁBRICA DE MITOS COMUNISTA PRODUZ DISSIDENTES

No mesmo livro (PP 168-173) mostro como o KGB fabricou um dissidente muito mais importante que uma menina boba como Yoani: Andreiï Sakharov, o 'Pai da Bomba H soviética'. O estrago causado por ele na intelectualidade ocidental foi devastador!

A ENTREVISTA NA IMIGRAÇÃO - NEGATIVA PARA SAIR DO PAÍS

Foi amplamente divulgado um vídeo pelo youttube onde Yoani comparece na Imigração cubana e lhe é negado sair do país. Assistam o vídeo: a gravação interrompe o vídeo e só fica o áudio, as vozes mudam. Obviamente falsa e montagem!

Primeiro manifesto internacional contra o comunismo

Mídia Sem Máscara

Graça Salgueiro | 31 Outubro 2009
Notícias Faltantes - Comunismo

Todos conhecemos os campos de concentração do III Reich alemão mas, ao contrário, os lugares do horror comunista na URSS ou na China são quase desconhecidos.Pouco a pouco se vai quebrando essa impunidade intelectual.

Notalatina - O Notalatina apresenta hoje uma importantíssima petição, uma decisão talvez inédita no mundo, que pede a condenação do comunismo por crimes de lesa-humanidade. Ela foi elaborada em Praga, por importantes pessoas que sofreram na carne a brutalidade criminosa deste regime e está encabeçada pelo ex-presidente da República Tcheca, Václav Ravel. O documento é todo tão bem elaborado e com indicações de links tão importantes, que resolvi traduzi-lo por inteiro.

Já há algum tempo o presidente da Ucrânia, Viktor Yushchenko, vem mostrando seu absoluto rechaço a tudo o que significou para o seu país o domínio soviético, então, derrubou monumentos, trocou nomes de ruas, praças e edificações, e em seu lugar colocou o de mártires ou ilustres escritores.

Agora este movimento contra o comunismo chega ao Parlamento Europeu com bastante representatividade. É salutar, portanto, que também apoiemos esta decisão. Eu assinei, porém ainda somos poucos - meu número foi o 4.130 - e é importante que se chegue aos milhares, para mostrar ao mundo que ninguém agüenta mais esta ideologia assassina que só trouxe miséria, destruição e mortes brutais por onde passou. Acredito que uma petição desta envergadura não pode circunscrever-se aos países do Leste Europeu mas a todos aqueles que se solidarizam com suas vítimas, que condenam com veemência este genocídio e que também não desejam ver em seus países mais sangue inocente derramado por criminosos psicopatas desta estirpe. Lembrem-se de Cuba e a Venezuela aqui do nosso lado, pois nós também corremos este risco, como todos sabem.

Fiquem com Deus e até a próxima!

Tradução e comentários: G. Salgueiro

* * *

A Declaração de Praga condena o comunismo por crimes contra a humanidade

O nacional-socialismo alemão converteu-se na cara exclusiva do Mal no mundo. As embaixadas da Alemanha e de Israel, assim como o imprensa, protestaram porque um museu de cera na Tailândia usou como anúncio uma reprodução de Adolf Hitler. Ninguém, entretanto, teria protestado se a imagem em questão fosse de Joseph Stalin. Inclusive é habitual cruzar-se com gente que leva orgulhosa em sua camiseta a cara de um certo terrorista denominado Che Guevara. A Declaração de Praga quer acabar com essa impunidade do comunismo.

Onde há governo ou onde tratou de fazê-lo, o comunismo cometeu genocídios e matanças sem conta, como a morte por fome de ao menos sete milhões de ucranianos ou a matança de Paracuellos del Jarama. A soma de mortos pelos criadores do Homem Novo supera os cem milhões de seres humanos. Todos conhecemos os campos de concentração do III Reich alemão mas, ao contrário, os lugares do horror comunista na URSS ou na China são quase desconhecidos.

Pouco a pouco se vai quebrando essa impunidade intelectual. Em abril passado, o Parlamento Europeu aprovou uma resolução na qual se propunha a adoção do dia 23 de agosto como o dia do pacto entre Hitler e Stalin, pelo qual ambos os ditadores repartiam o Leste Europeu, como o Dia da Lembrança das Vítimas dos Totalitarismos.

Em Praga, cidade que sofreu os totalitarismos nazista e comunista, surgiu o projeto da Declaração de Praga. Nela se exorta autoridades e cidadãos europeus a criar o Instituto da Memória e Consciência da Europa que informe e investigue o comunismo e o nazismo, e um museu pan-europeu das vítimas de todos os regimes totalitários. Como afirmam seus criadores, não haverá uma Europa unida se não for capaz de antes unificar sua história e reconhecer o comunismo e o nazismo como movimentos responsáveis por genocídios.

Convidamos nossos leitores a ler a Declaração de Praga e a assiná-la. Aqui há a parte essencial de seu conteúdo:

DECLARAÇÃO DE PRAGA

Tendo em conta o futuro digno e democrata de nossa comum pátria européia,

- Considerando que as sociedades que esquecem seu passado carecem de futuro;

- Considerando que a Europa não se unirá a menos que seja capaz de unificar sua história, de reconhecer o comunismo e o nacional-socialismo como um legado comum e de conseguir um debate sincero e profundo sobre todos os crimes totalitários do século passado;

- Considerando que a ideologia comunista é diretamente responsável por crimes contra a humanidade;

- Considerando que a má consciência que se deriva do passado comunista é uma pesada carga para o futuro da Europa e para nossos filhos;

- Considerando que diferentes valorações do passado comunista ainda podem dividir a Europa em Ocidente e Oriente;

- Considerando que a unidade européia foi uma resposta direta às guerras e à violência causada pelos sistemas totalitários no continente;

- Considerando que a consciência dos crimes de lesa-humanidade cometidos pelos regimes comunistas em todo o continente deve informar a todas as mentes européias, na mesma medida que os crimes do regime nacional-socialista;

- Considerando que existem similitudes entre o nacional-socialismo e o comunismo no que se refere a seus caráter horrível e espantoso, e a seus crimes contra a humanidade;

- Considerando que os crimes do comunismo ainda necessitam ser avaliados e julgados desde os pontos de vista jurídico, moral e político, assim como do ponto de vista histórico;

- Considerando que tais crimes foram justificados em nome da teoria da luta de classes e do princípio da ditadura do proletariado, que utilizam o terror como método para preservar o poder dos Governos que o aplicaram;

- Considerando que a ideologia comunista foi utilizada como uma ferramenta em mãos de imperialistas na Europa e na Ásia para alcançar seus planos expansionistas;

- Considerando que muitos dos autores que cometem e cometeram crimes em nome do comunismo ainda não foram levados ante a justiça, e suas vítimas ainda não foram indenizadas nem satisfeitas;

- Considerando que o objetivo de proporcionar informação completa sobre o passado totalitário comunista, que conduza a uma compreensão mais profunda e ao debate é uma condição necessária para a futura integração de todas as nações européias;

- Considerando que a reconciliação definitiva de todos os povos europeus não é possível sem um esforço potente para estabelecer a verdade e para restaurar a memória;

- Considerando que o passado comunista da Europa deve ser tratado a fundo, tanto na academia como ao público em geral, e as gerações futuras devem ter fácil acesso à informação sobre o comunismo;

- Considerando que em diferentes partes do mundo só uns poucos regimes totalitários comunistas sobrevivem, porém que, todavia, oprimem aproximadamente a um quinto da população mundial, e ainda se aferram ao poder cometendo delitos e impondo um alto custo para o bem-estar de seus povos;

- Considerando que em muitos países, apesar de que os partidos comunistas já não estão no poder, não se distanciaram publicamente dos crimes dos regimes comunistas nem os condenaram;

- Considerando que Praga é um dos lugares que sofreu tanto com o nazismo quanto com o comunismo,

Estando convencidos de que os milhões de vítimas do comunismo e suas famílias têm direito a desfrutar da justiça, da solidariedade, da compreensão e do reconhecimento de seus sofrimentos da mesma forma que as vítimas do nazismo foram moral e politicamente reconhecidos,

Nós, os participantes da Conferência de Praga Consciência européia e o comunismo,

- Ante a Resolução do Parlamento Europeu sobre o sexagésimo aniversário do fim da Segunda Guerra Mundial na Europa, em 8 de maio de 1945, de 12 de maio de 2005,

- Ante a Resolução 1.481 da Assembléia Parlamentar do Conselho da Europa, de 26 de janeiro de 2006,

- Ante as resoluções sobre os crimes comunistas adotadas por vários Parlamentos nacionais,

- Ante a experiência da Comissão pela Verdade e a Reconciliação na África do Sul,

- Ante a experiência dos Institutos da Memória e os Memoriais na Polônia, Alemanha, Eslováquia, República Checa, Estados Unidos, o Instituto para a Investigação de Crimes Comunistas na Romênia, os museus da ocupação da Lituânia, Letônia e Estônia, assim como a Casa do Terror na Hungria,

- Ante as presidências atuais e futuras na UE e no Conselho da Europa.

- Ante o fato de que 2009 é o vigésimo aniversário da queda do comunismo na Europa Central e Oriental, assim como dos assassinatos em massa na Romênia e no massacre da Praça de Tianamen em Pekin,

Pedimos:

1. Chegar a um entendimento entre todos os europeus de que os regimes totalitários nazista e comunista devem ser julgados por seus próprios méritos terríveis, por ser destrutivo em suas políticas de maneira sistemática na aplicação das formas extremas de terror, da supressão de todos os direitos civis e das liberdades humanas, começando pelas guerras de agressão e, como uma parte inseparável de suas ideologias, o extermínio e a deportação de nações inteiras e grupos de população, e que como tais devem ser considerados os principais desastres que frustraram o século 20,

2. O reconhecimento de que muitos crimes cometidos em nome do comunismo devem ser qualificados como crimes de lesa-humanidade, de modo que constituam uma advertência para as gerações futuras da mesma maneira que os crimes nazistas foram julgados pelo Tribunal de Nüremberg,

3. A formulação de um enfoque comum a respeito dos crimes dos regimes totalitários, incluídos os regimes comunistas, e uma versão européia dos crimes comunistas, a fim de definir claramente uma atitude comum frente aos crimes dos regimes comunistas,

4. A introdução de uma legislação que permita aos tribunais de justiça julgar e condenar os culpados pelos crimes comunistas e compensar as vítimas do comunismo,

5. A garantia do princípio de igualdade de tratamento e não-discriminação entre as vítimas de todos os regimes totalitários,

6. A pressão européia e internacional para a condenação efetiva dos crimes do passado comunista e da luta eficaz contra os crimes comunistas em curso,

7. O reconhecimento do comunismo como parte integrante e horrível da história comum da Europa,

8. A aceitação por toda a Europa da responsabilidade pelos crimes cometidos pelo comunismo,

9. O estabelecimento de 23 de agosto, dia da assinatura do pacto Hitler-Stalin, conhecido como o Pacto Molotov-Ribbentrop, como um dia de lembrança das vítimas dos regimes totalitários nazista e comunista, do mesmo modo que a Europa recorda as vítimas do Holocausto em 27 de janeiro,

10. A reclamação aos Parlamentos nacionais para que reconheçam os crimes comunistas como crimes contra a humanidade, e modifiquem a legislação pertinente,

11. O debate público sobre o mal uso comercial e político dos símbolos comunistas,

12. A continuação das audiências da Comissão Européia com respeito às vítimas dos regimes totalitários, com vistas à elaboração de uma comunicação da Comissão,

13. O estabelecimento de comitês compostos por experts independentes nos Estados europeus que foram governados por regimes comunistas totalitários, com a tarefa de recolher informação sobre violações dos direitos humanos sob cada regime comunista totalitário em nível nacional, com o fim de colaborar estreitamente com o Conselho de Comitê de experts da Europa,

14. A elaboração de um claro marco jurídico internacional em relação a um acesso livre e irrestrito aos arquivos que contêm informação sobre os crimes do comunismo,

15. A fundação de um Instituto Europeu da Memória e da Consciência, que teria duas funções:

A) a de um instituto europeu dedicado à investigação dos estudos do totalitarismo, o desenvolvimento de projetos científicos e educacionais e o apoio à criação de redes de institutos de investigação nacionais especializados no tema da experiência totalitária,

B) e a de um museu memorial de âmbito europeu das vítimas de todos os regimes totalitários, com o objetivo de recordar as vítimas destes regimes e de dar a conhecer os crimes cometidos por eles,

16. A organização de uma conferência internacional sobre os crimes cometidos pelos regimes comunistas totalitários, com a participação de representantes de governos, parlamentares, acadêmicos, experts e associações, cujos resultados devem ser difundidos no mundo inteiro,

17. O ajuste e a revisão de livros de texto de história européia, para que as crianças possam aprender e ser advertidas sobre o comunismo e seus crimes, da mesma forma que se lhes ensinou a compreender os crimes nazistas,

18. A abertura de um amplo e profundo debate em toda a Europa sobre a história européia e a herança comunista,

19. A comemoração conjunta do 20º aniversário no próximo ano da queda do Muro de Berlim, do massacre da Praça Tianamen e da matança na Romênia.

Nós, os participantes da Conferência de Praga Consciência Européia e o Comunismo, nos dirigimos a todos os povos da Europa, a todas as instituições políticas européias, inclusive os Governos e os Parlamentos nacionais, o Parlamento Europeu, a Comissão Européia, o Conselho da Europa e outros órgãos internacionais pertinentes, e os exortamos a abraçar as idéias e as propostas enunciadas nesta Declaração de Praga, e a convertê-las em medidas práticas e políticas.

ASSINE AQUI

Real valorizado ou exportações? Que tal ambos?

Mídia Sem Máscara

Klauber Cristofen Pires | 31 Outubro 2009
Artigos - Economia

Na verdade, o que o governo anda a procurar com isto é uma desculpa esfarrapada para imprimir moeda. Com a arrecadação fiscal caindo, botar as máquinas impressoras para rodar é a tentação do governo perdulário, e isto só significa uma coisa: empobrecer a população.

Está aí uma daquelas eternas discussões que sempre acabam voltando aos noticiários. Frente a um real o qual se alega fortalecido, o governo vem anunciando com a possibilidade de promover uma desvalorização com vistas a atender à indústria nacional.

Se há uma coisa que as pessoas precisam aprender é a se livrarem das mistificações dos enganadores de plantão, digo, os governantes - e para tal mister é fundamental que o empresariado, mormente através de suas entidades corporativas, assumam uma postura de liderança nesta hora, desmentindo e denunciando a farsa que se opera contra o bolso de todos os cidadãos.

Certo está que uma desvalorização cambial virá a estimular as exportações, devido ao barateamento do produto nacional. Todavia, simultaneamente, as importações tornar-se-ão mais caras, e aqui precisamos fazer uma pequena análise, mais adiante. Antes, porém, torna-se necessário responder à pergunta fundamental: o que vem a ser uma moeda forte?

Uma moeda valorizada é, em suma, um meio de troca bem aceito, e indica nada menos que um povo está ficando mais rico, desde que, com a mesma quantidade de dinheiro, pode-se adquirir mais produtos. Todavia, este é um julgamento dinâmico. No momento em que ela passa razoavelmente a se estabilizar em relação ao seu poder aquisitivo, qualquer menção a este estado de valorização não passa de mera retórica, ou senão países como Itália ou Japão, cujas respectivas unidades monetárias representam apenas uma fração do valor de compra de moedas como o dólar ou o real, denunciariam serem estes países pobres e atrasados, o que não é verdade.

Assim, o mito da moeda forte é mais ou menos o mesmo que o mito do salário mínimo, segundo o qual os governantes comumente assustam a população com a alegação do risco da criação de uma espiral inflacionária (critério que eles não levam em conta quando se trata de elevarem os próprios salários). Não que apoiemos aqui qualquer cifra para o salário mínimo, uma instituição tão útil quanto o aparelho elétrico de barbear (que só serve para darmos de presente), mas, ora, se fosse assim, países tais como os Estados Unidos, em que os cidadãos recebem altos salários, teriam inflações estratosféricas. Imagine então o caso dos países que tiveram um surto de desenvolvimento (e de enriquecimento) muito veloz, como foi o caso da Coréia do Sul e de Taiwan!

Na verdade, o que o governo anda a procurar com isto é uma desculpa esfarrapada para imprimir moeda. Com a arrecadação fiscal caindo, botar as máquinas impressoras para rodar é a tentação do governo perdulário, e isto só significa uma coisa: empobrecer a população.

Agora, para refletir: caso o real se mantivesse valorizado, e as empresas começassem a se tornar mais competitivas, os preços dos produtos nacionais não seriam barateados e não seguiriam mantendo ou aumentando suas posições no mercado? Ah, concorda comigo? Mas, será que temos gordura a queimar? Vejamos: consideremos a nossa burocracia infernal, a nossa carga tributária cafetã, o nosso sistema judiciário lerdi-caríssimo, a nossa logística sofrível, com as estradas esburacadas, cheia de ladrões de comboios e os nossos portos pra lá de anacrônicos, a nossa legislação trabalhista...

Bem se vê, portanto, que são estas as mazelas que o governo finge não existirem, e as oculta sob uma nuvem de tinta preta (coisa de moluscos) com um simulacro de solução para o empresariado para resolver o seu próprio problema (o problema eleitoral, não o administrativo).

Tratando agora da dinâmica da valorização de um meio de troca, há de termos em consideração o exemplo dos países com grande tradição comercial, isto é, que exercem o comércio internacional há tempo, com grande volume, e com um alto valor agregado geral de seus produtos, onde é comum que as importações sejam maiores do que o consumo interno de bens importados e/ou que as exportações sejam maiores do que o volume de bens internamente produzidos. Isto significa que as importações, para eles, são um importante componente das exportações. É fácil explicar: abra seu próprio pc agora mesmo e confira como cada um dos elementos é produzido em um país diferente.

Isto significa que, por meio da desvalorização cambial, o governo pode simular uma posição favorável (superavitária) na balança comercial (e com isto ganhar o apoio de certos setores formadores de opinião), ao mesmo tempo em que mina a capacidade de integração e inovação da indústria nacional, já que, com insumos importados encarecidos, somente os setores exportadores beneficiados serão aqueles que trabalhem com componentes predominantemente nacionais (o que pode traduzir uma estagnação tecnológica, por exemplo).

Concluindo: não se deixe enganar por este papo frouxo de real valorizado. Uma desvalorização cambial, na prática - material e literalmente falando - é uma forma dissimulada de aumentar impostos! É como se você tivesse ficado mais rico e o governo decidisse confiscar justamente este dinheiro que você ganhou a mais.

Obrigado, professor Adolfo Sachsida

Mídia Sem Máscara

Bruno Pontes | 31 Outubro 2009
Artigos - Economia

Quando Sachsida encerrou sua exposição, os aplausos calorosos e semblantes iluminados diziam basicamente a mesma coisa: "Entendi, afinal". A crise tem raízes na ação do governo americano. Do governo, e não do mercado.

Foram realizadas em Fortaleza, sexta-feira passada, as palestras da turnê "Liberdade na Estrada", promovida pela turma do site OrdemLivre.org. O programa prometia e cumpriu. Repito o agradecimento, dessa vez por escrito, a Diogo Costa, Bruno Garschagen, Lucas Mafaldo e Adolfo Sachsida.

Quem compareceu às discussões, na UFC e na FA7, conheceu a alternativa liberal ou teve sua crença na liberdade reforçada. Que surpresa agradável conferir a participação, nas duas faculdades, de estudantes genuinamente instigados e curiosos. É compreensível que houvesse tantas interrogações. Aprendemos cedinho que o Estado é a única solução para todos os problemas, reais e imaginários. Para esses estudantes, as palestras em Fortaleza serviram como uma oportunidade única. Só ali eles poderiam fazer certas perguntas e formular certas respostas fora do dogmatismo estatizante.

Esse evento formidável não teria sido possível sem a assistência de um grupo de jovens alunos da UFC. Fizeram tudo do próprio bolso, correndo pra lá e pra cá, buscando apenas a satisfação de atender a um chamado intelectual. Parabéns a todos. Eles sabem quem são.

Agora, um agradecimento à parte. Li quase tudo publicado nos jornais locais a respeito da crise financeira. Vários especialistas pontificaram sobre a crise, sobretudo os especialistas analfabetos em economia, que são os mais conceituados. Parecia haver um acordo tácito: não era preciso entender o assunto. Bastava apontar os culpados de sempre: o mercado, o capitalismo, o ter em detrimento do ser e, claro, o bicho-papão, o famigerado (tirem as crianças da sala) "neoliberalismo".

A palestra do professor Adolfo Sachsida varreu toda a desinformação. Ele é doutor em Economia e ensina na Universidade Católica de Brasília. Estava nos EUA, estudando, quando surgiram os primeiros sinais no setor imobiliário americano. De maneira tranqüila e didática, Sachsida separou as camadas do tema e as deixou visíveis a todo o auditório. Antes que percebêssemos, a cadeia de fatos que resultaram na crise estava diante dos nossos olhos. Esse é o dom de um verdadeiro professor.

Quando Sachsida encerrou sua exposição, os aplausos calorosos e semblantes iluminados diziam basicamente a mesma coisa: "Entendi, afinal". A crise tem raízes na ação do governo americano. Do governo, e não do mercado. Professor Adolfo Sachsida, creio que falo por todos que tiveram o prazer de ouvir sua aula: muito obrigado.

Publicado no jornal O Estado

Bruno Pontes é jornalista - http://brunopontes.blogspot.com

Followers




O Mídia em Alerta não se responsabiliza por opiniões, informações, dados e conceitos emitidos em artigos e textos, assim como também não se responsabiliza pelos comentários dos seus freqüentadores. O conteúdo de cada artigo e texto, é de única e exclusiva responsabilidade civil e penal do autor.

Mídia Em Alerta © 2008. Design by Mídia em Alerta.

TOPO