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quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Confecom e o Plano Nacional de Banda Larga

Mídia Sem Máscara

Nivaldo Cordeiro | 02 Dezembro 2009
Artigos - Governo do PT

A estratégia dos empresários do setor para enfrentar a onda revolucionária é a do silêncio, do "deixa como está para ver como é que fica". É o pior que poderiam fazer. Os petistas são inimigos jurados da economia de mercado e não conhecem limites que não a força da ação política.

Quando recebi o e-mail circular da Telebrasil informando da conclusão do Plano Nacional de Banda Larga, no âmbito do Ministério das Comunicações, achei que o documento estaria em rota de colisão com as "propostas" que tenho lido das organizações de esquerda empenhadas na Confecom. Eu me dei ao trabalho de ler o documento apresentado ao presidente da República. O seu espírito é preservar a economia de mercado, embora admita o caráter complementar da ação estatal. Nada mais longe do que querem os que estão por detrás da Conferência.

No mesmo dia o presidente Lula devolveu o documento, solicitando mais "estudos", e logo em seguida o seu anúncio foi adiado por três semanas, o que coincidirá com a instalação dos trabalhos da Confecom. Se eu estiver certo o documento gerado pelo Ministério das Comunicações será descartado. O governo do PT está integralmente tomado pelo élan revolucionário e sua filosofia é diametralmente oposta ao espírito contido no Plano do ministério: o setor estatal é para ele o agente principal, cabendo ao setor privado o papel de coadjuvante.

Nos próximos dias teremos o desfecho do processo. Se, de fato, o Plano for reformulado, minimizando o papel da iniciativa privada no processo de expansão da infra-estrutura de banda larga, o ministro Hélio Costa terá sofrido vigorosa derrota. E digo sem rodeios: esse Plano não está de acordo com os interesses daqueles que organizaram e chamaram a Confecom. Se essas pessoas tiveram força para chamar a Conferência, tiveram força para fazer Lula pedir mais "estudos" sobre o Plano, terão força também para elaborar seu próprio plano, a partir de suas convicções estatistas.

Vimos que a Confecom foi gestada dentro de um marco mais amplo do processo revolucionário em curso. Seu anúncio ocorreu sintomaticamente durante o Fórum Social Mundial, pela boca de Frei Betto. Logo depois o presidente Lula soltou o decreto de chamamento, surpreendendo toda a sociedade brasileira. Nos artigos em que historiei a gênese do evento podemos ver que estamos diante da iminência de uma mudança brusca, não apenas na política do setor de comunicações, mas da própria forma de tomada de decisão do Estado brasileiro. A Confecom é um mecanismo de caráter sovietizado para a tomada de decisão e expressa a vontade política dominante dentro do Governo Lula. O PT quer o controle de todo o processo produtivo das comunicações, desde a infra-estrutura até a produção de conteúdo. Quer aqui fincar definitivamente a bandeira do socialismo.

A estratégia dos empresários do setor para enfrentar a onda revolucionária é a do silêncio, do "deixa como está para ver como é que fica". É o pior que poderiam fazer. Os petistas são inimigos jurados da economia de mercado e não conhecem limites que não a força da ação política. A omissão só retarda a reação e alimenta a força daqueles empenhados no processo revolucionário. O gesto de Lula pedindo mais "estudos" sobre o Plano é emblemático. Como está ele não dará seu endosso. Um novo plano será consolidado e provavelmente anunciado por ocasião da Confecom, contra os interesses empresários do setor. Se esperavam no lobby de bastidores dobrar a vontade política do PT erraram feio. Terão que lutar em outras arenas, como as demais empresas do setor. Terão que trabalhar a opinião pública. Decisões empresariais desse tipo há muito deixaram de ser coisas de técnicos e de administradores fechados em seus gabinetes.

Provavelmente uma modificação do Plano, ou a elaboração de um substitutivo de caráter estatista, colocará o ministro Hélio Costa em situação política muito difícil. Ele não poderá dar seu aval para a destruição do papel da iniciativa privada no setor. Há um limite além do qual não é prudente ir.

As FARC por dentro

Mídia Sem Máscara

Cel. Luis Alberto Villamarín Pulido | 02 Dezembro 2009
Notícias Faltantes - Foro de São Paulo

É de se supor que o governo nacional e as Forças Militares não vão deixar no terreno do esquecimento nem à espera de que "alguém" faça "algo", com este incalculável tesouro de informação que a Revista Semana acaba de divulgar e que, ademais, era um segredo guardado a sete chaves.

A Revista Semana acaba de publicar uma extraordinária reportagem repleta de detalhes acerca do terrorismo comunista que as FARC praticam contra seus próprios integrantes e a população civil, pelos quais dizem lutar os cabeças como Alfonso Cano ou Ivan Márquez e seus coringas infiltrados pelo Partido Comunista Clandestino (PC3) em Colombianos pela Paz.

Excetuando-se o livro "En el Infierno", de minha autoria, no qual Johny, um ex-integrante das guardas pessoais de Jacobo Arenas, Raúl Reyes, Tirofijo e Alfonso Cano, ou do testemunho da terrorista que escapou com um seqüestrado, são muito escassos os relatos acerca da crueldade interna das FARC, da barbárie cotidiana, da ausência absoluta do valor que tem a vida humana nas guaridas do braço armado do Partido Comunista Colombiano e da sinistra frieza como os cabeças vivem como reis, enquanto a "guerrilheirada" vive em péssimas condições.

Não obstante, Colombianos pela Paz e os bandidos de colarinho branco que governam o Brasil, a Venezuela, o Equador, a Bolívia, Nicarágua e Cuba, do mesmo modo que os politiqueiros torpes de sempre, fazem vista grossa frente a esta realidade. De uma forma ou de outra dão cobertura política aos terroristas. Chamam-nos de "insurgentes", "rebeldes", "subversivos" e inclusive chegam aos aberrantes casos, como Chávez e Correa, de considerá-los como um "Estado paralelo", ou como Piedad Córdoba de exaltar a Tirofijo e convidar os estudantes universitários a fazer subversão.

Por outro lado porém, os cônsules, embaixadores e plenipotenciários com ribombantes cargos diplomáticos que nos representam no exterior, dormem sobre os lauréis do exílio dourado da diplomacia, sem fazer nada consistente e sistemático para desmascarar as FARC ante o mundo inteiro.

Ao contrário, aproveitam, como Noemí Sanín, as oportunidades eleitorais para conseguir os votos necessários que lhes permita continuar no mesmo papel de corpo de rei ou de rainha, a custa do erário nacional sufragado por nós que pagamos impostos.

É de se supor que o governo nacional e as Forças Militares não vão deixar no terreno do esquecimento nem à espera de que "alguém" faça "algo", com este incalculável tesouro de informação que a Revista Semana acaba de divulgar e que, ademais, era um segredo guardado a sete chaves.

Já é hora, por exemplo, de que o ministro Silva deixe de lado a verborréia e ânsia de protagonismo midiático e politiqueiro que herdou de seus antecessores Martha Lucía Ramírez e Juan Manuel Santos, para que, assessorado por pessoas que na realidade entendam de guerra política e guerra psicológica, elaborem uma estratégia pontual, clara, concreta, sistemática e progressiva, de metódica difusão da informação encontrada nesses computadores.

Esse é o momento propício para que se escrevam dezenas de livros com testemunhos, provas, análises e descrições desta realidade tão palpitante porém tão desconhecida dentro e fora do país. Que esses textos em forma de livros, DVD's, revistas, etc., sejam traduzidos a idiomas como inglês, francês, russo, italiano, português, basco, catalão e outros, para que nossos acomodados serviços diplomáticos saiam da consuetudinária modorra e indiferença e vão às universidades, ONGs, centros de pensamento político, academias militares, para difundir com provas fidedignas qual é a realidade do que pretendem as FARC e seus comparsas como Lula, Chávez, Correa, Evo, a ditadura cubana e Ortega.

Entretanto, que se desate no campo interno uma intensa campanha de propaganda sistemática e articulada por todos os meios de comunicação, para induzir os terroristas a depor as armas e aos camponeses a delatá-los ou servir de mediadores para que se entreguem. Já caiu de moda o conto batido de "guerrilheiro entrega-te, uma nova vida te espera". Isso não convence nem tem fundo.

Nesta tarefa não pode haver águas turvas nem vacilações, pois se trata de desarmar quadrilhas de bandidos que pretendem meter a Colômbia na onda da "Selvageria do Século XXI" encabeçada por Chávez e seus sequazes.

Mas, além disso, este não pode ser um trabalho feito ao acaso. Deve ser dirigido por especialistas e executado por pessoas convencidas de que a guerra psicológica é fundamental no combate contra o totalitarismo comunista, pois esse foi o ensinamento que a guerra fria deixou ao mundo.

Cícero disse bem claro há mais de 15 séculos: "Se não se aproveitam as lições do passado o mundo permanecerá em sua infância intelectual. Desconhecer o ocorrido em outros tempos é permanecer eternamente adolescente".

Esta conclusão é para convidar o governo nacional e o ministro da Defesa a refletir que a espada e a mente formam o conjunto vital da guerra, porém que a espada sempre estará sujeita à mente.

Senhor Ministro Silva, deixe de lado sua auto-suficiência e desnecessária arrogância. O senhor é um bom executivo em temas cafeeiros, porém um neófito em termos de estratégia, guerra política, anti-terrorismo, defesa nacional geopolítica e técnicas de guerra revolucionária. Entenda que os serviços de inteligência, os escritórios de Ação Integral e as quatro Forças Armadas sob sua representação política, têm um incalculável tesouro informativo que merece ser difundido para ganhar a batalha política contra os terroristas, seus comissários internacionais e a erva daninha que pulula em "Colombianos pela Paz".

Porém, é claro, tudo depende do manejo que o senhor dê a este tema. Isto é um trabalho que deve ser feito por experts em guerra psicológica e conhecedores profundos do Plano Estratégico das FARC. Não nomeie carreiristas nestas lides porque todos sabemos que abundam as Fundações cheias de oportunistas interessados em manipular elevados orçamentos, porém escasseiam dos verdadeiros conhecedores do tema. Em resumo, mãos à obra.

* Analista de assuntos estratégicos - www.luisvillamarin.com

Fonte: El Tiempo

Tradução: Graça Salgueiro

O filme de Lula e a propaganda criminosa

Mídia Sem Máscara

Ipojuca Pontes | 02 Dezembro 2009
Artigos - Governo do PT

Embora o aval de Lula e os direitos de filmagens estivessem cedidos desde 2003, a "expertise" da produção programou sua exibição exatamente para 2010, ano de eleições presidenciais, no pressuposto de que o melodrama mistificador seria peça publicitária capaz de influenciar a massa ignara na hora do voto.

O articulista Zuenir Ventura, comunista light a serviço da patotagem do cinema novo, reverberou a opinião ("O Globo" 25/11/09) de Luiz Carlos Barreto, quem sabe bolado nos intestinos mentais deste produtor, de que o filme "Lula, o filho do Brasil" (no qual a Globo Filmes, empresa das Organizações Globo, investiu R$ 800 mil) foi produzido "para ganhar dinheiro, sem qualquer objetivo ideológico". Antes, no mesmo espaço, fazendo marketing disfarçado, Ventura já havia caitituado o filme de Lula, que, segundo ele, iria "mexer com a emoção e encharcar o cinema de lágrimas".

Por que esse tipo de gente reage à percepção generalizada de que o filme de Lula, estrategicamente amparado pela Secretaria de Comunicação do governo, feito com o aval e o empenho do próprio Lula, é uma peça de propaganda oficial a serviço do deletério culto à personalidade? O que se procura esconder por trás de tal pretensão? A quem se pretende enganar?

(Minha resposta é que para impor seus objetivos de perpetuação de poder os comunistas só acreditam na manipulação dos fatos).

Levantemos alguns dados que não permitem dúvidas quanto ao caráter político-eleitoreiro do filme em foco, um típico exemplar do que na Itália fascista se chamou de "cinema do telefone branco":

1) A pesquisa em que o filme se baseia - fortemente maquiada - é de autoria da "companheira" petista Denise Paraná, assessora política na campanha do ex-sindicalista contra Collor de Mello, em 1989;

2) A editora do livro, que financiou a pesquisa, é nada menos que a facciosa Fundação Perseu Abramo, organismo criado pelo PT para dar "suporte ideológico" aos "companheiros de jornada", em geral com verbas dos cofres públicos;

3) A logística financeira do projeto milionário, segundo informa "Veja" (25/11/09), é do homem de propaganda do governo, o ex-guerrilheiro Franklin Martins, "que teve influência decisiva na captação de recursos" tomados de empresas privadas dependentes do BNDES, banco dominado pelo governo petista;

4) O produtor do "bom negócio" é Luiz Carlos Barreto, velho predador dos cofres oficiais, que já se disse preso político e eleitor de Lula, embora de fato seja um ex-praça do corpo de Fuzileiros Navais com passagem pelos pântanos pouco ortodoxos de "O Cruzeiro";

5) A linha de aberto culto à personalidade adotada pelo filme, seguindo modelo stalinista, faz de Lula uma cruza de santo com herói predestinado, tal qual um novo Moisés bíblico a abrir mares e levar os deserdados à terra da promissão. Neste sentido, convém lembrar que o publicitário oficial Duda Mendonça andou "burilando" a peça;

6) Embora o aval de Lula e os direitos de filmagens estivessem cedidos desde 2003, a "expertise" da produção programou sua exibição exatamente para 2010, ano de eleições presidenciais, no pressuposto de que o melodrama mistificador seria peça publicitária capaz de influenciar a massa ignara na hora do voto.

A idéia de beatificar Lula não é nova. Na campanha presidencial de 1989, enquanto parte do PT agredia Collor denunciando que ele era "filho de assassino" e "casado com duas mulheres" (exibia fotos no seu programa eleitoral de TV), outra facção da futura "quadrilha organizada" vendia Lula, de forma ensurdecedora, como um Cristo Iluminado, de conduta perfeita, ilibada e irretocável.

Foi preciso que aparecesse, nas páginas do "Estadão" (e, depois, no programa de Collor na TV), a enfermeira Miriam Cordeiro, ex-mulher do santificado Lula, tratando-o por consumado "canalha". Entre outras verdades, a enfermeira afirmava que o "Cristo Iluminado", desde que a tinha abandonado grávida de seis meses, discriminava miseravelmente a filha, Lurian, cuja vida, anos antes, queria "ver abortada".

Agora a mitificação de Lula, em torno da qual está atrelada a candidatura da ex-terrorista Dilma Rousseff, reaparece. Nela o irrefreável Barreto explica que o herói da sua milionária obra de propaganda não é Lula, mas, sim, a mãe, D. Lindu, uma mulher devotada ao filho, a quem tratava com especial carinho. Se o que Barreto diz é verdade, Lula foi um filho relapso, para dizer o mínimo. Em depoimento ao repórter Mário Morel, no livro "Lula, o metalúrgico" (Nova Fronteira, Rio, 1989), "Frei" Chico conta que "a mãe ficou muito doente", e que o irmão, Lula, já por conta da cachaça sindical, "não ia ver a velha". E acrescenta: "Eu tenho uma irmã que tem uma bronca dele: "Pô, você não foi ver a velha". E vai por aí.

O meio familiar e sindical em que Lula viveu e se formou pode, pelo menos em parte, justificar o seu caráter, ou melhor, a completa ausência dele. Vejamos como a coisa se dava. A esse respeito, a citada Denise Paraná reproduz sintomático depoimento de Lula, que, na certa, não figura na propaganda de Barreto. Confessa ele inconsciente e, por cálculo, aparentemente sincero: "A carne que a gente comia era mortadela que o meu irmão roubava na padaria onde ele trabalhava".

O mesmo irmão (seria o lobista Vavá?) que roubou a padaria, certa vez apareceu em casa dizendo que tinha encontrado um pacote de dinheiro embrulhado num jornal, debaixo de um carrinho. Esse dinheiro considerável - relata Denise Paraná - foi usado "para quitar o aluguel atrasado em cinco meses e financiar a mudança da família para a Vila Carioca, em S. Bernardo do campo". História esquisita, muito comovente, mas pergunta-se: e o dono do dinheiro, como ficou?

Quem sabe influenciado pelo irmão, o próprio Lula se jacta ao repórter Mário Morel (na obra citada) de ter, já rapaz feito, mandado o patrão "tomar no cu" depois de arrancar-lhe dinheiro de combinada hora extra que jamais cumpriu - o que não deixa de expressar, sem retoques, o seu peculiar senso ético.

No exercício da liderança sindical, o escolado Lula também não surpreende. Perduram nos anais da história seus encontros com Murilo Macedo, num sítio em Atibaia, interior de São Paulo, em que o "filho do Brasil" enchia a cara de cachaça e pedia - e recebia - grana ao ministro do Trabalho da "ditadura militar".

Para não esgotar a paciência do leitor, avanço só mais um exemplo de como a propaganda de Barreto, municiada pelo governo, perverte a verdade dos fatos e constrói o deplorável mito: certa feita, na sua vida sindical, Lula, segundo relata Paraná, testemunhou impassível o brutal espancamento de um diretor de fábrica que, para não morrer, sacou o revolver e atirou para o ar. Diante da furiosa investida, em que os grevistas jogaram o homem pela janela, o nosso iluminado "condottieri" assim opinou sobre o massacre: "Eu achava que o pessoal estava fazendo justiça".

Na versão mentirosa do filme de Barreto, feita para empulhar o espectador, após ver o trucidamento, Lula corre na direção do irmão sindicalista, "Frei" Chico. E diz, horrorizado: "Ele também é trabalhador!".

No entanto, é justo reconhecer, há uma contraditória verdade quando se diz que o "filme de Lula foi feito para ganhar dinheiro". Em última análise, o que queriam Lenin, Stalin, Hitler, Mussolini, Mao, Fidel Castro e tantos outros ditadores menores ao financiar a propaganda (sutil ou grosseira) em torno de suas extraordinárias e inexistentes qualidades pessoais?

Resposta: a manutenção interminável do poder, isto é, vida palaciana, roupas, comidas e bebidas refinadas, serviçais requintados, viagens internacionais, salários colossais, amantes, honrarias, respeito subserviente, disponibilidade do largo aparato partidário e a subordinação das classes sociais, arbítrio sobre a liberdade dos outros, etc., etc., etc. - o que significa dizer dinheiro, muito dinheiro, especialmente para quem, no comando do aparato do Estado, explora a riqueza alheia, em geral sacada por força da violência coercitiva do bolso de quem trabalha e produz.

Por outro lado, convém lembrar, a crescente expansão do capitalismo de Estado associado ao aparelhamento da máquina pública pelas hostes do PT, tornou o Brasil um dos países mais corruptos e violentos do mundo, senão o mais violento e corrupto. Ou alguém dúvida que fenômenos como o "mensalão", os financiamento do parasitismo revolucionário do MST e de personalidades como Stédile, Marco Aurélio Garcia e afins, as somas bilionárias dos fundos de pensão e dos sindicatos, a súbita riqueza de Lulinha, a diplomacia comunista de Amorim, os intermináveis jantares e confraternizações do Planalto, os fabulosos gastos com a propaganda do governo, a leniência da mídia com a ignorância comunista de Lula e Dilma Rousseff, a corrupção eleitoral a partir de programas de aceleração do crescimento e suas vultosas comissões, os serviçais e a boa vida do Palácio da Alvorada (sempre em dispendiosas reformas) e a produção de filmes como "Lula, o filho do Brasil", por exemplo, não são conseqüências diretas do Estado Forte do "companheiro" Lula, prenúncio do mais sórdido socialismo?

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

A decadência da diplomacia brasileira

Mídia Sem Máscara

Refletindo de forma primorosa sobre a trajetória política do presidente do Brasil, Armando Valadares alerta: O verdadeiro Lula da Silva é aquele que nos anos setenta se abraçava às guerrilhas terroristas das FARC e apoiava os crimes e torturas a meus compatriotas sob a tirania castrista.

Em meus artigos anteriores analisei a política do presidente do Brasil, comparando-o a Kerensky porque, do mesmo modo que este último, Lula da Silva foi o mais laborioso colaborador tentando aplanar o caminho para que os comunistas se apoderem dos povos e os escravizem, como vinha pretendendo (inutilmente) com Honduras.

Porém, nesta ocasião se equivocou; suas manobras se espatifaram contra a decisão de um povo valente e decidido, que Lula conspirou para escravizar, e que por defender a liberdade e a democracia não titubeou um só instante em enfrentar o mundo antes que submeter-se ao socialismo do século XXI.

Da mesma forma que Lula da Silva se lançou a fundo, tirando a máscara de moderado e respeitoso das leis, me sinto no dever e na obrigação de denunciar energicamente, de maneira se se quer menos diplomática, sua real natureza. O verdadeiro Lula da Silva é aquele que nos anos setenta se abraçava às guerrilhas terroristas das FARC e apoiava os crimes e torturas a meus compatriotas sob a tirania castrista. Há alguns anos, escrevi um artigo assinalando de maneira irrefutável sua cumplicidade com todos os inimigos da liberdade, com os terroristas e narco-traficantes guerrilheiros colombianos, salvadorenhos, etc. e aqueles planos totalitários do Foro de São Paulo.

Minha denúncia rigorosamente histórica e documentada com nomes, datas e locais, foi mencionada ao então candidato à presidência, Lula da Silva, pelo prestigioso jornalista brasileiro Boris Casoy em seu programa de televisão. Sem argumento, decomposto e iracundo, sua resposta foi chamar-me "picareta de Miami" em 8 de outubro de 2002.

A "moderação obrigada" do presidente brasileiro em seus anos de mandato foi determinada, não por uma mudança em seus sentimentos socialistas, mas pela fortaleza das instituições e do povo brasileiro que não lhe teriam permitido nunca transformar o país em um Estado marxista ao estilo de Cuba ou Venezuela. Com as mãos atadas e não podendo fazê-lo, não se atrevendo nem sequer a tentar, teve de contentar-se em apoiar, em se solidarizar com todos os depredadores de seus povos e, nostálgico de seu sonho frustrado de levar o Brasil ao socialismo chavista do século XXI, fez todo o possível, contribuiu com todas as forças de seus verdadeiros "ideais" empurrando outros países do continente ao modelo social que ele não pôde implantar em seu próprio país.

Daí seu resoluto apoio ao deposto presidente hondurenho Zelaya, um apoio quase doentio que levou o país que representa a violar todos os acordos diplomáticos internacionais. A atuação no caso de Honduras levou a outrora prestigiosa e respeitável diplomacia brasileira ao nível mais baixo, questionável e vergonhoso de sua história, que já muitos analistas qualificam como o Vietnã diplomático do Brasil.

Um editorial do Diario las Américas de 28 de setembro assinala que "o Brasil está violando abertamente em Honduras a Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas que foi subscrita em 16 de abril de 1961, e que entrou em vigor depois das ratificações constitucionais correspondentes em 24 de abril de 1961.

A violação consiste em dar refúgio arbitrário na sede de sua missão diplomática em Tegucigalpa ao derrocado presidente Manuel Zelaya, especialmente por estar desde os balcões e sacadas do prédio, com microfone na mão, alentando os que queimaram automóveis e saquearam lojas na capital hondurenha".

Outro artigo da Convenção de Genebra, violado pelo governo do Brasil, o Parágrafo 3º do Artigo 41 da mencionada Convenção de Viena, deixa estabelecido claramente que o que o governo brasileiro está permitindo a Zelaya, desde sua sede diplomática chamando aos enfrentamentos, à violência, à desordem e ao terrorismo é ilegal e uma ingerência, e grosseira intromissão nos assuntos internos de Honduras.

Lula da Silva com sua atuação não está só violando a Convenção de Viena. O prestigioso jurista, diplomata de carreira e coordenador de Pro Justicia, Mauricio Velasco, em uma análise da atual situação na embaixada brasileira publicado no El Heraldo de Honduras, em 24 de setembro, assinala que: "A carta constitutiva da OEA proíbe um hóspede ou exilado em uma sede diplomática a dar declarações políticas a meios de comunicação".

Em 2005, - assinala o advogado Mauricio Velasco - "o deposto presidente do Equador, Lucio Gutiérrez, pediu asilo político na embaixada do Brasil em Quito, (...) lhe foi concedido pelo governo brasileiro sempre e quando não houvesse manifestações de caráter político por parte do senhor Lucio Gutiérrez".

A Organização dos Estados Americanos, OEA, devia se pronunciar sobre estas violações porém não o fará, pois Insulza e o desprestigiado organismo que preside são marionetes de Chávez e dos países da ALBA, cúmplices nesta conspiração contra o heróico povo hondurenho e seus líderes que rechaçam o socialismo (comunismo) do século XXI.

Por que a diplomacia brasileira não atuou com Zelaya como o fez com o deposto presidente Lucio Gutiérrez? Para vergonha dos brasileiros, quem organizou, manejou e decidiu que Zelaya iria para a embaixada do Brasil foi Hugo Chávez, um estrangeiro ditando a política exterior desse país, com o beneplácito do presidente Lula da Silva. Que vergonha! O Senado brasileiro deveria investigar a fundo esses eventos.

Prepotente e desrespeitoso, o presidente brasileiro, em resposta a decisão soberana do governo constitucional de Honduras meses atrás, quando este lhe deu um prazo de 10 dias para definir o status de Zelaya, respondeu que ele ficaria ali até quando a ONU e a OEA quisessem, se esquecendo de que quem mandava em Honduras, por designação constitucional, era o Presidente Micheletti. Lula da Silva diz que não aceitará o resultado das eleições de 29 de novembro em Honduras, porém aceitou o resultado fraudulento do Irã, da Nicarágua, etc.

Quando toda a comunidade internacional está em brasas pelo perigo de uma guerra atômica desencadeada pelo louco do Irã, Lula da Silva declara que falou com Mahmoud Ahmadinejad e que este lhe garantiu que os reatores atômicos eram com fins pacíficos, e que ele, Lula, não tinha porque duvidar disto; e como uma afronta a mais aos brasileiros amantes da liberdade e aos povos civilizados do mundo, convida este terrorista para visitar o país.

Se em Honduras houver derramamento de sangue, mortos e mais episódios de violência e terrorismo, será pela ingerência de Lula da Silva ao permitir, em violação a todas as Leis e convenções internacionais, que o deposto presidente Zelaya continue usando a embaixada do Brasil para seus propósitos políticos e de desestabilização do país.

Armando Valladares, ex-preso político cubano, foi embaixador dos Estados Unidos na Comissão dos Direitos Humanos da ONU. Recebeu a Medalha Presidencial do Cidadão e o prestigioso prêmio internacional de jornalismo ISCHIA 2009. Pintor, escritor, autor do Best Seller mundial "Contra toda a Esperança".

Fonte: Diario las Américas

Tradução: Graça Salgueiro

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