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segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Mensagem aos irmãos verdes

Mídia Sem Máscara

Fiquem à vontade, manipuladores. Espalhem caminhões de neve pelo mundo inteiro. Os verdadeiros amigos do planeta não vão cair nessa.

Ainda desgostoso com o desfecho da conferência em Copenhague, dedico aos meus irmãos eco-socialistas uma mensagem de incentivo. É verdade que levamos um golpe, mas a luta continua (como se fosse preciso lembrar). Construir o outro mundo possível, onde o ser vem antes do ter, requer esforços diários no sentido de conscientizar as massas.

A lógica do capital não compreende a importância do planeta para a dignidade da pessoa humana. Se a Terra desaparecer, onde vamos morar? É desnecessário insistir neste ponto. O que deve ser denunciado com vigor por nós, os verdes, é a cínica operação desencadeada pelo capital, logo após o encerramento da reunião em Copenhague, no intuito de iludir o público leigo. Quer dizer então que a Europa e os Estados Unidos estão debaixo de neve? Ao mesmo tempo? Que coincidência...

Acompanhem meu raciocínio. Não parece um tantinho estranho o fenômeno das nevascas, não apenas em um, mas em dois continentes e ao mesmo tempo? Essas tempestades de gelo surgem exatamente agora, quando nós todos sabemos que o aquecimento global é inequívoco e irreversível? Acham mesmo que somos ingênuos?

Vê-se que a manobra foi executada com esmero. Notem a sincronia. No momento em que a humanidade precisa ajustar sua organização política e econômica, seu modo de pensar e agir; no momento em que Gaia pede sacrifícios, incluindo o abate de cachorros, gatos, vacas, homens, mulheres, crianças e outros emissores de gases tóxicos - justo neste momento, a neve pesada cai em dois continentes, e a televisão se enche de paisagens congeladas. A quem o capital pretende enganar com seus truques publicitários? Fiquem à vontade, manipuladores. Espalhem caminhões de neve pelo mundo inteiro. Os verdadeiros amigos do planeta não vão cair nessa.

Infelizmente, não podemos ignorar o feitiço da mídia sobre as mentes mais fracas. Já encontro por aí alguns sujeitos duvidando do aquecimento global inequívoco, mencionando, a título de argumento, as tais nevascas batedoras de recordes. Acham até que o mundo não vai acabar. Esses obtusos, sem o perceber, já caíram no jogo dos inimigos de Gaia.

Portanto, fique atento, irmão verde. Como diz Al Gore, "o planeta está com febre". Não seja tolo a ponto de acreditar no que você vê. Alienação tem limite. Se vierem para você com história de nevasca, mostre ao impertinente os estudos mais recentes da ONU e as matérias do Fantástico. Não temos tempo a perder com gente de cabeça fechada. Só o que interessa é agir, agir e nada mais.

Publicado no jornal O Estado.

Bruno Pontes é jornalista - http://brunopontes.blogspot.com

O Feixe

Mídia Sem Máscara

O feixe é o símbolo do Estado Absolutista renascido. Ser liberal no Brasil é militar em gueto e encarnar a mais grave subversão: a subversão da liberdade econômica, do pluralismo político, da monarquia.

Um dos grandes prazeres que tenho hoje em dia é ler os textos de Reinaldo Azevedo. Sempre bem informado, sempre antenado, Reinaldo virou a palmatória dos petistas. Implacável. A última do seu blog (Dois uísques a menos e Frolic Raivinha) manteve o tom de sempre. Texto imperdível. Meu comentário aqui é para aproveitar a lembrança que o jornalista fez da imagem do fascio (feixe), nome italiano que deu origem ao termo fascismo. Reinaldo foi didático:

"É evidente, como já apontei, que existe uma identidade de linguagem - e até o emprego das mesmas expressões - entre as propagandas do governo, do PT, das estatais e de alguns potentados privados. É como se toda a sociedade estivesse unida em torno de um eixo: o estado. Não! Escolho melhor e mais apropriadamente as palavras: é como se governo, estatais, empresas privadas, partido e sindicatos de trabalhadores formassem um "feixe" - sim, um feixe de varas foi o símbolo do fascismo, como vocês sabem; o nome deriva justamente de "fascio" - "feixe", que simboliza a união".

O Brasil vive um "capitalismo de concessão", de "união não voluntária". A liberdade econômica foi esquecida, praticamente abolida. Os nossos plutocratas, a começar pelos banqueiros, não passam de sócios do Erário e mais das vezes tornam-se serviçais do poder por puro instinto de sobrevivência. Haverá cartório mais perfeito do que o setor bancário no Brasil? Fora do compadrio estatal não há prosperidade. Por isso que o empresariado é mais revolucionário do que mesmo os sindicalistas laborais. Basta ver que não se cansam de falar da função social da propriedade, de meio ambiente, empresa socialmente responsável e coisas equivalentes. Qualquer slogan inventado pelos comissários é imediatamente encampado por eles. Afinal, ainda estão no topo da cadeia alimentar, usufruindo de um benefício qualquer, uma concessão, algum cartório monopolista amparado em alguma lei espúria.

Por isso que não há empresários liberais no Brasil. As idéias liberais por aqui são anátemas precisamente porque denunciam esse "feixe" como ilegítimo e irracional, pois ele serve apenas para enriquecer alguns, em prejuízo da maioria. O feixe é o símbolo do Estado Absolutista renascido. Ser liberal no Brasil é militar em gueto e encarnar a mais grave subversão: a subversão da liberdade econômica, do pluralismo político, da monarquia. Vivemos como nos tempos heróicos de Adam Smith. Os liberais querem desamarrar o feixe, pois nele só cabem alguns, os eleitos pelo tirano estatal. Querem o Brasil como um país para todos e não apenas para alguns portadores de concessões e cargos públicos.

A imagem do feixe é perfeita. Se estar dentro dele é garantia de que se é da tribo e está incluído na dinheirama estatal, por outro lado um feixe só se forma se for amarrado por uma corda, que aperta, aprisiona. O dono do poder é quem aperta o garrote vil. Uma imagem plástica perfeita para retratar a sociedade coletivista em que estamos metidos. O nó do feixe é como uma forca. Ninguém submetido a um regime assim pode respirar. Vimos o que aconteceu com o Unibanco. Quando os comissários decidem quebram quem eles querem. Não há defesa contra eles, que estão cada vez mais ideológicos e menos propensos aos lobbies tradicionais. Dinheiro não os seduz porque eles agora são os donos do dinheiro.

Frolic Raivinha... A imagem é perfeita para falar de cachorros, uma tirada sarcástica sensacional. Petistas são como cães, mesmo. Haverá alguma ração para suínos, de marca? Lula outro dia falou que se deve alimentar os porcos mesmo que não se goste dos donos dos porcos. Quem sabe o Reinaldo não inventa algo equivalente para aproveitar a imagem presidencial. Frolic Raivinha... tenho que admitir que o articulista de Veja pegou na veia.

E o Suriname, presidente?

Mídia Sem Máscara

Não me lembro, em muitas décadas, de incidente tão grave, envolvendo brasileiros no exterior. E o que fez nosso presidente ante o ocorrido com quase uma centena de conterrâneos nossos no país vizinho?

Sempre pensei que as sociedades econômica, social e culturalmente mais desenvolvidas fossem dotadas de uma capacidade de análise superior e, portanto, menos sujeitas à influência dos demagogos. Lula tornou evidente que isso não é assim. O reconhecimento que ele obtém na comunidade internacional mostra duas coisas: 1ª) a máquina publicitária da esquerda vem trabalhando em favor do companheiro Lula porque descobriu ser ele um ícone mais palatável do que seus dois competidores: o velho e fracassado Fidel Castro e o doido de pedra Hugo Chávez; 2ª) aquela sua retórica de botequim (pasmem!) é tão convincente nas margens do Sena quanto nas barrancas do São Francisco.

Acabamos de assistir fato grave, que escapou à percepção da mídia nacional e internacional. Ou, se não escapou, foi sepultado sob a pá de cal do silêncio obsequioso ou adquirido. Em fevereiro de 2009, a brasileira Paula Oliveira, residente da Suíça, denunciou às autoridades daquele país ter sido agredida por skinheads, grupo de subcultura que, em certos locais, a Suíça é um deles, desenvolve tendências nazistas. Tão logo tomou conhecimento do relato da moça, nosso presidente subiu nas tamancas e declarou à imprensa que "o governo não pode aceitar e não vai ficar calado diante de tamanha violência contra uma brasileira no exterior". E acrescentou - conforme revista Veja, edição de 18 de fevereiro de 2009: a) que a embaixada brasileira fora acionada; b) que no Brasil "nós vivemos em paz, recebemos estrangeiros desde que Cabral aqui colocou os pés e os tratamos bem"; c) que nós queremos "é que eles respeitem os brasileiros lá fora como nós os respeitamos aqui, como nós os tratamos bem aqui".

Poucos dias depois dessa algaravia, ficamos sabendo que a moça se automutilara. Tudo fora uma farsa e Lula fechou a boca sobre o assunto. No último dia 16, aliás, saiu decisão suíça a respeito do caso, condenando Paula a pagar custas judiciais e periciais do processo e lhe impondo uma multa condicional (que será cobrada se ela incorrer em segundo crime).

"E daí?" perguntará o leitor. Pois é. E daí que antes de encerrar-se o ano, não uma moça, mas cerca de 80 brasileiros foram atacados no Suriname por um grupo de descendentes de quilombolas. Catorze saíram feridos, sendo dois em estado grave. Na confusão que se seguiu ao ataque, uma brasileira que estava grávida perdeu o bebê. Não me lembro, em muitas décadas, de incidente tão grave, envolvendo brasileiros no exterior. E o que fez nosso presidente ante o ocorrido com quase uma centena de conterrâneos nossos no país vizinho? Subiu nas tamancas? Botou a boca no trombone? Pediu respeito aos brasileiros? Falou sobre como nós os tratamos bem por aqui? Nada. Apenas telefonou ao secretário-geral da ONU para relatar o caso.

Esses dois episódios somam-se a dezenas de outras evidências dos parcos critérios do governo Lula em questões internacionais. Sua diplomacia é conduzida mais ou menos como o partidão tocava a UNE nos anos 60.

domingo, 3 de janeiro de 2010

MILITARES, NUNCA MAIS!

Heitor de Paola


MILITARES, NUNCA MAIS!

Millôr Fernandes


Ainda bem que hoje tudo é diferente: temos um PT sério, honesto e progressista. Cresce o grupo que não quer mais ver MILITARES NO PODER, pelas razões abaixo:

Militar no poder, nunca mais. Só fizeram lambanças! Tiraram o cenário bucólico que havia na Via Dutra de uma só pista, que foi duplicada e recebeu melhorias acabaram aí com as emoções das curvas mal construídas e os solavancos estimulantes provocados pelos buracos na pista. Não satisfeitos, fizeram o mesmo com a rodovia Rio-Juiz de Fora. Com a construção da ponte Rio-Niterói, acabaram com o sonho de crescimento da pequena Magé, cidade nos fundos da Baía de Guanabara, que era caminho obrigatório dos que iam de um lado ao outro e não queriam sofrer na espera da barcaça que levava meia dúzia de carros.

Criaram esse maldito do Pro-Álcool, com o medo infundado de que o petróleo iria acabar um dia. Para apressar logo o fim do chamado "ouro negro", deram um impulso gigantesco à Petrobrás, que passou a extrair petróleo 10 vezes mais (de 75 mil barris diários, passou a produzir 750 mil) sem contar o fedor de bêbado que os carros passaram a ter com o uso do álcool.

Enfiaram o Brasil numa disputa estressante, levando-o da posição de 45.ª economia do mundo para a posição de 8.ª, trazendo com isso uma nociva onda de inveja mundial.

Tiraram o sossego da vida ociosa de 13 milhões de brasileiros, que, com a gigantesca oferta de emprego, ficaram sem a desculpa do "estou desempregado".

Em 1971, no governo militar, o Brasil alcançou a posição de segundo maior construtor de navios no mundo. Uma desgraça completa.

Com gigantesca oferta de empregos, baixaram consideravelmente os índices de roubos e assaltos. Sem aquela emoção de estar na iminência de sofrer um assalto, os nossos passeios perderem completamente a graça.

Alteraram profundamente a topografia do território brasileiro com a construção de hidrelétricas gigantescas (TUCURUÍ, ILHA SOLTEIRA, JUPIÁ e ITAIPU), o que obrigou as nossas crianças a aprenderem sobre essas bobagens de nomes esquisitos. O Brasil, que antes vivia o romantismo do jantar à luz de velas ou de lamparinas, teve que tolerar a instalação de milhares de torres de alta tensão espalhadas pelo território nacional, levando energia elétrica a quem nunca precisou disso. Implementaram os metrôs de São Paulo, Rio, Belo Horizonte e Recife, deixando tudo pronto para atazanar a vida dos cidadãos e o trânsito nestas cidades.

Baniram do Brasil pessoas bem intencionadas, que queriam implantar aqui um regime político que fazia a felicidade dos russos, cubanos e chineses, em cujos países as pessoas se reuniam em fila nas ruas apenas para bater-papo, e ninguém pensava em sair a passeio para nenhum outro país. Foram demasiadamente rigorosos com os simpatizantes daqueles regimes, só porque soltaram uma "bombinha de São João" no aeroporto de Guararapes, onde alguns inocentes morreram de susto apenas.

Os militares são muito estressados. Fazem tempestade em copo d'água só por causa de alguns assaltos a bancos, seqüestros de diplomatas... ninharias que qualquer delegado de polícia resolve.

Tiraram-nos o interesse pela Política, vez que os deputados e senadores daquela época não nos brindavam com esses deliciosos escândalos que fazem a alegria da gente hoje.

Inventaram um tal de PROJETO RONDON, para que os nossos universitários conhecessem os problemas dos brasileiros desassistidos nos grotões da Amazônia, Centro-oeste e Nordeste o FGTS, PIS e PASEP, só para criar atritos entre empregados e patrões. Para piorar a coisa, ainda criaram o MOBRAL, que ensinou milhões a ler e escrever, aumentando mais ainda o poder desses empregados contra os seus patrões.
Nem o homem do campo escapou, porque criaram para ele o FUNRURAL, tirando do pobre coitado a doce preocupação que ele tinha com o seu futuro. Era tão bom imaginar-se velhinho, pedindo esmolas para sobreviver.

Outras desgraças criadas pelos militares:

Trouxeram a TV em cores para as nossas casas, pelas mãos e burrice de um oficial do Exército, formado pelo Instituto Militar de Engenharia, que inventou o sistema PAL-M. Criaram a EMBRATEL TELEBRÁS ANGRA I e II INPS, IAPAS, DATAPREV, LBA, FUNABEM.

Tudo isso e muito mais os militares fizeram em 22 anos de governo. Depois que entregaram o governo aos civis, estes, nos vinte anos seguinte, não fizeram nem 10% dos estragos que os militares fizeram.

Tem muito mais coisas horrorosas que eles, os militares, criaram, mas o que está escrito acima é o bastante para dizermos: "Militar no poder, nunca mais"!!! Salvo os domesticados...

“A justiça atrasada não é justiça, senão injustiça qualificada e manifesta” (Rui Barbosa em "Oração aos Moços").

“O cinema e a literatura inventaram o herói sem causa. O parlamento brasileiro consagrou o canalha sem jaça”. (Millôr Fernandes).


Observação do Editor: este texto está publicado em vários wesites e blogs com sendo de autoria de Millor Fernandes. Não foi possível confirmar a autoria, mas o texto é inteiramente verdadeiro.

http://www.heitordepaola.com/publicacoes_materia.asp?id_artigo=1527

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