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domingo, 4 de abril de 2010

Admirável Gado Novo

Mídia Sem Máscara

Esqualeno, mercúrio (timerosal), formaldeído e Triton X 110: substâncias tóxicas estão presentes nas vacinas a serem aplicadas na população brasileira. Em todo o mundo, há polêmicas, pesquisas, e processos contra a indústria farmacêutica. No Brasil, nada! A classe médica, o governo e a imprensa simplesmente desconversam e se omitem.

"Diet, injections, and injunctions will combine, from a very early age, to produce the sort of character and the sort of beliefs that the authorities consider desirable, and any serious criticism of the powers that be will become psychologically impossible. Even if all are miserable, all will believe themselves happy, because the government will tell them that they are so".
Bertrand Russell, The Impact of Science on Society p50, 1953

("Dietas, injeções, e injunções se combinarão, desde a mais tenra idade, para produzir o tipo de caráter e o tipo de crença que as autoridades consideram desejáveis, e qualquer crítica séria a esses poderes tornar-se-á psicologicamente impossível. Mesmo se todos forem miseráveis, todos se acreditarão felizes porque os governos assim lhes dizem que são".
Bertrand Russel, O Impacto da Ciência Sobre a Sociedade, pg 50, 1953
)

A questão da vacinação contra o vírus A H1N1 é controversa no mundo todo. Pelo menos para aqueles que têm o mínimo de informação. Mas aqui no Brasil o assunto não existe, a questão é vazia, o silêncio unânime. Ou quase. São poucas as ovelhas que berram e muitos os lobos que salivam. Salivam duplamente, porquanto continuam à solta, vacinando obsessivamente e faturando alto no mercado internacional e nacional da vaidade e do poder.

Eu dividiria a questão em quatro partes, segundo as informações que disponho. Nesses últimos dias ficou-se se sabendo que uma instância da ONG européia a Council of Europe, a PACE (Parliamentary Assembly Council of Europe), uma espécie de concorrente alternativa à União Européia, esta sob domínio da Nova Ordem Mundial e suas instituições (ONU, União Européia, Council on Foreign Relations (CFR), Club Bilderberg, etc.), está oferecendo uma denúncia articulada contra a Organização Mundial de Saúde. Argumenta essa instituição européia que a OMS agiu e age de forma precipitada a levantar suspeitas na questão da vacinação contra o vírus A H1N1. A PACE congrega 43 países membros e não pode ser desprezada, embora a inegável posição ideológica de seus membros ao defender causas da esquerda européia. Tal ONG, entretanto, é muito mais lúcida e sadia do que suas contrapartes tupiniquins que pretendem as mesmas "transformações sociais" sem contar com meios fascistas de implementá-las ou apelar à desinformação turbinada por uma imprensa inconseqüente. Uma de suas causas é o combate e a denúncia da indústria farmacêutica, seus lucros indecentes e métodos reprováveis.

No caso em questão da vacinação a PACE denuncia o conflito de interesses entre a OMS e o Big Pharma. Quase ninguém sabe no Brasil que a OMS é orientada por um comitê muito seleto, chamado SAGE (sábio, em inglês), Strategic Advisory Group of Experts, que orienta as ações da OMS e é por ela composto por livre e irrecorrível nomeação. Onze dos seus vinte membros, no entanto, são representantes da indústria. A PACE denuncia então o conflito de interesses de seus membros, muitos ligados formalmente a empresas farmacêuticas. Quanto aos lucros, transparece claramente as vantagens de tal associação. A SANOFI-AVENTIS, por exemplo, subiu seu faturamento em 11% em época de pandemia, "no ano record de 2009", e que conforme seus registros amealhou 7,8 bilhões de euros. Segundo Paul Flynn, o deputado socialista da PACE que faz a denúncia, esses membros agem de acordo com os interesses da indústria, influindo assim em decisões importantes como a da classificação de pandemias. Isso explicaria a elevação de categorias de 1 a 6, o caso da H1N1, como aconteceu em junho de 2009. Tal decisão viciada na origem desencadeou uma onda vacinal nos países membros da OMS, por intermédio dos respectivos governos. Até o governo brasileiro poderia alegar que cumpria ordens caso em que ele fosse acionado ou responsabilizado. Mas, make no mistake, é mais fácil um camelo entrar em um buraco de agulha.

Nesta primeira parte está a questão do poder, do conflito de interesses entre a OMS e governos, com a indústria farmacêutica, tornado possível pela alteração de critérios por parte da OMS na decretação de pandemias. É quase consenso no mundo todo entre cientistas não comprometidos pelo Big Pharma e livres de compromissos políticos e econômicos com governos, que essa "pandemia" foi no mínimo exagerada, que a doença em si não necessitava tanto gasto e tanta ansiedade. Assim se manifestou o Dr. Marc Lipsitch da Harvard University em http://inform.com/health/swine-flu-outbreak-severe-feared-study-770673a, médico insuspeito porquanto é um dos defensores da vacinação segura. Ele não discute a utilidade e a necessidade da vacinação, desde que conforme com os padrões há muito estabelecidos.

O fato é que gerou-se medo na população mundial, mesmo em países esclarecidos e ainda democráticos, onde existe o dissenso e inexiste a intimidação fascista insuflada por uma imprensa tão dócil quanto "companheira", o caso brasileiro por excelência. Em alguns países, notadamente na Polônia, houve uma reação radical: não há campanha vacinal por iniciativa do próprio governo polaco. Pelo contrário, investiga-se criminalmente algumas indústrias farmacêuticas por práticas irresponsáveis e danosas à saúde pública.

O Brasil é o segundo ponto. Aqui não há debate. Não há grupos organizados. O silêncio de todas as partes envolvidas é total. Quase todos os médicos quando sabem alguma coisa, ou ouviram falar em algo, se evadem do problema, comportando-se como inocentes úteis, fenômeno bem conhecido na ascensão do socialismo no país. A maioria esmagadora ignora por completo tudo e há muito tempo. Assim é também em outras questões onde o vínculo e a unidade de orientações nem nos deixa saber o que é Educação e o que é Saúde, esferas confundidas em torno de um projeto socialista de poder. Estarei sendo antiético nessa declaração? O governo faz o que quer. Não presta contas e ninguém pede para saber. O Congresso é ausente completo. Ninguém sabe nada, quanto custa, quanto se gasta, como se gasta. Concomitantemente a população é aterrorizada pela grande imprensa, parecendo ser acionada por controle remoto do Planalto e adjacências. Neste instante, outono, a mídia já criou o medo para o inverno de 2010. Repete a histeria do ano passado. Pergunto se a ausência de qualquer reação organizada não é sinal patognomônico (sinal claro, específico e inequívoco), de grave alienação social e profissional. A ausência de reação é um claro sinal de paralisante dissonância cognitiva. Por isso não adianta diante dessa anormalidade censurar a voz isolada, a fraca voz da ovelha, seu último méée. Quem faz isso é fascista, ou idiota útil na classificação de Lênin.

O terceiro ponto que quero abordar é o da confusão incompetente da Saúde Pública do Brasil e seus órgãos inflamados, inchados de soberba e dinheiro. Com as mãos livres publicam desmentidos mentirosos contras as fracas vozes; atrapalham-se freqüentemente voltando atrás em ordens de procedimentos, tornando claro assim a pressa gananciosa, a ânsia de parecerem heróis salvadores para um problema que eles mesmos e seus associados internacionais criaram. Regras, bulas e protocolos são violados impiedosamente para o maior risco da população, e quem ousa denunciar a trapalhada é tachado de terrorista e produtor de pânico entre a população. Protegidos pela mídia cúmplice fabricam estatísticas auto-elogiosas, como a do primeiro de abril, em que o IBGE afirmou que a "Saúde melhorou muito desde 2003". Que coincidência, ano de início do governo Lula! Chegaram ao cúmulo cínico de afirmar que o "povo brasileiro agora se interna menos em hospitais porque tem mais consciência", e não porque não há hospitais e leitos suficientes para 185 milhões de brasileiros. Mentiras assim e auto-propagandas como essas não são sem fundamento - elas ocorrem no momento da criação do pânico fazendo o povo acreditar que eles estão corretíssimos, e em especial no caso da campanha vacinal da moda. E tudo isso em um ano eleitoral. Aqui a epígrafe acima é exemplar. Lembrem musicalmente agora o título do artigo: "E, eô, vida de gado, povo marcado. Ê, povo feliz". (Admirável Gado Novo, Zé Ramalho)

Por fim, a questão mais importante. Os tóxicos produtores de doenças terríveis presentes nas vacinas do povo "marcado". Observem o silêncio quanto ao esqualeno do Instituto Butantã, segredo bem guardado traído inadvertidamente pelo Jornal Nacional de 16/03. http://jornalnacional.globo.com/Telejornais/JN/0,,MUL1532456-10406,00-TIRE+SUAS+DUVIDAS+SOBRE+VACINA+DA+GRIPE+HN.html.

O esqualeno é temido nos Estados Unidos, traumatizados com 8 mil mortos na Guerra do Golfo e muitos mais inválidos. O outro tóxico é o mercúrio, que está presente sim na vacina da SANOFI, e ele produz autismo. As provas são incontáveis. Os trabalhos são indesmentíveis. No Brasil? Não, no Brasil não! O Brasil está estéril. Experimentem pedir dinheiro (grant) institucional para pesquisas sobre o esqualeno. O país está mergulhado em um assustador obscurantismo intelectual, cultural, científico e moral. Só existe dinheiro para puxa-sacos alinhados aos governos de patrocinadores interessados. Vejam a relação de pesquisas no exterior sobre o assunto:

1) Both Presidential Candidates
2) Director of the CDC
3) Former head of the NIH and American Red Cross
4) Chair of the U.S. House Science Subcommittee on Investigations
5) Dr. Jon Poling, Pediatric Neurologist
6) HHS Vaccine Safety Working Group
7) CDC Vaccine Safety Research Agenda
8) Medical personnel at HHS Vaccine Injury Compensation Program
9) Members of the Strategic Planning Workgroup of the IAC Committee
10) Clinical Immunization Safety Assessment Network - CISA
11) Autism researchers at Johns Hopkins University Medical School
12) America's health insurance companies
13) Autism Speaks
14) The United Mitochondrial Disease Foundation
15) Dr. Peter Fletcher, former Chief Scientific Officer at the UK Department of Health

Na Inglaterra há processos contra o presidente de uma instituição equivalente ao nosso Conselho Federal de Medicina, David Salisbury, um dos "sábios" mais influentes do big pharma por envolvimento e acobertamento de casos criminosos. Lá os casos de autismo produzidos pelo mercúrio (thimerosal, que o porta-voz tupiniquim ousou negar presente na vacina) das vacinas se arrastam nos tribunais. Cito no original (origem abaixo nas referências):

Thimerosal-containing vaccines are a major causal factor in autism. Thimerosal in vaccines has been, and still is, a major causal factor that underlies most diagnoses of an autism spectrum disorder as well as many other developmental and childhood disorders, In addition, there is evidence that MMR vaccine is a causal factor in some cases where a child is subsequently diagnosed with regressive autism.

A reação do lobby criminoso farmacêutico às denúncias do Council of Europe foram dramáticas. Se perderem as causas os laboratórios terão que pagar indenizações bilionárias às suas vítimas. É para evitar essa possibilidade que a "Ministra" da Saúde Kethleen Sibelius do governo Obama criou um decreto no ano passado proibindo ações judiciais contra as indústrias. Por que seria? A quem aproveitaria? Diante disso, nos EUA organizou-se rapidamente uma defesa contra esse ato fascista o que levou a alguns exageros. O governo brasileiro oportunísticamente se agarrou a esses exageros, desviando o foco da questão. Mas exagero é sustentar uma condição de pandemia, contrária a todos os fatos e números. Mas quem começou o terror? Quem tiver que responder a essa questão terá que levar em conta quem começou primeiro a infundir pânico na população.

Por outro lado, no início de tudo está a implicação que esse vírus foi fabricado nos mesmos laboratórios que fabricam vacinas. E isso ocorre há anos. É exemplar disso a patente da vacina da Baxter com data anterior à existência do vírus A H1N1 (vejam nas notas o arquivo pdf Baxter Vaccine Patent Application).

Voltando ao Brasil, a vacina brasileira contém, além disso, formaldeido e Triton X 100, compostos usados na indústria metal-mecânica, metalúrgica, e que não podem passar por inofensivos estabilizadores ou detergentes surfactantes. Isso nunca é discutido no Brasil. Atemorizada, a universidade brasileira é 100% omissa. Ignorante, a minha classe profissional se aliena dolorosamente. Não sabe e tem raiva de quem sabe. A única energia que tem é para perfilar-se do lado oficial, para garantir-se nos cargos, funções, sinecuras, e atacar quem, mesmo sem a acuidade técnica, ou a titulação que o governo do presidente semi-analfabeto dá tanta importância, mas com o cuidado com o princípio do no harm, esquecido pelo governo brasileiro, busca proteger e informar a população vítima. Por isso é sempre mais fácil caçar bruxas, censurar médicos, intimidar funcionários subalternos na cadeia vertical interminável de incompetência e irresponsabilidade. Querem vacinar-nos? Então nos entreguem vacinas mais seguras.

* O Autor é médico

REFERÊNCIAS PARA LEITURA - (EM INGLÊS)

sobre:

Council of Europe

http://www.coe.int/

Conflito de interesses

http://lavozdigital.xlsemanal.com/web/articulo_complementarios.php?id_edicion=4887&id_articulo=52218&id=24009&p=magazine

http://assembly.coe.int/CommitteeDocs/2010/20100329_MemorandumPandemie_E.pdf

http://www.thepharmaletter.com/file/94adf43b8f4e0eb51d5c6629542f5678/swine-flu-the-next-time-someone-cries-wolf-on-a-pandemic-it-will-not-be-taken-seriously.html

Descrédito da OMS

http://www.globalresearch.ca/index.php?context=va&aid=13856

The WHO Plays with Pandemic Fire

The Continuing Saga of the Flying Pigs Pandemic Flu

by F. William Engdahl

As vacinas são mais mortais do que gripe suína

by Dr. Mae-Wan Ho and Prof. Joe Cummins

http://www.globalresearch.ca/index.php?context=va&aid=14869

Bioterrorism and Biological Warfare Agents

Prof. Garth L. Nicolson
The Institute for Molecular Medicine
Huntington Beach, California 92649

http://www.immed.org/illness/bioterrorism.html

http://www.projectdaylily.com/

http://www2.xlibris.com/bookstore/book_excerpt.asp?bookid=27692

Doenças Autoimunes

http://www.autoimmune.com/GWSGen.html

ESQUALENO

FDA Tests Find Squalene in Anthrax Vaccine

Government Admits Banned Substance Exists in Vaccines, but Maintains It Does No Harm

http://www.dynamicchiropractic.com/mpacms/dc/article.php?id=31995

Autoimmune Technologies news release dated July 15, 2002.

FORMALDEIDO

Formaldeido e o Risco de Câncer National Cancer Institute

www.cancer.gov/cancertopics/factsheet/Risk/formaldehyde

BAXTER

http://www.theoneclickgroup.co.uk/documents/vaccines/Baxter%20Vaccine%20Patent%20Application.pdf

AUTISMO (e doenças do seu espectro) e o MERCÚRIO (timerosal)

http://www.whale.to/vaccines/kirby4.html

Antigo cientista-chefe inglês diz: Vacinas causam autismo. Que mais evidências são necessárias?

Etil-metilmercúrio

http://www.helpyourautisticchildblog.com/autism-news/419-ethyl-mercury-methyl-mercury-and-autism-ties/

http://www.whale.to/vaccines/ethyl_vs_methyl.html

VACINAS DTP E MMR

http://www.mercury-freedrugs.org/,

www.whale.to/vaccines/vax_autism_q.html

http://www.whale.to/vaccines/goldman_h.html

http://www.whale.to/vaccine/pragnell1.html

Journal of Child Neurology, Vol. 22, No. 11, 1308-1311 (2007)

DOI: 10.1177/0883073807307111

Níveis no sangue de mercúrio estão relacionados ao diagnóstico de autismo. Re-análise de importante conjunto de dados

http://jcn.sagepub.com/cgi/content/abstract/22/11/1308

Vaccine autism quotes

(citações de cientistas sobre autismo vacinal)

http://www.whale.to/vaccine/king.html

Realidades chave acerca do autismo, vacinas, compensação de danos das vacinas e pesquisa relacionada ao timerosal no autismo. LINK riquíssimo embora extenso.

Vaccine critics & studies/sites on vaccine autism link

Celibato e pedofilia

Mídia Sem Máscara

A respeito do celibato, Heitor de Paola afirma: Embora não sendo católico, entendo perfeitamente esta escolha e, se for genuína e abraçada com fé, nada tem a ver com repressão e pedofilia. Pelo contrário, esta está ligada à homossexualidade, considerada por Freud - e por mim - como uma perversão.

Pergunta um leitor que muito colabora enviando links, correções e comentários pertinentes: 'Prezado Heitor: sou católico e estou muito preocupado com o surgimento de tantas denúncias de pedofilia por parte de padres da minha Igreja. Fiquei estarrecido quando li de um articulista que se diz católico que a causa deve ser o celibato. Decorreria da falta de sexo permitido e adequado e da vivência com crianças sob seus cuidados, o que despertaria violentas paixões pervertidas. Ele defende o fim do celibato como parte da solução. Como sei que você é psicanalista, pergunto: o que a psicanálise tem a dizer sobre isto? Especificamente o conceito de repressão sexual levantado por Freud poderia ser uma explicação?'

Todos que me lêem sabem que sou avesso a introduzir meus conhecimentos profissionais terapêuticos em assuntos deste tipo. No entanto, após responder ao leitor e face à saraivada de processos que já atingem a pessoa do Papa e às explicações charlatanescas como a mencionada relação entre os dois fenômenos acima, creio ser chegada a hora de prestar alguns esclarecimentos e ir além de uma simples resposta a este assunto específico.

O QUE A PSICANÁLISE PODE E NÃO PODE

Em primeiro lugar, a psicanálise não tem o que dizer sobre coisa nenhuma, já que não é um ser pensante e falante, mas apenas um corpo de teorias muito divergentes entre si sobre o funcionamento da mente humana. O mesmo tenho a dizer da ciência: as afirmações 'a ciência comprova que' ou 'a psicanálise nos demonstrou que' não têm nenhum valor, pois sempre se trata da opinião de um cientista ou de um psicanalista, ou de um grupo de cientistas ou psicanalistas. Isto quando não é pior ainda, quando não passa da eructação de asneiras por parte de pessoas que até podem ter os títulos, mas não passam de charlatães, de homens que falam javanês (apud Lima Barreto). O Paraninfo de minha turma médica, Amílcar Gigante, ensinou-nos que existem dois tipos de 'médico': os verdadeiros médicos, que vivem para a medicina, e os bacharéis em medicina, que vivem da medicina. Posso dizer o mesmo dos 'psicanalistas de jornal ou da TV', sempre a postos para emitirem a 'visão psicanalítica' de qualquer coisa ou dar conselhos sentimentais em revistas da moda, quando suas vidas pessoais, freqüentemente, são um verdadeiro desastre nestas áreas. Antes de dar pitaco na vida dos outros é melhor olhar para a sua própria, seguindo o velho ditado 'macaco, olha o teu rabo'!

Os instrumentos que adquiri na minha vida profissional, me ensinaram que antes de emitir qualquer opinião sobre uma pessoa devo conhecê-la o mais profundamente possível, por isto, e não por razões pecuniárias como muitos nos acusam, um tratamento psicanalítico dever ter uma alta freqüência de sessões e levar vários anos. Segue-se que as interpretações que dou a um paciente, servem para aquela pessoa específica naquele dado momento, o que não me autoriza a generalizar para toda a humanidade. O que pode ser generalizado, a meu ver, é muito pouco, do qual o mais importante é a descoberta de Freud do inconsciente reprimido. Velho conhecido de todas as escolas filosóficas, o inconsciente sempre foi um dado importante, mas coube a Freud descobrir que algo que já foi consciente pode se tornar inconsciente por diversas razões que fazem com que uma pessoa se apavore ou fique repugnada com certos pensamentos e sentimentos desagradáveis ou ameaçadores. Isto é muito comum na mente confusa das crianças, daí decorrendo a nossa conhecida amnésia infantil: as lembranças das primeiras fases da vida são muito raras em qualquer pessoa.

AS INCURSÕES DE FREUD POR OUTRAS ÁREAS

Com a mesma veemência com que defendo e me utilizo das descobertas de Sigmund Freud sobre a clínica e a técnica, critico suas incursões por terrenos para os quais a psicanálise pouco ou nada tem a dizer, como a antropologia, a sociologia e, principalmente, as religiões. Parece-me que Freud, como muitos que receberam uma educação católica demasiadamente rígida, revoltou-se contra a ortodoxia judaica na qual foi criado e inventou um Moisés egípcio (Moses and Monotheism), atacou todas as religiões como se fossem somente expressões coletivas de neurose (The Future of an Illusion) e baseou o desenvolvimento humano numa controversa teoria sobre o 'jantar totêmico' (Totem and Taboo).

Não obstante, muitas das idiotices que são atribuídas a ele não são de sua lavra, como por exemplo, a teoria da repressão sexual em voga. Devido às distorções da Escola de Frankfurt, principalmente Herbert Marcuse, Wilhelm Reich e Erich Fromm, acredita-se que esta teoria é uma crítica à repressão sexual burguesa e que Freud postulava a desrepressão como a única saída para uma vida sadia. Nisto se baseou a contracultura. Nada mais errôneo. Freud não foi um crítico da sociedade burguesa e ao contrário do que se afirma, considerou a repressão como o mecanismo civilizatório par excellence: no citado Totem and Taboo e nos textos Instintics and its Vicissitudes e Repression, de difícil compreensão para leigos, afirma categoricamente que sem repressão dos impulsos sexuais e agressivos a convivência do homem em sociedade seria impossível.

PSICANÁLISE E MORAL

Outra crítica improcedente que se faz à psicanálise é a de ser amoral. O correto é que o psicanalista deve se abster de julgamento moral sobre o material dos pacientes. É bem verdade que até a década de 20 Freud não sabia como inserir as questões morais na sua teoria, toda ela baseada, até então, nas camadas mais profundas da mente, o Es, traduzido pelo tradutor oficial para o Inglês, Strachey, por Id. Mas Es [i] é muito mais simples. Desde Beyond the Pleasure Principle Freud começa a introduzir uma mudança em sua teoria, formulando o que se costumou chamar de Psicologia do Ego, culminando no livro The Ego and the Id (Das Ich und das Es) . Mais uma vez uma correção da tradução para o Inglês: Freud usava Ich (simplesmente eu) e Überich (acima de mim, super-eu) para o que Strachey traduziu por Ego e Superego. Esta última é a instância moral, que representa dentro da mente os ensinamentos dos pais, adultos que convivem com as crianças, e mestres. Freud dizia que o Ich era uma espécie de gerente que precisava harmonizar as exigências instintivas com as morais e com as possibilidades existentes na realidade externa. A principal função da instância moral, Überich, é a instalação da culpa, sentimento terrível, mas fenômeno sine qua non para o desenvolvimento sadio do indivíduo e não como hoje é visto, algo a se evitar, pois os desejos devem ser todos satisfeitos, segundo a modernidade: um mundo no qual não somos culpados de nada. É claro que a culpa será sempre dos outros, que atrapalham a plena realização dos desejos, um mundo paranóide, persecutório, um mundo psicótico, pois a fronteira entre a culpa e o delírio persecutório marca o limite entre normalidade ou neurose e a plena psicose.

Portanto, o que se convencionou chamar egolatria, como o império dos impulsos e desejos, ao menos em termos psicanalíticos está errado, mais apropriado seria Es-latria: o mundo psicótico em que já vivemos.

PSICANÁLISE: IMANÊNCIA E TRANSCENDÊNCIA

O Überich foi o mais próximo que Freud chegou de reconhecer algo 'acima do eu' e mesmo assim com representante de pessoas concretas e de uma vaga 'herança genética'. Um psicanalista não pode se pronunciar, enquanto tal, a respeito do que transcende a mente humana. Muito embora a palavra usada por Freud para a mente fosse Seele (alma) a tradução mais uma vez pecou traduzindo-a por psique. Neste caso o tradutor tinha razão, pois Freud não usava Seele como alma, espírito, ânima, mas sim com um significado bastante terreno. Muitas vezes me deparo no meu trabalho com a dificuldade de entender em termos puramente psicológicos o fenômeno da Fé e dos milagres. Depois de muito pensar concluí que não é uma dificuldade minha, mas que tais fenômenos estão além das possibilidades de explicações puramente psicológicas imanentes, encontrando-se num terreno que transcende a elas.

PSICANÁLISE E AS PERVERSÕES SEXUAIS

Outra controvérsia com setores conservadores e religiosos é a teoria da Sexualidade Infantil, apresentada por Freud em seu Three Essays on the Theory of Sexuality, de 1904[5]. A controvérsia se dá porque a teoria é vista com olhos adultos, como se Freud tivesse dito que as crianças pensam em sexo como nós adultos pensamos - e praticamos - e não como Freud descreveu: uma visão confusa e extremamente ameaçadora exatamente porque, se existem impulsos e desejos ainda não existem os instrumentos físicos e psíquicos para entender e satisfazer. O ditado 'mais confuso e apavorado do que cego em tiroteio' expressa bem a situação 'sexual' das crianças: o tiroteio são os desejos e impulsos desconexos que constituem a chamada fase polimorfo-perversa da sexualidade. Some-se a isto as mentiras que os adultos contam sobre o assunto sob o manto de um moralismo absurdo, sem compreender que o verdadeiro desenvolvimento moral só pode ser dado pela honestidade com que todas as perguntas e dúvidas forem esclarecidas pelos mais velhos. Antes que me entendam mal esclareço: sou absolutamente contra a 'educação sexual' em qualquer idade. Estou me referindo a responder honestamente sempre que as crianças pedem uma explicação, o que não implica em enfiar explicações não solicitadas goela abaixo dos bambini.

O conceito de perversão é o de desvio do desenvolvimento psico-sexual rumo à heterossexualidade adulta e à existência simultânea de desejo sexual ligado ao amor adulto pela pessoa desejada. Isto não é 'moralismo burguês' como outra vertente, a revolucionária, ataca aos psicanalistas, mas a felicidade plena só pode ser obtida através desta ligação entre amor e sexo.

Voltando ao tema do título: é este desenvolvimento plenamente adulto que permite que a escolha amorosa não se limite a pessoas, mas possa se expressar em relação a ideais religiosos. Portanto, segundo entendo, o celibato pode ser uma genuína opção adulta por um ideal mais nobre, como seguir os passos de outros ou Outro que assim optaram para melhor servir a Deus.

Embora não sendo católico, entendo perfeitamente esta escolha e, se for genuína e abraçada com fé, nada tem a ver com repressão e pedofilia. Pelo contrário, esta está ligada à homossexualidade, considerada por Freud - e por mim - como uma perversão - um desvio originado na fase polimorfo-perversa - e não como uma opção sexual.

BEYOND PSICHOLOGICAL EXPLANATIONS

Excetuando-se esta falsa defesa da Igreja que vê nas suas práticas a culpa pelos ataques que tem recebido, o assunto ultrapassa as explanações puramente psicológicas. O que é certo é que a Igreja Católica está sendo alvo de um ataque maciço contra o qual não está sabendo se defender. Isto porque a melhor defesa é o ataque, é a denúncia de seus detratores, é a denúncia de que os cristãos estão sendo alvos da mesma chusma que ataca os judeus, seja como anti-semitismo aberto, seja como anti-sionismo. O alvo principal é a própria Igreja, é um movimento claramente laicista, como denunciado pelo senador italiano Marcelo Pera. Pretende-se atribuir à Igreja como um todo a culpa pelas ações individuais de alguns padres e nisto a psicanálise vem em socorro da Igreja: a culpa, conseqüentemente o pecado, é individual e não coletiva.

E de quem é? Certamente nada tem a ver com o celibato, mas sim com a infiltração de elementos do movimento gayzista nos seminários, assim como a infiltração de comunistas na Demonologia da Libertação. Se culpa cabe à Igreja ela está relacionada à permissibilidade de seleção de seminaristas e, secundariamente, a falta de denúncia deste fato e expulsão dos mesmos pervertidos de seu seio. Chega de tolerância 'cristã', pois o próprio Jesus expulsou os vendilhões do Templo!


Nota:

[i] Segundo o Michaelis Alemão-Português: Es é pronome pessoal da terceira pessoa do singular neutro (nominativo e acusativo). Substitui um substantivo neutro, antecipa o objeto ou faz referência ao predicado ou a toda uma oração subordinada. Entra como sujeito na descrição de eventos impessoais (es regnet / chove). Na voz passiva substitui man+voz ativa (es darf nicht geraucht werden / não é permitido fumar). Finalmente pode ser objeto meramente fomal (er hat es weit gebracht / chegou longe).

Os tumores do populismo

Mídia Sem Máscara

Nossa República virou a patrocinadora de toda sorte de privilégios legais, em prejuízo dos que trabalham e geram riquezas. Os tumores que assombram os brasileiros expressam essa falha essencial de nosso sistema político.

Os jornais dão conta de que os dois tumores que ameaçam a economia brasileira desde sempre - a inflação e o déficit na balança comercial - estão emergindo com toda força. Não é para menos. A política econômica "desenvolvimentista" de Lula não poderia dar em outra coisa. É a sina dos brasileiros, que não conseguem se livrar dos populistas governantes. Esses indicadores precisam ser compreendidos, pois expressam generalidades e múltiplas ações, nem sempre fáceis de compreender. Se a causa primeira de tudo é o déficit do setor público, é preciso analisar os componentes desse déficit para dar clareza aos fatos. Em primeiro lugar, temos o crescimento exponencial do déficit da Previdência Social, agravado que foi pela elevação real do salário mínimo na era Lula. Em segundo lugar, a pressão dos salários e aposentadorias do funcionalismo público, que sofreu rápida expansão nos últimos anos. Em terceiro, o grande custo da dívida pública, que cresce por forças dos sucessivos déficits.

O Brasil se encontra na situação de ter contingentes crescentes de pessoas desocupadas e altamente remuneradas, por força de diplomas legais de notória imoralidade. E aqui nem me refiro aos mal-afamados marajás, que por serem exceções da regra não pesam muito no conjunto. Há categorias inteiras agora que, por extensão, deveriam ser nominadas de marajás, tal o nível de remuneração e privilégios, em absoluto descompasso e desproporção com os rendimentos do setor privado. Refiro-me aqui ao caso notório dos funcionários da Justiça.

Não deixa de ser interessante que o móvel principal dos que lutaram pela República foi para acabar com os privilégios de uma minoria amparada por leis injustas, parasitando o Estado e os pagadores de impostos. Agora a nossa República virou a patrocinadora de toda sorte de privilégios legais, em prejuízo dos que trabalham e geram riquezas. Os tumores que assombram os brasileiros expressam essa falha essencial de nosso sistema político.

Restabelecer a moralidade nos gastos públicos - vale dizer, reduzir o número de funcionários e aplicar regras atuarialmente sustentáveis para concessão de aposentadorias - é o caminho para o saneamento das contas e para criar as condições para a economia brasileira lograr taxas de poupança compatíveis com a necessidade de investimentos. Reduzir impostos é o movimento necessário para restabelecer a capacidade de poupança.

O problema é que o sistema político está viciado em cativar aposentados e funcionários públicos. Nenhum político ousa sequer falar contra os enormes privilégios criados. Mesmo nas cortes absolutistas na velha Europa não se viu algo assim. República e privilégios imorais são incompatíveis entre si. É bom lembrar que o absolutismo espúrio acabou na guilhotina. O sistema político brasileiro sofre com a falta de legitimidade para o objetivo de manutenção do status quo e com a sua imoralidade inerente. Como acabará tudo isso por aqui?

sábado, 3 de abril de 2010

Documentário expõe fraude do aquecimento global

Brasil acima de tudo

03 de abril de 2010

Editoria, Alerta em Rede (março/2007)

No último dia 8 de março, o Canal 4 da televisão britânica levou o documentário "A grande fraude do aquecimento global" (The Great Global Warming Swindle). Dirigido pelo Martin Durkin, o documentário é uma das mais devastadoras denúncias já feitas sobre a falta de base científica do catastrofismo que tem caracterizado as discussões sobre as mudanças climáticas e os temas ambientais em geral.

Contando com a participação de cientistas de escol, o filme deixa claro que as variações de temperatura observadas desde meados do século XIX são perfeitamente compatíveis com os ciclos naturais registrados ao longo da história do planeta. Durkin está satisfeito e otimista com a enorme repercussão do trabalho, que tem sido apontado como um poderoso contraponto ao documentário sensacionalista Uma verdade inconveniente, protagonizado pelo ex-vice-presidente dos EUA, Al Gore (cuja versão em livro acaba de ser publicada no Brasil pela Editora Manole).

Segundo ele, "você pode ver os problemas com a ciência do aquecimento global, mas as pessoas simplesmente não acreditam em você ? levou dez anos para conseguir realizar isso. Mas eu acho que ele irá passar à história como o primeiro capítulo de uma nova era do relacionamento entre os cientistas e a sociedade. Hoje, os cientistas legítimos ? gente com qualificações ? são os bandidos".

Um dos cientistas entrevistados, o paleoclimatologista canadense Ian Clark, mostra que, ao contrário do que sugere a tese catastrofista, os períodos de aquecimento na história da Terra antecedem em cerca de oito séculos os aumentos da concentração de dióxido de carbono na atmosfera. Embora os recentes aumentos no CO2 atmosférico sejam de origem antropogênica, ele afirma que não há qualquer evidência de que eles sejam responsáveis pelos aumentos de temperatura.

Outros cientistas ressaltaram que a maior parte do aquecimento recente ocorreu antes de 1940, antes da grande expansão econômica do pós-guerra, período em que as temperaturas estavam caindo, só voltando a subir na segunda metade da década de 1970.

O Prof. Paul Reiter, do Instituto Pasteur de Paris, uma das maiores autoridades mundiais em doenças transmitidas por insetos, faz uma grave acusação contra o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), afirmando que o último relatório do órgão não representava qualquer consenso entre os 2.500 cientistas listados pelo órgão e foi finalizado por representantes de governos que investiram bilhões de dólares para financiar as pesquisas favoráveis ao cenário catastrofista. Juntamente com vários outros cientistas, Reiter renunciou ao IPCC por conta das práticas questionáveis do órgão.

O documentário faz uma dura crítica aos esforços para reduzir as emissões de CO2 em países africanos, em que a queima de lenha dentro de casa está provocando cânceres e doenças pulmonares em milhões de pessoas, uma vez que os governos estão sendo incentivados a usar fontes energéticas "alternativas", como cataventos e painéis solares, que são incapazes de fornecer eletricidade na escala proporcionada por usinas termelétricas a carvão ou óleo combustível.

O filme encerra com as palavras de Patrick Moore, que, ironicamente, foi um dos fundadores do Greenpeace, mas deixou o movimento ambientalista desgostoso com os seus rumos: "O movimento ambientalista se transformou na força mais poderosa existente para evitar o desenvolvimento nos países em desenvolvimento... Eu acho que posso chamá-los legitimamente de 'anti-humanos'."

"A grande fraude" já está circulando amplamente na Europa em formato DVD, mas, enquanto não chega ao Brasil, pode ser apreciado na Internet. Nota: o Youtube retirou o vídeo do ar, em uma flagrante censura obscurantista. Porque seria? (Editor, 6abr07)

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