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quarta-feira, 30 de junho de 2010

"Sou um soldado muçulmano"

Mídia Sem Máscara

Faisal Shahzad se diz um "soldado muçulmano" e protesta contra a intervenção em países muçulmanos. Ou seja, a perspectiva dele é primordialmente religiosa e não uma questão de disputa territorial entre países.

Foi há pouco tempo. Talvez até muitos já se tenham esquecido. Mas no dia 2 de maio passado, uma van Nissan Pathfinder começou a fumegar em pleno coração de Nova York. A polícia foi alertada por um vendedor ambulante e rapidamente evacuou a Times Square, esvaziando o centro de Manhattan.

Dentro do carro a brigada especial da polícia encontrou diversos materiais explosivos e desativou o artefato que fazia daquele veículo um carro-bomba. Michael Bloomberg, prefeito da cidade, afirmou que a polícia evitou uma tragédia.

Indiciado por terrorismo
As investigações logo identificaram o responsável, Faisal Shahzad, paquistanês de 30 anos, naturalizado americano há pouco mais de um ano. A polícia efetuou a prisão de Faisal, quando este embarcava num vôo para o Dubai, no Aeroporto Internacional John F. Kennedy.

Levado ante um Tribunal Federal, Shahzad se confessou culpado e foi indiciado por terrorismo e por estar "conspirando com o Taliban do Paquistão para causar morte e destruição na Times Square".

"É uma guerra"
O julgamento de Shazad teve início nestes dias, segundo noticia a imprensa. Ao contrário do que se podia esperar, Faisal Shahzad não tentou provar sua inocência, mas reafirmou com jactância sua culpabilidade pelo atentado frustrado.

Como o noticiário é revelador, convido-os a ler alguns trechos da reportagem publicada pela Folha de S. Paulo (22.jun.2010), intitulada Réu se diz culpado no caso Times Square, reportagem que comento em seguida:

"Num tribunal federal em Manhattan, Shahzad disse à juíza Miriam Goldman Cedarbaum que gostaria de se declarar culpado "mais cem vezes". A sentença está marcada para 5 de outubro. (...)

"É preciso entender de onde eu venho. Eu me considero um soldado muçulmano", disse ele, acusado de tentativa de usar armas de destruição em massa e de praticar terrorismo transnacional.

Questionado se não se preocupa com o fato de que poderia ter matado crianças, ele respondeu que os EUA não se importam quando crianças morrem em países muçulmanos.

"É uma guerra. Sou parte da resposta à aterrorização americana das nações muçulmanas e do povo muçulmano", declarou o acusado, no tribunal.

"Em nome disso, estou me vingando do ataque. Os americanos só se importam com o seu povo, mas não com as pessoas que morrem no resto do mundo."


Shahzad reafirmou ter recebido treinamento no Paquistão e atribuiu ao Taleban do país as lições para construir a bomba que pretendia detonar na Times Square, em 1º de maio.

Ele disse ter escolhido uma noite quente de sábado porque haveria mais gente que pudesse machucar ou matar. E descreveu que o veículo usado no atentado, uma perua Nissan Pathfinder, tinha três bombas, e a intenção era que explodissem como uma bola de fogo. (...) "Esperei para ouvir um barulho, mas não ouvi. Então andei até a [estação] Grand Central e fui para casa." (...)

Ainda de acordo com a CNN, Shahzad também considerava promover ataques no Rockefeller Center, no Grand Central Terminal e no World Financial Center, alguns dos principais pontos de Nova York.

"Faisal Shahzad tramou e conduziu um ataque que poderia ter levado a sérias perdas de vida, e hoje o sistema de Justiça criminal americano assegurou que ele pagará o preço de suas ações", disse o secretário da Justiça dos EUA, Eric Holder."

Chamo a atenção para o fato de Faisal Shahzad se dizer um "soldado muçulmano" e protestar contra a intervenção em países muçulmanos. Ou seja, a perspectiva dele é primordialmente religiosa e não uma questão de disputa territorial entre países. Além disso, deixa claro que existe uma guerra levada a cabo pelos muçulmanos, uma guerra de caráter essencialmente religioso.

Ressalto ainda a inclemência de Shahzad, que buscou circunstâncias para que seu atentado ferisse ou matasse o maior número possível de civis.

Para muitos no Ocidente tais perspectivas são incômodas, já que abalam suas crenças pacifistas, como também suas convicções laicistas. Mas de que adianta se entricheirar nessas convicções se quem ataca o mundo ocidental o faz por meio da guerra e da guerra religiosa?

Resposta "à mão estendida"
O atentado abortado em Times Square, pela pronta e precisa intervenção da polícia, foi a segunda grande tentativa de um atentado islâmico em território norte-americano, durante a administração do Presidente Barack Obama.

É bom recordar que, em sua postura messiânica, o presidente Obama parecia trazer consigo a fórmula mágica que desmontaria todos os conflitos e congraçaria todos os adversários.

Ele insistiu em estender a mão aos inimigos dos Estados Unidos, e mais amplamente do Ocidente, tentando desarmá-los com sua compreensão e afirmando que seu país não estava engajado numa guerra contra o Islã; fez igualmente questão de abolir, em sua nova estratégia de segurança nacional, as referências à "guerra contra o terrorismo". Mas...

- a resposta à mão estendida foi o punho fechado, não só nas tentativas de ataque aos Estados Unidos, por meio de atentados, mas em muitos outros campos políticos e diplomáticos, bastando recordar as atitudes desafiantes da Coréia do Norte e do Irã;

- ao contrário das crenças de Obama, os promotores de certo terrorismo afirmam que, sim, há uma guerra, e levada a cabo por soldados muçulmanos; ou seja, não uma guerra de nações, mas uma guerra religiosa;

- ainda que o presidente norte-americano evite falar de guerra ao terror, a tática preferencial dessa guerra religiosa continua a ser o terrorismo.

Desprevenção e entreguismo
A postura do Presidente Obama é reveladora de uma mentalidade que desmobiliza e ilude. Sim, o mais perigoso de tal estado de alma é querer iludir-se quanto à realidade e acabar por ser vítima dela.

Diante de Hitler muitos europeus quiseram fazê-lo. Sua atitude, vergonhosa e fatal, ficou consagrada nas palavras de Churchill, o homem que incansavelmente alertava contra a mentalidade acomodatícia, o ambiente de desprevenção, a vaga de entreguismo: "Entre a desonra e a guerra, eles escolheram a desonra, e terão a guerra".

O que se seguiu faz hoje parte de uma das páginas mais negras da História contemporânea. Hitler esfacelou a Europa com sua máquina de guerra e de perseguição... favorecido pelos que lhe estendiam a mão e tentavam desarmá-lo com boa vontade.

Esperemos que o mesmo estado de espírito não conduza o mundo ocidental a desastres e tragédias semelhantes.

Não olhar de frente a realidade pode ser cômodo, pelo menos no primeiro instante. Mas costuma ser a véspera da catástrofe!

É bom ter presentes as palavras de Faisal Shahzad: "eu me considero um soldado muçulmano e isto é uma guerra".

http://radardamidia.blogspot.com

Cristianismo: "obrigação enfadonha" para a BBC

Mídia Sem Máscara

Hilary White | 30 Junho 2010
Media Watch - Outros

A inclinação anticristã e anticonservadora da mídia britânica vem cada vez mais sendo comentada em anos recentes.

O Cristianismo é considerado como assunto "enfadonho" para os executivos da BBC, diz um veterano apresentador da televisão BBC que pediu para a empresa, sustentada por impostos, que revise o modo como apresenta questões religiosas.

Roger Bolton, editor de longa data de programação de notícias e atualmente apresentador do programa Feedback da Rádio 4, disse: "A televisão BBC (diferente da rádio BBC) parece estar nas mãos de secularistas e céticos, que enxergam a cobertura de assuntos cristãos como uma obrigação um tanto enfadonha a ser minimizada em vez de uma área rica e promissora para explorar".

Bolton, falando no Sandford St Martin Trust Awards, que reconhece excelência na programação religiosa, disse que a BBC precisa empregar um bem instruído editor de religião e trazer uma perspectiva mais espiritual para as notícias gerais.

O emprego de tal editor religioso, disse ele, seria "trazer uma perspectiva religiosa à vasta variedade de áreas tais como assuntos estrangeiros e dilemas médicos em que essa perspectiva é tantas vezes, e de forma tão desconcertante, ausente, tanto no ar quanto nos bastidores em discussões editoriais internas".

Bolton elogiou o novo editor de religião da BBC, Aaqil Ahmed, um muçulmano, por seu "comprovado histórico de sucesso em seu antigo emprego no Canal 4" mas disse que a extensão da experiência dele com programação religiosa é limitada.

A porta-voz da BBC respondeu aos comentários de Bolton, chamando o compromisso da empresa para com a programação religiosa de "inequívoco".

"Não há nenhuma deterioração na produção de nossa programação religiosa e ética de televisão, com mais de 164 horas transmitidas no ano passado, e neste ano nosso investimento em programação de dias festivos na BBC1 - que marca os festivais religiosos mais importantes - aumentou", disse ela.

Mas a inclinação anticristã e anti-conservadora da mídia britânica vem cada vez mais sendo comentada em anos recentes. No ano passado, o apresentador da rádio BBC Jeremy Vine, um anglicano praticante, disse para a revista Reform que se tornou "quase socialmente inaceitável dizer que você crê em Deus".

"Você não pode expressar opiniões que eram costumes comuns 30 ou 40 anos atrás", disse ele, acrescentando que ele não consegue falar sobre sua fé no ar. "Uma das coisas em que penso, que podem parecer bizarras, é que Cristo é quem ele disse que era", disse ele. "Não penso que removerei isso do meu programa; suponho que haja um firewall entre pensar isso e fazer o trabalho que faço".

A nomeação de Ahmed como diretor de programação religiosa na BBC no ano passado provocou críticas de alguns líderes religiosos, que disseram que a BBC, a mais importante rede de televisão num país de maioria cristã, tem uma propensão sistemática contra o Cristianismo.

Don Maclean, um dos apresentadores religiosos mais populares da Rádio 2, disse que os diretores executivos de programação da BBC adotam um "ângulo negativo sempre que podem" contra o Cristianismo, dando atenção apenas ao clero homossexual e ao abuso sexual no clero, um tratamento que não se estende a outras religiões, como o islamismo.

Ele chamou a nomeação de Ahmed de "preocupante" e disse que a empresa trata a religião como um 'programa desmazelado'". Maclean disse: "Eles se sentem atraídos ao islamismo, eles se sentem atraídos a programas que atacam a igreja cristã".

"Penso que há um movimento laicista neste país que quer se livrar do Cristianismo. Algo tem de ser feito", acrescentou ele.

Peter Hitchens, escritor e colunista do jornal Daily Mail em assuntos religiosos e sociais, considerado pela mídia britânica como um "conservador", na semana passada escreveu sobre a inclinação anti-conservadora nas editoras britânicas. Hitchens, irmão do ativista ateu radical Christopher Hitchens, relatou o episódio de ser aconselhado por um executivo elevado da BBC a "abandonar qualquer esperança de obter apresentações mais do que ocasionais como um tolerado direitista".

"Na BBC, sou a pessoa mais improvável de receber a oportunidade de apresentar um programa de novo... Numa fase, eu era considerado como possível membro efetivo para o programa 'The Moral Maze' na Rádio 4, mas isso foi vetado num nível bem elevado. As pessoas que fazem essas decisões não prestam contas a ninguém pelas decisões que tomam, até onde sei", disse ele.

Tradução: Julio Severo

Fonte: http://noticiasprofamilia.blogspot.com

Veja também este artigo original em inglês: http://www.lifesite.net/ldn/viewonsite.html?articleid=10052701

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terça-feira, 29 de junho de 2010

O derramamento da BP e sua origem

Mídia Sem Máscara

As trapalhadas e incoerências da administração Obama são conhecidas. Mas gerar crises e problemas propositalmente, como confessou Rahm Emanuel, seu Chefe do Estado Maior, é mergulhar no esquerdismo, que sempre aposta no "quanto pior, melhor", de uma forma por demais insana e inusitada.

O respeitado diário "The Houston Chronicle" informou que em 25 de abril deste ano, a administração Barack Obama recebeu uma oferta do governo da Holanda para o uso de naves dotadas de succionadores de último modelo, dois pares dos quais são capazes de remover 20.000 toneladas de petróleo e resíduos. Além disso, ofereceram tecnologia sofisticada para construir barreiras de areia na costa dos estados expostos a uma possível contaminação.

Segundo afirma Geert Visser, o Cônsul Geral dos Países Baixos em Houston, depois de ter feito tal oferta, seu consulado recebeu uma carta da administração Obama rechaçando-a.

Segundo consta dessa carta, os Estados Unidos não necessitavam da ajuda porque já dispunham de todo o equipamento necessário. Porém, o petróleo continuou derramando por quase um mês e meio sem que nem o governo nem a BP tivessem podido com o derramamento, que continuou crescendo de forma alarmante (vocês devem ter visto fotos de animais e peixes mortos por este que é o pior derramamento de todos os tempos) e, agora, a administração Obama finalmente mudou de idéia e quer aceitar essa ajuda.

O derramamento persiste desde 22 de abril, data em que contou-se uma quantidade de 136.4 toneladas derramadas por dia.

Agora, calculando com base nesse número de 136.4 toneladas de petróleo por dia, determina-se que no total, até a data de hoje, derramou-se mais de 8.200 toneladas de petróleo.

Se Obama tivesse aceitado a ajuda imediatamente, os 4 pares de succionadores que finalmente estão sendo utilizados, teriam podido - ao menos teoricamente - recuperar todo o petróleo derramado até a data em menos de um só dia, evitando facilmente todos os danos às praias e ao meio-ambiente de milhões de peixes, aves e outra fauna mais, e evidentemente a perda do sustento de milhares de pescadores, hoteleiros, donos de restaurantes, trabalhadores no turismo e outros, assim como a erradicação de uma forma de vida no Golfo que tem perdurado por séculos.

Porém, em vez de utilizar esta tecnologia oferecida pelos holandeses, a BP, com a aprovação do governo dos Estados Unidos, jogou no petróleo derramado milhões de galões de um dispersante, que fez com que grande parte do petróleo se convertesse em emplastro de betume e afundasse até o fundo do mar, piorando o problema, porque os succionadores trabalham principalmente na superfície. Além disso, experts afirmam que esse dispersante é tóxico e pode contaminar milhões de pessoas.

Em conseqüência desta decisão inexplicável da administração Obama e da BP, os emplastros de betume do petróleo já alcançaram as praias da Flórida, a uma distância de 400 milhas (640 km) do local do acidente, e estão contaminando a areia e as águas dali.

Muitos agora estão falando de uma total incompetência por parte da administração Obama.

Entretanto, em um discurso agora famoso, Rahm Emanuel, o Chefe do Estado Maior de Obama, disse: "Nunca quisemos que uma grave crise se pusesse a perder. O que quero dizer é que é uma oportunidade para fazer coisas que alguém pensava não poder fazer antes". ("You never want a serious crisis to go to waste. And what I mean by that is an opportunity to do things you think you could not do before").

Sabe-se que Obama sempre quis proibir a exploração do petróleo fora da costa dos Estados Unidos, porém lhe faltavam os votos da legislatura. Todavia, por razões desconhecidas, ele emitiu uma permissão a BP para perfurar em águas profundas, de 5.000 pés, embora os riscos a esta profundidade sejam obviamente muito mais elevados. Desde o acidente Obama aproveitou a crise, não perdendo tempo em tentar proibir toda exploração de petróleo fora da costa dos Estados Unidos. (Essa tentativa foi frustrada pela Corte Suprema).

Porém, como explicar então que sua administração tenha emprestado bilhões de dólares à Petrobras do Brasil para exploração de petróleo fora da costa desse país?

A proibição da exploração petroleira fora da costa dos Estados Unidos custaria milhares de trabalhos num momento em que os trabalhos nos Estados Unidos estão mais escassos do que nunca. Se as conseqüências do derramamento da BP pudessem atribuir-se só a uma falha inerente ao negócio petroleiro ou ao sistema capitalista, Obama talvez tivesse razão.

Porém, neste caso não fica nada claro quem causou mais dano ao meio-ambiente: se o governo ou a BP.


Ler mais em:

http://www.chron.com/disp/story.mpl/business/steffy/7043272.html

http://www.newpatriotjournal.com/Articles/White_House_is_Making_Oil_Recovery_Harder


Fonte: http://laiglesforum.com/la-causa-de-las-consecuencias-en-el-golfo/

Tradução: Graça Salgueiro

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