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sábado, 4 de setembro de 2010

Consciência limpa

Mídia Sem Máscara

O PT, repito há duas décadas, é um partido revolucionário, totalitário, firmemente decidido a banir da vida política tudo o que não seja ele próprio ou igual a ele próprio.

Já tendo demonstrado que Vladimir Safatle possui a quota de burrice requerida para o preenchimento do cargo de professor de filosofia na USP (ver Cabeça de uspiano em http://www.olavodecarvalho.org/semana/090618dc.html e http://www.olavodecarvalho.org/semana/090623dc.html), não me espanta que ele agora apareça clamando pela implantação de um regime totalitário no Brasil, nem muito menos que o faça com o ar inocente de quem defendesse, com isso, a mais pura normalidade democrática.

Não o acuso de ser fingido, hipócrita, manipulador. Ele não usa da língua dupla orwelliana para nos enganar. Ao contrário, ele deixou-se intoxicar de doublespeak ao ponto de que, em vez de usá-la, é usado por ela, ecoando, com a inimputabilidade mecânica de um boneco de ventríloquo, o que quer que ela lhe instile na caixa craniana.

Não imaginem pois que ele tente nos vender, maquiavelicamente, o totalitarismo com o nome de democracia. Não! Ele acredita mesmo, com pia sinceridade, que totalitarismo é democracia, que democracia é totalitarismo.

Almas caridosas podem nutrir a esperança de que um dia ele venha a tornar-se capaz de distinguir ao menos um pouquinho essas duas coisas, mas para tanto ele necessitará de umas mil reencarnações, e eu não acredito em reencarnação. Safatleza não tem cura.

Em artigo recém-publicado na Folha de S. Paulo (onde mais poderia ser?), ele critica os candidatos do PSDB por terem se permitido, na campanha eleitoral, dizer duas ou três coisas que estão um tanto à direita da linha oficial petista. O partido de José Serra e Índio da Costa, proclama o referido, "só teria alguma chance se tivesse ensaiado uma reorientação programática a partir de um discurso mais voltado à esquerda".

Com toda a evidência, a democracia dos sonhos do prof. Safatle consiste na livre concorrência entre vários partidos iguais ao PT. Insisto: não creio que ele tenha o intuito de ludibriar a platéia ao usar a palavra "democracia" para designar o que é, em substância, um totalitarismo mal e porcamente camuflado - o regime de um partido único com nomes diversos.

Ao contrário, ele acha mesmo que democracia é isso e nunca lhe ocorreu nem ocorrerá que possa ser outra coisa, tão funda, natural e espontânea é a sua crença de que à direita da esquerda só existe o inferno. E na cabeça dele - há indícios de que possui uma -, essa crença não é nem um pouco maniqueísta, pois maniqueísmo é coisa da direita, não é?

Eu sempre disse que o PT não era um partido normal, que aceitasse o rodízio de poder com outros partidos de direita ou de esquerda. O PT, repito há duas décadas, é um partido revolucionário, totalitário, firmemente decidido a banir da vida política tudo o que não seja ele próprio ou igual a ele próprio.

O fato de que venha realizando esse programa com discrição homeopática e obstinada lentidão, em vez de fazê-lo aos gritos e estampidos como o partido governante da Venezuela, só torna Lula diferente de Chávez desde o ponto de vista estético: cada um é feio a seu modo. Lula é até um pouco mais, porque à força de facadas anestésicas logrou persuadir a direita a deixar-se morrer sem dizer um "ai", ao passo que sua equivalente venezuelana não só continua gemendo mas de vez em quando arranca uns gemidos do próprio Chávez.

O prof. Safatle sente-se inconformado de que a uniformização esquerdista do cenário eleitoral brasileiro não tenha alcançado aquele cume de perfeição em que nenhuma ínfima partícula de direitismo residual pode aparecer nem mesmo por equívoco, nem mesmo por um lapso de atenção da parte de esquerdistas leais.

Tanto é assim que, ao chamar de "errática" a campanha de José Serra, assinalando a incoerência entre a denúncia das ligações PT-Farc e os elogios concomitantes - até exagerados - do candidato oposicionista à pessoa do sr. Presidente da República, em qual dessas atitudes vê ele um erro imperdoável? Em acusar o criminoso com provas factuais sobrantes ou em louvá-lo com base na mera opinião pessoal? Adivinhem.

No entender do prof. Safatle, o sr. Serra, para ser um candidato sério, honesto, consistente, deveria, ao falar de Lula, ocultar os fatos desabonadores que conhece e mencionar somente as belas qualidades que imagina. O sr. Serra só mereceria o respeito do prof. Safatle caso resistisse à tentação da sinceridade e se ativesse ao nobre exercício de um coerente puxa-saquismo.

Esse raciocínio não é nada estranho, no fundo. Um sujeito que concebe a democracia como eliminação de toda oposição ideológica só pode mesmo chamar de honestidade e seriedade aquilo que o restante da espécie humana entende por leviandade, vigarice e hipocrisia.

Quando digo que a mentalidade revolucionária enxerga tudo invertido, é disso que estou falando. O prof. Safatle exemplifica-o com aquela candura perversa de quem conserva a consciência limpa porque não tem nenhum contato com ela.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Santos concilia, Chávez conspira

Mídia Sem Máscara

Cel. Luis Alberto Villamarín Pulido | 03 Setembro 2010
Notícias Faltantes - Foro de São Paulo

O Foro de São Paulo, Lula, Chávez, Correa, as FARC, etc., querem a Colômbia na lista dos lacaios da ditadura cubana. Para isto jogam todas as cartas, como por exemplo, a hipocrisia de Chávez e Lula para com Santos, enquanto escondidos planejam assassiná-lo,

Enquanto Santos explora caminhos para recompor as relações diplomáticas e comerciais da Colômbia com a Venezuela, Chávez se associa com as FARC para assassiná-lo.

Assim se infere da apreensão de material de guerra e documentos, em operações das Forças Militares e o CTI (Corpo Técnico de Investigação) da Fiscalização, contra terroristas das FARC em Bogotá, três dias antes da posse de Santos como presidente dos colombianos.

Terroristas do ETA em associação com as FARC e um venezuelano, engenheiro de sistemas, tinham prontas cinco armas de tiro curvo para lançar granadas contra objetivos precisos na Praça de Bolívar, no Capitólio Nacional e no Palácio de Nariño.

O objetivo principal: assassinar o presidente Uribe, que saía, e Santos que entrava, o Congresso da República, as Altas Cortes, o Alto Comando Militar e as personalidades convidadas. O propósito: gerar um caos nas instituições da Colômbia. E o fim estratégico: que as FARC canalizassem a desordem e a dificuldade da Força Pública para controlar a situação, com o imediato reconhecimento do status de beligerância por parte dos governos pró-terroristas do Brasil, Bolívia, Venezuela, Equador, Nicarágua, Cuba, El Salvador, Uruguai, Paraguai e Argentina, assim como o respaldo às FARC com homens, armas, recursos destes governantes e dos partidos comunistas do hemisfério, do Foro de São Paulo e do Movimento Continental Bolivariano.

Talvez o mais grave de todos os planos terroristas urdidos por Chávez e as FARC contra a Colômbia, é também a mais preocupante ingerência comunista no continente desde quando Fidel Castro colocou seu peão Hugo Chávez na Venezuela.

Não obstante, os meios de comunicação, os analistas políticos, os internacionalistas, os colunistas de opinião e os jornalistas que cobrem o tema guardaram discreta indiferença, conduta que só é justificável em uma estupidez funcional coletiva.

É oportuno perguntar se a ministra Holguín terá a mais superficial idéia da dimensão deste complô, ou se o presidente Santos acredita de verdade que Chávez procede com sinceridade depois de ter financiado as FARC para que o assassinassem. Ou se os auto-denominados "Colombianos pela Paz", dados a questionar e até processar o Estado colombiano por tudo o que afete os direitos humanos dos comunistas, têm algum assomo de patriotismo para condenar a intenção criminosa de seu mentor e sócio Hugo Chávez, ou se os colombianos em geral seguiremos imersos na indiferença e no apaziguamento.

O Foro de São Paulo, Lula, Chávez, Correa, as FARC, etc., querem a Colômbia na lista dos lacaios da ditadura cubana. Para isto jogam todas as cartas, como por exemplo, a hipocrisia de Chávez e Lula para com Santos, enquanto escondidos planejam assassiná-lo, derrocar o governo legítimo e pôr um amigo das FARC no Palácio de Nariño.

Não há tempo a perder. O problema não é só com a Venezuela, mas com Lula e seus cúmplices. O assunto deve ser levado ao Conselho de Segurança da ONU, à OEA, à Corte Penal Internacional, à Casa Branca, à União Européia, à OTAN, etc.

A chanceler não pode cair no jogo resvaladiço das reuniões bilaterais e do fingido formalismo, impróprio em truões como Chávez ou Maduro. A ministra Holguín deve dirigir uma estratégia integral e concreta, desenvolvida por cônsules, embaixadores, adidos, adjuntos, plenipotenciários e demais burocratas com ribombantes e improdutivos cargos diplomáticos no exterior. Sem os horários de "doutores importantes", devem vestir a camisa da Colômbia, suá-la e desmascarar em cenários acadêmicos, políticos, jurídicos, diplomáticos e jornalísticos o complô contra a Colômbia.

O Ministério da Defesa deve encabeçar uma estratégica integral de operações militares com guerra psicológica, tendente a localizar e neutralizar os cabeças do Secretariado das FARC, incrementar a deserção dos bandidos, aclimatar a união do povo com as Forças Militares, e gestar com os demais ministérios planos concretos de desenvolvimento sócio-econômico, geração de emprego e ativação da economia nas áreas geográficas de tradicional presença narco-subversiva.

Chávez não é confiável. Enquanto o novo governo lhe estende uma ponte de conciliação, ele urde um complô com as FARC e seus cúmplices nacionais e internacionais, para assassinar o presidente da Colômbia e, ao mesmo tempo, legitimar os terroristas.


Tradução: Graça Salgueiro

Amor não correspondido: evangélicos e judeus

Mídia Sem Máscara

Sua visão de mundo - influenciada pelos valores judaico-cristãos que embasam as Escrituras - sempre tem levado os evangélicos à conclusão de que a obra-em-curso conhecida como Israel merece apoio, em uma região do mundo onde brutalidade, terrorismo, e desprezo às mulheres são o status quo.

Quem teria pensado que a maior arma no combate à crescente onda de antissemitismo nos Estados Unidos de Obama se encontraria nestas palavras: "Jesus me ama! Disto eu sei, pois é o que a Bíblia me diz."

Os filhos dos cristãos evangélicos cantam este hino em escolas bíblicas de todo o país, refletindo a crença em uma vida vivida de acordo com a vontade de Deus, tal qual revelada na Bíblia. Nada de relativismo moral aqui: de um lado, uma existência que honre a Deus; do outro, o pecado e a rebeldia. Certo e errado - simples assim. E é esta visão bíblica do mundo que embasa o apoio inabalável dos cristãos evangélicos a Israel e ao Judaísmo. Como o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu observou, Israel e os judeus "não têm maiores amigos e aliados" do que a comunidade de 70 milhões de cristãos evangélicos dos Estados Unidos - amigos melhores, na verdade, do que boa parte da comunidade judaica americana.

Sua visão de mundo - influenciada pelos valores judaico-cristãos que embasam as Escrituras - sempre tem levado os evangélicos à conclusão de que a obra-em-curso conhecida como Israel merece apoio, em uma região do mundo onde brutalidade, terrorismo, e desprezo às mulheres são o status quo. Enfatizando o valor individual e uma vida correta, os israelenses possuem uma clareza moral que lhes permitiu construir uma democracia que está em sexto lugar entre 35 países democráticos no que diz respeito à justiça, próximo aos Estados Unidos. Os evangélicos americanos reconhecem isso, parcialmente contrabalançando o apoio suicida que uma parte significativa da comunidade judaica dá ao Partido Democrata, que se alia com aqueles que desejam eliminar os judeus, tanto estrangeiros quanto domésticos. Uma medida do poder desse apoio é o trabalho a que os esquerdistas têm se dado, diz Ed Lasky, da American Thinker, para criar uma cisão entre os evangélicos e Israel.

O Cristianismo continua a pôr de lado uma longa história de antissemitismo, para se investir do que os evangélicos, cada vez mais influentes, veem como uma perspectiva divina do povo judeu. O manual de teologia evangélica mais popular em voga é bastante direto em sua instrução aos crentes: reverenciar e respeitar o lugar especial dos judeus, do Judaísmo e de Israel no plano de Deus para a humanidade. Zev Chafets, politico israelense e ex-colunista do New York Daily News, chama a aliança judaico-evangélica de "um casamento feito no céu." O Dr. Randall Price, líder do prestigioso instituto de estudos judaicos da Liberty University (universidade evangélica), tem uma relação de 30 anos com Israel, baseada na ordem para "amar a Deus, amar Israel e amar os judeus" dada pelas Escrituras.

Essa abordagem de base bíblica produziu um forte apoio evangélico. O turismo cristão manteve vivo o setor de turismo Israelense, enquanto os judeus o evitavam. O Ministério do Turismo israelense informa que 1.8 milhões dos 3 milhões de visitantes do ano passado eram cristãos, totalizando um aumento de 40% nos últimos oito anos, entre os cristãos dos Estados Unidos.

Os evangélicos são dramaticamente mais simpáticos a Israel do que os quase seis milhões de judeus americanos que, de acordo com a Pesquisa Populacional Judaica Nacional, se identificam como judeus reformados e/ou seculares, muitos dos quais são hostis, tanto a Israel quanto ao Judaísmo de base bíblica. Eles rejeitam Deus em favor da "nacionalidade." Como Dennis Prager, o colunista e apresentador de talk show que se descreve como um judeu que honra a Bíblia observa, "a religião deles raramente é o Judaísmo." Ao invés disso, "é todos os 'ismos' da esquerda. Eles incluem liberalismo, socialismo, feminismo, marxismo e ambientalismo."

Resultado: Deus se tornou o inimigo de um número significativo de judeus americanos e os inimigos de Deus, seus aliados. O destacado erudito James Q. Wilson, ex-professor de Harvard que ganhou a Medalha Presidencial da Liberdade pela "clareza moral" de sua erudição, apontou que, na verdade, Deus está de permeio, entre a metade progressista e mais visível da comunidade judaica americana e os evangélicos. Os evangélicos olham as Escrituras como um guia para uma existência moral, enquanto que os judeus progressistas são radicais ordinários que veem Deus como um mito opressivo.

Ele prossegue: Depois que "as ideias do marxismo sobre o proletariado comprovaram ser falsas e o capitalismo provou ser o melhor meio de se alcançar a abundância econômica," a esquerda substituiu "o proletariado" com "o oprimido" como seu "objeto de afeição." Para a esquerda judaica, "Israel apenas substituiu John D. Rockefeller no topo de sua lista (de inimigos)". Esses judeus são parte de uma fervorosa esquerda para a qual faz sentido que os cristãos evangélicos apoiem Israel, pois ambos reforçam o terrorismo com sua opressão aos "indefesos." O caso em questão: o judeu furiosamente marxista e antissemita Dr. David Boyarin, um professor de Talmude (comentários tradicionais à bíblia judaica) na Universidade da Califórnia, em Berkeley, que afirma que a mais alta forma de judaísmo é a destruição de Israel e que a composição da raça judaica - se deixada crescer - resultará na opressão dos outros por parte dos judeus.

Os judeus americanos precisam repensar as alianças. O colunista e comentarista da Fox News Charles Krauthammer alerta a comunidade judaica de que "é um sinal da desorientação de um povo aflito e confuso que nós devamos achar tão difícil distinguir nossos amigos de nossos inimigos." Ele bem pode ter tido em mente os comentários do rabino Eric Yoffie, que dirige a maior e mais amplamente secular afiliada do judaísmo americano (e que menos apoia Israel). Yoffie comparou líderes evangélicos como o falecido Dr. Jerry Falwell a Hitler. Entretanto, de acordo com Yechiel Eckstein, o rabino ortodoxo que dirige a Associação Internacional de Cristãos e Judeus, Falwell teve uma longa e intensa relação de amor com Israel e o Judaísmo, baseada em valores bíblicos comuns - em outras palavras, porque foi o que a Bíblia lhe ensinou. Outro judeu americano progressista, o líder de uma das maiores organizações judaicas nos Estados Unidos, a Liga Anti-Difamação, recentemente "declarou guerra contra os cristãos conservadores." Os judeus progressistas têm demonstrado que, na ausência da fé no Deus das Escrituras e de uma visão de mundo baseada na Bíblia, os judeus americanos tendem à hostilidade contra Israel e à moralidade inspirada por Deus que define o judaísmo centrado na Bíblia (veja "Pensamento Progressista Judaico e o Novo Antissemitismo"). Na verdade, como o pensador americano Richard Baehr coloca, muitos já estão "trabalhando para o inimigo."

Rodney Stark, o sociólogo educado em Berkeley que fez grande carreira explodindo o dogma das esquerdistas Elites do Conhecimento (o título de seu recente e altamente louvado estudo dos efeitos do Cristianismo sobre a cultura dá uma ideia de sua abordagem, "The Victory of Reason: How Christianity Led to Freedom, Capitalism, and Western Success" [A Vitória da Razão: Como o Cristianismo levou à Liberdade, ao Capitalismo e ao Sucesso Ocidental]), usa um estudo para mostrar que os "judeus irreligiosos" compõem uma parcela significativa das elites altamente educadas que estão abertas às religiões da Nova Era e a movimentos cúlticos. Os judeus irreligiosos afluem a movimentos semirreligiosos, tanto políticos quanto sociais, porque eles "carecem de uma ancoragem (na) fé convencional" das tradições judaico-cristãs. Em outras palavras, eles estão espiritualmente desnutridos.

Como Pogo, o personagem dos quadrinhos, (e gambá não sectário), famosamente disse, "Nós encontramos o inimigo e ele é a gente." Sem referências bíblicas, os judeus progressistas americanos se enfiaram em uma cena autodestrutiva de bar saída de Jornada nas Estrelas, um boteco Mos Eisley de liberais típicos, acadêmicos marxistas, e elites políticas e midiáticas abrindo o caminho a rosnadas rumo a sua aniquilação.

Talvez seja a hora de a outra metade mostrar sua cara. A parte menos visível da comunidade judaica americana teria, nos evangélicos, aliados fiéis, a exemplo de Israel, apoiando, juntamente com eles, as tradições judaico-cristãs e uma nação de Israel que tem sempre demonstrado moralidade e moderação para com aqueles que buscam destruí-la.

O que seria necessário? O primeiro passo para a comunidade judaica americana é adotar o slogan que surgiu de suas tradições bíblicas, servindo de fundação para o apoio cristão aos judeus e Israel: "Em Deus confiamos."

O Dr. Stuart H. Schwartz é ex-executivo na área de jornalismo e de vendas. Atualmente estuda na Liberty University, em Lynchburg, Virginia.

Tradução de Larry Martins, da equipe do blog DEXTRA, feita por recomendação e a pedido de Julio Severo.

Texto original: The American Thinker

Blogueiro amador faz jornalismo sim!

Mídia Sem Máscara

Klauber Cristofen Pires | 03 Setembro 2010
Artigos - Cultura

O trabalho dos blogueiros nos últimos anos tem causado uma crônica dor de cabeça para a imprensa tradicional que antes tudo controlava: ficou para a história a cumplicidade da mídia com a tentativa de golpe de estado lulo-chavista contra Honduras, bem como também com relação ao acobertamento do Foro de São Paulo e da decorrente sociedade entre o PT e as FARC.

Houve uma ocasião, há algum tempo, em que recebi o e-mail de uma estudante de jornalismo que me fazia algumas perguntas para uma monografia sua. Em síntese, ela queria saber se eu me considerava um jornalista e por qual razão assim pensava. Solícito, respondi ao seu questionário e ao que me parece, por ter restado insatisfeita, enviou-me mais uma série de perguntas. Foi então que percebi que ela não fazia uma pesquisa científica para descobrir a verdade a partir de suas investigações, mas sim, procurava fatos e depoimentos que comprovassem a sua convicção já pré-formada, ao que devidamente lhe mandei passear e importunar outra pessoa.

Isto tem um nome: vigarice; vigarice estimulada pelas faculdades de jornalismo. O caso acima se deu em meio ao alvoroço que antecedeu a sábia decisão do STF que suprimiu a obrigatoriedade de um diploma para o exercicio da liberdade de expressão, o que era um absoluto absurdo. E que não me venham com firulas os bacharéis em Direito, sociólogos e assemelhados: estão neste rol também.

Para quem acha que o exercício da atividade jornalística requer uma gama de conhecimentos científicos ou assemelhados à precisão das ciências naturais, dou um exemplo bem corriqueiro: nesta semana, ouvi do Jornal Nacional sobre uma pesquisa que afirma serem os brasileiros o segundo povo mais estressado do mundo, mas isto, pasmem, na mesma semana em que a capa da revista IstoÉ estampava a manchete "Nunca fomos tão felizes". E agora, quem tem razão?

Os jornalistas "diplomados" andam a promover uma ampla campanha e a exercer um pesado lobby para que a obrigatoriedade do diploma como requisito obrigatório para o exercício da profissão de jornalista volte ao sistema jurídico sob a forma de uma emenda constitucional. Sinceramente, não vejo como, eis que a própria Constituição Federal, no seu art. 60, § 4º, inciso IV estabelece: "Não será objeto de deliberação a proposta de emenda tendente a abolir: IV - os direitos e garantias individuais". (grifos meus)

A norma julgada inconstitucional vigorava até então sob o fenômeno jurídico da "recepção", segundo o qual as leis anteriores à Constituição permanecem em vigor desde que seus artigos mantenham-se aparentemente em concordância com a Lei Maior. No caso, a lei que exigia os diplomas foi derrubada pelo STF, depois de provocado a pronunciar-se sobre a sua constitucionalidade. Ademais, no meu entender particular, propostas de emendas à Constituição para sanear a inconstitucionalidade de leis que ferem cláusulas pétreas configuram um flagrante caso de inadmissivel desobediência ao soberano Poder Judiciário, cujos precedentes, se aceitos, só podem nos levar a uma dissolução do estado de Direito pela via do derretimento do poder judiciário.

Sustentando-se em pesquisas com a profundidade desta que denunciei no primeiro parágrafo, andam a levantar as alegações de que os blogueiros não produzem notícia, mas apenas agem como divulgadores de notícias. Pura bobagem, e vou agora matar a cobra e mostrar o pau...

Nem todas as notícias dos jornais impressos ou televisivos são produzidas por eles mesmos. Na verdade, apenas uma pequena parte, local ou regional, compõe o mérito próprio da produção de notícias novas e até então desconhecidas. O resto compõe-se de edição de reportagens sobre assuntos de amplo conhecimento ou obtido de agências de notícias, entre as quais a estatal agência Brasil, de onde as redações reproduzem suas matérias as mais das vezes sem um pingo de crivo. Finalmente, temos também o trabalho de opinião e de media-watch.

Um blogueiro amador e individual, como eu, não tem como oferecer notícias novas todos os dias, haja vista as minhas próprias limitações físicas e circunstanciais (eu tenho de me sustentar de outro modo). Mas isto cada um dos repórteres pagos pelos jornais também não produz, de forma que os "furos" são conquistados ora por um, ora por outro, de um grande time.

Há blogueiros que se especializam especialmente para a notícia de fatos novos, e eis a combativa Graça Salgueiro como exemplo notório, a nos trazer os fatos da América hispânica em primeira mão; de minha parte, concentro-me em um trabalho de pesquisa sobre fatos conhecidos, de opinião e de media-watch, que também, como vimos linhas acima, constitui a atividade jornalística. Ou não?

Há sim, claro, os blogueiros que apenas reproduzem as notícias e editoriais da grande mídia, mas não são eles quem fazem toda esta diferença. Se andam incomodando, é porque justamente têm produzido mais do que mera divulgação dos textos da própria mídia tradicional.

O trabalho dos blogueiros nos últimos anos tem causado uma crônica dor de cabeça para a imprensa tradicional que antes tudo controlava: ficou para a história a cumplicidade da mídia com a tentativa de golpe de estado lulo-chavista contra Honduras, bem como também com relação ao acobertamento do Foro de São Paulo e da decorrente sociedade entre o PT e as FARC. Aqui mesmo também denunciamos a reportagem global que reclamava pela construção de cinemas públicos, convenientemente publicada logo depois do lançamento do filme "Lula, o filho do Brasil", e da mesma forma, da reportagem militante governista e absolutamente enviesada de modo a promover a legalização do aborto. Ôpa, não me deixem esquecer da massiva campanha das diversas cadeias de tevê a favor do desarmamento, felizmente, malograda.

Caros leitores, de uma coisa lhes posso dar certeza: de minha lavra, jamais enganarei o público para agradar ao governo, como a chamar Fidel Castro de presidente, por exemplo. Comigo ladrão é ladrão, terrorista é terrorista, ditador é ditador, vigarista é vigarista e os sonsos são a escória por quem nutro mais nojo do que a petralhada assumida. Não por acaso, mesmo sem nenhum tipo de publicidade, a cada dia mais pessoas vêm ler dos meus textos e de tantos outros amigos que fui encontrando pelo caminho e que compartilham desta missão que nos imbuímos, seja em meu blog, seja nos sites que nos dão a oportunidade de nos expressar. A estas pessoas, dedico os meus agradecimentos e peço a sincera ajuda para nos divulgarem como uma eficaz fonte alternativa de informação e de opinião.

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