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terça-feira, 4 de janeiro de 2011

O silêncio das Forças Armadas

29/12

A verdade sufocada

O Silêncio das Forças Armadas

Por Maria Joseita Silva Brilhante Ustra

“Em uma guerra, a primeira vítima é a verdade”,
Hiram Johnson - Senador americano – 1917

Nosso site tem recebido muitos e-mails de civis de todos segmentos da sociedade , de soldados a altas patentes das Forças Armadas, queixando-se da falta de informações sobre a Contra-Revolução de 1964 e o Regime Militar.

Confirmando a falta de informações a respeito do período, em uma troca de idéias sobre os chamados "anos de chumbo", foi dito por um general, na presença de mais dois generais, dois coronéis e três civis, um deles , eu, que:

- Nós, militares, não eu, não discutimos o assunto por desconhecimento e vergonha desse período! ( Textualmente)

Creio que não são muitos, mas, esses, certamente, terão vergonha, por desconhecerem a história e, consequentemente, não terem condições de discutir o assunto. Provavelmente, não viveram essa época e nas escolas que frequentaram devem ter estudado em livros, onde a história já vinha sendo reescrita , com a versão da esquerda. Viram nas TV noticiários, mini-séries, novelas e filmes onde os subversivos e os terroristas das décadas de 60 e 70 são mostrados como heróis desarmados que foram torturados, trucidados e abusados sexualmente pelos truculentos gorilas das Forças Armadas. Eram "pobres estudantes que lutavam pela liberdade e pela democracia". Leram reportagens tendenciosas em jornais e revistas de grande circulação. Têm que ter vergonha, realmente, falta-lhes conhecimento do que, realmente, se passou naquele período .
As Forças Armadas ganharam a batalha das armas, mas não enfrentaram a guerra das comunicações!...
Perderam a guerra. Não rebateram as críticas... Não mostraram aos milhares de jovens que passaram por suas fileiras, como soldados, como sargentos, como cadetes, ou como alunos dos Colégios Miliares a verdadeira história da Contra-Revolução de 1964 e o desenvolvimento que o regime militar trouxe ao Brasil.
Os militantes das organizações subversivo-terroristas valendo-se do fato de que as três últimas gerações não foram testemunhas oculares dos fatos ocorridos durante os governos militares, estão agora no poder e com o dinheiro de nossos impostos pretendem continuar a cooptar os jovens
Os militares e a sociedade deixaram que um grupo de militantes de organizações subversivo-terroristas que, finalmente, depois de três tentativas de tomada do poder pelas armas, na quarta tentativa, ao assumirem o poder pelo voto popular, reescrevessem a história, valendo-se do fato de que as três últimas gerações não foram informadas do que se passou durante os governos militares. Assim. esses estudantes tendem a crer nas inverdades que o governo com o dinheiro de nossos impostos divulga permanentemente.
Agora, vão lançar essa nova arma na doutrinação dos jovens do 2º grau. Esse CD – ROM é inadmissível, pois seu conteúdo conspira contra a democracia. É o controle do Estado sobre a opinião pública
É inadmissível que o maior crime praticado, clandestinamente, antes e durante o regime militar - o recrutamento de nossos jovens - continue a ser praticado agora, às claras e com a conivência da sociedade.
Será que as Forças Armadas, enquanto instituições nacionais permanentes, têm o direito, de calar-se ante tamanha ignomínia praticada contra a Nação? Será que não percebem que esse CD-ROM é mais uma peça de propaganda na guerra psicológica contra as Forças Armadas?
Nós, que vivemos essa época, que vimos jovens serem cooptados para a luta armada, que vimos nossos amigos morrerem emboscados, que vimos soldados jovens que serviam à Pátria e civis inocentes serem assassinados, não podemos aceitar esse silêncio das nossas Forças Armadas ante tamanha ignomia praticada contra a Nação.
Não sou militar, apesar de conviver com eles e, especialmente com um, meu marido, há cerca de 50 anos . Não sei, exatamente, o que diz a Constituição quanto às atribuições das Forças Armadas, mas penso que, antes de servir a governos, as Forças Armadas, devem lealdade ao Brasil e consequentemente à sua história!
Sei que não sou ninguém para sugerir nada a pessoas com muito mais cultura e conhecimento de suas atribuições e seus deveres do que eu, mas, atrevo-me a dizer que, já passou da hora - mas nunca será tarde, para começar a escrever a verdadeira história da Contra-Revolução e do periodo militar .
Um gesto de grandeza e amor à Patria seria publicar conjuntamente - Exército, Marinha e Aeronáutica - um CD-ROM, um livro - repondo a verdade dos fatos ocorridos no período 64/85, mas, que não seja para o público interno e sim para as escolas , nem que seja apenas para as escolas militares.

http://www.averdadesufocada.com/index.php?option=com_content&task=view&id=4441&Itemid=1

domingo, 2 de janeiro de 2011

O legado de Lula

Mídia Sem Máscara

Há uma relação de causa e efeito entre a degradação da política brasileira e a ação do presidente Lula. Ele a deteriorou e comprometeu a democracia através do aparelhamento de tudo, da cooptação, da compra de votos com favores, do fracionamento e da descaracterização dos partidos.

Acabou! Não há bem que sempre dure (na perspectiva dos 87% que gostaram), nem mal que não acabe (segundo a ótica dos 13% descontentes). Faço parte do pequeno grupo que não se deixa seduzir por conversa fiada, publicidade enganosa e não sente atração pelos salões e cofres do poder.

Lula chega ao fim de seu mandato em meio a um paradoxo que cobra explicações: a política e os que a ela se dedicam despencaram na confiança popular para um índice de rejeição de 92%! Ora, como entender que os políticos valham tão pouco perante a opinião pública enquanto o grande senhor, o chefe, o mandante, o comandante da política, surfa nas ondas de uma popularidade messiânica? Ouço miados nessa tuba. Como pode? Quanto mais crescia a popularidade do presidente mais decrescia o prestígio da política! E ele nada tem a ver? Chefiou durante quase uma década o Estado, o governo, a administração, uma fornida maioria parlamentar, o numeroso bloco de partidos integrantes de sua base de apoio, nomeou 8 dos 11 ministros do STF, estendeu seu braço protetor sobre as piores figuras da cena nacional e é a virgem do lupanar?

Eu aprecio os governantes realistas. Sei que o realismo se inclui entre as características de todos os estadistas. Seja como homem do governo, seja como chefe de Estado, o estadista lida com os fatos. Ideais elevados e pés no chão. Causas e consequências, problemas e soluções. Realismo. Isso me agrada. Mas há um realismo cínico, desprovido de caráter, que desconhece limites éticos, que se abraça com o demônio se ele puder ser útil. A história está cheia de líderes assim e apenas os olfatos mais sensíveis parecem capazes de perceber o cheiro de enxofre que exalam. Há uma relação de causa e efeito entre a degradação da política brasileira e a ação do presidente Lula. Ele a deteriorou e comprometeu a democracia através do aparelhamento de tudo, da cooptação, da compra de votos com favores, do fracionamento e da descaracterização dos partidos. Assim como atuam os desmanches de automóveis, assim operou a política presidencial com os pedaços dos partidos nacionais, comprados das fontes mais suspeitas e pelos piores meios.

Quer dizer, senhores e senhoras arrebatados pela retórica lulista, que a democracia perdeu importância e pode ser uma coisa qualquer, apoiada por qualquer arremedo de política? Não se exige mais, de quem governa, um padrão mínimo de dignidade? De coerência e respeito? Não! Pelo jeito, basta encher o bolso dos ricos e distribuir esmolas aos pobres para que surja um novo São Francisco em Garanhuns.

Ah, Puggina! Mas com ele a economia cresceu, o número de miseráveis diminuiu e se realizaram obras importantes. Vá que seja. Mas convenhamos: era preciso muita incompetência para que a economia ficasse travada em meio a um ciclo mundial extremamente favorável. Pergunto: não estavam diligentemente postas pelos antecessores as condições (privatizações, estabilidade monetária e jurídica, integração ao comércio mundial, credibilidade externa, responsabilidade fiscal e estímulo ao agronegócio)? Estavam, sim. Faltava o que Lula teve a partir de 2005: dinheiro jorrando, comprador e investidor, no mercado internacional. E ainda assim, entre 2002 e 2009, o crescimento do PIB per capita do Brasil teve um desempenho medíocre comparado com outros emergentes e, mesmo, com a maior parte dos países da América Latina.

O Partido dos Trabalhadores se construiu mediante três estratégias convergentes. Primeiro, a rigorosa adoção da cartilha gramsciana, assenhoreando-se dos meios de formação da cultura nacional, sem esquecer-se de qualquer deles - igrejas, sindicatos, movimentos sociais, universidades, meios de comunicação, material didático, música popular. Segundo, combatendo tudo, mas tudo mesmo, que os governos anteriores buscavam implementar como condição para que o país retomasse o crescimento: Plano Real, abertura da economia, privatizações, cumprimento de contratos, pagamento da dívida, responsabilidade fiscal, busca de superávits, agronegócio e Proer. Tudo era denunciado como maligno, perverso, antinacional, corrupto. Terceiro, destruindo de modo sistemático a imagem de quem se interpusesse no seu caminho para o poder, até restar, do imaginário de muitos, como a grande reserva moral da pátria. Dois anos no poder bastaram para que os véus do templo se rasgassem de alto abaixo e os muitos petistas bem intencionados arrancassem os cabelos num maremoto de escândalos.

Somente alguém totalmente irresponsável ou com desmedida ganância pelo poder haveria de desejar para a nação um governo social e economicamente desastroso. Não é e nunca foi meu caso. Não escrevo estas linhas para desconsiderar o que andou bem no governo do presidente Lula. Mas não posso deixar de expor o que vi - e como vi! - de sórdido e prejudicial em seu modo de fazer política. Para concluir, temperando os exageros de uma publicidade que custou ao país, na média dos últimos três anos, R$ 900 milhões por ano, considero sensata a observação a seguir. Quando Lula assumiu, em 2003, os principais problemas do Brasil situavam-se nas áreas de Educação, Saúde e Segurança Pública. Passados oito anos, haverá quem tenha coragem de afirmar que não persistem os problemas da Educação e que não se agravaram os da Saúde e da Segurança Pública? Haverá 87% de brasileiros dispostos a se declarar satisfeitos com a situação nacional nesses três pilares de uma vida social digna?

Uma questão de responsabilidade

Mídia Sem Máscara

A decisão confortável dos pais de permitir que um Conselho de joões-ninguém determine a dieta de seus filhos terá diversas consequências para eles. Ficará patente, no futuro, a omissão e a fuga à responsabilidade.


A notícia não é nova, mas o problema é perene. No dia 9 de novembro, o Conselho de Supervisores de São Francisco, na Califórnia, proibiu a venda casada de sanduíche, refrigerante e um brinde. O candidato natural da proibição desse tipo de venda é o "McLanche Feliz", que consiste exatamente nisso - um sanduíche, um refrigerante e um brinquedo. Outros pacotes da mesma natureza foram igualmente atingidos. Como de hábito, a regulamentação teve por objetivo evitar que crianças consumam calorias demais, gorduras demais e sódio demais.

Esse tipo de combinação é politicamente incorreto do ponto de vista nutricional, e pessoas bem intencionadas se afligem com a saúde das crianças expostas a esse tipo de dieta. Passei a minha vida adulta sem comer ovos. Adorava os sanduíches de ovo que levava como lanche para a escola. Amava um bife a cavalo, com a gema escorrendo sobre a carne e misturando-se com os acompanhamentos da refeição. Adulto, ciente dos males que o colesterol poderia causar, suspendi o consumo de ovos. Décadas após esse sacrifício, para minha estupefação, soube que ovos não fazem mal à saúde. Voltei a comê-los. Receio que dentro de alguns anos alguém nos diga que a combinação ideal para uma boa nutrição seja precisamente um sanduíche acompanhado de um refrigerante, com bastante gordura e sódio no primeiro.

E muitas, muitas, calorias. Não sou consumidor dos produtos MacDonald's. Nada pessoal contra os sanduíches. Também não como jiló e, pasmem, banana, a fruta com a melhor composição de vitaminas e sais minerais. Simplesmente não suporto bananas. A despeito de todos os esforços da família, não comi e continuo não comendo bananas. Trata-se de uma escolha que fiz e que teve como contrapartida o compromisso de comer outras coisas que me trouxessem os benefícios alimentares de que abri mão, ao deixar de consumir a planta herbácea - vivaz acaule da família Musaceae -, como informa a Wikipédia.

Se não gostava de banana, também não podia comer o que me desse na telha. A família impunha claras limitações ao que comer e em que quantidade. Refrigerantes, só no almoço de domingo, por exemplo. Graças à misericórdia do Senhor e à responsabilidade da família, continuo vivo e em boa saúde, apesar dos anos. Causa-me enorme espanto que o Conselho de Supervisores de São Francisco se sobreponha à autoridade dos pais em determinar o que crianças devem ou não ingerir, acompanhado ou não de brindes. É responsabilidade indelegável dos pais decidir o que os filhos menores podem ou não comer. Esse Conselho, simplesmente, arvorou-se responsável pelos filhos dos outros, em flagrante usurpação da responsabilidade dos pais. Temo que os eleitores de São Francisco não reajam a essa insanidade. Se não o fizerem, ficará patente que os pais dessa cidade querem desfrutar das alegrias de ter filhos, mas não pretendem arcar com as correspondentes responsabilidades de sua criação.

A liberdade de ter filhos e criá-los está umbilicalmente associada à responsabilidade de tomar decisões por eles, até que, progressivamente, estes possam tomar as suas próprias decisões. Assim criados, os filhos aprenderão a noção de limites e de responsabilidades. Perceberão que, quando os pais tomam uma decisão antipática que os contrariam, é porque estão atentos ao que julgam ser melhor para eles no longo prazo. A decisão confortável dos pais de permitir que um Conselho de joões-ninguém determine a dieta de seus filhos terá diversas consequências para eles. Ficará patente, no futuro, a omissão e a fuga à responsabilidade.

Não se cria um cidadão responsável dessa maneira, uma vez que o exemplo é a forma mais adequada de transmitir valores. Friedrich Hayek escreveu um livro, O caminho da servidão, para nos mostrar que é de pequena restrição em pequena restrição que a liberdade se perde. Referia-se, no livro, à crescente intervenção na economia pelo governo trabalhista inglês após a segunda guerra mundial. Tomou tempo, mas, depois de perceberem as consequências das restrições à liberdade, os ingleses optaram pelo fim delas, elegendo o gabinete de Margaret Thatcher para restabelecer a liberdade econômica no país. Esperemos que, a exemplo dos ingleses, os cidadãos de São Francisco se apercebam do caminho que estão trilhando, que eventualmente legitimará todo tipo de controles sobre os aspectos mais comezinhos de suas vidas. E optem por outro, de liberdade com responsabilidade.

Roberto Fendt é economista


Publicado no Diário do Comércio em 30/12/2010.

“Conexão Al-Qaeda” em formato eletrônico

Mídia Sem Máscara

As relações internacionais e as linhas políticas multilaterais do mundo contemporâneo experimentam um processo geopolítico evolutivo. A tendência da imprevisível mudança na ordem mundial incide na segurança hemisférica, na estabilidade regional e na projeção estratégica das FARC na Colômbia, ETA na Espanha, Ira na Inglaterra e Al-Qaeda em todo o planeta.

Em seis capítulos o autor condensa a evolução histórica do fundamentalismo islâmico, desde o cisma gerado pela morte do Califa Alí, até a eventualidade de um ataque com armas nucleares táticas ou elementos de destruição em massa contra a odiada sociedade ocidental.

A análise do coronel Villamarín inclui um paralelo comparativo em torno das táticas, técnicas e metodologias dos grupos terroristas no planeta, hoje identificados por interesses comuns embora com diferentes objetivos, para atacar os Estados Unidos e seus aliados ou países que integrem a cultura ocidental.

O estudo geopolítico dos elementos que articulam a cadeia do terror descrita em "Conexão Al-Qaeda" por Villamarín Pulido, é uma clara advertência aos governos e aos cidadãos ocidentais acerca dos graves perigos que adiantam sobre a liberdade e a democracia, devido a que os grupos terroristas internacionais contam com o apoio de governos extremistas como Irã, Cuba, Venezuela, Síria, Coréia do Norte, ou a cumplicidade descarada dos governantes do Brasil, Equador, Bolívia, Nicarágua, Argentina, Paraguai e Uruguai, alguns deles interessados em fazer parte do clube nuclear, por coincidência, a aspiração máxima da Al-Qaeda, Hizbulah e outros fundamentalistas islâmicos em associação com as FARC e o ETA.

O coronel Villamarín recebeu três prêmios internacionais de literatura em Los Angeles, New Jersey e Washington D.C., dada a profundidade acadêmica de suas análises e a precisão dos mesmos em torno do fenômeno do narco-terrorismo, que articula tráfico de armas, narcotráfico e lavagem de dinheiro.

Nota do editor:
Release de imprensa do site do Cel. Luís Alberto Alberto de Villamarín Pulido.


Nota da tradutora:

O livro "Conexão Al-Qaeda" foi publicado inicialmente em setembro de 2005, pela editora Nowtilus, da Espanha, e posteriormente traduzido para o polonês, com o título "Siec Al Kaida". Esgotada sua edição impressa em espanhol, agora ele foi atualizado e encontra-se à venda em formato e-book pela Amazon por um preço ínfimo em relação ao seu conteúdo.

Várias obras do coronel Villamarín Pulido encontram-se disponíveis para venda no formato e-book ou em formato impresso. Lamentavelmente, até o momento nenhuma editora brasileira mostrou-se interessada em traduzi-los para o português, tornando as obras deste mestre em assuntos estratégicos, terrorismo e contra-terrorismo inéditas no Brasil.


Tradução: Graça Salgueiro

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