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quarta-feira, 30 de março de 2011

Planned Parenthood: aborto, racismo e eugenia

Mídia Sem Máscara

Steve Mosher | 30 Março 2011
Artigos - Aborto

Front Royal, Virginia (pop.org/Notícias Pró-Família): Todos nós vimos as gravações. Funcionários da Federação de Planejamento Familiar (Planned Parenthood) foram recentemente pegos em vídeo se engajando em atividades ilegais: colaborando com o tráfico sexual de menores de idade, acobertando estupro estatutário e até mesmo treinando meninas menores de idade a evitar revelar a idade dos homens adultos que as engravidaram.

Sabemos também que a Planned Parenthood é - sempre foi e sempre será - uma organização de aborto. Seus médicos aborteiros cometeram 337 mil abortos em 2009, ou mais de um para cada quatro abortos feitos nos EUA durante o curso daquele mesmo ano. De cada 100 mulheres grávidas que entram numa clínica da Planned Parenthood, 98 saem com o útero vazio. Em conclusão, sabemos que o negócio de aborto da Planned Parenthood é muito, muito lucrativo. Essa organização faz um "negócio" de um bilhão de dólares por ano. Só o aborto representa mais de um terço desse rendimento, muito embora apenas uma de cada 10 pacientes chegue até eles atrás de aborto. Outro terço do rendimento vem de você e de mim na forma de verbas e contratos governamentais. Como consequência dessa exploração, essa organização construiu aproximadamente um bilhão em ativos, tornando-a uma das mais ricas companhias "sem fins lucrativos" da história dos EUA, ao mesmo tempo em que ela empobreceu mais o resto de nós ao eliminar milhões de pessoas da nossa população. Mas o que talvez você não saiba é que a Planned Parenthood dos Estados Unidos é um grande protagonista no movimento internacional de controle populacional em sua própria força. A cada ano essa organização manda dezenas de milhares de dólares ao exterior para financiar campanhas de aborto, sem mencionar iniciativas legais e sociais para pressionar em favor da legalização do aborto em países com leis pró-vida, tais como as Filipinas.

Nisso a organização continua a seguir nos passos de sua fundadora, Margaret Sanger, que tinha total desprezo pelas "raças asiáticas", conforme ela e seus amigos do movimento eugênico as chamavam. Durante sua vida inteira, ela propôs que o número de asiáticos fosse drasticamente reduzido. Mas as preferências de Sanger iam além de raça. Em seu livro de 1922 "Pivot of Civilization" (Eixo da Civilização) ela descaradamente recomendou o extermínio de "ervas daninhas... que invadem o jardim humano"; a segregação dos "retardados e dos desajustados"; e a esterilização das "raças geneticamente inferiores". Foi mais tarde que ela selecionou os chineses como alvo de sua atenção, escrevendo em sua autobiografia sobre "a incessante fertilidade dos milhões de [chineses que] se espalham como praga".

Não dá para se duvidar que Sanger teria ficado descontroladamente entusiasmada com a política de um só filho da China, pois seu livro "Code to Stop Overproduction of Children" (Código para Deter a Produção Excessiva de Bebês), publicado em 1934, decretou que "nenhuma mulher poderá ter o direito legal de ter um bebê sem autorização oficial... nenhuma autorização oficial será válida para se ter mais que um bebê". Quanto à eliminação seletiva que o governo da China faz de bebês deficientes e abandonados, ela teria ficado encantada que Pequim tivesse dado ouvidos às recomendações que ela vinha fazendo por décadas exatamente em favor de tais políticas eugênicas.

Sanger não era alguém de sutilezas em tais questões. Sem rodeios, ela definiu o "controle da natalidade", um termo que ela havia inventado, como "o processo para extirpar indivíduos fisicamente desqualificados" com o objetivo de "criar um super-homem". Ela muitas vezes opinava que "a coisa mais misericordiosa que uma família grande pode fazer para seus bebês é matá-los" e que "todos os nossos problemas são a consequência do excesso de procriação na classe operária". Gente, ela estava se referindo a você e a mim.

Sanger frequentemente dava destaque para racistas e eugenicistas em sua revista, Birth Control Review (Examinando o Controle da Natalidade). Lothrop Stoddard, que era um dos colaboradores e também atuava na diretoria da entidade de Sanger, escreveu em seu livro "The Rising Tide of Color Against White World-Supremacy" (A Crescente Maré de Negros Contra a Supremacia do Mundo dos Brancos) que "temos de nos opor, de forma decidida, à infiltração asiática de áreas da raça branca e à inundação asiática das áreas não brancas, mas igualmente regiões não asiáticas habitadas pelas raças realmente inferiores". Cada edição de Birth Control Review vinha repleta de tais ideias.

Mas Sanger não estava contente em meramente publicar propaganda racista; a revista também fazia propostas de políticas concretas, tais como a criação de "comunidades de retardados", a produção forçada de filhos por parte dos indivíduos "qualificados" e a esterilização compulsória e até mesmo a eliminação dos "desqualificados".

As próprias opiniões racistas de Sanger eram males diferentes em seu ultraje. Em 1939 ela e Clarence Gamble fizeram uma proposta infame chamada "Birth Control and the Negro" (O Controle da Natalidade e os Negros), que afirmava que "as áreas mais pobres, principalmente no Sul... estão produzindo de forma alarmante mais do que sua parte [merecida] de futuras gerações". A "religião de controle da natalidade" dela, conforme ela escreveu, "aliviaria o peso financeiro de se cuidar, com verbas públicas... de bebês destinados a se tornarem uma carga para si mesmos, para suas famílias e no final das contas para a nação".

A guerra dos EUA contra a Alemanha, junto com as narrativas sombrias de como os nazistas estavam colocando em prática as teorias dela sobre "ervas daninhas humanas" e "raças geneticamente inferiores", apavoraram Sanger, que mudou o nome e a retórica de sua organização. O "controle da natalidade", com seu tom de coerção, virou "planejamento familiar". Os "desqualificados" e os "deficientes" se tornaram meramente "os pobres". A Liga Americana de Controle da Natalidade virou a Planned Parenthood dos Estados Unidos.

Depois da morte de Sanger em 1966, a Planned Parenthood se sentiu tão confiante em que tinha de forma segura enterrado seu passado que começou a se gabar do "legado de Margaret Sanger". E começou a entregar de modo esperto prêmios batizados com o nome de Maggie [o diminutivo do nome dela] para inocentes que muitas vezes não tinham a menor suspeita das reais opiniões dela. A primeira pessoa a receber tal prêmio foi Martin Luther King - que claramente não tinha ideia alguma de que Sanger havia inaugurado um projeto para "libertar" o povo dele - "libertá-los" de sua própria descendência. "Nós não queremos que vaze a informação de que queremos exterminar a população negra e o pastor evangélico é o homem ideal para dissipar confusões se algum membro mais rebelde da população negra chegar a suspeitar [de nossas intenções]", Sanger havia antes escrito para Gamble.

A boa notícia é que a aura de respeitabilidade de Sanger - e a da Planned Parenthood - finalmente se desgastaram.

É hora de cortar para sempre do orçamente federal essa organização racista, sugadora de dinheiro e que só pensa em aborto.




Nota:

1. Para mais detalhes, veja o documento em inglês "Defunding Planned Parenthood Fact Sheet" desenvolvido pela Fundação Chiaroscuro.

Tradução: Julio Severo

Fonte: http://noticiasprofamilia.blogspot.com

Veja também este artigo original em inglês: http://www.lifesitenews.com/news/want-to-stop-abortion-not-to-mention-racism-and-bigotry-defund-planned-pare

A injustiça da justiça social

Mídia Sem Máscara

Ben O'Neill | 30 Março 2011
Artigos - Direito

Direitos genuínos existem como verdades eternas de uma filosofia moral. Eles são princípios que se mantêm verdadeiros independentemente de sua época ou lugar, independente do estado das atuais intervenções.

Recorrentemente, ocorre algo que resume perfeitamente a ideia por trás disso que chamam de "justiça social". De todas as formidáveis críticas que seus detratores já escreveram sobre esse ignóbil conceito, nenhuma é páreo para a elegante simplicidade de um recente trabalho feito justamente pelos defensores da "justiça social". Refiro-me aqui a um recente vídeo feito para o Dia Mundial da Justiça Social[1], no qual alunos e professores tinham de completar a seguinte frase:

Todo mundo tem o direito a(o) ___________

O vídeo é uma pitoresca montagem de vários possíveis complementos para essa frase, tendo uma agradável e convencional música como pano de fundo. Ele mostra alunos e professores completando a frase acima, mostrando suas respostas escritas em suas mãos, braços e pés. As pessoas no vídeo dão respostas que abrangem todos os tipos de coisas desejáveis, desde conhecimento, amor, justiça, compaixão e verdade até educação, saúde, comida, água limpa, nutrição, sapatos, dançar, rock and roll e até mesmo pirulitos e sorvete. Veja o vídeo.

Algumas dessas demandas, se interpretadas muito caridosamente, podem ser interpretadas como genuínos direitos, porém a maioria é totalmente extravagante, como os supostos direitos a sorvete e rock and roll. Ademais, o peso das demandas desse último tipo torna a mensagem do vídeo bem clara: tudo que é desejável é um direito. Quer mais comida? É um direito. Quer melhores serviços de saúde? Também é um direito. Quer ter conhecimento e compaixão? São direitos também. Quer amor, dançar, cuidados pré-natais e pirulitos? Direitos, direitos, direitos, direitos.

Embora sucinto e simples, o vídeo demonstra perfeitamente a vigente postura em relação a direitos que impregna as atuais discussões políticas, particularmente entre os defensores da "justiça social". Para tais pessoas, a noção de "direitos" é um mero termo para merecimentos e benefícios, indicando que a pessoa pode e deve exigir o acesso gratuito a qualquer bem que lhe seja desejável, não importa o quão importante ou trivial, abstrato ou tangível, recente ou antigo ele seja. Trata-se meramente de uma afirmação de desejo, e uma declaração da intenção de utilizar a linguagem dos direitos para se obter tal desejo.

Com efeito, dado que o programa da justiça social inevitavelmente envolve a exigência do fornecimento de bens pelo governo, tudo pago por meio dos esforços de terceiros, o termo na verdade se refere à intenção de se utilizar a força para se realizar os próprios desejos. O termo não é utilizado para enfatizar que as pessoas devem ganhar merecidamente os bens desejados, por meio da ação e do pensamento racional, da produção e das trocas voluntárias, mas sim para enfatizar que se pode confiscar violentamente os bens daqueles que podem ofertá-los.

Trata-se de uma noção irremediavelmente espúria a respeito do que são direitos. Um direito genuíno é uma prerrogativa moral oriunda da aplicação de uma filosofia moral à natureza do homem. O termo é um termo filosófico que indica um princípio moral genuíno, um princípio que deve ser deduzido objetivamente de um exame da natureza da moralidade e da natureza do homem. Direitos não são meras construções subjetivas, como são frequentemente tratados. Ao contrário, direitos são princípios objetivos validados por uma filosofia moral (em particular, por uma filosofia política, que é o sub-ramo de uma filosofia moral que lida com a moralidade do uso da força).

Um indivíduo possui o direito a algum bem específico - em oposição a um mero desejo por esse bem - apenas caso ele possua uma genuína prerrogativa moral que o permita ter tal bem. Tal atitude deve necessariamente ser acompanhada do fato de que outros indivíduos devem correspondentemente ser moralmente proibidos de impedir que o proprietário desse bem possua tal bem. O direito não pode existir em um vácuo, hermeticamente isolado de outros direitos. Assim, dizer que uma pessoa tem direitos de propriedade (uma notável omissão do vídeo) não é uma mera afirmação de um simples desejo por algo útil. Trata-se de uma afirmação de que é moralmente certo que um indivíduo controle sua própria propriedade, e moralmente errado que outros interfiram nesse controle. Direitos referem-se ao que é realmente direito - isto é, ao que é moralmente certo.

Direitos genuínos existem como verdades eternas de uma filosofia moral. Eles são princípios que se mantêm verdadeiros independentemente de sua época ou lugar, independente do estado das atuais intervenções. Logo, não pode existir algo como o direito a sapatos, sorvete ou rock and roll, coisas que já estiveram totalmente ausentes da invenção humana. Ter uma visão contrária a essa significa reduzir os direitos a uma simples lista de compras abrangendo as últimas engenhocas e quinquilharias inventadas.

Como os críticos da justiça social sempre foram obrigados a apontar ad nauseam, alguém afirmar que tem direito a algum bem ou serviço tangível, como água limpa, serviços de saúde, educação, cuidados pré-natais ou sorvete, significa que uma outra pessoa tem a obrigação de ofertar o bem ou serviço em questão. Significa afirmar a prerrogativa moral de obrigar outros a suprir seus desejos, à custa dos esforços deles. Quando em conjunto com um apelo ao governo para que este forneça os bens ou serviços (como é toda a intenção), tal postura significa afirmar a prerrogativa moral de utilizar a força para se realizar os próprios desejos - obrigar os outros a dar para você o sorvete deles, a água limpa deles, as habilidades médicas deles e por aí vai. É o mesmo princípio seguido pelo ladrão, pelo estuprador e por outros malfeitores, os quais encaram seus desejos como uma razão para se imporem violentamente sobre terceiros.

A propaganda da "justiça social" funciona bem porque sabe como ocultar desejos sob a linguagem de direitos, ao mesmo tempo em que se esforça para evitar qualquer menção desconfortável a como esses desejos devem ser supridos. Assim, vemos no vídeo a afirmação do direito à "educação gratuita". Não vemos ali a afirmação, que seria bem mais honesta, do direito a "forçosamente confiscar o dinheiro dos outros para pagar pela própria e custosa educação". Não, é a educação "gratuita" que é declarada como sendo um direito. Mas que educação gratuita é essa? Gratuita para quem?

Em uma sociedade racional, com um adequado entendimento sobre a natureza dos direitos, a afirmação de que há uma prerrogativa moral a coisas como educação livre, serviços de saúde ou à oferta de sorvetes, seria vista como o que realmente é: uma constrangedora reductio ad absurdum. Manifestações em que jovens afirmam seus direitos de maneira vacilante, sem qualquer consideração aparente com a questão sobre de onde viriam seus desejados bens, poderiam ser consideradas como apenas um divertido exemplo da ingenuidade e dos ideais tortos da juventude. Porém, na cultura sentimental e piegas da atualidade, tais manifestações são na verdade feitas pelos defensores da "justiça social" como uma expressão de seus próprios ideais.

Alguns podem discordar dessa minha caracterização dizendo que vários dos direitos afirmados no vídeo supostamente tinham a intenção de ser irônicos. Ninguém diria seriamente que há um direito a sorvete ou a rock and roll - eles estão apenas fazendo graça, se divertindo! Ei, relaxe!

Mas eis aí o problema com essa visão: afirmar que há um direito a sorvete ou a rock and roll não é uma postura mais ingênua ou tola do que afirmar que há um direito a serviços de saúde ou a educação "gratuita". Ambos são exemplos de uma demanda por bens ou serviços que são ofertados pelos esforços de terceiros - e da elevação desse desejo à condição de direitos. Os primeiros são uma reductio ad absurdum dos últimos exatamente porque ambos os tipos de exigências partem da mesma abordagem filosófica do que são direitos - eles são diferentes apenas no grau, mas não no tipo.

Essa confusão entre desejo e direito, infelizmente, é predominante nos debates da atualidade. Trata-se de um erro perfeitamente compreensível, dado o nível da educação e do debate público da atualidade. A maioria dos jovens em idade universitária ainda não foi apresentada a um sério argumento filosófico sobre a natureza dos direitos. Assim, todo seu conhecimento a respeito desse conceito advém daquilo que ouvem de grupos de pressão em busca de boquinhas no sistema político e da demagogia de políticos. Sua afirmação de que há um direito a sorvetes é ridícula, porém não menos filosoficamente defensável do que milhares de outras afirmações de direitos feitas diariamente em jornais e nas tribunas das legislaturas em todo o mundo.

O que é notável nesse caso não são os erros conceituais cometidos pelos jovens do vídeo, muitos dos quais provavelmente nunca chegaram perto de qualquer estudo sério sobre a natureza dos direitos. O que é notável é que a óbvia reductio ad absurdum demonstrada no vídeo é de fato adotada por respeitados grupos defensores da justiça social e orgulhosamente propagandeada por eles como um apoio à sua filosofia. Torna-se claro, sob essas circunstâncias, que estamos lidando com movimentos intelectualmente falidos.




Nota:

[1] GlobeMed, "GlobeMed at Rhodes College's Photo Project for the World Day of Social Justice" (20 de fevereiro de 2011). Um vídeo similar pode ser visto aqui.


Ben O'Neill é professor de estatística na Univesidade New South Wales, em Canberra, Austrália. Já foi também advogado e conselheiro político. Atualmente é membro do Independent Institute, onde ganhou em 2009 o prêmio Sir John Templeton de competição de ensaios.


Publicado no site do Instituto Ludwig von Mises Brasil.

terça-feira, 29 de março de 2011

A intimidação do ozônio: uma retrospectiva

Mídia Sem Máscara

Rod Rojas | 29 Março 2011
Artigos - Ambientalismo

Como sempre, regulamentações e financiamento público são muito facilmente implementados - especialmente quando o público é manipulado com táticas terroristas - e muito difíceis de serem revertidos.

Lembra-se de quando a redução da camada de ozônio iria fazer com que todos nós morrêssemos de melanoma maligno, há apenas alguns anos? Essa intimidação do ozônio parece ter saído da pauta do terrorismo ambiental completamente.

Como você deve se lembrar, os clorofluorcarbonetos (CFCs) eram o capeta da época, desempenhando o mesmo papel que o dióxido de carbono (CO2) desempenha hoje no amedrontamento do aquecimento global. Ambientalistas alegavam que o CFC iria, de alguma forma, subir mais de 64 km da superfície da terra até a camada de ozônio, não obstante o fato de os CFCs serem aproximadamente cinco vezes mais pesados que o ar. Sem dúvida alguma, um caso típico de tijolos flutuantes.

Ao banirem os CFCs em 1989, os 196 países que assinaram o Protocolo de Montreal sobre Substâncias que Empobrecem a Camada de Ozônio perderam uma segura, barata, não-tóxica, quimicamente inerte, não-corrosiva e não-inflamável fonte para componentes de geladeiras, propelentes e sistemas de controle de incêndio.

Como ocorre com a maioria das regulamentações, a proibição do CFC atingiu os mais pobres com bem mais intensidade. Milhões de geladeiras em perfeito estado de funcionamento não mais poderiam ser recarregadas com Freon, de modo que todo mundo foi obrigado a comprar novos eletrodomésticos, agora sem o CFC. Tal medida, obviamente, foi especialmente difícil para aqueles de baixa renda.

Outro grupo que ainda hoje sofre bastante com tal medida é aquele formado por asmáticos. Os inaladores com CFC foram substituídos por inaladores com HFA (hidrofluoroalcano), os quais, segundo os relatos de vários médicos, possuem uma eficácia apenas marginal quando comparados à versão de CFC, a qual propiciava um alívio mais rápido e mais duradouro à agonia da asfixia. Muitos doentes de asma descobriram que, ao passo que os inaladores de CFC faziam com que apenas uma inalada fosse suficiente para reabrir as vias respiratórias, os novos inaladores sem CFC requerem duas ou mesmo três inaladas para funcionar. Isso elevou o custo da medicação devido ao aumento da dosagem. Para aumentar ainda mais os estragos, os inaladores de HFA, por serem uma introdução recente, são protegidos por patentes, ao passo que os inaladores de CFC já eram genéricos (não-patenteados). Os preços por inalador aumentaram sensivelmente. Apenas nos EUA, eles saíram da faixa dos US$ 5 - US$ 25 para a faixa dos US$ 30 - US$ 60.

Desnecessário dizer que os pagadores de impostos ainda estão sendo obrigados a financiar mais pesquisas nessa área fraudulenta, e que a proibição do CFC ainda segue viva e robusta. Como sempre, regulamentações e financiamento público são muito facilmente implementados - especialmente quando o público é manipulado com táticas terroristas - e muito difíceis de serem revertidos. Com efeito, regulamentações quase nunca são revogadas, e as instituições encarregadas de colocá-las em vigor apenas ocasionalmente são desmanteladas.

É importante reconhecer o padrão comportamental de governos, ONGs e cientistas ao analisarmos táticas similares de amedrontamento, como chuva ácida, bug do milênio, doença da vaca louca, gripe suína e agora as mudanças climáticas e o terrorismo. Medo e culpa são as típicas ferramentas utilizadas para roubar a liberdade e o dinheiro dos indivíduos. Essa tática do medo promove uma arquitetura cada vez mais centralizada de nossas escolhas e faz com que haja transferências de poder e riqueza cada vez maiores para os governos.

Intimidações ambientais são particularmente eficazes porque combinam os efeitos do medo e da culpa. Esses cenários do tipo "homem-contra-a-natureza" propiciam infinitas possibilidades para que retirem nossas liberdades mais básicas, a menos que o poder seja completamente retirado dos governos.

Enquanto não entendermos que homem e natureza são a mesma coisa, nunca haverá um grau de subdesenvolvimento baixo o bastante para saciar os ecofanáticos. O suposto filósofo e pensador do movimento ecológico, Derrick Jensen, escreveu que "a civilização não é e nunca poderá ser sustentável". Não devemos nunca subestimar esse tipo de declaração, especialmente vinda de um sujeito como Jensen, que possui uma ampla platéia e que já defendeu aberta e repetidamente o uso da violência militante para se alcançar objetivos ambientais. É preciso estar sempre alerta, não para a possibilidade de ações violentas de grupos ecológicos liderados por Jensen, mas para o talento dos governos em cultivar tais ideias e utilizá-las em proveito próprio.

Assim que o mito da mudança climática começar a perder impacto e a população se cansar dessas táticas terroristas, pode esperar pela invenção de novas intimidações.

Rod Rojas é corretor de seguros e atua como conselheiro financeiro para assuntos pessoais, corporativos e de políticas públicas. É membro do Partido Libertário de Ontário.

Publicado no site do Instituto Ludwig von Mises Brasil.

Os gays contra a liberdade sexual

Mídia Sem Máscara

Leonardo Bruno | 29 Março 2011
Artigos - Movimento Revolucionário

Paradoxal argumento: os gayzistas pregam a "diversidade sexual", mas não admitem que dentro dessa diversidade haja rejeições ou aversões.

Muitos artigos, comentários ou opiniões disseminados na imprensa, na internet ou na TV relatam sobre a chamada prática de"homofobia" e os métodos necessários para combatê-la. Psicólogos, políticos, militantes do movimento gay alardeiam sobre os perigos dos chamados "homofóbicos" e exigem ações reparadoras ou mesmo legais para punir os infratores, uma vez que a tal "homofobia" levaria determinados indivíduos a ameaçarem os direitos e a integridade física e psicológica dos homossexuais. As novelas da Rede Globo, o programa do Faustão, os formadores de opinião e os partidos de esquerda, todos eles estão reunidos na sacralização inquestionável da homossexualidade. Eles já falam até de "crimes homofóbicos", ainda que tenham ignorado um princípio constitucional básico, que determina que não haja crime sem prévia cominação legal.

Contudo, o que vem a ser a "homofobia", para tanto alarde neurótico dos movimentos homossexuais e mesmo de grupos de"direitos humanos" controlados pelos socialistas? O sentido da palavra, por assim dizer, é elástico, subjetivo, obscuro, e não existe uma conceituação clara sobre a questão. Na verdade, a palavra se tornou um epíteto ofensivo que o movimento gay encontrou para tachar quaisquer indivíduos ou grupos que difiram de seus interesses ou intentos. No final das contas, a "homofobia" virou um rótulo evasivo para estigmatizar e patrulhar dissidências.

Então que diabos significa a "homofobia"? Leio num site gay, sobre o "Dia Nacional de Combate à Homofobia", a seguinte definição: "A homofobia caracteriza o medo e o resultante desprezo pelos homossexuais que alguns indivíduos sentem. Para muitas pessoas é fruto do medo de elas próprias serem homossexuais ou de que os outros pensem que o são. O termo é usado para descrever uma repulsa face às relações afetivas e sexuais entre pessoas do mesmo sexo, um ódio generalizado aos homossexuais e todos os aspectos do preconceito heterossexista e da discriminação anti-homossexual". Em outro site, um certo "psicanalista" chamado Valdivino Alves de Sousa (coloco entre aspas, porque seu texto é visivelmente uma fraude), em artigo chamado "Homofobia internalizada - negação da sua própria orientação sexual", define a homofobia como "um preconceito existente em pessoas contra os homossexuais ou a homossexualidade. A homofobia inclui também o ódio, a aversão, repulsa, nojo, enfim, qualquer sentimento contra a orientação sexual".

Porém, o pseudo-psicanalista vai muito além na vigarice. Ele eleva a homofobia ao racismo nessa citação:

"Trata-se de uma questão enraizada ao racismo e a todo tipo de preconceito. Este medo passa pelo problema da identificação grupal, ou seja, os homófobos conforme suas crenças às da maioria e se opõem radicalmente aos que não se alinham com esses papéis tradicionais que eles desempenham na sociedade, ainda que apenas na aparência".

Analisando as duas conceituações, retiramos as seguintes conclusões, e em particular, a do psicanalista fraudulento: dentro dos padrões conceituais do movimento gay, a maioria da sociedade, que segue padrões heterossexuais de conduta, é visivelmente "doente" e "homofóbica" e precisa de tratamento psiquiátrico, posto que rejeita a conduta homossexual. E mais: não somente a maioria das pessoas é "doente", nos critérios psicológicos do movimento gay, como a cultura cristã que endossa a relação heterossexual é a causa da própria "doença".

A demência do argumento do movimento gay é bastante elementar: não admite quaisquer dissidências ou aversões à conduta homossexual. O mais patético, senão problemático, é transformar a aversão à homossexualidade numa espécie de "patologia". Neste caso, a militância homossexual falsifica os estudos da psicologia e da ciência, para criminalizar uma sociedade inteira, chamada de louca, por seguir padrões exclusivamente heterossexuais.

Se não bastasse o fato de que os projetos de lei da "anti-homofobia" atentam contra a liberdade de expressão e de consciência, uma vez que censuram quaisquer tipos de idéias ou credos hostis à homossexualidade, há outro lado pernicioso dessa condenação anti-homofóbica: a destruição da liberdade sexual. Paradoxal argumento: os gayzistas pregam a "diversidade sexual", mas não admitem que dentro dessa diversidade haja rejeições ou aversões. Tudo deve ser desejo imposto e tão somente desejo homossexual ou algo similar.

A relação com o sexo implica não somente a aceitação de uma prática que nos dá prazer, como também a recusa daquilo que nos causa aversão. Ou melhor, a liberdade sexual implica a faculdade de usufruir dos desejos sexuais e também o direito de rejeitar o sexo, quando ele nos parece prejudicial, doentio, perverso. Ou seja, significa tanto escolher como recusar práticas ou condutas sexuais. Significa também fazer juízos de valor sobre a sexualidade.

Porém, o movimento gay não nos dá o direito de fazer juízos da própria sexualidade, de repelir o que nos causa nojo ou aquilo que sexualmente desprezamos. Pelo contrário, em nome da liberdade sexual, deve-se aceitar obrigatoriamente todas as parafilias possíveis, em nome da "tolerância".

É espantosa a linguagem totalitária do movimento gay. Porque nem mesmo os regimes totalitários mais criminosos chegaram a um nível tão patológico de loucura psicótica. A intimidação psicológica e a violência sutil no discurso dos psicólogos e ativistas disfarça a completa negação da realidade, pautada na sexualidade heterossexual, que é o componente essencial e natural do gênero humano. Porém, seguir esse componente essencial é uma "patologia", uma "doença": a sexualidade que serve de parâmetros para as demais sexualidades é o homossexualismo. E quem o rejeitar, não o faz por mero bom senso ou juízo ético ou moral, mas por "ódio", por "irracionalidade", por "doença". Não é por acaso que agora inventaram um novo termo para a heterossexualidade:"heterossexismo" ou "hetero-normatividade". Um site LGBT explica a novilíngua orwelliana:

"Numa sociedade heterossexista, a heterossexualidade é tida como normal e todas as pessoas são consideradas heterossexuais, salvo prova em contrário. A heterossexualidade é tida como "natural", quer em termos de estar próxima do comportamento animal, quer em termos de ser algo inato, instintivo e que não necessita de ser ensinado ou aprendido". E ainda acrescenta: "O heterossexismo está institucionalizado nas nossas leis, órgãos de comunicação social, religiões e línguas. Tentativas de impor a heterossexualidade como superior ou como única forma de sexualidade são uma violação dos direitos humanos, tal como o racismo e o sexismo, e devem ser desafiadas com igual determinação".

Em outras palavras, acatar o que é natural ou inerente à espécie humana, que é a heterossexualidade, torna-se um ato de "discriminação" e violação dos "direitos humanos". Logo, quaisquer indivíduos poderão reivindicar "direitos" sexuais dos mais perversos e variados, em nome dos tais "direitos humanos". Isso incluirá a zoofilia, a pedofilia, a necrofilia e outros comportamentos doentios pelo simples fato de não existir critérios de normalidade ou naturalidade das relações sexuais. Mesmo tal argumento implica contradição: a única conduta sexual que parece marginalizada nessa relação distorcida de "direitos humanos" é a heterossexualidade. Dentro dessa pregação esquizofrênica dos "direitos humanos", os heterossexuais são os únicos que não terão o direito de escolher. A relação hetero implica necessariamente a abstenção, rejeição ou abominação a outros tipos de comportamento não-hetero. Todavia, os movimentos gays já estão preparando uma resposta: cadeia para eles!

O conceito de "patologia" apregoado pelos psicólogos pró-gays é uma das outras armadilhas da campanha anti-homofobia. De fato, as suas descrições também são ralas e pecam pela falta de concisão. A "doença" da homofobia, na paródia dos seus militantes, tanto pode ser "psicológica" como "social". Neste caso, eles recordam os métodos soviéticos utilizados para trancafiar dissidentes políticos acusados de alguma atividade "anti-social". No final das contas, é a mesma coisa. Quando o cidadão soviético fugia da linha de pensamento do regime comunista, era mandado ao hospício. Os gays querem fazer o mesmo, com o agravante de a vítima ser a grande maioria da sociedade, que é heterossexual. Se a grande maioria for considerada "anti-social" e "doentia" por nutrir algum preconceito "heterossexista", só restará ao movimento gay colocar quase todo mundo na cadeia, através de uma legislação lunática, pelo fato de não comungar dos seus próprios desejos sexuais. Resta saber se vai dar pra colocar tanta gente. Vão colocar quase toda a espécie humana num campo de concentração.

Todavia, o movimento gay é mais ousado. Para este, não basta criminalizar a manifestação pública de aversão sexual. Deve-se criminalizar a "homofobia internalizada". Ou seja, a homossexualidade deve ser imposta na consciência, por mais que ela não se manifeste, por mais que alguém, de forma consciente ou inconsciente, a rejeite. E para isso, à revelia dos pais e das famílias, os seus militantes querem impor cartilhas gays nas escolas para crianças de sete a dez anos de idade, manipulando e depravando suas consciências. Com a ajuda do governo federal e do Ministério da (Des)educação. O Estado será o instrumento de manipulação ideológica para coagir e constranger os sentimentos e escolhas sexuais das pessoas. Na prática, o que o movimento gay pretende fazer é tornar a homossexualidade um conceito padrão de sexualidade, enquanto a heterossexualidade será tratada como uma prática marginal. Daí o combate implacável ao cristianismo e a completa inversão das leis e do direito de família, com vistas à sua completa destruição.

O caminho lógico que leva a pregação gayzista é a destruição completa dos fundamentos éticos e morais da sociedade e a lenta e completa legalização de perversões e crimes sexuais, como a pedofilia e outras parafilias sexuais muito mais abomináveis. Não há dúvidas de que o movimento gay deve ser motivos de intensas preocupações aos homens de bem neste país. É um movimento regido por gente sociopata, espiritualmente delinquente e criminosa e que em muitos casos, deveria estar na cadeia. Eles não poupam nem mesmo a liberdade sexual. Querem transformar a sociedade em legiões de gays e lésbicas por intimidação legal e educacional. E roubar o direito de cada cidadão de ter seus próprios desejos e aversões sexuais. O máximo que o movimento gay entende é a liberdade pra fazer o mal.

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