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terça-feira, 31 de maio de 2011

47 anos de dor

Mídia Sem Máscara

Javier Andrés Flores | 31 Maio 2011
Notícias Faltantes - Comunismo

Nossa história moderna tem um fantasma terrível e obscuro que se denomina FARC-EP.

Sem saber, Tatiana, uma desmobilizada da Coluna Móvel Teófilo Forero, ingressou no pior dos mundos quando tinha apenas 13 anos. Sua vida mudou de maneira drástica e a liberdade que era o único direito que realmente sentia como seu, lhe foi arrebatada pelas FARC. Vários abortos, trabalho forçado, árduas jornadas abrindo buracos, combates intermináveis, fome, amigos mortos, início de sua vida sexual obrigada, dentre outras tantas vivências a marcaram para sempre. Hoje Tatiana ainda se acorda nas noites, em sua cômoda cama nas instalações do Bem-estar Familiar, lembrando o momento em que o comandante da Teófilo Forero quis lhe tirar o único filho que não ficou em meio das tesouras do aborto, mas seu valor e determinação, do mesmo modo que seu engenho, permitiu que se desmobilizasse e pudesse compartilhar com seu pequeno.

Embora Tatiana possa compartilhar hoje com seu filho, a mãe de Johana Zarate, a menina de 5 anos assassinada por uma bicicleta-bomba das FARC no tradicional bairro Fátima de Bogotá, chora todos os dias por sua pequena. Nesse trágico 25 de janeiro de 2002, as FARC, em mais um de seus insensíveis atos terroristas por conta da ruptura dos diálogos de paz do Caguán, quis se vingar da sociedade colombiana através deste fato, cujo saldo foi uma vida a menos que apenas começava.

Do mesmo modo que estas duas histórias, há centenas ou milhares mais que confirmam a crueldade das FARC durante seus curtos 47 anos de existência. Recordemos, por exemplo, o atentado ao Hotel Pescador em Apartadó, em 27 de fevereiro de 1997, quando a Frente 53 das FARC assassinou dez humildes pessoas e deixou 53 feridos mais que ainda hoje se lembram, dia a dia, de sua trágica experiência. Ou o insólito e doloroso massacre de Bojayá-Chocó, ou o assassinato na via Apartadó-Turbo, onde morreram 25 pessoas queimadas pela Frente 5 das FARC em setembro de 1995, ou o massacre de Tacueyó, em Toribío-Cauca, onde uma frente "dissidente"das FARC assassinou mais de 160 pessoas entre dezembro de 1985 e janeiro de 1986. Ou o atentado ao Clube El Nogal em Bogotá, com um saldo de 36 mortos e mais de 200 feridos, ou o ecocídio que cometem sistematicamente ao explodir os oleodutos petroleiros, ou o seqüestro de milhares de pessoas por pretensões econômicas ou políticas, ou o massacre de Carepa-Antioquia onde morreram 16 camponeses indefesos em agosto de 1995, ou o seqüestro e posterior assassinato dos 11 deputados do Valle, ou as milhares de vítimas por conta da colocação indiscriminada de minas em boa parte do território nacional, ou tantas outras que o espaço não me deixa comentar. Em resumo, esta é a história das FARC, 47 anos de dor, tristeza e sofrimento para o povo colombiano.

As FARC são isso: criminosos, terroristas, seqüestradores, narcotraficantes, mentirosos, assassinos, corruptos, indolentes, subversivos, contrabandistas, desditosos e matadores. Sua história está repleta de momentos dolorosos para o povo colombiano. Não creio que haja um só colombiano que não tenha uma lembrança tormentosa relacionada com as FARC. Nossa história moderna tem um fantasma terrível e obscuro que se denomina FARC-EP.

Seu mito fundacional é uma vasta mentira, revestida de sofismas justificatórios que qualquer estudo comparado sério descartaria por completo. Marquetalia, Río Chiquito, El Pato e Guayabero estiveram esquecidos por culpa das próprias FARC, mas também por uma grande irresponsabilidade do Estado, e hoje sua relação com a população é muito mais tímida do que antes. Não esquecemos que as FARC desde seu começo oficial em 1964, começaram com os atos que hoje chamaríamos de terroristas, sem piedade contra a população civil: o ataque a várias casas camponesas em El Pato Medio deixando 10 camponeses mortos em 1966, o seqüestro maciço de 13 camponeses no Huila em 1970, desaparecidos até esta data, o seqüestro em 1965 de Harold Eder no Cauca, posteriormente assassinado em cativeiro e outros tantos fatos doloroso das FARC.

Isso demonstra com absoluta clareza que a história nos foi mal contada: que as FARC nasceram boas e se corromperam? Mentira! Seus atos criminosos começaram desde a própria origem do agrupamento. Que as FARC são produto das condições sócio-econômicas precárias do país? Mentira! Há sociedades mais pobres sem este tipo de violências. O que certamente podemos asseverar, é que as FARC vieram mudando sistematicamente para lógicas mais criminosas e delinqüenciais, melhorando suas capacidades de dano à população colombiana e se acomodando segundo as conjunturas do país, porém não se pode negar que desde seu início já se via com clareza o aparato repressor e tirano que criaram.

As FARC são uma praga de 47 anos de vida que não têm justificativa nem legitimidade alguma. Nossa realidade está cada vez mais ajustada à presença deste grupo armado ilegal, porém é necessária uma aposta nacional contra o terrorismo de qualquer espécie ou lado porque, se continuam subsistindo grupos sociais que justificam e valorizam sua existência como positivo, será muito difícil chegar a instâncias de verdadeira reconciliação nacional.

Como estas histórias há muitas outras que mostram a realidade permanente das FARC, uma história repleta de mortes, seqüestros, mutilações, massacres, bombas, abortos, narcotráfico e crimes em geral. Suas vítimas são os civis colombianos e estrangeiros, seus próprios membros, recrutados em sua maioria através de mentiras ou com o uso da coação armada, e os soldados da pátria que perderam suas vidas ou algum de seus membros em cumprimento de seu dever castrense.

Concluo com uma frase de Jorge, um avô e camponês do corregimento de Santiago Pérez, município de Planadas-Tolima, muito próximo de Marquetalia, que resume o que as FARC fizeram a toda a nação colombiana. Sem perguntar-lhe nada, Jorge se aproximou de mim e me disse ao ouvido, como sábio camponês, desses que existem sim e vale a pena: "meu povo tem um atraso de 47 anos". Isso são as FARC. Até quando?

Nota explicativa:
Será que o Governo de Juan Manuel Santos está negociando com as FARC de maneira silenciosa? Se é assim, seria bom fazer-lhe três considerações: 1. Os colombianos não estamos dispostos a ceder muito ante um grupo que nos tem causado tanta dor e tristeza. 2. A normatividade internacional impede os indultos e anistias. Será que Alfonso Cano e companhia estão dispostos a pagar alguns anos de prisão no marco da Justiça Transicional? E 3., com que parte das FARC ele está negociando? Olho vivo que pode ser outro vil engano.


Fonte: Blog Kyenyke, Bogotá

Tradução: Graça Salgueiro

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Má conselheira

Mídia Sem Máscara

Olavo de Carvalho | 30 Maio 2011
Artigos - Conservadorismo

Discursar genericamente sobre o pecado, sem nada fazer contra o agente que o pratica, é transformar a moral numa questão de teoria, sem alcance prático.


Quando reagem aos ataques cada vez mais virulentos que a religião sofre da parte de gayzistas, abortistas, feministas enragées, neocomunistas, iluministas deslumbrados etc., certos católicos e protestantes invertem a ordem das prioridades: colocam menos empenho em vencer o adversário do que em evitar, por todos os meios, "combatê-lo à maneira do Olavo de Carvalho".
O que querem dizer com isso é que o Olavo de Carvalho é violento, cruel e impiedoso, humilhando o inimigo até fazê-lo fugir com o rabo entre as pernas, ao passo que eles, as almas cristianíssimas, piedosíssimas, boníssimas, preferem "odiar o pecado, jamais o pecador". Daí que, em vez de ferir os maliciosos com o ferro em brasa da verdade feia, prefiram admoestá-los em tom de correção fraterna ou, no máximo, argumentar genericamente em termos de direitos e valores.

São, em primeiro lugar, péssimos leitores da Bíblia. Cristo, é verdade, mandou odiar o pecado e não o pecador. Mas isso se refere ao sentimento, à motivação íntima, não à brandura ou dureza dos atos e das palavras expressas. Ele nunca disse que é possível reprimir o pecado sem magoar e, nos casos mais obstinados, humilhar o pecador.

Quando expulsou os comerciantes do templo, Ele chicoteou "pecados" ou o corpo dos pecadores? Quando chamava os incrédulos de "raça de víboras", Ele se dirigia a noções abstratas, no ar, ou a ouvidos humanos que sentiam a dor da humilhação?

Quando disse que o molestador de crianças deveria ser jogado ao mar com uma pedra no pescoço, Ele se referia ao pescoço do pecado ou ao do pecador? O pecado, em todos os casos possíveis e imagináveis, só pode ser reprimido, punido ou combatido na pessoa do pecador, não em si mesmo e abstratamente. Discursar genericamente sobre o pecado, sem nada fazer contra o agente que o pratica, é transformar a moral numa questão de teoria, sem alcance prático.

Em segundo lugar, não têm discernimento moral. Não, pelo menos, na medida suficiente para avaliar a gravidade relativa dos atos privados e públicos, nem para distinguir entre a paixão da carne e o ódio aberto ao Espírito Santo. Mais imbuídos de moralismo sexual burguês que de autêntica inspiração evangélica, abominam, na mesma medida, a prática homossexual em si e seu uso como instrumento público de ofensa deliberada a Jesus, à Igreja, a tudo quanto é sagrado.

Não sabem a diferença entre a tentação carnal, que é humana, e o impulso de humilhar a cristandade, que é satânico. Falam de uma coisa e da outra no mesmo tom, como se o pecado contra o Espírito Santo fosse tão perdoável quanto uma fraqueza da carne, um deslize, um vício qualquer.

Assim procedendo, colocam-se numa posição logicamente insustentável. Sentindo então a própria vulnerabilidade sem perceber com clareza onde está o ponto fraco, vacilam e passam a atenuar seu discurso como quem pede licença ao adversário para ser o que é, para crer no que crê. Daí é que lhes vem o temor servil de "combater à maneira do Olavo de Carvalho", a compulsão de marcar distância daquele que não se deixa inibir por idêntica fragilidade de coração.

É verdade que o Olavo de Carvalho usa às vezes palavras duras, humilhantes. Mas ele jamais elevou sua voz em público para condenar qualquer conduta privada, por abominável que lhe parecesse. De pecados privados fala-se em privado, com discrição, prudência, compaixão. Pode-se também falar deles em público, mas genericamente, sem apontar o dedo para ninguém. E o tom, em tal circunstância, deve ser de exortação pedagógica, não de acusação.

Examinem a conduta do Olavo de Carvalho e digam se alguma vez ele se afastou dessas normas. Quando ele humilha o pecador em público, é por conta de pecados públicos, que não vêm de uma fraqueza pessoal e sim de uma ação cultural ou política racional, premeditada, maliciosa até a medula.

Homossexualismo é uma coisa, movimento gay é outra. O primeiro é um pecado da carne, o segundo é o acinte organizado, politicamente armado, feroz e sistemático, à dignidade da Igreja e do próprio Deus - algo que vai muito além até da propaganda ateística, já que esta se constitui de meras palavras e aquele de atos de poder. Atos de prepotência, calculados para humilhar, atemorizar e aviltar, preparando o caminho para a agressão física, a repressão policial e o morticínio.

O cinismo máximo dessa gente é alardear choramingando a violência pública contra os gays, estatisticamente irrisória, e alegá-la justamente contra a comunidade mais perseguida do universo, que já forneceu algumas centenas de milhões de vítimas aos rituais sangrentos dos construtores de "mundos melhores".

O indivíduo que se deixou corromper ao ponto de entregar-se a esse exercício de mendacidade psicótica com a consciência de estar servindo a uma causa humanitária está longe de poder ser atingido, na sua alma, por exortações morais, apelos à "liberdade de religião", queixas formuladas em linguagem de debate acadêmico pó- de-arroz ou mesmo argumentações racionais lindamente fundamentadas. Só uma coisa pode inibi-lo: o temor da humilhação pública, que, nas almas dos farsantes e hipócritas, é sempre exacerbado e, às vezes, seu único ponto sensível.

Sim, o Olavo de Carvalho usa às vezes palavras brutais. Mas ele o faz por premeditação pedagógica, que exclui qualquer motivação passional, especialmente o ódio, ao passo que outros só se esquivam de usar essas palavras porque têm medo de parecer malvados, porque têm horror de dar má impressão e buscam abrigo sob a capa de bom-mocismo, de desculpas evangélicas perfeitamente deslocadas, concorrendo em falsidade e hipocrisia com os próceres do gayzismo.

Cometem, aliás, o mesmo erro suicida em que os liberais brasileiros caíram desde duas décadas atrás, quando, fugindo ao exemplo do Olavo de Carvalho, preferiram debater economia de mercado com os petistas em vez de denunciar o Foro de São Paulo e sua lista de crimes. Hoje estão liquidados. A covardia é sempre má conselheira.

PT e PSDB unidos pelo kit gay

Mídia Sem Máscara

Julio Severo | 30 Maio 2011
Artigos - Governo do PT

O Diversidade Tucana, se alinhando com os interesses de seus colegas petistas homossexualistas, defende "a importância do material e da abordagem educativa".


Com as pressões dos católicos e evangélicos no Congresso Nacional por causa do infame kit gay, Dilma Rousseff disse o que todos queriam ouvir: "Não
aceito propaganda de opções sexuais".

Embora muitos tivessem interpretado tal declaração como "recuo", o ministro da Educação viu de outra forma. De acordo com a revista
Veja: "O ministro da Educação, Fernando Haddad, afirmou que o controverso kit anti-homofobia será reformulado e enviado a professores da rede pública de ensino até o fim deste ano".
Dilma manda e ministro desobedece? Claro que não.

O ministro não faria nada para desafiar sua chefe, pois há razões mais que suficientes para demiti-lo. A TV Record, em reportagem recente,
noticiou o escândalo envolvendo os milhões que o MEC deu para a ABGLT, a maior organização homossexual do Brasil, para a elaboração do kit gay. Quando o assunto é doutrinar NOSSOS filhos no homossexualismo, o governo não vê nada de imoral e antiético, inclusive entregar a tarefa aos próprios militantes gays.

Outra ONG contemplada pela bondade do MEC foi a
ECOS, que anos atrás publicava para os alunos de escola de São Paulo o boletim "Transa Legal". A proposta, é evidente, não tinha nada a ver com "Casamento Legal". ECOS, como ONG inspirada e financiada por organizações americanas de desconstrução ética e sexual, valoriza o sexo livre.

Em sua missão de doutrinar as nossas crianças nas maravilhas do sexo livre, ECOS se depara com todo tipo de "generosidade". Se seus integrantes precisam participar de seminários e treinamentos nacionais e internacionais, o currículo de ECOS mostra que as empresas aéreas dão de bandeja caras passagens para os profissionais do sexo para nossos filhos.

Para quem acha que só a esquerda do PT está danificando o Brasil, ECOS sempre agiu em São Paulo que, em grande parte, é quintal do PSDB.

A esquerda do PSDB tem tanto interesse na danificação sexual das crianças do Brasil quanto a esquerda do PT.

Com a encenação de recuo de Dilma no episódio do kit gay, o Diversidade Tucana, a ala homossexual do PSDB, está
solicitando ao Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) que tome providências, junto ao Ministério Público Federal (MPF), quanto à suspensão do kit gay. O Diversidade Tucana, se alinhando com os interesses de seus colegas petistas homossexualistas, defende "a importância do material e da abordagem educativa".

Na verdade, só estão fazendo jogo, pois quando o ministro da Educação disse que "o controverso kit anti-homofobia será reformulado e enviado a professores da rede pública de ensino até o fim deste ano", ele não prometeu a ninguém que o kit modificado estará melhor do que a versão atual. Pelo contrário, poderá estar muito pior.No que se refere às crianças nas escolas, a esquerda, seja do PT ou do PSDB, não confia nos pais e não abre mão de seu "direito" de doutrinar os alunos de escola.Então por que os pais deveriam abrir mão de seu legítimo direito de educar seus filhos? Por que eles deveriam entregar a educação de seus filhos nas mãos do PT e PSDB?

O nacional-socialismo de Silvio Santos

Mídia Sem Máscara

Leonardo Bruno | 30 Maio 2011
Artigos - Governo do PT

Os empresários alemães também colocaram a suástica na lapela quando Hitler foi generoso com eles, ainda que sob ameaça de confisco e prisão.

Os bolchevistas e os nazistas tinham algo em comum: um projeto de controle total da sociedade, através do Estado-Partido. No entanto, os métodos se diferenciavam. Os bolchevistas, basicamente, tomavam o poder e depuravam todas as estruturas da sociedade, causando a guerra civil e fuzilando e proscrevendo a antiga burocracia, os antigos intelectuais, os antigos empresários, enfim, as antigas elites dos setores civis, políticos e governamentais. Em particular, na economia, substituíram os empresários pela nomenklatura do Partido, gerando ganhos de incompetência e improdutividade assustadores.

Os nazistas fizeram algo relativamente diferente, embora buscassem os mesmos fins. Não tomaram o poder destruindo as estruturas da sociedade já construídas, através da guerra civil ou depurações em massa. Eles simplesmente ascenderam ao poder na Alemanha através do voto, através das negociatas, através das instituições democráticas. E lenta e gradualmente, sem destruir, sem fuzilar, sem massacrar, a Alemanha, que dormiu agonizantemente democrática, acordou de forma lenta, gradual e indolor, num Estado nazista. E a sociedade civil? Não se destrói absolutamente. Nazifica-se. A educação, a universidade, a cultura e a economia, além de vida civil, estruturalmente são preservadas, mas se transformam. De uma hora para outra, o Partido alarga suas mãos, usurpando-as, intactas.

E os empresários? Em seu livro de memórias, Hermann Rauschning escuta do Führer as suas seguintes intenções:

"Nosso socialismo atinge camadas muito mais profundas. Não muda a ordem externa das coisas, ordena apenas a relação do homem com o Estado. De que serviriam rendas e propriedade? Por que precisaríamos socializar os bancos e as fábricas? Vamos socializar o povo!".


Muitos questionam a veracidade dos argumentos de Rauschning. No entanto, parece mais que revelador. Por conta desta filosofia sutil, Hitler começou a controlar o empresariado alemão. Não precisou matá-los, nem substitui-los por uma burocracia estatal, tal como no regime comunista. Transformou suas propriedades e seus engenhos em partes orgânicas de um todo do Estado, direcionadas para a economia de guerra socialista.

A burocracia nazista controlava a sociedade civil sem esforço algum, expandindo seus braços sobre a sociedade e fazendo essa mesma sociedade trabalhar para ela e a sua causa. As depurações nazistas foram realizadas dentro da mais estrita legalidade, da mais estrita paz, da mais estrita prostração do povo alemão, sem guerras civis, sem conflitos, sem a destruição das velhas estruturas políticas constituídas, que foram contaminadas pelo novo Partido. Nesta onda de estabilidade e legalidade, a ala radical dos nazistas da SA, que queria a violência e a subversão nos moldes bolchevistas, foi quase toda assassinada. E as dissidências, entre os quais, sociais-democratas, judeus, liberais, comunistas, católicos, intelectuais e outras levas de gente discordante do novo regime, foram enviadas aos campos de concentração.

As pessoas incautas e desinformadas ainda acreditam no estereótipo bolchevista da tomada radical do poder pelas armas e pela imposição da ditadura através da violência revolucionária. Até mesmo os extremistas mais estúpidos ainda acreditam nessa idéia. No entanto, as mentalidades esquerdistas mais calculistas sabem que a estratégia mudou.

Curiosamente, a revolução petista que surge no país segue as mesmíssimas diretrizes nazistas. Ingênuo de quem acredita que os petistas vão se consolidar no poder através da violência de quartelada e barricada, tal como na clássica versão da guerra civil, de fundo leninista. Não menos ingênuo é quem acredita que, por conta disso, o PT tenha renunciado a sua vocação revolucionária e totalitária para ser um partido democrático. A violência petista será institucionalizada, governamental, com aparência de democracia e legitimidade, onde a lei, o judiciário, o congresso e demais poderes da república serão uma arma partidária contra as liberdades do próprio povo. A legislação totalitária no âmbito dos costumes e do direito, a chamada PNDH-3, a tentativa de instrumentalizar o judiciário, o STF e controlar a imprensa e a cultura em vistas da causa do Partido, são medidas claras, embora sutis, com que o governo atual tenta amordaçar a sociedade civil. E a economia? O comércio e a livre empresa não escapam das garras governamentais. O sonho do PT é o mesmo de Hitler: colocar os empresários no bolso e torná-los empregadinhas domésticas do Partido-Estado.

Um evento particular parece revelar essa tendência, só que de forma muito estranha e bizarra. A programação do SBT, rede nacional de televisão do famoso apresentador Sílvio Santos, tinha até então uma máscara aparentemente isenta. Não parecia se envolver em política. A grande maioria de sua programação, novelas mexicanas e brasileiras de péssima qualidade. Minto, apenas parecia apolítica, já que nos domingos, Silvio Santos não se cansava de bajular o governo dos presidentes Figueiredo e José Sarney.

E, subitamente, o Jornalismo do SBT se torna cabo eleitoral do PT, quando o noticiário da emissora mostra a cena do candidato a presidente José Serra, do PSDB, sendo agredido por correligionários da atual presidente Dilma Rousseff, no Rio de Janeiro. Só que a versão do SBT foi o de legitimar a agressão e relativizar a ofensa ao agredido. Vendeu a idéia de que José Serra fora atingido por uma bolinha de papel e que tudo não passava de encenação do tucano. Foi preciso que a reportagem da Rede Globo desmentisse a versão do SBT, para jogar a credibilidade de sua emissora para o espaço. Se bem que a imprensa brasileira já tenha crises de credibilidade há um bom tempo.

No entanto, o servilismo empresarial do SBT não se contentou em fazer campanha para Dilma Rousseff. Está prestando bizarra homenagem ao seu passado de terrorista, ao criar uma novela bem ruinzinha chamada "Amor e Revolução", que mostra uma visão romanceada dos guerrilheiros e terroristas de esquerda na época do regime militar de 1964. Os militares, naturalmente, são figuras caricaturais, torturadores, gorilas, inimigos da liberdade e da espécie humana. E os terroristas stalinistas, maoístas e guevaristas são puros, santos, humanistas, arautos da decência humana e defensores da democracia. Eles matam e aterrorizam pelo bem da humanidade! Em suma, puro realismo socialista!

Ao que parece, Silvio Santos está retribuindo, de uma forma muito barata, o que o governo fez ao resgatar as fraudes de seu Banco Panamericano, obrigando a Caixa Econômica Federal a comprar a casa bancária quebrada. Naturalmente, o contribuinte pagou pela graça, para tapar um rombo de 2,5 bilhões de reais, adquirindo quase metade das ações do banco. No entanto, nem um pio do governo, da imprensa e tampouco de Silvio Santos, que teve seu patrimônio salvo por mim, por você, por nosso dinheiro público mirrado e assaltado pelo Estado.

Agora dá pra entender porque a emissora de Sílvio Santos esteja aderindo ao realismo socialista petista. O empresário precisa ser mais esquerdista do que o rei, para agradar a quem o salvou da bancarrota. Só falta ter a carteirinha do PT. Também pudera: quem não viraria petista, com essa ajuda amigona do Estado-camarada? Silvio Santos, ou Senor Abravanel, o judeu, virou uma espécie extravagante de nacional-socialista, em versão Lula lá! Os empresários alemães também colocaram a suástica na lapela quando Hitler foi generoso com eles, ainda que sob ameaça de confisco e prisão. O destino será o mesmo para o empresariado brasileiro, no caso do PT. A burocracia estatal alargará seus braços sobre toda a economia, extorquindo e explorando os empresários. Só não vê quem não quer.

Ademais, é lugar-comum essa promiscuidade do governo e do empresariado em nossa história republicana. Outras emissoras como a Rede Globo e a Record já são amiguinhas do governo faz tempo. Embora tal fenômeno não tenha se iniciado na atualidade, o PT tornou a relação mais agressiva, mais intervencionista, mais radical. Não basta apenas elogiar o governo e bajulá-lo ou omitir seus podres. Agora o Partido-Estado dita regras de programação e controle ideológico dos meios de comunicação. Não é isso que o PNDH-3 prenuncia para toda a opinião pública e o jornalismo? Não é a essência ideológica do PT? Nada contra o Estado, tudo a favor do Estado? Nem o regime militar de 64 foi tão longe nas tentativas de censura e controle ideológico da imprensa, da mídia e da opinião pública.

A novela do realismo socialista "Amor e Revolução", como revelam os dados do Ibope, está sendo um fracasso de audiência, para a sanidade mental da nação. Sílvio Santos, involuntariamente, faz um grande serviço ao país. Ao retratar pessoas como Zé Dirceu, Dilma Rousseff e demais "companheiros" da luta armada terrorista de esquerda pós-1964, através de um estilo kitsch de se fazer novelas, na prática, os ridiculariza e os torna inverossímeis. Inclusive, a exposição dos depoimentos de assassinos, como as do Sr. Carlos Eugênio da Paz (deve ser o Prêmio Stálin da paz dos cemitérios), chefão da ALN do notório terrorista Carlos Marighela, descrevendo como matou um empresário dinamarquês, revelou o componente psicótico do movimento comunista idolatrado pelo PT e pelas esquerdas. Os comunistas e socialistas glorificam os próprios crimes que fazem.

O público deve ter se chocado ao descobrir que os idílicos anos rebeldes da presidente da república foram épocas de criminalidade, assaltos, sequestros e homicídios a sangue frio. É mais assustador: se tomassem o poder, imporiam a mesma lógica terrorista sobre toda uma sociedade inerme, através de "tribunais revolucionários" aptos a prender, torturar e matar milhares, senão milhões de brasileiros inocentes.

Por outro lado, chega a ser de uma comicidade suicida que Silvio Santos promova justamente àqueles indivíduos, que em outras épocas, não pensariam duas vezes em enchê-lo de balaços de misericórdia na sua cabeça. Mas parece que os socialistas e os burgueses fizeram um pacto: os primeiros controlam a política e a sociedade civil, enquanto os últimos fingem controlar a economia. Eu digo, fingem, porque nada mais certa foi a declaração do próprio boneco de formol do Kremlin, Lênin, que disse que o burguês vende a corda que vai enforcá-lo. No mínimo, os empresários brasileiros estão vendendo a coleira. Nada impede, todavia, que a coleira, um dia, vire uma forca.

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