Assine nosso Feed e fique por dentro das atualizações

domingo, 28 de dezembro de 2008

Alerta na fronteira Índia-Paquistão

27/12

A verdade sufocada

O Globo - Mobilizações de tropas dos dois países fazem comunidade internacional temer guerra
NOVA DÉLHI e ISLAMABAD -
O aumento do tom das declarações dos governos da Índia e do Paquistão - por causa dos ataques terroristas de novembro a Bombaim - e a mobilização militar nos dois lados da fronteira aumentaram o temor da comunidade internacional de uma guerra entre dois países, ambos detentores de armas nucleares. Em um sinal de que pode estar preparando um ataque, a Índia reuniu seus chefes militares e orientou seus cidadãos a não viajarem para o país vizinho. Já o Paquistão moveu tropas para a fronteira indiana e alertou Nova Délhi que revidará "qualquer tipo de ação" em seu território. Apesar de os dois lados descartarem oficialmente a hipótese de guerra, mediadores internacionais já se articulam para evitar uma escalada de tensão que termine em conflito.

- Os cidadãos indianos estão avisados de que não é seguro viajar ou estar no Paquistão. Recomendamos que as viagens para aquele país sejam canceladas - disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Índia quando questionado sobre as prisões de cidadãos indianos após a explosão de uma bomba, na quinta-feira, na cidade paquistanesa de Lahore.


Diante dos novos episódios da crise iniciada após os ataques, atribuídos pela Índia a um grupo islâmico baseado no Paquistão, a Casa Branca fez um apelo aos dois países para que evitem quaisquer ações que intensifiquem as tensões entre os dois. Desde novembro, Washington mandou vários altos funcionários dos departamentos de Estado e de Defesa para os dois países, num esforço diplomático de evitar um conflito na região, que poderia ter conseqüências geopolíticas desastrosas, ainda mais em um momento em que o mundo enfrenta uma grave crise financeira. O governo chinês, outro interessado em evitar um conflito de grandes proporções próximo a sua fronteira, segundo fontes diplomáticas, também iniciou um trabalho de mediação entre os dois países.

Movimento aumenta na fronteira
Segundo uma autoridade do Gabinete do primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, a reunião de ontem com o alto comando militar foi para tratar da tensão com o Paquistão, mas não teria sido convocada de emergência.


- Foi uma reunião, que já estava programada, com os chefes do Exército, da Marinha e da Força Aérea, para analisar, entre outras coisas, capacidade de mobilização de tropas e pagamento dos militares - disse a fonte do Gabinete.


Reportagens nos dois países, em número cada vez maior, têm alimentado especulações de uma guerra, embora os líderes digam que um conflito não serviria aos interesses de ninguém. Muitos analistas, no entanto, acreditam que a hipótese de um conflito é remota. Os dois países estiveram por três vezes em guerra desde sua independência, em 1947, e quase chegaram ao quarto conflito em 2002, depois de um ataque terrorista ao Parlamento indiano.


Embora a movimentação militar nos dois lados da fronteira não tenha sido até agora significativa na visão de especialistas, fontes militares em Islamabad disseram que integrantes do Exército paquistanês que estavam de folga ou férias receberam ordens de se apresentarem nos quartéis.


- Um contingente de soldados de regiões mais remotas e consideradas menos vulneráveis foi deslocado, provavelmente para a fronteira com a Índia - disse uma autoridade do alto escalão da segurança paquistanesa.


Outras fontes afirmaram que tropas foram retiradas inclusive da fronteira com o Afeganistão, o que facilita a movimentação de grupos terroristas como a al-Qaeda e o Talibã. A informação, não confirmada oficialmente, foi recebida com irritação nos corredores da Casa Branca, preocupada com a guerra travada contra os talibãs no Afeganistão e com a movimentação de terroristas ligados a Osama bin Laden.


Índia, EUA e Reino Unido responsabilizaram pelos ataques de novembro a Bombaim o grupo islâmico Lashkar-e-Toiba, que tem sua base no Paquistão e se formou para combater o domínio indiano na região da Cachemira, disputada pelos dois países. O governo do Paquistão condenou os ataques a Bombaim e negou qualquer participação nessa ação, que atribuiu a "atores não ligados ao Estado". A Índia exige que o governo paquistanês prenda uma lista de suspeitos.

Ao amigo Capitão Renan...

Domingo, 28 de Dezembro de 2008

Cap Renan deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Blog do Clausewitz não apóia o capitanismo...":

Olá amigo, o nome do Capitão Luis Fernando é este mesmo. Se ele apóia a esquerda ou direita não vem o caso. O importante que deve haver mudanças. As instituições devem ser democráticas desde seu alicerce, ou não temos um uma democracia plena. Isso eu faço referencia as forças armadas. O que vale são as pessoas e não o partido que ela representa. Vc não tem idéia do que é a vivência na caserna, sou militar Capitão do exército, não tenho medo de me expor meu nome é Renan de Lima Lira. Sou simpatizante do movimento, apesar de não ser favorável à esquerda. Mas uma coisa é certa! Mudanças devem ser feitas, nem que seja força. A Ala Direita que vc diz que protege os bons costumes é SAFADA TB! E outra, antes de sermos militares somos cidadãos brasileiros que nem vc e o mesmo Deus que vc reza eu também rezo! Leia este link e vc vera que a justiça nesse pais é um lixo e parte de suas autoridades também:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Capitanismo

Um único comentário meu:

► Renan, se eu já me preocupava com o povo brasileiro, hoje me sinto muito preocupado... sabe por quê? finalmente vejo que o cisma foi instalado nas forças armadas... quando eu era cadete, dizia-se que quem mandava no exército era oficial de AMAN... hoje confirmo que são os advogados do QGEx e os professores do QCO da prep e da AMAN... lamentável... voltemos a você... claro que esquerda e direita faz a diferença... se você não é favorável à esquerda, vejo que o "movimento" não está tão entrosado assim e vejo que você entende que a esquerda é burra, assassina e mama nas têtas do estado... e você falou que a direita é safada... onde temos direita no Brasil? a última vertigem de uma direita que não sabia que era foi enterrada no caixão do ACM... e não é apoiando Lula que vocês conseguirão conquistar meu coração e o das pessoas que poderiam apoiá-los... não se iluda... sou favorável a mudanças e já as experimentamos na terceirescalonização que as "autoridades" que seu movimento apóia impuseram ao EB... deixo como reflexão... juntemos esforços e coragem realmente não falta a você e a muitos, mas pela faxina que temos que fazer em nossa sociedade corrompida pelos desmandos de 13 anos de comunismo instititucional... abração

Clausewitz

Blog do Clausewitz não apóia o capitanismo...

Domingo, 28 de Dezembro de 2008

Blog do Clausewitz

Eu acabei de receber a dica pela amiga Vivi, a respeito da reportagem da Folha, que consegui na íntegra pelo canal UOL... pelo que a Vivi transcreveu no comentário que fez, me interessei, pois a preliminar da entrevista, ou seja, o primeiro parágrafo é de minha total concordância... mas parou por ai e discordo com o capitão em quase tudo... não fosse pelas últimas considerações feitas pelo oficial, não teria o trabalho de criticá-lo... mas qualquer movimento que apóie o PT, seus candidatos e suas propostas terá meu total e irredutível rechaço... mas vamos à entrevista e depois eu comento...

"O mineiro Luis Fernando Ribeiro de Sousa, 32, cresceu e até hoje vive no meio militar. É um capitão do Exército que acredita que a democracia pode melhorar as Forças Armadas. Ele integra um movimento que defende mais participação política na corporação, e se prepara para concorrer em 2010 a deputado federal. Para evitar punições, ele falou à Folha enfatizando que todas as idéias são pessoais e não representam a corporação.

FOLHA - Como surgiu esse movimento? LUIS FERNANDO RIBEIRO DE SOUSA - Mudanças que poderiam melhorar as Forças Armadas, para que ela tenha papel importante, só acontecem por meio de participação política. Qualquer coisa que a gente pode fazer passa pela via política. Precisamos de deputados e senadores para promover qualquer transformação. Assim começamos a nos organizar.

FOLHA - Qual o objetivo do movimento? SOUSA - O regulamento disciplinar do Exército não contempla um monte de garantias que a Constituição contempla. O movimento é para dizer que o documento maior é a Constituição [e não regimentos internos]. Deve-se ter direito à liberdade de expressão, de associação para fins pacíficos.

FOLHA - Querem mais democracia no Exército?
SOUSA - Dentro das Forças Armadas, até certo ponto tem democracia e até certo ponto não tem. O processo para que todos os direitos do artigo 5º e do artigo 6º [da Constituição Federal] cheguem aos militares não será de uma hora para a outra. Precisa haver democracia para toda a sociedade, inclusive para o Exército. O que está errado é o regulamento disciplinar. Lá na Constituição, que é a arma que nós empunhamos, diz que ninguém pode ser preso senão em flagrante delito. Temos que fazer mudar o regulamento disciplinar do Exército, da Marinha, da Aeronáutica, fazer um regulamento da Defesa unificado e pedir que os governos estaduais também façam isso com as polícias militares.

FOLHA - Querem menos disciplina?
SOUSA - Há setores mais conservadores, ainda da ditadura militar, que dizem que estamos querendo acabar com a hierarquia e a disciplina. Muito pelo contrário. Será uma disciplina verdadeira. Como uma pessoa pode ser punida por dar uma entrevista, por se associar?

FOLHA - O Exército está boicotando o movimento?
SOUSA - O Exército sabe que nosso objetivo é ter um candidato por Estado. O que ele fez? Transferiu [os oficiais]. As ligações políticas locais são quebradas. A meu ver, foi uma medida pensada para desarticular esse movimento. Querem evitar que haja interferência política em assuntos do Exército.

FOLHA - Ao falar em participação política dos militares, não há como não se lembrar da ditadura...
SOUSA - A gente não tem nada a ver com a ditadura militar. Eu não quero entrar no mérito [e dizer] se foi certo ou errado. Cabe a nós pensar para frente, somos capitães, tenentes. Nosso pensamento é desenvolver o Brasil, um lugar para a gente crescer, com a não-criminalização dos movimentos sociais.

FOLHA - O que é o capitanismo? SOUSA - É um movimento que constrói a democracia. É uma adequação da estrutura secular das forças militares à realidade pós-88. É fazer chegar a Constituição também ao meio militar.

FOLHA - Quantos os senhores são?
SOUSA - Eu não quero identificar ninguém, porque a retaliação pode vir pesada. Mas eu recebo cerca de cem e-mails por dia, de todo o Brasil. São pessoas de todas as Forças Armadas com o mesmo sentimento.

FOLHA - Como os senhores estão se organizando para 2010?
SOUSA - Estamos discutindo os candidatos. Definimos que vamos apoiar quem o presidente [Luiz Inácio] Lula [da Silva] apoiar. Vemos o Lula como uma pessoa mais desenvolvimentista. Não é uma opção pela direita ou pela esquerda. É desenvolvimento, onde há projetos de usinas nucleares, de submarino nuclear, de tecnologia militar, de fortalecimento da indústria militar de defesa. Queremos um país forte, uma América Latina integrada.


FOLHA - Quando você entra nas Forças Armadas, você sabe do regulamento ao qual deve se submeter. SOUSA - Regulamento que não contempla direitos. Um regulamento que te coloca uma rédea curta. Ele pode ser totalmente diferente sem estragar nada. O grande problema, que os generais não aceitam, é a [eliminação da] pena restritiva de liberdade. Você ficar preso dentro do quartel. Eu fui preso e meu filho foi me visitar. Imagina o que o menino pensa: "Meu pai é do Exército ou é traficante?" Prisão é para criminoso. Quem está com cabelo grande não é criminoso."

Fonte: UOL

Alguns comentários meus:

1º- O que vou falar sairá de uma alma amante das regras e da justiça... certa feita, uma amiga me criticou pelo meu apego às regras... não há sociedade que sobreviva sem regras e a existência delas não pressupõe o politicamente correto, visto que este é uma degenerescência da incorreção ideológica dos humanóides socialistas ou dos humanos socialóides...

2º- Apesar de minha discordância se ater ao apoio, notoriamente incondicional dado pelo capitão a Lula, que é um representante de uma facção disseminadora do ódio entre classes e raças, discordo dele em quase tudo... não vou perder meu tempo em discutir com ele o valor dos regulamentos militares, pois o referido oficial não existe no manual de oficiais do exército e se existir, representa uma linhagem de formação diferente, talvez pervertida por maus professores que tenha tido em suas escolas de formação...

3º- Como o referido militar não existe com esse nome, ou seja Luis Fernando Ribeiro de Sousa, é normal que o vejamos escondido num nick, tal qual estou... e se estou escondido atrás do personagem Clausewitz é que temo pela vida das pessoas que amo... Deus é tão bom, que me deu dependentes, pois se esses não existissem o PT já tinha há muito tempo se transportado para os paraísos comunistas que tanto idolatra...

4º- Voltemos então ao capitão que acha inconstitucionais os regulamentos militares... eu entendo como necessária a disciplina reinante na caserna e sem ela não haveria a coesão que sustenta a instituição exército, por exemplo, há tantos anos... e garanto a todos os leitores que o nobre oficial não deve ter sido enquadrado por estar com cabelo grande para ser punido com pena coercitiva de prisão, muito menos em caráter fechado, visto que ao comandante é facultado o direito de estabelecer o local de cumprimento do apenamento dado a oficial...

5º- Já vi muitos casos nesses meus anos de vivência militar em que o oficial ou a praça se desilude com os rigores que são próprios de uma profissão que prepara para a guerra e começa dela ser detrator... mas já vi muitos casos... ou o profissional entende que ele é de uma lavra diferente e se enquadra nos ditames daquilo a que fez parte ou deve sair...

6º- Minha total convicção quanto ao fato que os problemas da família militar só serão reduzidos com uma conscientização política, mas sem tiro no pé... e não é desestruturando o elan da carreira militar que conseguiremos soerguê-las dos escombros em que foram jogados pela claque do grande desenvolvimentista a que fez menção o capitão Sousa ou quem quer que ele seja na realidade...

7º- Creio sim na construção de um partido que agregue militares que pensem numa resistência democrática e resistência democrática não significa subserviência pacífica e omissa, tal qual é praticada pela atual oposição vendida... mas este partido a que faço menção deve ser uma agremiação que lute pela moralização da sociedade, na qual está inserido o EB e as demais forças singulares e auxiliares...

8º- Agora quanto ao principal pecado do jovem capitão, ou seja o que ele for... a humanidade já definiu há alguns séculos que existe um confronto entre a direita conservadora e a esquerda progressista... entre a direita desenvolvimentista e a esquerda assistencialista... entre a direita agregadora da moral religiosa, familiar e social ou a esquerda genocida, fratricida, extorsiva... então, se o capitão se exime de se definir de esquerda ou direita e se apóia o assitencialismo arruinador do PT, ele e seus amigos são de esquerda...

9º e último- Portanto, minhas desculpas se decepcionei alguém que estivesse vindo aqui pensando que eu iria apoiar qualquer movimento de insurreição, insurgência ou revolução... entendo que estamos carentes de líderes, mas o verdadeiro líder não desagrega e sim, serve como argamassa do que está sem estabilidade... não apóio o cidadão que se define como capitão, por suas idéias que representam em última análise a luta de classes proposta pelo PT de Lula, não ficando difícil de entender porque motivo... e para quem não conseguiu ainda entender que esse rapaz é alguém plantado dentro da instituição para depreciá-la, veja que ele fala em América Latina integrada, ou seja, o papo do foro de São Paulo...

Clausewitz

Desproporção, apreensão e preocupação, pela filosofia do PT...

Domingo, 28 de Dezembro de 2008

Blog do Clausewitz

Itamaraty lamenta 'reação desproporcional' de Israel


"O Ministério das Relações Exteriores divulgou hoje nota em que lamenta tanto o lançamento de foguetes contra Israel como o ataque aéreo israelense à Faixa de Gaza, qualificando o ato como uma reação desproporcional. Mais de 200 pessoas morreram em bombardeio realizado hoje pelo Exército de Israel contra diversas unidades de segurança do grupo islâmico Hamas na Faixa de Gaza.

O comunicado do Itamaraty diz que o governo brasileiro acompanhou com apreensão a intensificação do lançamento de foguetes por milicianos do Hamas contra o sul de Israel e recebeu com grande preocupação a notícia do ataque israelense. "O Brasil deplora a reação desproporcional israelense, bem como o lançamento de foguetes contra o sul de Israel", diz a nota.

Para o Itamaraty, a escalada da violência na região após o fim do cessar-fogo entre Israel e Hamas atinge especialmente a população civil e prejudica os esforços em favor de uma solução negociada e pacífica para o conflito. "O governo brasileiro conclama as partes a se absterem de novos atos de violência e estende sua solidariedade aos familiares das vítimas dos bombardeios desta manhã." O comunicado afirma ainda que apenas a moderação e o diálogo construtivo poderão conferir ao processo de paz o impulso necessário para que avanços efetivos sejam alcançados."

Fonte: Estadão

Alguns comentários meus:

1º- Proporção = relação dimensional entre as partes de uma composição entre si e destas com relação ao todo...

2º- Desproporção = falta de proporção, desigualdade, monstruosidade...

3º- Apreensão = desassossego de espírito, receio, preocupação...

4º- Preocupação = desassossego, inquietação...

5º- Inimigo interno do povo judeu= povo palestino, por via de seus grupos terroristas hamass e fatah...

6º- Inimigos externos do povo judeu= todos os seus vizinhos fronteiriços (Egito, Jordânia, Iraque, Libano e Síria), com os quais já guerreou, e os não fronteiriços, que já demonstraram algum apoio aos oponentes (Arábia Saudita, Argélia, Sudão, Irã e Kwait)...

7º- Em cima de fatos e não de demagogias baratas e tendenciosas, pergunto o que é desproporção? a tentativa de defesa de seus costumes, cultura e recursos humanos pelo estado de Israel frente ao terrorismo que é praticado por civis do hamass ou a constante pressão da vizinhança islâmica que já perpetrou mais de dez conflitos bélicos nos 60 anos de história de Israel?

8º e último- Em cima de fatos e não de demagogias baratas e tendenciosas, pergunto se não deveria a política diplomática de Lula e do Itamaraty premiar apenas o lado judeu com preocupação, visto que apreensão e preocupação são sinônimos e como vemos o lado que está frente a uma monstruosidade não é o do grupo terrorista hamass e sim, nossos irmãos judeus... para refletirmos...

Israel deve proteger seus cidadãos...

Domingo, 28 de Dezembro de 2008

Blog do Clausewitz

Razões do conflito para Israel e Hamas

"O bombardeio de Israel contra Gaza vinha sendo esperado havia dias. Entretanto, a ação militar que matou mais de 200 neste sábado não deixou de surpreender os palestinos. As forças militares se aproveitaram das condições climáticas favoráveis, que deverão se manter por três dias, para executar o plano de destruição de 40 quartéis policiais e outros alvos – incluindo lideranças do Hamas, o grupo radical islâmico que controla o território independente da força da Autoridade Palestina, agora concentrada na Cisjordânia nas mãos do presidente Mahmoud Abbas.

As primeiras ações coordenadas deste sábado – foram mais de 30 bombardeios – foram uma verdadeira blitz. Ocorreram em cerca de três minutos.

Trégua forçada - As autoridades israelenses defenderam que a ação era necessária para forçar a interrupção dos ataques de foguete, a partir de Gaza, contra as cidades do sul de Israel. As agressões vinham se intensificando nas últimas seis semanas e levaram ao fim da trégua entre as partes, que já durava seis meses.

Israel calcula agora que o número de ataques de foguete em direção a seu território deve aumentar. Também pode crescer o número de ações suicidas. O Hamas já conclamou seus seguidores a iniciar uma nova Intifada contra os israelenses. Clique aqui para ler mais.

Os israelenses, porém, se dizem preparados para suportar a pressão e, ao contrário, forçar o inimigo a um novo cessar-fogo. "Se os palestinos retaliarem, nossa reação será mais forte e o número de vítimas em Gaza crescerá", garantiu uma alta fonte militar ouvida pelo site da revista americana Time.

Política doméstica - Há, porém, outras razões para Israel e o Hamas intensificarem as hostilidades de lado a lado: política doméstica. Visto como vítima do presente ataque, o Hamas já ganha a simpatia dos árabes ao redor. Prova disso, foram as manifestações de apoio que se viram neste sábado em locais como Cairo (Egito) e Amã (Jordânia), além da Turquia. O grupo tenta, assim, sufocar, em Gaza, qualquer simpatia pelo presidente Abbas.

O governo de Israel, por seu lado, enfrentará uma eleição em breve. Nela, a chanceler Tzipi Livni que sagrar-se primeira-ministra. Terá, porém, de enfrentar o ex-premiê Benjamin Netanyahu – um conhecido linha-dura com os palestinos. Nunca é demais ao governo de plantão mostrar pulso firme ao eleitor.

E a mão forte do governo de Tel Aviv pode ter colhidos os primeiros frutos, os futuros votos. Até mesmo o escritor israelense Amos Oz, um notório pacifista, colocou-se ao lado dos caçasJustificar bombardeiros. Para ele, "o sofrimento dos civis israelenses que vivem nas proximidades de Gaza não pode mais continuar", disse o escritor, segundo o site do jornal francês Le Monde. "Israel deve proteger seus cidadãos."

Fonte: Veja

Um único comentário meu:

► Como vemos na reportagem acima, Israel vive cercado por grupos terroristas e com eles tem que conviver de maneira bélica e de forma a proteger seus cidadãos... o território que foi arbitrado pela ONU há 60 anos, como sendo o da nação israelense, colocou o povo judeu no meio da hostilidade que o radicalismo cultural primitivo do povo árabe sempre demonstrou ao mundo civilizado e agora, mais do que nunca, assistimos o cerco se fechar... minha solidariedade total para com as autoridades israelenses que deixaram bem claro para todo o mundo que a sobrevivência de seus indivíduos e de sua cultura está acima de qualquer leviandade socialóide que possa vir em defesa do terrorismo islâmico... infelizmente o equilíbrio daquela região, com a sombra do ditador iraniano obscurecendo as pueris possibilidades de paz, só será possível com o extermínio da capacidade de lutar do inimigo ensandecido... avante, Israel!!!!

sábado, 27 de dezembro de 2008

Finalmente uma reflexão lúcida quanto ao PAC...

Sábado, 27 de Dezembro de 2008


O milagre do PAC

"Junto com a chegada do Papai Noel, Lula, o bom velhinho, anunciou mais um presente aos brasileiros: o PAC da Copa. Depois do PAC da dragagem do rio Sarapuí, do PAC do rombo da Petrobras, do PAC do calote do Equador, vem aí o PAC da Copa do Mundo de 2014. Até o Réveillon, o Brasil ainda ganha o PAC do cabeleireiro de dona Marisa.

O mais curioso é que, em plena contração econômica, essa sigla mágica de aceleração do crescimento continue ganhando as manchetes – a cada trocado que o governo promete desembolsar. Caríssimos colegas editores, vamos fazer um minuto de reflexão neste Natal: o que significa um “PAC da Copa”? O que são “obras nos moldes do PAC”? Vamos parar de deixar essa sigla andando por aí sozinha, fazendo de graça a cama da mãe do PAC, a gerentona virtual do Brasil.

Um programa verdadeiro de aceleração do crescimento precisaria de pelo menos uma de duas condições: aumento da taxa de investimento ou redução dos custos de produção. O PAC não atende a nenhuma das duas. Ou seja: é uma sigla cosmética, que faz o velho Orçamento da União parecer estar sempre saindo de um salão de beleza. A única obra “nos moldes do PAC” vista até agora foi a que a candidata Dilma acaba de fazer com bisturi e botox. Essa realmente promete dar uma cara nova ao Brasil."

Fonte da matéria: Guilherme Fiúza / Época

Um único comentário meu:

►Quem vem aqui com regularidade, sabe que sou crítico feroz da imprensa vendida e cúmplice dos desmandos desgovernamentais... mas nada no mundo é regra absoluta e hoje tive a felicidade de ler um jornalista apresentar na grande mídia uma coisa simples, que se chama verdade... e quando falo grande mídia, não podemos esquecer que a revista época é estatal, à medida que pertence ao conglomerado estatal rede globo... a simplicidade como o jornalista Guilherme Fiúza apresentou o óbvio me faz entender que ainda há chances de reação, pois sem a formação de opinião nada poderemos fazer contra a tomada do poder pela tropa de choque do foro de SP, aqui no Brasil vivenciada pelo PT de Lula, Franklin, Dirceu e Dilma... e que o conclame que o brilhante representante da imprensa fez aos seus colegas editores, se extenda a todos os brasileiros: o que é o PAC, senão a mola propulsora da enganação petista???

Clausewitz

Quando democracia e bagunça perdem seu referencial na pele de Lula...

Sábado, 27 de Dezembro de 2008


Lula receberá prêmio por 'defesa da democracia'

"O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi agraciado pela espanhola Fundação Ramón Rubial devido a seu trabalho na "defesa da democracia e da liberdade", anunciou ontem a primeira vice-presidente da instituição, Lentxu Rubial. Ele receberá, no dia 28 de janeiro, na Espanha, a terceira edição do prêmio Ramón Rubial, nome do dirigente espanhol socialista e primeiro presidente regional do País Basco. A entidade homenageará ainda pessoas, grupos ou entidades que, durante 2008, destacaram-se na defesa do socialismo, da democracia e da liberdade. O trabalho de Lula foi ressaltado "por sua comprometida luta para melhorar as condições dos que mais precisam". As informações são do jornal O Estado de S. Paulo."

Fonte: Estadão

Alguns comentários meus:

1º- Uma rápida busca em reportagens similares pela internet apontará um editorial único, notadamente distribuído pelo ministério de comunicação lulista, que tem o guerrilheiro Franklin Martins como seu tótem... release padrão esse que foi acatado sem qualquer filtro ético por nossa imprensa vagabundesca...

2º- A tal fundação Ramón Rubial é um organismo de fomento da esquerda internacional, com base na Espanha e filiais pela América Latina, bastando uma leitura de seus projetos e programas para confirmar o que estou dizendo...

3º- A comprometida luta pelos que mais precisam, que é o mote de citação do apedeuta, nada mais é do que a gerência que ele executa em relação aos negócios do foro de São Paulo, do qual é fundador e chefe da diplomacia... é também, no mínimo, chocante vermos Lula receber um prêmio pela solidariedade à democracia após receber em seu reinado o maior tirano continental, assassino de cem mil cubanos, o ditador Rául Castro...

4º- Os que mais precisam e os que se banquetearam, em verdade, com o desgoverno do PT, foram os organismos internos e externos de promoção da luta de classes e de raças, doutrina de sedimentação dos objetivos de tomada do poder da esquerda continental...

5º- Para finalizar, vale salientar a possível camaradagem que a fundação possa ter com o ETA, visto que foi esse grupo terrorista de cunho marxista o principal braço armado da busca da autonomia do país Basco, do qual o epíteto da associação, o Sr Ramón Rubial, foi seu primeiro presidente autonomista...

6º e último- É importante lembrar que o ETA foi o responsável pelo atentado terrorista em Madrid, em 2006... terrorismo lá, cá, tudo em casa... e para uma pequena reflexão, concito à análise da estrela no símbolo do ETA...

Clausewitz

Japoneses criam programa que lê pensamento

Sábado, 27 de Dezembro de 2008


Grupo cria programa que lê pensamento

Usando ressonância magnética, japoneses conseguiram decodificar a visão de uma pessoa examinando o seu cérebro

Aprimoramento pode levar nova tecnologia a ser capaz de registrar sonhos; método remete a debate sobre ética e privacidade no futuro

DA "NEW SCIENTIST"

As letras para as quais você olha agora podem ser recriadas com um programa de computador usando mapeamento cerebral por ressonância magnética. Em um feito inédito na neurociência, um grupo de cientistas japoneses anunciou pela primeira vez uma tecnologia de "leitura da mente" capaz de recriar imagens a partir de nada mais do que puro pensamento.

O método foi apresentado em estudo sexta-feira na revista "Neuron". Experimentos semelhantes já haviam sido feitos, mas as imagens observadas eram "escolhidas" pelos cientistas e não produzidas diretamente pela máquina de leitura cerebral, como feito agora.

Leia texto completo em http://robertounicamp.blogspot.com/2008/12/um-passo-mais-no-progresso-da-cincia.html

Félix Maier

Blogs Anti-Fidel Castro

Sábado, 27 de Dezembro de 2008


http://www.cubanology.com/

Conheça alguns Blogs Anti-Fidel Castro em

http://antifidelblogs.cubanology.com/Anti-Fidelist.htm

Félix Maier

Terras Indígenas: Chegou a hora dos Cués...

Sábado, 27 de Dezembro de 2008

Resistência militar

Funai conclui relatório de terra indígena no limite com Colômbia e Venezuela

Folha de S. Paulo - 27/12/2008

Militares temem criação de reserva no norte do país, mas Funai nega riscos; STF deve assegurar acesso das Forças Armadas à área

CLAUDIO DANTAS SEQUEIRA

DA REPORTAGEM LOCAL

Paralelamente ao debate sobre Raposa/Serra do Sol, a Funai (Fundação Nacional do Índio) acaba de concluir relatório circunstanciado de demarcação de uma nova área com alto potencial de conflito: a terra indígena Cué-Cué/Marabitanas, localizada na tríplice fronteira do Brasil com Colômbia e Venezuela.

Com a demarcação da reserva, os limites nacionais da região Norte estarão praticamente encerrados em terras indígenas, restando apenas o trecho entre as reservas Alto Rio Negro e Evaré I, no Amazonas, e a área entre as reservas Yanomami e Raposa/Serra do Sol, em Roraima. Mapa da Diretoria de Assuntos Funcionários da Funai, obtido pela Folha, mostra que a nova reserva ocupará uma área de 808.597 hectares, cerca de 8.085,97 km2 -superior à da região metropolitana de São Paulo (a Grande SP).

A Cué-Cué, reivindicada há oito anos por organizações indigenistas, se estende por uma faixa de 522 km ao longo da margem esquerda do rio Negro (AM), entre as cidades de Cucuí e São Gabriel da Cachoeira. Une assim as terras indígenas Alto Rio Negro (oeste), Yanomami (leste) e Balaio (sudeste), além de outras três no Amazonas. Segundo projeções de analistas, são cerca de 23 milhões de hectares numa faixa contínua superior a 2.500 km.

Ex-presidente da Funai, o antropólogo Mércio Gomes é contra a fusão das terras: "Vai ficar uma área contínua muito grande, que barra toda fronteira e abre uma celeuma muito difícil. É uma temeridade". Mércio explica que, quando dirigiu o órgão (2003-2007), sugeriu que a área se restringisse ao perímetro da margem esquerda do Rio Negro. Ele critica que o grupo de delimitação tenha sido integrado por organizações indigenistas.

Setores militares mais radicais vêem uma ameaça à soberania nacional. "Acho suspeito esse fechamento da fronteira. Temos que tomar cuidado com a balcanização da Amazônia e a presença de ONGs interessadas em explorar as riquezas da terra", afirma o presidente do Clube Militar, general da reserva Gilberto Barbosa de Figueiredo. O militar defende a integração do índio à sociedade e critica a Funai de ser "pouco transparente". Na última sessão de julgamento no STF sobre a demarcação contínua de Raposa/Serra do Sol, o ministro Carlos Alberto Menezes Direito deu garantias de acesso das Forças Armadas às reservas. Seu voto foi acolhido por outros seis ministros.

População

Segundo o relatório da Funai, na área de Cue-Cué/Marabitanas vivem 1.702 índios, a maioria das etnias baré e baniwa. Também há em menor proporção membros das etnias tucano e piratapuia, além de um subgrupo baré-uerequena. As famílias vivem basicamente do extrativismo, embora o subsolo da região seja rico em minerais estratégicos. A Folha apurou que haveria também pouco mais de 1.000 não-índios, moradores e comerciantes, que deverão ser retirados após a homologação da reserva.

O próximo passo será a aprovação do relatório, com o que se abrirá um período de 90 dias para contestações. Coordenador-geral de Identificação e Demarcação, Paulo Santilli admite que "pode haver algum questionamento e reações localizadas", e que o traçado da reserva em questão não é definitivo. Santilli espera um "debate qualificado" e rejeita alegações de risco à soberania. "Os últimos casos, inclusive Raposa, reafirmam a legitimidade da presença do Exército e de outras forças. Não há qualquer restrição à presença militar e as próprias guarnições são compostas por índios, que auxiliam na garantia da presença e da mobilidade dos militares na área", diz o antropólogo.

Para Santilli, as relações entre militares e indígenas no Amazonas são diferentes das de Roraima, onde o debate é permeado pela "elite política interessada na exploração econômica das reservas". Para a demarcação, foi feito estudo antropológico, identificação da ocupação tradicional e levantamento fundiário. Após aprovação, o relatório será submetido à homologação presidencial.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc2712200802.htm


Obs.: Em setembro deste ano, alertado por um oficial do Exército, eu escrevi um texto sobre o assunto, disponível em http://www.webartigos.com/articles/9328/1/cue-cue-marabitanas-o-arco-indigenista-se-fecha-sobre-a-amazonia/pagina1.html, que foi postado em vários sites.

Veja também "Quatro Mapas Impressionantes" em http://www.ternuma.com.br/paznocampo083.htm (F. Maier).

Félix Maier



sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Ainda sobre princípios

Mídia sem Máscara

26 dezembro 2008
Editorias - Cultura, Economia, Estados Unidos, Política

“Those are my principles, and if you don’t like them… well, I have others.”

Groucho Marx

Num debate recente entre amigos sobre a viabilidade de aplicação das receitas econômicas liberais no combate à crise que ora se instala no mundo, um deles fez uma análise curta, porém incisiva e inquietante, especialmente numa roda supostamente liberal. Disse o nosso amigo:

“O liberalismo é uma utopia materialista que faz uma escolha inversa à do socialismo (…), mas ambas são só utopias, reduções da riqueza da realidade insuficientes para propor algo funcional.”

Esta é, sem dúvida, uma boa questão. Há muita confusão a respeito, pois se confunde o que seja uma doutrina com modo de organização econômico e social. O liberalismo é, resumidamente, uma doutrina, ou seja, um conjunto coerente de idéias e princípios, baseado na defesa intransigente da liberdade individual, nos campos político, econômico, religioso e intelectual. Por conseguinte, contra ingerências e atitudes coercitivas de terceiros, inclusive e principalmente do poder estatal sobre as escolhas individuais.

Como qualquer outro constructo da inteligência humana, o liberalismo é, portanto, uma representação abstrata ou, segundo Max Weber, um tipo ideal, uma sinopse conceitual. Ao contrário do socialismo, entretanto, ele não se pretende um modelo de organização social, pois se insere no modelo capitalista – daí a enorme necessidade de defendermos o capitalismo, ainda que isso muitas vezes pareça uma atitude, digamos, politicamente contraproducente.

Sempre que se quiser transformar, equivocadamente, o liberalismo num modelo de organização social, ele será, sim, uma utopia. A luta de um liberal é, conseqüentemente, por um modelo capitalista que seja o mais livre possível, dentre as inúmeras gradações que o capitalismo comporta.

Dito isso, acredito que um liberal deve ater-se muito mais a idéias e princípios, e muito menos a objetivos políticos imediatos, por mais que isso possa desgostar algumas pessoas mais – digamos – pragmáticas. O poder não deve ser o nosso objetivo, até porque um governo puramente liberal é um oximoro.

A exemplo de determinadas correntes conservadoras, alguns dos autoproclamados liberais, especialmente os mais avessos ao epíteto “radical”, sustentam que nós não deveríamos amedrontar os leigos com tanta “ortodoxia”; acham que poderíamos, por exemplo, evitar certos programas e princípios do liberalismo na sua totalidade, notadamente alguns cuja consecução se choca com aquele “humanismo” mais rasteiro, tão ao gosto dos nossos adversários da esquerda.

Esses “liberais” costumam, nos momentos de crise, abraçar com entusiasmo programas oportunistas, que se concentram apenas nos efeitos visíveis e imediatos, muitas vezes fazendo concessões absurdas ao estatismo, como demonstra o recente apoio de alguns a medidas intervencionistas, sempre sob o pretexto de suavizar os efeitos da crise atual. O presidente Bush, por exemplo, em entrevista há poucos dias, chegou a pedir desculpas por “ter sido obrigado” a abandonar seus princípios para, segundo ele, “tentar salvar a própria economia de livre mercado”. Como se praticar um ato intrinsecamente mau pudesse ser um atalho para se alcançar o bem. Quantas atrocidades já não se praticaram no mundo em nome de ideais superiores?

Como bem frisou Milton Friedman, “se observarmos cada problema à medida que surge, quase sempre nos depararemos com fortes pressões políticas para ‘fazer algo’ em relação a ele. Isso acontece porque os efeitos diretos e imediatos das soluções propostas são claros e óbvios, enquanto os efeitos indiretos são remotos e complicados”. Acrescente-se a isso o fato de que quase sempre haverá grupos de interesse organizados com argumentos contundentes a favor de uma medida em particular (vide o caso do salvamento das três montadoras de Detroit), enquanto seus opositores são dispersos e desorganizados, e os efeitos de longo prazo difíceis de vincular.

Ademais, é um contra-senso pensar que a receita econômica liberal serviria apenas para criar e multiplicar riquezas em períodos de paz e prosperidade, sendo inviável em tempos de crise, quando a intervenção do Estado seria bem-vinda. Definitivamente, não é uma atitude liberal preocupar-se somente com as conseqüências imediatas de quaisquer medidas, considerando apenas o senso comum e a “necessidade” política inelutável de encontrar soluções mágicas e instantâneas, sempre impostas através da lei – leia-se: da coerção – para os problemas econômicos e sociais.

Autor: João Luiz Mauad

A liberdade e a esquerda

Mídia sem Máscara

26 dezembro 2008
Editorias - Cultura, Política

A maior parte das pessoas na esquerda não se opõe à liberdade. Elas apenas são favoráveis a todo tipo de coisas que são incompatíveis com a liberdade.

Liberdade significa, no fim das contas, o direito de as pessoas fazerem coisas que nós não aprovamos. Os nazistas tinham o direito de ser nazistas sob Hitler. Somos livres apenas quando somos capazes de fazer coisas que outros não aprovam.

Um dos mais aparentemente inocentes exemplos das muitas imposições da visão da esquerda sobre os outros é a difundida exigência das escolas e universidades do “serviço comunitário”, para admissão de estudantes.

Há escolas de ensino médio em todo o país em que você não se forma, e faculdades em que você não entra, a menos que tenha se engajado em atividades arbitrariamente definidas como “serviço comunitário”.

A arrogância de se confiscar o tempo dos jovens – em vez de deixá-los (e a seus pais) livres para decidir como usar seu tempo – só não é maior que a arrogância de se impor o que é ou não é um serviço à comunidade.

Trabalhar num abrigo de sem-teto é amplamente considerado um “serviço comunitário” – como se ajudar e se acumpliciar com a vagabundagem fosse necessariamente um serviço, em vez de um desserviço, à comunidade.

Estará a comunidade mais bem servida com mais desempregados vagando pelas ruas, agressivamente mendigando pelas calçadas, urinando nos muros, deixando agulhas e seringas nos parques onde as crianças brincam?

Este é apenas um dos muitos modos em que a distribuição dos vários tipos de benefícios a pessoas que não trabalham rompe a conexão entre produtividade e recompensa.

Mas essa conexão permanece tão inquebrável como sempre esteve para a sociedade como um todo. Você pode fazer de qualquer coisa um “direito” para indivíduos ou grupos, mas nada é um direito para a sociedade como um todo, nem mesmo comida ou abrigo, que têm de ser produzidos pelo trabalho de alguém ou eles não existirão.

Para alguns, o que “direitos” significam é forçar outras pessoas a trabalharem para o benefício deles. Como uma frase de pára-choque de caminhão diz: “Trabalhe duro. Milhões de pessoas on welfare [vivendo dos programas sociais do governo] estão dependendo de você.”

O mais fundamental dos problemas, contudo, não é que atividades particulares são exigidas dos estudantes sob o título “serviços comunitários”.

A pergunta fundamental é: O que, afinal, qualifica professores e membros das comissões de admissão das faculdades a definir o que é bom para a sociedade como um todo, ou mesmo para os estudantes sobre os quais são impostas suas noções arbitrárias?

Qual especialidade eles têm que justifica sobrepor-se à liberdade dos outros? O que suas imposições mostram, exceto que “os idiotas abundam onde os anjos temem pisar”1?

Que lições os estudantes aprendem disso, exceto a de submissão a um poder arbitrário?

A finalidade é, supostamente, a de que os estudantes adquiram um sentido de compaixão ou nobreza por meio do serviço aos outros. Mas isso depende de quem define compaixão. Na prática, isso significa forçar os estudantes a se submeterem à propaganda para fazê-los receptivos à visão de mundo da esquerda.

Estou certo de que aqueles favoráveis às exigências de “serviços comunitários” entenderiam o princípio por trás das objeções a esses serviços se exercícios militares fossem exigidos nas escolas de ensino médio.

De fato, muitos que promovem o “serviço comunitário” obrigatório são fortemente contrários ao treinamento militar mesmo voluntário nas escolas de ensino médio e faculdades, embora muitos outros considerem esse treinamento como uma contribuição à sociedade muito maior que alimentar pessoas que se recusam a trabalhar.

Em outras palavras, esquerdistas querem o direito de impor suas idéias do que é bom para toda a sociedade – um direito que eles veementemente negam àqueles cujas idéias do que é bom para a sociedade diferem das deles.

A essência da intolerância é recusar aos outros os direitos que você exige para si próprio. Tal intolerância é inerentemente incompatível com a liberdade, embora muitos esquerdistas fiquem chocados de serem considerados oponentes da liberdade.

Townhall.com

Tradução de Antônio Emílio Angueth de Araújo.

Followers




O Mídia em Alerta não se responsabiliza por opiniões, informações, dados e conceitos emitidos em artigos e textos, assim como também não se responsabiliza pelos comentários dos seus freqüentadores. O conteúdo de cada artigo e texto, é de única e exclusiva responsabilidade civil e penal do autor.

Mídia Em Alerta © 2008. Design by Mídia em Alerta.

TOPO