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terça-feira, 29 de junho de 2010

O derramamento da BP e sua origem

Mídia Sem Máscara

As trapalhadas e incoerências da administração Obama são conhecidas. Mas gerar crises e problemas propositalmente, como confessou Rahm Emanuel, seu Chefe do Estado Maior, é mergulhar no esquerdismo, que sempre aposta no "quanto pior, melhor", de uma forma por demais insana e inusitada.

O respeitado diário "The Houston Chronicle" informou que em 25 de abril deste ano, a administração Barack Obama recebeu uma oferta do governo da Holanda para o uso de naves dotadas de succionadores de último modelo, dois pares dos quais são capazes de remover 20.000 toneladas de petróleo e resíduos. Além disso, ofereceram tecnologia sofisticada para construir barreiras de areia na costa dos estados expostos a uma possível contaminação.

Segundo afirma Geert Visser, o Cônsul Geral dos Países Baixos em Houston, depois de ter feito tal oferta, seu consulado recebeu uma carta da administração Obama rechaçando-a.

Segundo consta dessa carta, os Estados Unidos não necessitavam da ajuda porque já dispunham de todo o equipamento necessário. Porém, o petróleo continuou derramando por quase um mês e meio sem que nem o governo nem a BP tivessem podido com o derramamento, que continuou crescendo de forma alarmante (vocês devem ter visto fotos de animais e peixes mortos por este que é o pior derramamento de todos os tempos) e, agora, a administração Obama finalmente mudou de idéia e quer aceitar essa ajuda.

O derramamento persiste desde 22 de abril, data em que contou-se uma quantidade de 136.4 toneladas derramadas por dia.

Agora, calculando com base nesse número de 136.4 toneladas de petróleo por dia, determina-se que no total, até a data de hoje, derramou-se mais de 8.200 toneladas de petróleo.

Se Obama tivesse aceitado a ajuda imediatamente, os 4 pares de succionadores que finalmente estão sendo utilizados, teriam podido - ao menos teoricamente - recuperar todo o petróleo derramado até a data em menos de um só dia, evitando facilmente todos os danos às praias e ao meio-ambiente de milhões de peixes, aves e outra fauna mais, e evidentemente a perda do sustento de milhares de pescadores, hoteleiros, donos de restaurantes, trabalhadores no turismo e outros, assim como a erradicação de uma forma de vida no Golfo que tem perdurado por séculos.

Porém, em vez de utilizar esta tecnologia oferecida pelos holandeses, a BP, com a aprovação do governo dos Estados Unidos, jogou no petróleo derramado milhões de galões de um dispersante, que fez com que grande parte do petróleo se convertesse em emplastro de betume e afundasse até o fundo do mar, piorando o problema, porque os succionadores trabalham principalmente na superfície. Além disso, experts afirmam que esse dispersante é tóxico e pode contaminar milhões de pessoas.

Em conseqüência desta decisão inexplicável da administração Obama e da BP, os emplastros de betume do petróleo já alcançaram as praias da Flórida, a uma distância de 400 milhas (640 km) do local do acidente, e estão contaminando a areia e as águas dali.

Muitos agora estão falando de uma total incompetência por parte da administração Obama.

Entretanto, em um discurso agora famoso, Rahm Emanuel, o Chefe do Estado Maior de Obama, disse: "Nunca quisemos que uma grave crise se pusesse a perder. O que quero dizer é que é uma oportunidade para fazer coisas que alguém pensava não poder fazer antes". ("You never want a serious crisis to go to waste. And what I mean by that is an opportunity to do things you think you could not do before").

Sabe-se que Obama sempre quis proibir a exploração do petróleo fora da costa dos Estados Unidos, porém lhe faltavam os votos da legislatura. Todavia, por razões desconhecidas, ele emitiu uma permissão a BP para perfurar em águas profundas, de 5.000 pés, embora os riscos a esta profundidade sejam obviamente muito mais elevados. Desde o acidente Obama aproveitou a crise, não perdendo tempo em tentar proibir toda exploração de petróleo fora da costa dos Estados Unidos. (Essa tentativa foi frustrada pela Corte Suprema).

Porém, como explicar então que sua administração tenha emprestado bilhões de dólares à Petrobras do Brasil para exploração de petróleo fora da costa desse país?

A proibição da exploração petroleira fora da costa dos Estados Unidos custaria milhares de trabalhos num momento em que os trabalhos nos Estados Unidos estão mais escassos do que nunca. Se as conseqüências do derramamento da BP pudessem atribuir-se só a uma falha inerente ao negócio petroleiro ou ao sistema capitalista, Obama talvez tivesse razão.

Porém, neste caso não fica nada claro quem causou mais dano ao meio-ambiente: se o governo ou a BP.


Ler mais em:

http://www.chron.com/disp/story.mpl/business/steffy/7043272.html

http://www.newpatriotjournal.com/Articles/White_House_is_Making_Oil_Recovery_Harder


Fonte: http://laiglesforum.com/la-causa-de-las-consecuencias-en-el-golfo/

Tradução: Graça Salgueiro

O mundo freak das celebridades

Mídia Sem Máscara

Absurdo? Que nada. Esse é o admirável mundo novo dos progressistas, em que o "gênero" depende unicamente da escolha.

A filha de Warren Beatty decidiu que vai virar um homem e chamar-se Stephen. Segue a onda da filha de Cher, que já virou um homenzarrão, bem robusto até.

Isso importa? Não muito. Mas as celebridades são "formadoras de opinião". O que elas fazem hoje, seu filho vai poder querer fazer amanhã.

O problema é que o mundo em que as ditas "celebridades" habitam é um mundo diferente do mundo normal. É um mundo de sexo, drogas, roquenroll, botox na veia (na "véia"), mansões milionárias e divórcios bilionários.

Curiosa essa palavra, "celebridade". Antes as pessoas eram artistas, músicos, escritores. Isto é, a obra precedia a fama. Hoje, como a própria palavra diz, a ênfase é na fama, não importando seu motivo: um Big Brother aqui, um crime ali, um escândalo acolá. Até psicopatas têm seus quinze minutos de fama.

As celebridades atuais talvez sejam o equivalente dos antigos aristocratas, que também viviam uma vida de licensiosidade e eterno lazer. A diferença é que para essa nova nobreza, isso não basta: mesmo vivendo uma vida de excessos, ainda quer pontificar sobre a vida correta que os outros devem levar. Há nove vezes mais membros do PETA, vegans e aquecimento-globalistas entre as celebridades do que entre a população normal. E quase todos eles adoram tirar foto com Hugo Chávez ou Fidel Castro.

Não é necessário que os artistas sejam "bons moços", é claro. Mozart não o era. Michelangelo também não. E todos sabem sobre Lord Byron.

Mas porque deveriam as tais "celebridades" ser consideradas modelos de opinião ou comportamento, especialmente agora que vivem uma vida completamente diferente daquela dos comuns mortais?

Curiosamente, a estética acompanha o comportamento radical. Cada vez mais a cultura pop atual se parece a um festival de "freaks" como o do filme de Todd Browning (abaixo). A diferença é que, enquanto os freaks do filme eram inofensivos e de bom coração, e não tinham culpa de seu aspecto físico, as celebridades atuais são freaks por opção, e sua alma é muitas vezes escura. Qual o motivo? É decadência ocidental, ou é algo mais?

Afinal, o público gosta de ler sobre o mundo bizarro das celebridades justamente porque este é bizarro. Há uma espécie de simbiose entre os meios de comunicação, o público e os famosos. Do ponto de vista da "celebridade", é melhor ser mal falado do que não ser conhecido por ninguém. Do ponto de vista do público e dos jornais, quanto mais escandaloso melhor. Freaks sempre chamam a atenção, ontem e hoje. Está aí a Rainha dos Escorpiões que não me deixa mentir.

Ao mesmo tempo, é inegável que parte do comportamento que transita entre os famosos termina passando para o público consumidor. Hoje os "transgêneros" parecem ser a nova moda que precisa ser empurrada para o povo através da mídia e dos "formadores de opinião". Está funcionando. Um dos comentaristas da notícia acima até se invocou ao ler que a filha de Beatty era chamada de mulher, e não de homem:

Wow, whoever wrote this article is incredibly insensitive. Did you even do research about transgendur people? Stephen is not a "she", so referring to him as a "she" throughout this article is insulting and rude. Beatty is devastated about his SON having gender reassignment surgery, not his daughter. Stephen does not identify as female. You refer to him as a male, with male pronouns.
I'm shocked and appalled that you are disrespecting Stephen's gender by referring to him by his birth name with female pronouns.

Absurdo? Que nada. Esse é o admirável mundo novo dos progressistas, em que o "gênero" depende unicamente da escolha, em que as coisas são de um certo jeito só porque as queremos assim.

Eu não sei como este filme vai terminar, mas acho que não vai ter um final feliz.

O que eles não compreendem

Mídia Sem Máscara

Enxergar os movimentos táticos das esquerdas exige, em primeiro lugar, o conhecimento de suas estratégias.

Posso ser insistente, mas ainda há tempo para que o DEM - ou ainda, para que qualquer político alinhado com uma democracia representativa, com o estado de direito e com a sociedade livre e de mercado defenderem com convicção o direito (apriorístico) de propriedade, o estado mínimo, a responsabilidade fiscal e as liberdades individuais. Já há uma boa - embora nascente - produção intelectual no país com que se abalizarem e instruírem.

Como era de se esperar, a atuação do comunista Aldo Rebelo como relator da nova proposta de mudança do Código Florestal haveria de trazer muita confusão em meio ao público, e digo, especialmente entre os formadores de opinião.

Como já noticiado pelos jornais, as novas propostas incluem a diminuição das áreas de reserva legal e de preservação permanente. Segundo o relator, a atual política florestal tem como resultado funcionar como um "gravame tributário", além de ser vítima da ação de inúmeras ONG's estrangeiras com interesses excusos, sobretudo na Amazônia.

De uma tacada só, o comunista, repito - o comunista - Aldo Rebelo defende a propriedade privada, o alívio da carga tributária e um chega pra lá nas ONG's que vivem de parasitar o governo para a execução de suas atividades pouco esclarecidas.

Para quem tem observado como as esquerdas têm alimentado à base de "Toddinho" esta miríade de ONG's, como se têm aprazado em confiscar o dinheiro sofrido de quem trabalha e produz, e como têm se articulado para legislar contra o direito de propriedade, o comportamento do deputado se revela como uma coisa de quem alguma mola na cachola se rompeu, ou que virou a casaca, chamado à razão pelas exigências de um excelso patriotismo.

O fato é que a inusitada posição do comunista mereceu os aplausos de figuras importantes como a senadora e presidente da CNA, Kátia Abreu, com a chancela do jornalista Reinaldo Azevedo.

Compreendo que ambos aplaudem antes as atitudes do parlamentar vermelhão antes do que a sua original filiação ideológica. Todavia, ao fazer isto, descuidam de uma estratégia que não está ao alcance de ambos, ao que me parece.

Enxergar os movimentos táticos das esquerdas exige, em primeiro lugar, o conhecimento de suas estratégias. Na verdade, exige mais do que isto: demanda a compreensão profunda de que eles não abdicam da luta pela tomada hegemônica do poder, e que militam aguerrida e permanentemente.

Conforme os leitores podem constatar, eu já havia esclarecido as consequências de tais movimentos no texto "Peraí: esta fala é nossa". Em adição, veio o brilhante artigo de Nivaldo Cordeiro, "A Companheira Kátia Abreu", para demonstrar justamente como o PC do B e seus similares jamais abrirão mão de sua trajetória revolucionária.

Em outras palavras, vamos esclarecer o esquema: as esquerdas ridicularizam e deslegitimam o discurso da direita, que antes defendia o direito de propriedade, baixa carga tributária, estado pequeno e soberania nacional.

Aceitando a provocação, as direitas vão se amoldando ao discurso esquerdista, e topam começar a falar de responsabilidade social, função social da propriedade, função social do estado, justiça social, meio ambiente, e assim por diante, de tal forma que hoje os leitores já sentem de forma consciente ou intuitiva que a direita apenas ecoa à base da imitação o discurso esquerdista.

Já tive a oportunidade de comentar como um candidato do DEM veio com a cara lambida na tevê oferecer uma ampliação do programa do orçamento participativo. Ora, entre o original e a cópia, nada surpreende a preferência dos eleitores.

Assim, enquanto a direita se compraz em aceitar o papel de macaco de imitação, a esquerda toma a dianteira e assume a sua condição de legítima e autêntica liderança, desta vez propondo aqueles valores e convicções que o DEM - e com alguma ou muita condescendência, o PSDB, se envergonharam e desistiram de defender.

"A desgraça do protegido é o seu protetor" diz um adágio popular, e aqui, prestem bem atenção, se situa a chave da questão - o pulo do gato - para aqueles que pensam que defender a idéia, seja de onde vier, não faz diferença.

Pois, como uma força política hegemônica e centralizadora, qualquer oferta que venha de um partido comunista - assim como seus congêneres socialistas, trabalhistas, operários e que tais - virá sempre em caráter precário e discricionário: quem pode o mais, pode o menos ou em outras palavras, o que eles dão hoje, em troca de votos, podem tomar amanhã, como consecução final de um projeto de tomada de poder, logrando sobretudo a tola classe empresarial, que hoje se acha tão "pragmática".

Como bem demonstrado por Nivaldo Cordeiro, em momento de grande lucidez, e por mim mesmo, no final das contas o que houve foi a senadora Kátia Abreu e o jornalista Reinaldo Azevedo, fora aqueles que me passam aqui desconhecidos - terem pedido as bençãos ao PC do B, foi o DEM e a CNA terem servido gratuitamente de cabos eleitorais para Aldo Rebelo.

No texto da combativa senadora, friso a sua infelicidade por ter aplaudido a atitude do deputado Aldo Rebelo sem ter frisado os caros valores da propriedade privada, de uma carga fiscal mais amena e do perigo das ONG's que as esquerdas implantaram e cevaram durante décadas, como valores que os DEM justamente defendem por essência, muito antes do PC do B (Se é que defendem mesmo). Em resumo, a congressista entregou o discurso de mão beijada ao inimigo.

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