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sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

MST e novilíngua

Mídia Sem Máscara

Bruno Pontes | 03 Dezembro 2010
Artigos - Governo do PT

Se os pagadores dos impostos que o governo federal repassa ao MST ao menos sugerirem que alguma coisa aí está errada, serão automaticamente acusados de "criminalizar" o movimento e olhados com nojo por jornalistas, ongueiros e professores universitários.


Em 2007, o MST fechou duas vezes a Estrada de Ferro Carajás, operada pela Vale, impedindo o transporte de minério de ferro do Pará ao Maranhão. Os sem-terra incendiaram dormentes, cortaram cabos de fibra ótica e de energia e desmontaram trilhos. Meses depois, o juiz Carlos Henrique Haddad condenou líderes do bando a pagar multa de R$ 5,2 milhões à Vale. A resposta do MST, em nota: a sentença representava a "criminalização dos movimentos sociais que lutam por um Brasil melhor".

Ao longo de 2007, o MST invadiu três vezes a fazenda Boa Esperança, no Pontal do Paranapanema, São Paulo, e ignorou uma ordem de reintegração de posse. A juíza Marcela Papa ordenou que o MST pagasse indenização de R$ 150 mil ao dono da fazenda. Escutem a reação do líder do MST no Pontal, José Rainha: "Condenar um movimento social é condenar a democracia".

Se os pagadores dos impostos que o governo federal repassa ao MST ao menos sugerirem que alguma coisa aí está errada, serão automaticamente acusados de "criminalizar" o movimento e olhados com nojo por jornalistas, ongueiros e professores universitários plenamente conscientes de que a noção de crime é relativa: se for praticado por grupos abençoados pela esquerda, nem crime é, pra começo de conversa.

Esta semana, o Ministério Público de Pernambuco promoveu um Termo de Ajustamento de Conduta contra a Associação dos Militares de Pernambuco (AME) e a empresa de outdoors Stampa, que deverão exibir 21 outdoors com elogios ao MST a partir de março de 2011. A AME terá ainda que publicar retratações públicas ao MST no Diário Oficial de Pernambuco, no jornal interno da policia militar e no site da associação.

O crime cometido pela Associação dos Militares de Pernambuco foi hediondo: em 2006, a entidade espalhou pelas principais ruas do Recife e nas rodovias de Pernambuco outdoors e jornais com palavras consideradas difamatórias pelo MST. Tirem as crianças da sala e sintam o ódio secretado pelos malditos militares: "Sem Terra: sem lei, sem respeito e sem qualquer limite. Como isso tudo vai parar?"
Os comunistas da Comissão Pastoral da Terra e do Movimento Nacional de Direitos Humanos chiaram. Segundo eles, os outdoors patrocinados pelos militares "tinham o claro objetivo de criminalizar o movimento".

O MST não seria o que é hoje sem a colaboração da intelectualidade de esquerda. Nenhuma ONG foi consolar as famílias dos vigias executados por integrantes do MST durante o Carnaval do ano passado, em Pernambuco. Nenhum padre de passeata da Teologia da Libertação foi consolar os órfãos. A turma dos direitos humanos tirou férias. O terror é legitimado como resistência ao "sistema", ao "neoliberalismo", à "mídia golpista", ao "agronegócio". É o que está sendo ensinado aos estudantes de Jornalismo, Direito, Ciências Sociais, História, Geografia, Pedagogia etc. em todas as universidades bancadas pelos impostos dos malditos fazendeiros que produzem comida barata e farta e geram empregos no campo e na cidade.

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