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terça-feira, 23 de dezembro de 2008

O que quer o Brasil da França... além de uma beijoca de Lula em Sarko...

Segunda-feira, 22 de Dezembro de 2008

Blog do Clausewitz

Peço ao amigo e à amiga que leia antes de mais nada o texto abaixo e as reportagens logo em seguida... o texto é antigo, quando Sarkozy ainda era ministro do governo francês, mas as reportagens são mais recentes... a primeira é do mês de abril e por último, uma de hoje relativa à visita do presidente francês... volto depois...

DOSSIÊ - A FRANÇA E O ISLÃ


"A França tornou-se, em menos de 40 anos, a nação da Europa ocidental em que a população de origem muçulmana é a mais importante numericamente. Segundo as declarações feitas em 2003 pelo Ministro do Interior, Nicolas Sarkozy (atualmente Ministro da Economia e das Finanças), na França vivem cinco milhões de muçulmanos e o Islã é a segunda religião do país, depois do catolicismo (43 milhões, 75% dos franceses, num total de 58 milhões de habitantes) e é muito mais difusa do que o protestantismo (800 mil), do que o judaísmo (700 mil) e do que o budismo (400 mil).

Desde 1913, o número de muçulmanos residentes na França passou de 5 mil para 5 milhões hoje. Desses, quase três milhões são cidadãos franceses. Todavia, seu peso político é ainda insignificante. Quantos ministros, deputados, senadores, prefeitos, embaixadores são filhos da imigração? Poucos. E este é já um primeiro sinal que revela uma integração ainda difícil, vista a recente lei sobre a proibição dos símbolos religiosos “ostentados” em ambiente escolar.

Todo dia 5 de janeiro, para a cerimônia de felicitações, o Presidente da República recebe os representantes das três grandes religiões da França: católica, protestante e judaica, e a religião muçulmana fica de fora. Somente no dia 13 de janeiro de 2000, o Presidente Chirac convidou pela primeira vez, separadamente, uma pequena delegação de Imãs e de reitores de mesquitas, entre eles o reitor da mesquita de Paris, Dalil Bubakeur.

Mas se o Estado francês fez pouco para atualizar a velha máquina da integração, do outro lado, durante anos, numerosos muçulmanos franceses nunca quiseram considerar a França como seu país, mas somente como uma terra de passagem. Nos anos 50, com a chegada dos imigrantes vindos das colônias do norte da África, os árabes e muçulmanos mandavam todo o dinheiro para suas famílias. Nem mesmo a lei da reconjuntividade familiar, de 1974, conseguiu mudar a convicção de que a verdadeira vida estava do outro lado do Mediterrâneo. Depois, esta tendência começou a mudar lentamente, mas se apresentou um outro grande problema: como permanecer de cultura e de religião muçulmanas em um país leigo sem renegar as próprias origens? É preciso levar em consideração também alguns resultados de pesquisas solicitadas sobre a prática religiosa dos muçulmanos na França, publicados pelo jornal “Le Monde” (veja em anexo).

De fato, a mudança ocorreu gradualmente nos últimos 10 anos, quando a população imigrada tomou consciência que já era francesa a todos os efeitos. Também o demonstra um fato que não escapou das estatísticas: desde o início da década de 90, aumentaram os pedidos de muçulmanos que querem ser sepultados nos cemitérios franceses. Isso significa abandonar o mito do retorno e se adequar ao lugar onde se vive, adaptar-se às leis, aos valores e ao estilo de vida francês. Mas é possível fazê-lo sem abandonar a própria identidade árabe-muçulmana?

É um desafio difícil em uma França que ainda não está completamente curada do drama argelino, e que está tomada, agora, pelo novo medo do terrorismo islâmico. Hoje, pode-se considerar integrados entre 60 e 80% dos muçulmanos, inclusive muitos personagens televisivos, muitos artistas e intelectuais. Um em cada dez casais declara-se misto e os casamentos entre franceses e argelinos estão em primeiro lugar. Está em aumento constante também o número das magrebinas casadas com franceses não muçulmanos. Tudo isso está mudando o panorama social francês. Mas se deve destacar que as histórias de sucesso são individuais e não derivam de uma política de integração conduzida em nível nacional, que ao invés veio a faltar. E existem ainda muitos casos de magrebinos que voltaram para seus países depois de um divórcio e depois de terem tirado os filhos das ex-mulheres que, segundo as regras do Islã, são sempre sob custódia do pai.

Uma profunda fratura está dividindo a comunidade árabe-muçulmana: de um lado, a maioria, estão aqueles que “tomaram o elevador”, como afirmam na França, e de outro, aqueles abandonados a si mesmos, principalmente jovens sem educação e sem trabalho. Os mais vulneráveis cedem a todas as tentações, muitas vezes acabam se envolvendo com delinqüentes ou com o integralismo islâmico, principalmente nas cidades-gueto, construídas nos anos 60, e que os governos sucessivos não conseguiram desfazer. E um crime, às vezes, segue o outro. Delinqüência, carros danificados, agressões, brigas entre bandas, assaltos à mão armada. A lógica é quase simplória: a sociedade nos ignora? Então provaremos a nossa existência!

Antes do 11 de setembro, o conflito israelense-palestino, amplificado pela mídia, exasperou esta atitude em algumas faixas da população. O 11 de setembro mudou muitas coisas. Alguns destes jovens marginais precisavam de uma fé, de uma causa. Hoje, os serviços de inteligência franceses descobriram que a rede de Bin Laden já estava enraizada e ativa, e que jovens talibãs franceses já haviam iniciado o percurso inicial do Afeganistão, e foram presos em Guantanamo.

Ao governo permanecia uma só estrada: tomar ato da existência do Islamismo e organizá-lo. Jean Pierre Chevenement, Ministro do Interior e dos Cultos, já havia planejado, em 1999, um processo de consulta das autoridades islâmicas. A situação demonstrou-se rapidamente catastrófica, porque o Islamismo na França era fragmentado, não existia uma comunidade unida, e os locais de culto cresciam de forma desordenada. Em 1978, existiam 72 mesquitas, em 2002, centenas. Os muçulmanos começavam a rezar em garagens, cantinas; todos podiam se autoproclamar Imames e improvisar pregações inflamadas. Em meio a esta anarquia, os grupos extremistas mais organizados começaram a dominar os locais de oração."

Fonte: Agência Fides

Sarkozy se opõe à regularização global de imigrantes ilegais


“O presidente francês, Nicolas Sarkozy, ressaltou hoje sua oposição a uma regularização global dos imigrantes ilegais, porque a experiência mostra que "conduz à catástrofe", e insistiu em aplicar a lei, enquanto criticou os empresários que contratam trabalhadores irregulares.

"Está descartado que faremos uma regularização global, porque conduz à catástrofe", disse em entrevista exibida pela televisão Sarkozy, que lembrou que após o processo de legalização em massa de imigrantes ilegais, em 1997, "no ano seguinte houve uma explosão de processos de asilo".

"A França continuará sendo um país aberto", mas "não podemos acolher, como disse Michel Rocard (ex-primeiro-ministro socialista), toda a miséria do mundo", ressaltou.

Fonte: IG / Efe

Acordos de Defesa devem marcar encontro entre Lula e Sarkozy

"Em sua última viagem oficial como líder da União Européia, o presidente da França, Nicolas Sarkozy, terá no Brasil uma agenda repleta de anúncios positivos, mas precisará lidar com alguns assuntos delicados na relação bilateral, como a imigração. Do lado positivo da agenda, o destaque são os acordos na área de defesa...

O assunto não é visto com bons olhos pelo Itamaraty, que chegou a divulgar uma nota repudiando o projeto onde afirma que as medidas "generalizam critérios seletivos e abrem margem a controles que, na prática, podem se revelar arbitrários e atentatórios".

De acordo com o Itamaraty, o assunto não faz parte da pauta do encontro entre os dois presidentes, no Rio de Janeiro, "mas poderá ser abordado". Se isso acontecer, o argumento brasileiro junto a Sarkozy será no sentido de "mostrar os aspectos positivos da imigração".

Falando à BBC Brasil em Paris, Jean-David Levitte, conselheiro diplomático de Sarkozy, disse que acha que a proposta para a imigração "não foi bem compreendida na América Latina". Segundo ele, as conversas com Lula sobre o assunto serão apenas para detalhar as novas regras. O conselheiro do presidente francês admitiu, no entanto, que talvez o tema da imigração não conste na declaração final da Cúpula União Européia-Brasil por falta de acordo."

Fonte: IG / BBC

Alguns comentários meus:

1º- O Blog do Clausewitz vem alertando para a política externa da diplomacia brasileira que está visando ao bem estar do foro de São Paulo e visando também à aproximação do Brasil com o islã...

2º- Isso é notório e só neste ano foram mais de dez termos de cooperação militar com países islâmicos e como no caso da França, com grande população islâmica...

3º- A razão é óbvia e é a mesma que está levando os vizinhos Venezuela, Bolívia e Equador a buscar essa aproximação: o anti-americanismo...

4º- Mas o leitor mais arvorado dirá: mas a França está isenta e no mais, é uma grande potência... sim, a França é uma grande potência, é o centro financeiro e político da União Européia, Paris é um dos centros nervosos da OTAN, a França é um governo de direita, a primeira dama é muito graciosa, mas como nos mostra o primeiro artigo, a França abriga hoje um universo de mais de 5 milhões de mulçumanos e o islã é a segunda religião professada...

5º- E o que o pessoal do Itamaraty está querendo na verdade é amolecer o direitista garotão Nicolas Sarkozy, que desde o início desta década é um dos mais combativos políticos na busca da legitimação da migração ao continente europeu, pois como ele próprio afirmou, não há condições de assimilarem toda a desgraça do mundo...

6º- E por que a França tem que ser amolecida pelo foro de São Paulo? A França, juntamente com a Espanha, tem sido secularmente um corredor de escoamento das comunidades marroquinas e argelinas, até mesmo porque ambos os países foram colônias francesas até a segunda-guerra mundial... e esse fluxo foi o suficiente para estabelecer a migração que saturou a França da cultura islâmica...

7º- Certamente ainda há alguns visitantes que não entenderam porque o islã seria importante para o foro de São Paulo e porque seria necessário o afrouxamente dos rigores do presidente Sarkozy... ora, desde quando o Itamaraty se preocupou com nossos imigrantes e migrantes ilegais ou legais? o que é mais urgente agora, disseminar o islamismo na Europa que controla a imigração com base nas teorias de Sarkozy ou na América Latina que já está de portas abertas para a jihad?

8º- Eu lembro que a jihad islâmica foi a única força viva capaz de levar o pânico aos Estados Unidos e à Europa, após a pseudo-organização promovida pela ONU no mundo e que o que eles buscaram destruir está intimamente ligado com o que os comunistas há quase um século também perseguem: a destruição do mundo capitalista, do mundo onde a economia de mercado é o centro das oportunidades, do mundo onde a liberdade é o centro da vida...

9º e último- E para quem descobrir o que Lula está falando a Nicolas Sarkozy, na foto acima, em francês bizantino, ofereço um panetone de frutas cristalizadas que recebi numa cesta de natal muiiiiiiiiiito estranha... diria até perigosa...

Clausewitz

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