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quarta-feira, 17 de junho de 2009

Estatuto do marxismo racial

Mídia Sem Máscara

Outro artigo fantástico, o 74, determina a quantidade de negros nos meios de comunicação. Pelo menos 20% dos atores e figurantes de qualquer produção televisiva devem ser negros. A coisa é idiota a esse ponto. Se forem encenar a história da Branca de Neve, será obrigatória a presença de um anão preto.

Estava marcada para 13 de maio, na Câmara dos Deputados, a votação de outro projeto de engenharia social da esquerda militante, o Estatuto da Igualdade Racial. Escrevo este artigo sem saber se houve a votação ou o resultado dela. Se o projeto passar, a sanção de Lula é praticamente certa. E então uma estupidez monumental terá sido cometida em nome da maldita correção política que já imbecilizou uma geração inteira e promete deixar um legado nefasto.

Quem lê o texto do estatuto é logo avisado pelo senador petista Paulo Paim, autor do projeto: "Sabíamos que ao defender essa bandeira, muitos seriam contrários. Afinal, o preconceito está arraigado em nossa sociedade. Os argumentos dos conservadores de hoje são os mesmo dos escravocratas da época da Abolição". Mais: o texto afirma que "hoje (...) a batalha entre os que defendem os princípios abolicionistas e os escravocratas perdura". É a velha tática de chantagear emocionalmente para desencorajar qualquer resistência. Antes de dar um pio, o herege já está condenado. Qualquer oposição que se faça é movida pelo orgulho ferido dos brancos safados que não querem perder privilégios centenários, os escravocratas do século XXI. Que tal?

O Estatuto da Igualdade Racial seria chamado mais apropriadamente de Estatuto do Marxismo Racial. O que é classe na teoria do barbudo vira cor de pele na teoria da antropologia picareta de Paim e companhia. É disso que se trata, e seus autores não estão muito preocupados em disfarçar. O material é riquíssimo, mas, por falta de espaço, destaco aqui dois absurdos apenas.

O artigo 62 diz que os governos "ficam autorizados a promover ações que assegurem a igualdade de oportunidades no mercado de trabalho para os afro-brasileiros, e a realizar contratação preferencial de afro-brasileiros no setor público e a estimular a adoção de medidas similares pelas empresas privadas". A tradução é simples: acabou esse negócio de contratação por mérito. O mérito agora é a cor do sujeito. Acabou também essa lenda de que são os empresários que mandam nas empresas. Os empresários são empregados do Estado e devem cumprir as ordens do politburo.

Outro artigo fantástico, o 74, determina a quantidade de negros nos meios de comunicação. Pelo menos 20% dos atores e figurantes de qualquer produção televisiva devem ser negros. A coisa é idiota a esse ponto. Se forem encenar a história da Branca de Neve, será obrigatória a presença de um anão preto. O pessoal das artes que se vire para adaptar.

A esquerda brasileira está lutando para tornar dogma a noção de raça, já enterrada pela ciência, e dividir juridicamente a sociedade em cidadãos brancos e cidadãos pretos, os primeiros transformados pelo Estado em eternos suspeitos de crime racial e os segundos em coitados profissionais, para a satisfação de Paulo Paim e companhia, ongueiros e burocratas socialistas que ganham a vida regulando o mundo a partir de suas repartições. Parece que está chegando a hora de instaurar o apartheid com consciência social.

Bruno Pontes é jornalista - http://brunopontes.blogspot.com

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