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segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Americanos intimidados alegam não saber dos motivos de Hasan

Mídia Sem Máscara

As mortes e os ferimentos ocorridos em Fort Hood são desoladores e enraivecedores. Mas o que é por fim muito mais prejudicial aos Estados Unidos do que o mal que causou as mortes e os ferimentos é o auto-engano maciço a que a sociedade americana se dedica por causa do medo de ser chamada de fanática, racista ou islamofóbica.

Lê-se e ouve-se com crescente descrença e raiva que não conhecemos o motivo ou os motivos de Nidal Malik Hasan, o major do exército que disparou mais de cem tiros contra seus colegas, soldados do exército americano, com o objetivo de assassinar e ferir tantos quanto fosse possível. Supostamente, Hasan acabou por assassinar treze pessoas, mas os porta-vozes do governo e do exército e a grande mídia alegam que são incapazes de descobrir por que ele fez o que fez. Entretanto, eles estão certos de que não se trata de um ato de terrorismo.

O artigo sobre Hasan da seção "semana em revista" do New York Times foi intitulado "Quando os soldados perdem o controle". A substância do artigo era que o major Hasan tinha perdido o controle - ainda que jamais tenha estado em combate. Ele perdeu o controle por antecipação. Apenas duas sentenças no artigo foram dedicadas à possibilidade de que os motivos dele fossem de algum modo relacionáveis à fé islâmica do major.

Como Chris Matthews afirma, "não está claro se a religião de Hasan foi um fator nesse tiroteio". Para Matthews, não apenas não estava claro se a fé islâmica de Hasan foi o fator determinante, como também não estava claro se ela chegou a ser mesmo um dos fatores.

Igualmente, na National Public Radio, Tom Gjelten ofereceu a explicação inédita de que Hasan, que nunca esteve em combate, pode ter sofrido da "síndrome de estresse pré-traumático", porque antecipou sofrer de aflição traumática. "Teria sido Hasan um exemplo", Gjelten perguntou a sério, "daqueles soldados que perdem a cabeça por causa daquilo que provavelmente enfrentarão quando forem colocados em combate?"

E na Fox News, Geraldo Rivera disse: "Não sei o que o motiva... até onde sei... ele é um sociopata; ele é um criminoso. Ele poderia ter tido uma dor de dente e surtado por causa disso."

As mortes e os ferimentos ocorridos em Fort Hood são desoladores e enraivecedores. Mas o que é por fim muito mais prejudicial aos Estados Unidos do que o mal que causou as mortes e os ferimentos é o auto-engano maciço a que a sociedade americana se dedica por causa do medo de ser chamada de fanática, racista ou islamofóbica.

Qualquer americano que não esteja preparado para mentir para si mesmo tem alguma razão para acreditar que as convicções religiosas de Hasan foram fatores proeminentes, senão exclusivos, pelos quais ele assassinou seus companheiros de farda. Os motivos aparecem tão claramente quanto quaisquer outros.

Chuck Medley, diretor dos Serviços de Emergência de Fort Hood, disse à Reuters que Hasan gritou "Allahu Akbar" - isto é, "Allah é supremo", invocação que é gritada por terroristas islâmicos antes de cometer assassinatos - pouco antes de atirar.

O Dr. Val Finnell contou à Associated Press que ele e outros colegas que, de 2007 a 2008, participaram de um programa de mestrado com Hasan na Uniformed Services University, tinham reclamado de alguns comentários de Hasan, inclusive o de que a guerra contra o terrorismo era "uma guerra contra o Islam".

Um outro colega disse à Associated Press que ele reclamou para cinco oficiais e dois membros do corpo docente da universidade. Ele também escreveu para oficiais do Pentágono que o medo que os militares têm de serem vistos como politicamente incorretos evitava que houvesse uma "discussão intelectualmente honesta da ideologia islâmica" nas fileiras.

Outros colegas que participaram de um programa de mestrado no período de 2007 a 2008 disseram que também eles tinham reclamado para seus superiores acerca das posições anti-americanas do major Nidal Malik Hasan, dentre as quais se incluíam uma apresentação que justificava bombardeios suicidas e afirmações feitas a colegas de que a lei islâmica sobrepujava a constituição americana.

E agora a ABC News reporta que Hasan tinha tentado entrar em contato com a al-Qaeda.

É um dado que a vasta maioria de americanos muçulmanos são americanos leais. Mas esse não é o único dado.

É também um dado que uma certa porcentagem de muçulmanos dentro e fora das forças armadas são islamitas que querem ver os americanos mortos e a América convertida ao Islã.

Negar a existência dessa minoria em nada favorece a maioria dos muçulmanos. E os americanos muçulmanos não fazem nenhum favor a si mesmos ao negá-la. Infelizmente, os muçulmanos são teoricamente representados por grupos como o CAIR (Conselho de Relações Islamo-Americanas), cujos valores, com razão, são vistos como suspeitos pela maioria dos americanos.

O fato de que há americanos muçulmanos cujas crenças os impelem a assassinar americanos não-muçulmanos preocupa os americanos. Mas o que é ainda mais preocupante é que grupos de americanos muçulmanos (e seus partidários na esquerda) neguem a existência desse fato.

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Tradução: Alessandro Cota

Publicado originalmente no Townhall.

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