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quarta-feira, 6 de maio de 2009

Cobram do coronel Plazas Vega sua firmeza contra os narcotraficantes

Mídia Sem Máscara

Nessa ordem de idéias, as FARC massacram camponeses, desatam ondas de terror, seqüestram, roubam, destroem, etc. Entretanto, para eles e os camaradas legais essa é a guerra do povo contra a oligarquia. E imediatamente não querem que os agredidos pelas guerrilhas comunistas, humilhados pela inaptidão do Estado, se armem e os agridam em igual ou maior dimensão.

Ler o livro Itinerario de una injusticia escrito de forma clara, concisa, metódica e cronológica pelo coronel Alfonso Plazas Vega, deixa a evidente sensação que por trás da acusação que se faz contra ele, com base no testemunho de um ex-agente de polícia hoje exilado em Bruxelas graças à mediação de uma ONG esquerdista, que incriminou Plazas pelo suposto seqüestro e desaparecimento de umas pessoas após a recuperação do Palácio da Justiça, pode ser um mandado do narcotráfico ou o produto da incidência da esquerda terrorista empenhada na guerra jurídica contra a ordem estabelecida e a democracia, que em contraste as deixa existir e opinar. Ou, o que é pior, uma combinação das duas obscuras facetas.

Em qualquer dos três cenários se evidencia que a projetada transferência do coronel Plazas a um cárcere comum, é uma decisão que põe em perigo sua vida, além de um suspeito viés contra a instituição militar, cujo sacrifício individual e coletivo tem sido o apoio ao Estado de Direito que, embora imperfeito, subsiste em meio das ondas de ataques que os delinqüentes de todas as pelagens fazem contra as instituições colombianas.

Um exame detalhado das três possibilidades, e nas quais têm como denominador comum o risco da integridade pessoal do coronel Plazas Vega, indica que a esquerda extremista não renunciou à tese da combinação das formas de luta para tomar o poder e instaurar uma ditadura comunista; que não cessou a guerra política contra o Estado com todos os seus componentes, (na qual os comunistas armados e desarmados são muito hábeis); que o narcotráfico continua sendo a espinha dorsal de todas as formas de violência terrorista contra o povo colombiano; que o M-19 tinha sim pactos com Pablo Escobar para assaltar o Palácio da Justiça; e que o ingente trabalho de expropriação de bens contra os narcos que o coronel Plazas Vega encabeçou durante o período em que esteve a cargo da Direção Nacional de Estupefacientes, gerou ressentimentos dos que queriam vê-lo hoje no pelourinho público.

Convém aos narcos de todas as vertentes transtornar o Estado. Cada um com interesses excludentes e particulares, porém convenientes aos seus planos e objetivos. E para desgraça do coronel Plazas, ter combatido a uns e outros o enquadram dentro do bode expiatório ideal. Esse é seu karma e seu drama frente a uma sociedade insensível e indiferente pela sorte dos soldados que a servem, os quais em outros países são considerados heróis e veteranos com muitas reciprocidades.

Porém, cada vez que alguém opina com o desejo de defender o devido processo contra o coronel Plazas e os demais militares acusados como criminosos, por terem tirado do Palácio da Justiça uma horda de assassinos terroristas que contraditoriamente hoje são senadores, colunistas, moralistas e “cidadãos exemplares”, chovem ofensas descomedidas por parte de “idiotas úteis” das guerrilhas e de seus grupos de apoio ideológico. Nem um só argumento jurídico ou ético para rebater as teses expostas em torno a um tema que reveste perfis de atentado contra a segurança nacional.

É mais fácil insultar o colunista e prejulgar o Exército, sem se deter em avaliar que assim como os “paras” são filhos do comunismo terrorista, a violenta reação do Estado colombiano no Palácio da Justiça foi a necessária e inadiável resposta ao binômio narcotráfico-terrorismo e à projeção estratégica dos bandos armados treinados e ideologizados pela ditadura cubana.

Tudo isto é sintomático. Circula pela internet a cópia de uma extensa carta de 40 páginas datada de 13 de março de 2009, ao que tudo indica elaborada pelo controvertido e controverso sacerdote jesuíta Javier Giraldo, mediante a qual o clérigo manifesta a uma funcionária do CTI aberta renúncia para participar de uma diligência judicial pois, segundo suas presumíveis palavras, “peço que se me exima de toda declaração, versão, averiguação ou entrevista, dada minha responsabilidade moral de fazê-lo. A Constituição Nacional estabelece que ‘ninguém será obrigado a atuar contra sua consciência’ (Art. 18)”.

Chama a atenção que no extenso memorial de agravos supostamente elaborado pelo padre Giraldo, ele informa que não atenderá ao chamado da Justiça porque ao mesmo tempo acusa a Procuradoria de atuar em conchavo com as Forças Militares para desviar processos. Que curioso! O mesmo sacerdote especialista em levar testemunhas às salas dos tribunais para que, com base em testemunhos sem prova se procure culpar os membros do Exército que no campo de combate evitaram o crescimento dos terroristas do ELN, e aos quais lhes lavaram o cérebro com a Teologia da Libertação e o Jesus verbo no substantivo, orientadores da violência revolucionária de massas.

Segundo consta no livro de Plazas Vega, a Procuradora que adianta o processo contra ele substancia todas as ações que o têm privado da liberdade com base no testemunho de um ex-policial exilado na Europa por iniciativa de Giraldo. Como diz o adágio popular: “O que as usa, as imagina”...

Há poucas semanas, Herlinda Ramírez de Buitrago, militante ativa da quadrilha Carlos Alirio Buitrago do ELN, reclamou ante os tribunais de justiça que seus filhos Carlos e Alirio foram assassinados por ordem de Ramón Isaza, que reconheceu a autoria do crime. O que a mencionada senhora não reconheceu foi sua militância terrorista, nem sua participação – como a dos demais filhos e seu esposo Manuel, cognome “Marcelo – no assalto a Cementos Rio Claro em 1987, a incineração de carretas na rodovia Medellín-Bogotá, o assassinato de camponeses nas veredas do Oriente Antioquino, o tráfico de estupefacientes, etc. E pensar que esta quadrilha, e em especial os irmãos Buitrago, foram incorporados ao ELN pelo sacerdote e terrorista Bernardo López Arroyave, cujas teses políticas eram muito coincidentes com as de Giraldo...

Este episódio da família Buitrago, somado à guerra de nervos com as famosas minas terrestres que o ELN desatou no Chucurí Santanderiano, grupo muito próximo à linha ideológica de Arroyave, foram apresentados por Javier Giraldo como a perseguição do Estado contra as comunidades eclesiais de base, a partir de “testemunhos”, estratagema que em contraste, ao que parece, Giraldo critica e sataniza na extensa carta de suporte à sua “convicção moral”...

É o mesmo procedimento do Partido Comunista em torno de seu braço armado, as FARC. Por exemplo, qualquer publicação do semanário “Voz” é uma descarada multiplicação politiqueira das tramas urdidas pelo Secretariado das FARC, como o demonstraram os computadores de Reyes e as provas que diariamente aparecem acerca da militância de todos os cabeças das FARC nas estruturas do Partido Comunista Colombiano.

Nessa ordem de idéias, as FARC massacram camponeses, desatam ondas de terror, seqüestram, roubam, destroem, etc. Entretanto, para eles e os camaradas legais essa é a guerra do povo contra a oligarquia. E imediatamente não querem que os agredidos pelas guerrilhas comunistas, humilhados pela inaptidão do Estado, se armem e os agridam em igual ou maior dimensão. Quer dizer, o círculo vicioso derivado da incapacidade da direção política.

Não só nesta suposta carta à funcionária judicial, senão ao longo de sua militância político-religiosa, nem o padre Javier Giraldo nem os que o secundam questionaram os terroristas colombianos pelas atrocidades que cometem. Ao contrário, os têm defendido, com o enviesado argumento de que defendem as vítimas civis dos efeitos do conflito... É a dupla moral em toda sua magnitude!

Enquanto Giraldo se queixa da justiça baseada em testemunhos sem mais provas (se for correta a carta que circula na internet), o coronel Plazas Vega se encontra detido, pela “força jurídica” de um testemunho sem provas de alguém enviado por Giraldo para depor contra o oficial (segundo consta em seu livro). E o que é mais grave: o risco de ser transferido a um cárcere comum onde possam atentar contra sua vida os sequazes do narcotráfico, ou os seguidores da teologia da libertação hoje detidos por ser terroristas do ELN, ou os “camaradas” das FARC presos por mascarar a Colômbia na primavera.

Onde estão a Justiça, a justeza e a clareza conceitual do homem novo que promulgam tanto a teologia da libertação quanto os terroristas do ELN, idiotizados pelos “padres revolucionários”?

Seria grandioso se o padre Giraldo esclarecesse estas dúvidas, porém sem tratar de enrolar idiotas úteis com o conto das causas do conflito, da amigação do Estado com os “paras” e da descarada negação das atrocidades que as quadrilhas guerrilheiras cometem em associação com os narcos.

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*Analista de assuntos estratégicos - www.luisvillamarin.co.nr

Tradução: Graça Salgueiro

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